27 fevereiro 2011

Cap de Respiro Me no feriado!

Olá, amorecos!
Sei que estou em débito com vocês, e peço desculpas por isso...
Minha escola é barra pesada e andam dilacerando nós, pobres alunos à mercê deles *momento drama ON*
ksaopksaopksaopkas
De qualquer forma, eu VOU escrever no feriado de carnaval, nem que para isso seja preciso eu me virar em 3! *O*
Muito obrigada pelo carinho de todos...
Um grande beijo =*
Toodles honey

PS: O blog ficou fora do ar por um dia porque eu estava arrumando algumas coisinhas nele... Vocês podem notar as diferenças! Organizei os espaços das fics e tudo mais, para facilitar a leitura ;)


Anastácia


Mantenha seu queixo para cima, um dia vai haver felicidade novamente. Anastásia


Reblogged caviinha

Ah, Bial

Ah Bial, gostaria de eliminar a escola, nada contra mas só por questão de afinidade mesmo.
 


(Source: thebrightstars)
 

Ahhhh tá…

Falta dinheiro pra educação. Falta dinheiro pra saúde. Falta dinheiro pra segurança. Agora, dinheiro pro carnaval não falta né? Ahhhh tá…
 
 
 
 

O que você faria se conhecesse Kristen Stewart?

Eu ficaria assim:


E eu iria chorar... Mas sem gritar! E, então, eu ficaria assim:


E iria abraçá-la assim:


E depois eu diria: "Kristen, você é tão fantástica e talentosa, e é uma atriz muuuuuuuuito incrível e... e... :D Ah, você é super linda e um exemplo!"

E eu ficaria assim:


E ela reagiria assim:



E eu tiraria uma foto com ela, como essa:



E, depois, ela sairia andando assim:



E eu ficaria assim:



Ahh, amei esse post!
ksaopkasopksapoksaop

Reblogged brenda-big-dreamer

Preguiça

Preguiça não deve ser um pecado tão ruim, afinal, é ela que me impede de cometer os outros 6 pecados.


Reblogged maycastanheira

Ok, eu confesso!

Eu confesso que morria de medo com algumas lendas urbanas que passavam no Gugu.
 

(Source: annormal)

Semelhanças Beward




Sam: Dean, o papai morreu, fala alguma coisa…


Dean: Então chega mais perto para eu encostar minha cabeça no seu ombro, a gente chora, conversa e depois dança abraçadinho…

sempresorria

Damon x Elena


Reblogged mypizzamyrules

Closed Circuit


Capítulo Único

Sinopse: Uma vida rotineira. Gravação de mais um filme. Paparazzi e fãs a cercando constantemente. Privacidade zero. Apenas uma pessoa é capaz de abrir um caminho nesse circuito fechado - seu co-star.

Classificação: Livre
Categorias: Atores e Atrizes, Kristen Stewart, Robert Pattinson.

Oneshot Robsten (Robert Pattinson e Kristen Stewart).
• Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.



Circuito Fechado 


        Insônia, acorda, mau-humor. Chinelo, palavrão, vaso, descarga. Pia, água. Espelho, rosto, olheiras, susto. Palavrão. Chuveiro, toalha. Quarto, hotel. Mala. Lingerie, jeans, camiseta, tênis. Óculos escuros.
   Celular, ligações, mensagens, suspiro. Telefone, recepção, café da manhã. Bolsa, telefonema, agente. Hall, hotel, multidão. Seguranças, paparazzis, flashes. Carro, motorista, endereço.
   Estúdio. Diretor, elenco, agente. Conversa, roteiro, ensaio. Camarim, figurino, maquiagem, penteado. Personagem. Câmeras, ajustes, atores, diretor, silêncio, ação. Falas, expressões.
   Pausa, café, cigarro, isqueiro. Conversa, co-star, sorrisos. Roteiro, leitura, concentração. Cenário, luz, câmera, ação. MTV, Extras, Access Hollywood. Entrevista, set, filmagens.
   Camarim, bolsa, óculos escuros. Vento, frio, casaco. Gritos, euforia, fãs, suspiro. Sorriso, caneta e papel, autógrafos, fotos. Seguranças, paparazzis. Carro, motorista.
   Hotel, serviço de quarto, almoço. Chuveiro, toalha, cama, sono. Acorda, tarde, relógio. Lanche, telefonema, agente.
   Vestido, sandália, acessórios, cabelo, maquiagem, bolsa de mão, cigarro. Hall, seguranças, paparazzi, fãs. Gritos, flashes. Motorista.
   Comic-Con, coletiva, imprensa, entrevista, exclusividade. Câmeras, jornalistas, fãs. Euforia. Elenco, diretor, perguntas, respostas, suposições, affair. Paparazzis, seguranças, motorista, carro.
   Hotel, quarto. Banho, pijama. Serviço de quarto, jantar. Televisão, fofocas, tédio. Cama, frio, vazio. Insônia. Madrugada, celular, amor, sorriso. Sobretudo, óculos escuros, chapéu. Recepção, porta dos fundos, táxi.
    Apartamento, campainha, porta.
_Pensei que não viria me ver hoje, swettie... – Rob falou, sorrindo, ao abrir a porta e certificar de que não havia nenhum paparazzi à espreita.
_Pensou errado, love. - Kris disse, com uma felicidade plena invadindo seu coração.
         Beijo, toques, sussurros, gemidos. Uma noite, muito amor.
         Mesmo vivendo em um circuito fechado, há sempre alguém que pode rompê-lo.



