19 março 2011

Quando eu tiver minha filha...


Quando eu tiver minha filha, vou ensinar a ela que príncipes encantados existem sim, mas não como nos livros, como nos contos de fadas. O verdadeiro príncipe encantado, na maioria das vezes, não tem um cavalo ou até um carro, mas isso não importa, ele vai até a sua casa a pé, só pra ver você. O príncipe encantado não precisa ter as melhores roupas - roupas de gala -, pra ser um príncipe.
Ele tem que tratar uma garota bem, com respeito, sem magoa-la. Vou ensinar a minha filha, que o príncipe deve ser gentil, e trata-lá com carinho. Que o verdadeiro príncipe é fiel, não trai, não machuca o coração da princesa.
Direi a ela, porém, que encontrar um príncipe é muito difícil - Não irei iludi-la, como fizeram comigo. E se ela perguntar se já conheci um príncipe, terei a felicidade de dizer que sim, e que ela pode ter orgulho em chamar o meu príncipe de pai. 



18 março 2011

RM - Capítulo 10 - Parte II

 
            – Bom dia! – Alice sorriu ao saudar, descendo a escada aos pulos.
            – Bom dia pra quem teve uma boa noite... – resmunguei ironicamente no meu canto, fitando uma pequena mancha de tinta à óleo na rústica janela ao meu lado, que me fazia lembrar de quando ainda era humano e tinha uma vida simples...
            Percebi os pensamentos de Jasper preocupados, enquanto ele me olhava. Fingi não prestar atenção e, logo, ele e minha irmã rumaram à cozinha.
            Era evidente que eu não tivera uma boa noite. Eu não consegui ir além de alguns beijos com a minha esposa. Algo me impediu... E o que mais me frustrava era não saber a origem daquilo, mas acho que, no fundo, eu sempre soube... Apenas nunca quis admitir a mim mesmo.
            Sobressaltei de leve com escandalosos e barulhentos passos que se faziam presentes nos diversos degraus da escadaria. Meus olhos se desviaram para o outro lado da sala, onde minha pequenina Wendy apostava uma corrida com os filhos... de Bella.
            – Ah, eu quero estrear meu patins! – Alyssa dizia, toda sorrisos, descendo as escadas com o instrumento nas delicadas mãos.
            – Eu também! – O irmão concordou.
            – E eu! – A mini-Cullen finalizou, fazendo-me sorrir bobo ao ver o quão linda ela ficava a cada dia.
            – Mas primeiro café da manhã! – Charlize alertou, rebocando as crianças para a cozinha, de onde um repugnante aroma de torradas vinha. – Você também, Dr. Cullen – Acrescentou, no momento em que ficamos somente nós dois no amplo cômodo. – Venha! – Puxou minha mão, com um sorriso, contagiando-me com seu humor doce.
            Beijei sua testa, ao passo em que entrelaçava nossos dedos e nos dirigíamos até os demais, que conversavam de forma animada e descontraída na enorme mesa posta.
            – Pronto, mãe... Terminei! – Um riso escapou dos meus lábios, enquanto eu via os pequenos apenas darem uma rápida mordida no bolo de chocolate.
            – Deixe eles se divertirem – sussurrei no ouvido de Charlize, que revirou os olhos e cedeu aos encantos de nossa filha.
            – Ok, ok! Mas cuidado, por favor.
            Rapidamente, os três puseram seus patins – Presentes de meus pais. – e foram para o jardim. Antes disso, porém, pude vislumbrar Bella e Damon desceram as escadas de mãos dadas e sorridentes, dando um rápido beijo nos filhos e virem à cozinha.
Respirei fundo, o que foi, certamente, uma atitude tola de me acalmar, já que o enlouquecedor perfume de morango e frésias me atingiu sem precedentes. Eles tomaram café, conversando harmoniosamente, e me vi sendo sociável outra vez.

[...]

