27 fevereiro 2011

Perfect Sense


Capítulo Único

Sinopse: É engraçado como as coisas fazem perfeito sentido somente após as derrotas. É estranho quando aparecem anjos que nos ajudam a superá-las. É imprescindível o momento em que nossas vidas se entrelaçam, mudando todo o curso de nossos caminhos.


Classificação: Livre
Categorias: Saga Crepúsculo
Gêneros: Drama, Romance, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Spoilers.

Twilight não me pertence.
• Pequena oneshot Bella&Edward.
• O nome da fic leva o mesmo nome de uma música do cantor inglês Roger Waters.

Perfect Sense


        O que há de tão interessante nessas cidades grandes? Ininterruptos sons de buzina, estridentes toques de celular, engarrafamentos quilométricos, rotina estressante e pessoas desprovidas de gentileza, prontas para roubar a posição social do outro? Com certeza as metrópoles apenas habitam seres que nem poderão desfrutá-la em um dia de folga, escolhendo por passar o dia todo vasculhando a internet ou assistindo algum seriado que falam de pessoas falsamente felizes e realizadas profissionalmente, porém com falta de sorte no amor, assim como seus telespectadores.
        Estremeço-me só de pensar que quase fiz parte disso. Agora agradeço àquele concorrente, que já julguei ser miserável, por ter tomado todo o prestígio que o chefe da advocacia tinha por mim. Nem sei por que perdi tanto tempo me esforçando para mostrar o melhor do meu intelecto e ser promovido para trabalhar em Roma.
        Lembro-me, hoje com um sorriso no rosto, de quanta raiva senti quando meu chefe escolheu o jovem e inexperiente, porém brilhante advogado para trabalhar na sede da empresa na Itália. Os nervos afloraram minha pele, enquanto o vermelhidão fazia-se presente em minha vista – vontade de gritar abatia-me intensamente.
         Fui para casa totalmente desolado naquele dia, mudando minha rota e parando em um barzinho, pedindo uma dose dupla de vodka com limão. De repente um inebriante e doce perfume tomou conta de todo o ambiente, fazendo-me esquecer de minha bebida.  Meus olhos se fixaram em um belo e jovem rosto feminino de um singular tom bronzeado: a mais encantadora mulher que poderia existir.
        Alícia se chamava aquela representação viva das deusas mesopotâmicas. Alicia é o nome da garota que me fez enxergar o lado positivo da vida. Sua carreira na medicina a tinha feito ser uma pessoa melhor e tinha também dado a ela o dom de transformar os seres humanos, assim como fez comigo.
       Arrepiei-me ao sentir seu doce aroma propagar ao meu redor, enquanto seus suaves braços envolviam minha cintura, tirando-me das lembranças passadas. Fitei seus inconfundíveis olhos azuis e me afoguei no oceano de amor que neles encontrei, beijando-a avidamente em seguida.
_Acabaram de ligar do hospital, amor, e estão te esperando. – sua aveludada voz comunicou-me, ao mesmo tempo em que eu retirava um fio castanho escuro que caia sobre sua delineada sobrancelha.
_Certo. – sorri, beijando-a novamente. – Tenho uma cesariana pra realizar daqui a pouco.
_Pode ir... Agora só vou aparecer por lá mesmo quando for a nossa vez. – recordou-me, sorrindo de canto, acariciando sua barriga de sete meses, onde abrigava o nosso bebê.
_Seus pacientes também sentem sua falta. – falei, lembrando-me de quando passei, no dia anterior, pela ala de oncologia pediátrica e as várias crianças mandaram-me bilhetes para entregar à minha esposa.
_É por isso que moramos aqui, no interior de Florença, amor: todos se lembram de todos e têm afeição por quem os ajuda. – Alícia disse carinhosamente.
_E é por isso que eu te amo. – sorri – Obrigado. – agradeci, beijando outra vez a mulher que não somente me fez trocar o ramo de advogado pela obstetrícia, mas que também fez de mim uma pessoa verdadeira, que ama viver onde vive e ama ser quem se tornou.

Fim.

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