Fim.

Inventer L'amour


Capítulo Único

Sinopse:“Situações desesperadas pedem medidas desesperadas”. Mas e se uma dessas escolhas desencadeasse um resultado totalmente fora do esperado?

Classificação: Livre
Categorias: Saga Crepúsculo

• Pequena ONESHOT Beward.


Inventer L’amour


             Edward estava cansado de receber comentários maldosos por não ter uma namorada, então, resolveu contar uma mentirinha assim que voltara de uma viagem.
            “Arranjei uma linda namorada”, começou a dizer. E quando lhe perguntavam sua fisionomia, o garoto falava as primeiras características que lhe vinha em mente.
            “Ela é absolutamente linda. Tem a pele clara, olhos cor de chocolate e longos cabelos escuros.”
            E no instante em que lhe perguntavam seu nome, Edward dizia: “Isabella”.
            De tanto falar na bela garota, todos os seus amigos começaram a alimentar uma curiosidade desenfreada acerca desta, em contrapartida, o jovem teimava em dizer que eles não podiam conhecê-la por estar viajando ou ocupada.
            No entanto, já com a consciência pesada e exausto de tantas mentiras, Edward desabafou com sua melhor amiga e vizinha. Ela, como sempre muito compreensiva, entendeu o motivo da farsa do amigo de infância.
            Um mês se passara e o belo garoto de cabelos acobreados e esverdeados olhos continuara intragável com seu “teatro”, mas tornou a se apavorar quando seus amigos programaram uma grande festa para todo o colégio, e disseram-no que em tal evento, Isabella teria que ir, afinal de contas, Edward já inventara desculpas em diversas comemorações anteriores pela ausência de sua garota.
            Sem nenhuma carta debaixo das mangas, como sempre fazia, recorreu à sua grande amiga, a qual teve uma reveladora e esclarecedora ideia: “Já sei!”, exclamou animada, sorrindo amplamente, “Que tal se eu fosse a essa festa com você e fingisse ser sua namorada? Será que ainda não notou que eu e Isabella, além de termos a mesma personalidade e aparência, possuímos o mesmo nome?”.
            Edward ficou intrigado… Por que diabos ele criou uma namorada tão semelhante à sua melhor amiga? De qualquer modo, sua única alternativa fora aceitar a ideia maluca dela.
            Chegando ao grande e movimentado salão, os amigos do rapaz ficaram boquiabertos com tamanha beleza de sua acompanhante. Portanto, para enriquecerem a farsa, Bella - como gostava de ser chamada - e Edward foram para a reluzente pista e dançaram juntos, como um verdadeiro casal de namorados.
           A partir de então, o clima se tornou tenso e estranhamente quente, o que se tornou crescente no momento em que os amigos dele disseram para ambos se beijarem. E durante o selar de lábios, algo despertou em seus corações, e os dois perceberam que um sentimento inédito estava para nascer.
 
Fim.

Perfect Sense


Capítulo Único

Sinopse: É engraçado como as coisas fazem perfeito sentido somente após as derrotas. É estranho quando aparecem anjos que nos ajudam a superá-las. É imprescindível o momento em que nossas vidas se entrelaçam, mudando todo o curso de nossos caminhos.


Classificação: Livre
Categorias: Saga Crepúsculo
Gêneros: Drama, Romance, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Spoilers.

Twilight não me pertence.
• Pequena oneshot Bella&Edward.
• O nome da fic leva o mesmo nome de uma música do cantor inglês Roger Waters.