            O céu estava magnificamente límpido naquele fim de manhã, o que indicava, contraditoriamente, que uma tempestade chegaria mais tarde. Percorrendo meus olhos pelo imenso jardim, pude ver através da enorme janela que dava para a cozinha, Bella preparando o almoço, ouvindo apenas minha filha e os gêmeos rindo alto, enquanto andavam de patins – Estávamos apenas nós ali, e os outros dispersos em algum canto.
             – Wendy, cuidado! – Alyssa disse alto e, quando segui a direção de sua voz, vi que minha menina estava indo de encontro ao chão.
            Corri até ela, mas tive só consegui pegá-la assim que ela caiu. Amaldiçoei-me por estar tão distraído a ponto de não poder proteger minha filha, que com olhos marejados, analisava o machucado em seu joelho.
             – Shh... Está tudo bem, filhota – Tentei acalmar seu choro, envolvendo-a carinhosamente em meus braços e levando-a para casa, a fim de limpar seu ferimento.
            – Mas tá doendo, papai... – Choramingou, fungando em seguida.
            Meu coração se apertou e apenas selei meus lábios em sua testa com delicadeza, entrando com tudo na cozinha e sentando-a na grande pia de mármore.
            – Edward, o que houve com ela? – Bella perguntou preocupada, aproximando-se.
            – Ela caiu no jardim – Expliquei, retirando seus patins. – Eu estava meio aéreo e acabei não prestando atenção e...
            – Shh... Está tudo bem – Colocou a mão no meu ombro, olhando-me com ternura.
            – Wendy! – Matt chegou correndo, ofegante. – Desculpe, eu me desequilibrei e tive que soltar da sua mão, senão nós dois íamos cair, mas acabou sendo pior e... Desculpe...
            A risada cintilante de minha menina soou como sinos em meio a suas singelas lágrimas.
           – Não foi culpa sua, Matt... – sorriu, olhando-o através de seus aconchegantes olhos de jade.
            – Ninguém aqui é culpado! – Bella murmurou calidamente. – Precisa de algo, Edward?
            – Pode pegar um pano molhado pra mim? Preciso limpar isso aqui...
            – Claro!
            – Não precisa! – O pequeno murmurou, e pude ver Alyssa também entrar no cômodo.
            Nem precisei questionar, pois estaquei ao ver suas intenções por meio de seus pensamentos... E encarei embevecido o que ele fez a seguir. Matthew concentrou seus grandes e expressivos olhos cor de chocolate no joelho ferido de Wendy, colocando a mão sobre este – sem realmente tocá-lo, no entanto – e, como num passe de mágica, não havia mais nada ali além de uma pele completamente saudável, como se minha menina nunca tivesse se machucado.



10 março 2011

Prévia da Parte II do capítulo 10 de Respiro Me!

Oi, gente! Bom, eu já estou escrevendo o segunda parte do cap 10 e devo postá-la no sábado - Se eu receber muitos comentários!
Mas pra dar uma gostinho pra vocês *sorriso maléfico* vou deixar aqui uma prévia do que já escrevi =)


Immagini

Parte II


            – Bom dia! – Alice sorriu ao saudar, descendo a escada aos pulos.
            – Bom dia pra quem teve uma boa noite... – resmunguei ironicamente no meu canto.

[...]

            – Mas tá doendo, papai... – Choramingou, fungando em seguida.
            Meu coração se apertou e apenas selei meus lábios em sua testa com delicadeza, entrando com tudo na cozinha e sentando-a na grande pia de mármore.
            – Edward, o que houve com ela? – Bella perguntou preocupada, aproximando-se.

[...]

– Wendy! – Matt chegou correndo, ofegante. – Desculpe, eu me desequilibrei e tive que soltar da sua mão, senão nós dois íamos cair, mas acabou sendo pior e... Desculpe...
A risada cintilante de minha menina soou como sinos em meio a suas singelas lágrimas.
– Não foi culpa sua, Matt... – sorriu, olhando-o através de seus aconchegantes olhos de jade.
            – Ninguém aqui é culpado! – Bella murmurou calidamente. – Precisa de algo, Edward?
– Pode pegar um pano molhado pra mim? Preciso limpar isso aqui...
            – Claro!
            – Não precisa! – O pequeno murmurou, e pude ver Alyssa também entrar no cômodo.
            Nem precisei questionar, pois estaquei ao ver suas intenções por meio de seus pensamentos... E encarei embevecido o que ele fez a seguir. 

[...]

            Seus olhos baixos ergueram-se, encontrando os meus com atitude, porém, hesitação. O paradoxo presente naquele momento deixava tudo com um toque instigante. Éramos tão opostos... Mas eu me sentia tão completo somente ao olhá-la... Era algo indescritível e inenarrável... A forma como meu morto coração reencontrava a vida com seu doce olhar; o modo como meus lábios ficavam secos somente ao encarar os dela; a maneira única que meu corpo vibrava e gritava mudamente pelo calor que exalava de suas curvas...
            Fechei meus olhos, sentindo a textura sedosa de seu nariz contra o meu... E minhas mãos, sem qualquer permissão, tocaram seu pequeno rosto e pude me deleitar de seu delicioso suspiro feminino. Olhei-a uma última vez, e seus olhos fechados e a teimosa linha entre suas sobrancelhas me fez engolir em seco, respirar fundo e...