Perfect Sense


        O que há de tão interessante nessas cidades grandes? Ininterruptos sons de buzina, estridentes toques de celular, engarrafamentos quilométricos, rotina estressante e pessoas desprovidas de gentileza, prontas para roubar a posição social do outro? Com certeza as metrópoles apenas habitam seres que nem poderão desfrutá-la em um dia de folga, escolhendo por passar o dia todo vasculhando a internet ou assistindo algum seriado que falam de pessoas falsamente felizes e realizadas profissionalmente, porém com falta de sorte no amor, assim como seus telespectadores.
        Estremeço-me só de pensar que quase fiz parte disso. Agora agradeço àquele concorrente, que já julguei ser miserável, por ter tomado todo o prestígio que o chefe da advocacia tinha por mim. Nem sei por que perdi tanto tempo me esforçando para mostrar o melhor do meu intelecto e ser promovido para trabalhar em Roma.
        Lembro-me, hoje com um sorriso no rosto, de quanta raiva senti quando meu chefe escolheu o jovem e inexperiente, porém brilhante advogado para trabalhar na sede da empresa na Itália. Os nervos afloraram minha pele, enquanto o vermelhidão fazia-se presente em minha vista – vontade de gritar abatia-me intensamente.
         Fui para casa totalmente desolado naquele dia, mudando minha rota e parando em um barzinho, pedindo uma dose dupla de vodka com limão. De repente um inebriante e doce perfume tomou conta de todo o ambiente, fazendo-me esquecer de minha bebida.  Meus olhos se fixaram em um belo e jovem rosto feminino de um singular tom bronzeado: a mais encantadora mulher que poderia existir.
        Alícia se chamava aquela representação viva das deusas mesopotâmicas. Alicia é o nome da garota que me fez enxergar o lado positivo da vida. Sua carreira na medicina a tinha feito ser uma pessoa melhor e tinha também dado a ela o dom de transformar os seres humanos, assim como fez comigo.
       Arrepiei-me ao sentir seu doce aroma propagar ao meu redor, enquanto seus suaves braços envolviam minha cintura, tirando-me das lembranças passadas. Fitei seus inconfundíveis olhos azuis e me afoguei no oceano de amor que neles encontrei, beijando-a avidamente em seguida.
_Acabaram de ligar do hospital, amor, e estão te esperando. – sua aveludada voz comunicou-me, ao mesmo tempo em que eu retirava um fio castanho escuro que caia sobre sua delineada sobrancelha.
_Certo. – sorri, beijando-a novamente. – Tenho uma cesariana pra realizar daqui a pouco.
_Pode ir... Agora só vou aparecer por lá mesmo quando for a nossa vez. – recordou-me, sorrindo de canto, acariciando sua barriga de sete meses, onde abrigava o nosso bebê.
_Seus pacientes também sentem sua falta. – falei, lembrando-me de quando passei, no dia anterior, pela ala de oncologia pediátrica e as várias crianças mandaram-me bilhetes para entregar à minha esposa.
_É por isso que moramos aqui, no interior de Florença, amor: todos se lembram de todos e têm afeição por quem os ajuda. – Alícia disse carinhosamente.
_E é por isso que eu te amo. – sorri – Obrigado. – agradeci, beijando outra vez a mulher que não somente me fez trocar o ramo de advogado pela obstetrícia, mas que também fez de mim uma pessoa verdadeira, que ama viver onde vive e ama ser quem se tornou.

Fim.

My Love


Capítulo Único


Sinopse: Ao retornarem da Ilha Esme, Edward e Bella se deparam com o desconhecido.
O que fazer quando o amor da sua vida quer te tirar o seu mais novo motivo de viver?
Ela o persuadiu, mas como?
Quais foram as palavras que fizeram Edward deixar Bella seguir adiante em relação à gravidez?
Outtake de Amanhecer.

Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo
Avisos: Heterossexualidade, Sexo, Spoilers.

• Se passa durante Amanhecer, quando o livro é narrado por Jacob.
• Bella e Edward acabaram de voltar da Ilha Esme.
• História criada totalmente por mim, sem nenhum vínculo com o real livro, até porque jamais foi citado isso na Saga.
Twilight não me pertence.


My love

    Tímidos raios solares tomaram conta do ambiente, atravessando a parede de vidro do grande e aconchegante quarto e alcançado meus olhos, ainda preguiçosos – as manhãs de Forks pareciam extremamente monótonas em comparação aos claros e quentes dias na Ilha Esme, mas também me faziam sentir em casa.
            Senti delicadas carícias em minha nuca, sendo seguidas por suaves beijos que iam desde minha testa, passando por meus olhos, nariz e bochechas, até meus lábios entreabertos num pequeno sorriso. O entorpecente perfume doce e a refrescante pele do meu marido vampiro eram-me inconfundíveis.
_Bom dia, Sra. Cullen. – Seu leve tom de voz fez meu sorriso se alargar e minhas mãos enlaçarem seu pescoço.
_Bom dia, Sr. Cullen. – Suspirei ao abraçá-lo, sentindo o calor do meu corpo se apaziguar em contato com seu peito nu.
            Virei-nos na enorme cama dourada, fazendo-me deitar por completo em seu corpo, o que me permitiu sentir cada mínimo detalhe seu. Suspirei outra vez, afundando meu rosto em seu frio e aconchegante pescoço, enquanto o sentia tenso sob mim no mesmo instante em que suas mãos apertavam minha cintura e massageavam minha nuca.
_Bella, minha Bella... – Edward sussurrou carinhosamente.
            A fim de provocá-lo, distribuí maliciosos beijos por seu pescoço, arrancando um gemido seu quando mordia de leve a região. Para tentá-lo ainda mais, umedeci o lóbulo de sua orelha, soprando logo em seguida e dando uma leve mordida. Senti meu sexy e altruísta vampiro estremecer e suspirar ao mesmo tempo em que uma mão boba começou a se mover até apertar meu quadril, fazendo-me sorrir maliciosamente.
_Bella, isso pode ser peri...
            Não o deixei terminar sua comumente frase já utilizada durante nossos primeiros dias de lua de mel e agora também que voltamos para casa. Deste modo, antes que ele começasse a me alertar sobre os supostos riscos que eu corria, tomei seus lábios em um beijo quente e excitante.
            Mesmo ele estando vestido com uma calça de moletom e eu em uma confortável camisola – arrumada por Alice – pude sentir o quanto minhas investidas estavam funcionando.
_Bella, não podemos fazer isso. – Edward sussurrou, encarando-me com seus olhos caramelizados repletos de desejo.
_Mas não é isso o que o seu corpo diz. – sussurrei com uma confiança até então inexistente.
_Bella... Eu não posso te machucar...
_Você não vai me machucar. – falei, fitando-o seriamente, enquanto nossos narizes se tocavam tamanha era nossa proximidade.
_Foi isso o que disse da última vez e você se lembra no que resultou. – sussurrou fechando os olhos, franzindo as sobrancelhas, como se estivesse tendo uma desagradável lembrança.
_Sim, eu me lembro no que resultou: abraços e beijos intensos e profundos como os que você jamais havia me dado. Gemidos, sussurros e suspiros de prazer que você conseguiu arrancar de mim, assim como eu também fiz com você. Carícias ousadas e cheias de malícia que ambos fizemos e que nos marcaram pra sempre, Edward. – falei séria, fitando seus olhos, agora abertos, que pareciam deslumbrados. – Sem falar que aquela nossa primeira noite de amor deu origem a um lindo bebê! – sussurrei docemente, colocando minha mão direita em minha barriga pouco perceptível.
_Isso não está certo, Bella. – Edward murmurou de forma desesperada e apreensiva – Essa... coisa vai te machucar, amor. Pelo amor de Deus, não prossiga com essa gravidez. – o encarei e sua expressão era de dor e sofrimento. Era como se ele chorasse.
_Eu sinto muito, Edward. – sussurrei, acariciando seu rosto. – Mas nada vai me ferir... Ele é nosso filho, seu filho e não uma... coisa! – Alterei brevemente minha voz, controlando-a em seguida – Eu já te falei sobre o meu plano, amor: assim que o bebê nascer, você irá me transformar pra eu não... correr nenhum... risco. – falei, não conseguindo pronunciar a palavra “morrer”.
_Mas você já está correndo risco, Bella, amor... Você não vê? – ele disse – Em breve essa não será mais uma gravidez normal. Ele vai consumir todas as suas energias...
_Eu serei forte, Edward! – o interrompi – Eu sempre fui forte.
_O que eu devo fazer, então? – perguntou à beira da histeria.

Para ouvir: Sia - My Love 

_Ame nosso filho... E me ame. – falei o surpreendendo com minhas palavras. – Me faça sua mais uma vez. Me ame como você jamais me amou. Me faça sua por completo, Edward.
_Eu só não quero te perder de novo... – sussurrou cedendo... Sua voz tão suave como um carinho.
_Você não vai me perder. – sussurrei, roçando nossos lábios – Desde que me mostre o quanto você precisa de mim, pois é o quanto eu preciso de você. – Fechei os olhos, dando-lhe um leve beijo. – Apenas me ame... Vamos esquecer de tudo e de todos por hoje.
            Nossos olhares de fixaram e se sustentaram por alguns segundos entre o amor, o medo e o desejo. E então seus lábios curvaram-se no meu sorriso predileto, dizendo:
_Você é teimosa, Bella.
            Sorrimos cúmplices enquanto eu o beijava levemente.
_Eu vou te amar, querida. – sorriu, pousando uma de suas mãos na maçã do meu rosto – Você irá sentir o quanto eu te quero, amor. – falou delicadamente, e eu pude sentir a maciez e doçura de sua voz em contraste com o fogo e desejo de seus olhos.
            E com isso meus lábios foram pressionados pelos seus, dando início a um beijo repleto de sensações e sentimentos – implícitos e explícitos.
            Edward girou nossos corpos, ficando sobre mim dessa vez, sem nunca deixar de tocar minha pele quente e ansiosa. Seus lábios desceram para o meu pescoço, depositando beijos que me fizeram arrepiar e gemer seu nome.
        Suas mãos se movimentavam por toda extensão do meu corpo, apertando sensualmente minha coxa antes de levantar dolorosamente devagar a camisola que vestia. Suas geladas mãos tocavam com cuidado e prazer o início de minhas pernas, quadris, delineando minha barriga e cintura, até alcançar suavemente os meus seios, onde tortuosamente prosseguiu seu caminho até retirar minha veste.
             Dei um casto beijo em seus lábios e o empurrei de forma delicada até estarmos sentados na cama, um de frente para o outro. Seu nariz tocou o meu enquanto nossos olhares se encontraram e eu vi a paixão e o medo da perda através dos belos olhos topázio do meu marido. Abracei-o fortemente e sofregamente, sendo retribuída à altura, até que senti uma salgada lágrima deslizar por meu rosto.
           Meu coração doía, sangrava. Eu tinha medo de morrer. Eu tinha medo de não ser forte. Eu tinha medo de perder aquela luta e ser somente a humana frágil. Eu não queria fazer Edward sofrer. Eu não queria fazer o meu filho sofrer. Eu teria que dar o máximo de meu ser e proteger a todos que amo. Eu precisava encontrar forças e o melhor lugar para tal era onde eu me abrigava: os braços de Edward.
_Eu não quero perder essa batalha... – sussurrei.
_Eu estou e sempre estarei aqui, Bella... – A aveludada voz de Edward sussurrou em meu ouvido – Enquanto tivermos um ao outro jamais perderemos algo.
            E então era como se o meu coração tivesse se aquecido. Escondi meu rosto em seu pescoço e inalei seu doce perfume.
_Obrigada, amor. – agradeci, o encarando – Eu te amo.
_Eu também te amo. Demais.
            Beijei seus lábios com carinho e devoção, acariciando seus fios acobreados no mesmo instante em que suas ágeis mãos moviam-se em minhas costas e me erguiam, fazendo-me ajoelhar na cama e separar nossos ansiosos lábios. Senti seu toque em meu bumbum e coxa, enquanto eu chamava por seu nome audivelmente.
            Abaixei meu olhar e fitei os seus olhos de ouro líquido, beijando sua testa e afundando meus dedos em seus cabelos ao senti-lo descer seus lábios por meu colo e alcançar meu seios. Gememos em uníssono assim que seu hálito e sua língua tocaram meus rígidos mamilos, fazendo minha mente se revirar e minha vista se enfraquecer.
            Puxei seu rosto em minha direção, consequentemente o fazendo se ajoelhar também, e o roubei um beijo avassalador. Nossas línguas se encontraram no momento que minhas mãos retiravam sua calça, deixando-o nu. Gememos juntos outra vez assim que Edward pressionou ainda mais nossos corpos, possibilitando que eu sentisse sua evidente excitação.
            Separamos nossos lábios enquanto ele nos deitava novamente sobre mim – seu peito tocando o meu. Em seus olhos encontrei todo o amor e paixão presente em todas as vezes que nos entregávamos.
            Beijei o lóbulo de sua orelha, arranhando suas costas e o tocando, ouvindo um “minha Bella” ser sussurrado em meio a um suspiro. Ele me chamava e me beijava.
            Suas mãos massagearam meus seios, descendo em seguida, causando-me arrepios incontroláveis ao senti-lo retirar minha última peça que impedia nosso completo e íntimo contato.
            Nossos corpos pegavam fogo, clamavam pelo toque de ambos, ansiavam pelo prazer e paixão que fornecíamos um ao outro. E então nos encaixamos perfeitamente mais uma vez – talvez minha última vez – e nos amamos de uma forma completa e sem restrições, profunda e repleta de prazer, como jamais havíamos nos amado na Ilha Esme.
            E naquela atípica ensolarada manhã, Edward me amou intensamente. E amou nosso pequeno bebê também – mesmo que de modo inconsciente – pois no ápice de nosso prazer ele pousou uma de suas mãos em minha, pouco perceptível, barriga, onde o nosso filho chutou levemente, arrancando um suave e verdadeiro sorriso do meu imortal, porém humano vampiro Edward.