[...]
            
             Sorri travesso, me desculpando silenciosamente. Ela mordeu os lábios, com um sorriso traquina no rosto jovial, mas, então, no instante em que a senti suas mãos tomando a mangueira das minhas, fui mais rápido e peguei-a no colo, colocando-a em meu ombro direito e imobilizando-a.
            – Você não deveria mexer com um vampiro – murmurei, ainda com um sorriso nos lábios e, enquanto ela gritava por socorro de forma risonha, andei rapidamente, atravessando a sala vazia e subindo as escadas.

[...]

             – Sabia que chorar por ciúmes não é pecado? – Jasper sussurrou, e, pela sua mente, pude ver que ele acabara de entrar na cozinha, onde Bella lavava a louça de forma desajeitada e nervosa.
            Ele andou calmamente até estar ao lado dela, segurando suas mãos envoltas de bolhas de sabão. Ela parou o que fazia, olhando-o com olhos marejados. Seu olhar complacente fez com que Bella se jogasse em seu peito, abraçando-o com força e... chorando.

[...]

            – Quando foi mesmo que Pietro ficou de fora dessa conversa? – Damon murmurou irônico, fitando-a com irritação e, mesmo suas palavras sendo um pouco confusas, a intenção foi clara, envolvendo-me de forma implícita.
            Bella o encarou por cima do ombro, o fuzilando com os olhos.

[...]

            – Nem eu sei mais o que estou sentindo, Alie... – sussurrei, olhando para minhas próprias mãos, que ela logo se pôs a envolver com as suas, fazendo-me olhar em seus olhos dourados brilhantes. – Eu não tenho mais controle de mim mesmo...
            – Meu irmão... – Ela começou a dizer, entretanto, seus olhos ficaram fora de foco, enquanto sua mente viajava para outro lugar. Ela estava tendo uma visão.


Bom, espero que tenham gostado... Vou terminar de escrever amanhã a noite!
O que acharam? Comentem!
Toodles honey



dando-lhe um leve empurras. u,  ver - Minha  lado iniciamos uma tarefa nada convencional: lavar a louça;

07 março 2011

RM - Capítulo 10 - Parte I

Ai, gente... Graças ao nosso bom Deus consegui terminar o cap! Ufa!
ksopakspoksopksops
Anyway... Sem mais delongas, curtam a parte I do capítulo 10 de Respiro Me =)





           Por que existem pessoas que dizem que a vida é fácil? Quem foi o dito cujo que inventou essa maldita expressão? Ele, obviamente, não deve ter vivido muito... Ou sou eu que vivi demais.
            Bella era um livro semi-aberto – Tão fácil de ser lida, às vezes... Mas outras em que eu nem me lembrava quem ela é. No instante em que vi seus sedosos lábios sussurrarem meu nome, enquanto dormia, a sensação que tomou conta de todo o meu corpo foi única. E quando lhe entreguei seu anel – o qual ela, certamente, havia esquecido na mesa do grande e luxuoso refeitório do hospital – eu senti como se não fosse mais eu mesmo. Era como se eu vivesse em um universo paralelo. Era como se eu estivesse tão morto a ponto de nem sentir meus dedos, mas tão vivo a ponto de nem conseguir respirar.
            Lembro-me do exato dia em que minha querida irmã teve a brilhante ideia de uma festa tripla, e tal lembrança fez com que outra viesse à tona: a visão que Alice teve durante a festa que reencontrei Bella. A pequena vampira recusou-se a dizer, argumentando que não era nada de mais – E sua mente bloqueada não me ajudava muito.
Tive que me contentar, assim, com uma frustração e mau humor que tomou conta de mim. Reação não muito diferente da que Charlize teve, ao descobrir a ideia da cunhada e sócia, mas que, logo, foi mudada – Ela sabia que os sentimentos de nossa filha era muito mais importante que qualquer outra coisa.
            – Papai, volta pra aquela música! – Minha querida falou, quando eu mudava as estações de rádio. Estávamos no Volvo, rumo à Montalcino, onde se localizava a casa de campo dos Salvatore.

Para ouvir: U2 – Vertigo

            – Yupi! Essa música é boa! – Wendy exclamou, extasiada, remexendo-se desengonçada, no banco de trás, ao ritmo da música.
            Eu e minha esposa nos entreolhamos, apenas para depois cairmos na gargalhada. Charlize tamborilava os dedos junto ao som da guitarra, enquanto o vento que vinha do lado de fora movimentava seus cabelos, há quase 200 quilômetros por hora.
            A paisagem incrivelmente verde das planícies italianas dominava a vista daquela ensolarada manhã, e tudo ganhava um toque especial, apesar das 120 milhas que ainda tínhamos pela frente. Logo, uma pequena garotinha de cabelos cor de bronze fez uma gostosa risada sair de meus lábios outra vez, vendo-a cantarolar um “Hello, hello” todo desafinado e fora do ritmo, conforme o rock que embalava nossa viagem.
Os carros dos meus pais e irmãos vinham logo atrás de nós, exceto por Emmett e Rose, que já haviam acelerado e estavam há alguns quilômetros adiantados. E poucas horas mais tarde, estávamos atravessando o enorme portão de grades com dizeres dourados, ao passo em que estacionávamos no colorido jardim da mansão da família Salvatore.
O canto dos mais diversos pássaros soou alto, no exato instante em que o motor dos carros foi desligado. Colocando meu Wayfarer, pude contemplar a longa casa rústica, porém delicada de dois andares. Senti a luz solar bater em minha pele e disparar pequenos brilhos em todas as direções, enquanto abria a porta do carro para minhas duas mulheres, que sorriam, apreciando a propriedade.
– Sejam bem vindos! – A voz entusiasmada de Stefan proferiu, e pude vê-lo descer os pequenos degraus de madeira da varanda e vir até eu e minha família – que acabara de atravessar os portões –, com Elena logo atrás dele.
– Muito obrigada – Minha bela loira disse com um de seus belos sorrisos, abraçando a jovem vampira amorenada.
Antes que pudéssemos nos cumprimentar apropriadamente, o ronco de um Audi soou, e pude notar que se tratava de Damon, que riu irônico e revirou os olhos ao nos ver – Seus pensamentos irritadiços.
As crianças saíram do carro em disparada, cumprimentando a tia Alice e minha pequena Wendy, mas franzi o cenho ao notar que Bella não estava com eles. E antes que eu pudesse fazer algo a respeito, pude ouvir a voz de Emmett.
– Ué... Cadê a baixinha ex-humana?
Revirei os olhos com o doce apelido.
– A mamãe recebeu uma emergência do hospital... – Alyssa murmurou, brincando com os cabelos de Esme, no colo da mesma.
– Daqui a pouco ela chega aí – Damon falou dessa vez, bagunçando os cabelos de Elena, recebendo um belo soco no ombro.
Rapidamente, guardamos nossas malas e fomos apresentados oficialmente à enorme casa, recebendo nossos aposentos – Os filhos de Bella e minha menina ficariam no mesmo quarto, já que conseguiram persuadir Charlize e Elena. E logo depois descemos para o jardim novamente, ao passo em que Stefan nos mostrava parte do lugar.
– Amor, isso não é lindo? – Minha híbrida perguntou, andando sorridente até um lago que havia atrás da casa.
– Realmente – Falei embevecido, vendo as águas ganharem um tom cristalino, iluminado pela forte luz solar. Os lírios e frésias que rodeavam o ambiente deixavam tudo com um toque extremamente único e especial, assim como um vinhedo ao fundo.
– Ah, aqui é mesmo perfeito... – Elena sussurrou, aproximando-se.
– Eu e Damon passamos nossa infância e parte da adolescência aqui... Sempre escondíamos no vinhedo quando nossa mãe dizia que era hora do banho!
Rimos, e só então notei que minha família também estava ali.
– Valeu por compartilhar meus podres de infância perto dos meus filhos, Stef! – Damon revirou os olhos, com Matt em suas costas, rindo. – Agora eles terão pra onde correr quando a Bella...
Eu não ouvi mais nada a partir daí, apenas o motor forte e vibrante de uma Ducati 1098s que surgiu junto de um perfume avassalador de morangos... E o portão aberto deu passagem para ela, lindamente vestida em uma calça justa e jaqueta de couro.
Engoli em seco, afrouxando meu aperto na cintura de Charlize – que nem havia notado estar próxima a mim –, como se aquele aroma me chamasse... Era como uma hipnose... Era como se ela fosse uma encantadora de cobras e eu o animal à sua total mercê.
Pude vê-la estacionar perto da varanda e minha mandíbula se trancou, ao passo em que minhas mãos se fechavam em punho – Ela tirou o capacete lentamente, deixando seus longos e ondulados cabelos chocolate deslizarem por suas costas. Bella desceu da moto e, então, seus olhos se encontraram aos meus. Neste instante, a luz do sol bateu em todos nós e minha pele brilhou mais uma vez.
Ela respirou fundo, mordendo os lábios e desviando os olhos rapidamente, assim como eu. Com minha visão periférica, porém, pude vislumbrar a cena dela retirando a jaqueta de couro marrom escura e andar até nós, sensualmente.
Minha família e os outros ainda conversavam animadamente, como se nada daquilo tivesse ocorrido. Ou tivesse sido normal a seus olhos. Meneei a cabeça, e pude vê-la colocar seu Ray-Ban, e, então, cumprimentar-nos.
– E aí, gente... Jóia? – Ela perguntou casualmente, beijando Damon.
Um instinto estranho se apossou de mim, e me contentei em interromper aquele momento entre ambos. Bufei, vendo o quão infantil eu estava sendo. Quanto tempo mais aquele estranho sentimento tomaria conta do meu ser... do meu corpo... do meu coração? Voltei à realidade ao escutar sua doce voz outra vez.
– Vou me trocar e já volto, ok? – inquiriu, beijando o nariz de Alyssa.
– Por quê? Você está parecendo a Megan Fox, toda sexy em Transformers 2! – Emmett justificou, recebendo um olhar desafiador da linda morena, que logo rolou os olhos e riu, entrando na casa.