Fim.


PQMPV - Capítulo 57

Plenitude


Bella’s POV

            A brisa quente e primaveril californiana me provocou um leve arrepio no momento em que saí da Audi de Gisele. Despedi-me dela, assim que estacionou o carro na frente da minha casa, agradecendo o ótimo passeio noturno – Ela havia me convidado para irmos ao shopping, relembrar os velhos tempos, e nos divertimos bastante.
            Atravessando o largo jardim e trilhando o caminho de pedra que dava para a porta da frente, entrei na sala. Dei um leve pulo ao ver que o ambiente estava iluminado apenas por diversas velas aromáticas espalhadas pelo chão de madeira, do mesmo modo que havia pétalas de rosas vermelhas, constituindo uma trilha em direção à cozinha.
            Segui o caminho indicado, deixando-me levar pelo som suave de Debussy, ao fundo. Um largo sorriso preencheu os meus lábios no instante em que vi Edward parado ao lado de uma cadeira da mesa de jantar, trajando um elegante terno preto. Perdi-me na intensidade de seus olhos verdes e sorriso torto, mordendo os lábios ao me aproximar.

PQMPV - Capítulo 56

Deslumbre

Bella’s POV


            A luz entrava teimosamente no espaçoso quarto, atravessando as cortinas claras. Abri meus olhos, deparando-me com uma bela manhã de sol, e, ao meu lado, um homem magnífico, ressonando calmamente. Seus delicados e avermelhados lábios estavam entreabertos, fazendo com que o ar escapulisse e batesse sensualmente em meu pescoço.
            Deslizei uma de minhas mãos para a nuca de Edward, aproximando de seu corpo e o abraçando. Afundei meu rosto em seu peito, já que ele estava de lado, assim como eu, enquanto ele se mexia confortável e preguiçosamente na enorme cama, apertando-me contra seu corpo.
            O calor era tão afável quanto o maravilhoso cheiro que exalava de meu marido. Ele gemeu durante seu sono, escondendo o rosto em meus longos e castanhos cabelos. Apenas o proferir daquele som, me fez lembrar da noite simplesmente ma-ra-vi-lho-sa que tivemos. Mordi os lábios, ao passo em que sentia minhas bochechas queimarem. Ri suavemente.
_O que é tão engraçado? – Uma voz rouca e incrivelmente sexy soou em meus ouvidos, tão baixa como um sussurro.

PQMPV - Capítulo 55

Mais Do Que Minha Própria Vida

Edward’s POV


_Muito bem, Bella; eu preciso que respire fundo – Carlisle dizia.
            Olhei para minha esposa. Sua pele estava vermelha, sua respiração ofegante, e suor escorria por sua testa. Sua mão apertava a minha com uma força extrema, nossos dedos entrelaçados.
_Vamos, amor... Você consegue – sussurrei, aproximando meu rosto do seu, fazendo com que meu nariz tocasse em sua bochecha quente, num carinho singelo.
            Seus grandes olhos cor de chocolate encontraram os meus, e ela assentiu em seguida.
            Um grito agudo escapou de seus lábios, e eu me torturava pela dor que ela devia estar sentindo naquele momento. Mas, então, eu pensava em nossos filhos e que aquele instante seria apenas uma lembrança dali alguns minutos.

PQMPV - Capítulo 54

Meses

Parte 2

Bella’s POV


Janeiro – Mês seis

Estiquei-me na cama, sentindo uma pequena falta de ar. Ao abrir os olhos, encarei Edward, que dormia tranquilamente. Desde que nos casamos era assim. Todas as vezes que eu acordava, ele estava ao meu lado. Era protetor, e eu havia me acostumado com essa proteção.
            De repente, minha barriga roncou, fazendo-me rir levemente. Olhei no relógio de cabeceira e ainda era quatro da manhã. Levantei da cama, indo até a cozinha, no primeiro andar. Uma vontade de tomar sorvete veio com força, e meus olhos até lacrimejaram tamanho meu desejo.
            Desci rapidamente as escadas, abrindo a geladeira e me deparando com um enorme pote de sorvete de flocos. Hmm... Sorri enquanto dava a primeira colherada. Estava uma delícia!
            Senti dois braços fortes e quentes abraçando minha barriga grande e redonda, o que me fez pular de susto.
_Atacando a geladeira no meio da noite? – Edward perguntou divertido, roubando minha colher e tomando meu sorvete.

PQMPV - Capítulo 53

Meses

Parte 1


Bella’s POV


_Trigêmeos... – Edward sussurrava encantado ao meu lado, dentro do avião.
            Estávamos voltando para casa e meu marido não falava de outro assunto que não fosse do quanto estava feliz em ter três filhos de uma só vez. E eu apenas ria de sua empolgação e me juntava a ele.
            A primeira pessoa pra quem contei foi minha mãe. Ela ficou eufórica!
            Assim que chegamos a Los Angeles, pegamos um taxi e fomos direto para a casa de nossos sogros, pois Edward estava que não se continha.
_Queridos! – Uma Esme sorridente nos recebeu. – Ah, como foi a lua de mel e como estão os bebês?
            Eu e meu marido nos entreolhamos enquanto adentrávamos a grande sala. Como ela sabia que eram bebês?

PQMPV - Capítulo 52

Ok... Por Essa Eu Não Esperava.

Bella’s POV


            Podia existir lugar mais perfeito que esse? A Ilha Esme era absolutamente linda, única. O sol brasileiro era ainda mais radiante que o californiano, e a gostosa brisa que movimentava meus cabelos, trazendo o cheiro do mar, era adoravelmente acolhedora, assim como o barulho que as ondas faziam sempre que quebravam na areia, molhando meus pés.
_Eu te amo, sabia? – sussurrei, desviando meu olhar do horizonte e fitando Edward, que estava sentado ao meu lado.
_Sabia! – deu um sorriso convencido, fazendo com que eu revirasse os olhos e voltasse a encarar o sol que se escondia por de trás do oceano.
_E muito humilde! – ri, balançando a cabeça tamanha era o divertimento do meu marido.
_Isso também! – concordou, ainda com aquele sorriso preso nos lábios perfeitos.

PQMPV - Capítulo 51

Ilha Deserta

Bella’s POV

            Eu pertencia oficialmente ao Edward. E isso não poderia ser mais perfeito.
            A festa de casamento corria como o esperado e o jardim da cada dos Cullen estava lotado. Amigos da universidade, colegas da advocacia que eu trabalhava e do fórum – onde Edward começou a trabalhar –, compunham os convidados, assim como parentes e amigos de toda a família – vampiros e híbridos. E para minha surpresa, Angela e Ben – os únicos amigos do colegial que chamei – estavam também presentes. Os demais humanos que Alice convidou eram um mistério para mim.

PQMPV - Capítulo 50

Quando A Vida Toma Seu Curso

POV Bella


            Meus olhos se abriram com a persistente claridade que invadia o quarto, fazendo-me sentir um arrepio ao lembrar que dia era hoje.
            Sorri involuntariamente ao notar o belo homem deitado ao meu lado – seu rosto sereno, de uma harmonia invejável – ressonando adoravelmente enquanto dormia.
            Eu não o havia visto chegar pela madrugada, após a noite de sua despedida de solteiro.

PQMPV - Capítulo 49

Perdão

Bella’s POV


_Onde estou? – voltou a soar aquela voz que eu tão bem conhecia.
            Ficamos estáticos por alguns segundos, sem saber como reagir àquela situação. Supostamente, Lucas e Hillary deveriam acordar dentre um tempo maior, principalmente ele, que parecia estar inquieto no outro cômodo.
_Eu vou até lá – pronunciou Carlisle – Alguém mais se dispõe?
_Eu vou – Edward respondeu, sendo seguido pela mesma frase vinda de Jasper e Jacob.
            Instantes após eles terem rumado ao segundo andar da grande casa – Edward despedindo-se de mim com um casto beijo na testa – pudemos ouvi-los acalmarem Lucas e explicarem a ele o ocorrido.
_O que aconteceu com a minha irmã? – perguntava ele de forma desesperada – Onde ela está?
_Ela está bem – meu sogro dizia em seu tom paternal de sempre – Hillary passou por grandes transtornos e está desacordada. Em breve irá despertar; não se preocupe.
_Mas... Por que me trouxeram até aqui? Por que não optaram por me matar? – Lucas perguntava sequencialmente – Eu não entendo...
            Ouvindo a conversa deles, resolvi ir até lá.
_Bella, pode ser perigoso – Taylor sussurrou enquanto eu andava pelos degraus de vidro.
_Não se preocupe, Tay; tenho minhas defesas – sorri, dando uma piscadela ao lembrar do escudo físico e mental que era meu dom.