Mais uma prévia de Respiro Me - Capítulo 10

Oi, meus perfeitos! Como estão?
Bem, hoje estou escrevendo o capítulo 10 de RM e decidi trazer mais uma pequena prévia à vocês ;)
Ah, e antes de mais nada, creio que irei dividir o cap em 2 partes... Mas ainda não tenho certeza!
Anyway, curtam o pedacinho já escrito... E tentarei postar ele completo até amanhã *cruza os dedos*




Capítulo 10 - Immagini



            Por que existem pessoas que dizem que a vida é fácil? Quem foi o dito cujo que inventou essa maldita expressão? Ele, obviamente, não deve ter vivido muito... Ou sou eu que vivi demais.
            Bella era um livro semi-aberto – Tão fácil de ser lida, às vezes... Mas outras em que eu nem me lembrava quem ela é. No instante em que vi seus sedosos lábios sussurrarem meu nome, enquanto dormia, a sensação que tomou conta de todo o meu corpo foi única. E quando lhe entreguei seu anel – o qual ela, certamente, havia esquecido na mesa do grande e luxuoso refeitório do hospital – eu senti como se não fosse mais eu mesmo. Era como se eu vivesse em um universo paralelo. Era como se eu estivesse tão morto a ponto de nem sentir meus dedos, mas tão vivo a ponto de nem conseguir respirar.
            Lembro-me do exato dia em que minha querida irmã teve a brilhante ideia de uma festa tripla, e tal lembrança fez com que outra viesse à tona: a visão que Alice teve durante a festa que reencontrei Bella. A pequena vampira recusou-se a dizer, argumentando que não era nada de mais – E sua mente bloqueada não me ajudava muito.
Tive que me contentar, assim, com uma frustração e mau humor que tomou conta de mim. Reação não muito diferente da que Charlize teve, ao descobrir a ideia da cunhada e sócia, mas que, logo, foi mudada – Ela sabia que os sentimentos de nossa filha era muito mais importante que qualquer outra coisa.
            – Papai, volta pra aquela música! – Minha querida falou, quando eu mudava as estações de rádio. Estávamos no Volvo, rumo à Montalcino, onde se localizava a casa de campo dos Salvatore.

Para ouvir: U2 – Vertigo

            – Yupi! Essa música é boa! – Wendy exclamou, extasiada, remexendo-se desengonçada, no banco de trás, ao ritmo da música.
            Eu e minha esposa nos entreolhamos, apenas para depois cairmos na gargalhada. Charlize tamborilava os dedos junto ao som da guitarra, enquanto o vento que vinha do lado de fora movimentava seus cabelos, há quase 200 quilômetros por hora.

 
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