PQMPV - Capítulo 48

Amantes


Bella’s POV


            O barulho da forte ventania lá fora me fez acordar. A chuva havia cessado há pouco, dando espaço para apenas leves pingos caírem sobre a cidade. Abri levemente os olhos, notando a raivosa brisa adentrar o quarto, movendo rapidamente as cortinas e arrepiando os pelos de meu braço pelo frio urgente provocado.
            Edward, que percebi estar ao meu lado, levantou-se, andando vagarosamente até as portas duplas da varanda a fim de fechá-las. Com essa ação, o quarto ficou um pouco mais escuro, somente à luz de alguns relâmpagos que iluminavam o céu cinzento.
_São quantas horas? – sussurrei preguiçosamente.
_Quase seis e meia da noite – respondeu calmamente, sentando-se no chão, ao lado da cama e apoiando o queixo na mesma, fitando-me com seus hipnotizantes olhos verdes – Você tá bem?
_Estou ótima, amor – sorri, pegando uma de suas mãos e entrelaçando nossos dedos – Nós estamos ótimos – corrigi.
_Não sabe como é bom ouvir isso... – murmurou Edward, perdido em pensamentos enquanto fitava meu abdômen.
_Eu não consigo acreditar... – sorri, maneando a cabeça – Eu não vi nenhuma diferença, exceto a menstruação, claro – ele me encarou, intrigado – Quer dizer, as pessoas falam sobre seios inchados e desejos. Eu não tive desejos e meus seios estão normais.
            Fitei meu noivo e percebi seu olhar em meu colo, coberto, enquanto ele mordia o lábio inferior.
_Eles parecem bem maiores pra mim – ele falou, fazendo-me corar.
_Edward! – o repreendi, puxando o lençol e cobrindo-me até o pescoço, ficando de costas pra ele.

PQMPV - Capítulo 47

Puta Que Pariu

Edward’s POV


Tic tac, tic tac, tic tac, tic…
            O grande relógio da parede não parava de anunciar a evolução das horas por meio de seu irritante e comumente som...
Tic tac, tic tac...
            Eu e Bella havíamos chegado ao hospital há pouco mais de uma hora, sendo recebidos por minha esfuziante e contente família. Todos estavam surpresos pela notícia de Rosalie estar dando luz a quadrigêmeos – não era algo que acontecia todos os dias...
            Estávamos acomodados na sala de espera do famoso hospital de Los Angeles, aguardando a chegada dos novos pequenos Cullen. Bella estava ao meu lado, no sofá confortável e de cor clara, enquanto Alice firmava suas visões no parto de Rose, ao mesmo tempo em que se concentrava em Lucas e Hillary, ainda adormecidos em nossa casa e sob proteção de parte da matilha. Já Esme andava de um lado para o outro, cheia de ansiedade pelo nascimento de seus netinhos, sendo inutilmente acalmada por Jasper.
_Mãe, o chão vai afundar se você continuar desse jeito... – disse Jazz.
            Ela suspirou, dando por vencida, jogando-se na poltrona azul ao meu lado.
_Desculpe, meus filhos... É que é tão... emocionante! – sorriu largamente – Só de saber que em breve teremos lindas criancinhas correndo pela casa é... maravilhoso! E... tenho medo de não ser uma boa avó...
            Rimos alto da atitude da minha mãe, até que senti Bella se levantar, ajoelhando-se na frente de Esme, tocando seus joelhos amorosamente.
_Você precisa se conter, vovó... Já basta eles terem Emmett como pai... – Rimos ainda mais – E não se preocupe... Você será uma avó excepcional, assim como é uma maravilhosa mãe.
            Esme ficou sem palavras, mas seus olhos marejados eram um “obrigada” implícito. Ela abraçou minha noiva fortemente, sendo retribuída a altura, debulhando-se em lágrimas alegres. Eu e meus irmãos nos entreolhamos, sorri torto, e também abraçamos nossa mãe.
_Eu amo vocês, meus amores...
_Também te amamos, mãe – falamos, coincidentemente, todos juntos, caindo numa gostosa gargalhada em seguida.

PQMPV - Capítulo 46

Lar Doce Lar

Bella’s POV



            A viagem de volta para Califórnia foi calma, diferente da agitada e temerosa noite que tivemos. Edward me levou em seus braços quentes e aconchegantes, correndo em direção a nossa ensolarada casa. Optamos por voltar correndo, a fim de evitar chamar a atenção – imagine o que diriam todos que vissem os lobos, os Cullen e principalmente eu, assim, feridos. Atravessamos a fronteira da cidade de Stanford por volta das quatro da manhã já que minha família e amigos resgataram-me lá pelas duas e meia, três da madrugada.
_Lar, doce lar! – Emmett gritou, suspirando de alegria e correndo para casa provavelmente para ver Rose.

PQMPV - Capítulo 45

Defesas


Edward’s POV

        
         Corremos em uma velocidade humanamente impossível rumo ao Alaska, chegando ao nosso destino às três da manhã.  A grande e selvagem floresta estava escura e fria e não havia nenhum animal por perto – com certeza haviam ido para longe; o instinto de caça era quase palpável ali.
         Avistamos a casa rústica feita de pedra e madeira, correndo ainda mais rápido até lá. Recendemos o local e aquele aroma doce de morangos, frésias e lavanda, presente em toda parte, era-me inconfundível – Bella.
_Precisamos ter cuidado – Jasper sussurrou antes de entrarmos.
_Cuidado, mano? – Emmett questionou incrédulo – Nós temos é que botar moral nesse lugar!
         Revirei os olhos, concordando com Jazz:
_Ele tem razão, Emm – sussurrei, olhando para todos em seguida – Todo cuidado é pouco! É a vida de Bella em risco aqui.

PQMPV - Capítulo 44

Pior Que A Morte


Bella’s POV


         Minha cabeça doía – latejava incessantemente –, fazendo o simples ato de abrir os olhos parecer impossível. Resistindo à dor, fitei com um pouco de receio o local onde estava: era um cômodo grande de aparência rústica e rudimentar, porém muito bem feito. Era parcialmente escuro, iluminado apenas pela lua cheia que brilhava fortemente no céu pouco estrelado, o qual percebi pela minúscula e única janela de grades do ambiente.
         Uma brisa gelada adentrava o lugar de poucos móveis, sendo estes apenas uma poltrona velha e gasta próxima a um tapete acinzentado, cor que predominava as paredes e o piso ladrilhado, porém em tons mais claros. Aquele quarto – ou sala, não sei dizer – parecia um calabouço, daqueles de filmes sombrios e apavorantes.
         Tentei me mexer, mas uma dor aguda e latente me fez recuar. Olhei em direção ao que impedia minha locomoção e notei grandes correntes prendendo meus braços acima da minha cabeça. A dor vinha de meus pulsos que haviam sido cortados no momento em que tentei me mover; meu sangue escorria rumo aos meus cotovelos, pingando no chão em seguida.
         Fitei meu corpo e notei que meus tornozelos também estavam presos por correntes apertadas, por isso não me movi outra vez, evitando me machucar ainda mais. Eu estava sentada no empoeirado chão enquanto percebia que meu vestido havia rasgado alguns palmos acima de meus joelhos.
_Ora, ora, a Bella Adormecida acabou de despertar?! – Uma voz aguda adentrou meus ouvidos.

PQMPV - Capítulo 43

Don't Forget


Edward's POV

Eu estava começando a me preocupar. Bella estava demorando muito e isso não era de seu feitio. Eu tamborilava meus dedos na mesa do grande e lotado salão, onde ocorria o baile de formatura.
Notando minha inquietação, Alice – que estava ao meu lado – perguntou:
_Alguma coisa errada, Edward?
_É Bella – falei, fitando seus verdes e grandes olhos – Você poderia ir ao toilet e ver se aconteceu algo?
_Edward – minha irmã suspirou, sorrindo – Você sabe que não aconteceu nada, pois, do contrário, eu teria visto.
_Eu sei, mas não vou ficar calmo enquanto não vê-la – sorri amarelo.
_Ok, ok – levantou ambas as mãos no ar, em sinal de rendição, sorrindo – Vou lá, senhor preocupação. – beijou minha bochecha.
A pequena levantou da mesa, sendo seguida pelos castanhos olhos de Rosalie.
_Baixinha, você vai ao banheiro? – perguntou apreensiva.
_Vou, Rose – respondeu Alice – Quer vir?
_Sim – sorriu aliviada – Grávida você sabe como é, né? Quer ir ao banheiro toda hora.
Todos na mesa rimos.
_É normal, querida – Esme sorriu docemente – A bexiga costuma ficar mais cheia nessa época.
Lice ajudou Rose a se levantar, guiando-a até os fundos do grande e movimentado salão de festas, rumo ao toilet.
Achei estranho não conseguir ouvir, com minha audição vampírica, o que acontecia ao meu redor, nem mesmo dentro do banheiro. Levei isso em conta devido ao fato da alta música que vibrava o ambiente.
Poucos minutos depois, Alice veio correndo de volta a nossa mesa – a mão segurando fortemente o peito e seus olhos marejados. Eu me apavorei, levantando-me, assim como o resto de minha família, inclusive Jake e Taylor, que também perceberam o desespero de minha irmã mais nova. Jazz foi ao seu encontro, e pude sentir a dor de Alice através de seus pensamentos, mas nada de esclarecedor... nada do motivo de seu desespero. Até que apenas uma coisa se passou em sua mente – o mesmo sussurrado involuntariamente por meus lábios:
_Bella.
Corri em disparada ao banheiro feminino, não me importando com ética, nem nada. Mas ao chegar à porta, seu aroma desviava. Segui-o, indo em direção a um escuro e frio corredor, ouvindo Alice dizer o que meu coração não aceitava:
_Bella não está no banheiro... E não consigo ter visões de seu futuro, de nada.
 
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