30 julho 2011

Recomendação: My Little Angel

Olá! Atrasei de novo nas recomendações... Mas eu esqueci completamente! kkkkkk'
Anyway, a fic de hoje é simplesmente uma graça... Que me mostrou tantos sentimentos ao mesmo tempo... Ela é está no meu top 5 e se chama My Little Angel.
Sinopse: Isabella Marie Swan é mãe solteira de uma adorável menina de dois anos de idade. Edward Cullen é um médico recém-formado, especializado em oncologia pediátrica.
O que fazer quando o caminho dos três é cruzado em uma situação nada agradável?
Como fazer para que os dias mais difíceis da pequena Mary Alice Swan não sejam cinza?

Eu já vou dizendo... Quem tem corações fracos não devem ler essa fic, e estou falando sério.
Escrita pela Lou Calmon, essa é uma short-fic finalizada de 6 capítulos (embora o primeiro e o último sejam apenas avisos). Nela, a pequena Alice tem apenas 2 aninhos de idade e é filha da Bella... Mas a pequena fica doente e desenvolve tumor cerebral, e é onde as vidas delas e de Edward se unem, já que ele será o médico da fofa da Lice.
My Little Angel me fez sorrir, rir, chorar e tremer, literalmente! É tão leve, mas ao mesmo tempo tão profunda... É inexplicável e só quem lê-la poderá entender!
Apenas sei que foi uma fanfic que me fez amadurecer nas poucas horas que a li... E devo admitir que já a li 3 vezes e, em todas elas, chorei feito um bebê! kkkkk'
E olha que sou osso duro de roer!
Então, se estiverem dispostas a terem uma leitura realmente magnífica, leia My Little Angel. Vocês não irão se arrepender. É linda e cativante, além de belamente escrita!
Para ler, clique aqui.
Um grande beijo e até mais!
Toodles honey
26 julho 2011

PQMPV - Capítulo 59


Aqui está o epílogo de Plus Que Ma Propre Vie... Espero muito que gostem!

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Epílogo

POV Bella

_Mãe, o papai vão demorar muito? – Renesmee resmungou ao entrar na cozinha e se sentar em uma das cadeiras do balcão. – Estou com fome!
            Eu ri enquanto fitava seus lábios avermelhados se repuxarem em um beicinho mimado, e me aproximei dela, apertando suas bochechas rosadas – Eu sabia que ela odiava quando eu fazia aquilo.
_Ele e seu irmão já devem estar chegando do supermercado! – Murmurei, vendo-a revirar os olhos, mas acompanhar meu riso.
_Certo... – Ela sussurrou, colocando os cotovelos no balcão ao me olhar cortar alguns legumes – Quer ajuda?
_Claro... Vamos preparando pelo menos a salada que daqui a pouco seu pai chega com o restante dos ingredientes! – Sorri, ao passo em que ela fatiava alguma fruta para colocar na salada. – E a Lizzie?
_Suspirando ao telefone com o Matt... Um gatinho da nossa escola que está super a fim dela!
_Hmm... Ela me falou ontem! – Minha risada soou baixa, sendo acompanhada pela minha menina de cabelos acobreados. – Disse que ele a convidou para o baile de inverno...
_Pra você ver! Enquanto isso, o Jesse fica brisando ao invés de me convidar logo! – Bufou, revirando os olhos. – Estou quase cogitando a possibilidade de eu mesma convidá-lo...
_Tudo tem seu tempo, querida... – Olhei-a carinhosamente, vendo seus olhinhos brilhando ao pensar em seu melhor amigo desde o jardim de infância, que a amava incondicionalmente, mas ainda não tivera coragem de se declarar.
_Será mesmo? Ele pode estar gostando de alguém e...
_Sua bobinha, fique tranquila... – Afaguei seu braço rapidamente, pegando alguns ingredientes na geladeira. – Algo me diz que ainda essa semana tudo irá mudar... E sua velha mãe aqui nunca falha!
            Ela apenas sorriu, caminhando até mim e me dando um forte abraço. Apertei seu corpo magro e curvilíneo fortemente contra o meu, enquanto ouvia suaves passos se aproximarem...
_Vocês começam um momento mãe e filha e nem me convidam? Muito obrigada... – Lizzie murmurou irônica, embora um sorriso meigo preenchesse seus lábios.
_Tem espaço pra mais uma aqui, sabia? – Perguntei, abrindo um de meus braços e recebendo minha menina, que sorriu, abraçando a irmã.
            Ambas estavam agora em seus plenos 17 anos de idade, lindas, charmosas e esbeltas, embora não mais altas do que eu, o que sempre era alvo de implicância quando se tratava de Eddie, que adorava chamá-las de baixinhas.
_Sobre o que estavam falando? – Sempre curiosa, Elizabeth perguntou no momento em que eu beijava calmamente a testa dela e Nessie.
_Do seu recente namoro com o Matt Gato O’Connel... – Renesmee atiçou a irmã gêmea, ligando a TV da cozinha enquanto a olhava de soslaio.
_Nós não estamos namorando... – Murmurou com um beicinho, sentando-se no balcão. – Ainda...
_Sua irmã está mentindo, Lizzie... – Ri alto ao colocar alguns ingredientes na mesa. – Ela estava dizendo o quanto queria que Jesse a tomasse em seus braços e a beijasse loucamente!
_Ah, sua mentirosa! – Renesmee gritou, ela e a irmã rindo. – Mas bem que não seria nada mal...
_Viu só? – Ergui a sobrancelha, jogando um tomate pra ela cortar, ao passo em que a irmã lavava as mãos na pia para nos ajudar a preparar o jantar.
_Ixi, filho, chegamos na hora do papo das garotas e isso é muito perigoso! – Pude ouvir a porta da sala ser aberta e a voz de Edward sair murmurada para nosso filho.
_É? – Perguntou inocentemente, seus passos aproximando-se da cozinha. As meninas riam ao meu lado.
_É sim... Aconteça o que acontecer, não as olhe nos olhos!
_Ensinando o que não presta ao meu bebê, Edward? – Perguntei, rindo suavemente enquanto seguia para a sala e os via se aproximando.

Clipe da Lua de Mel de BD mostrado na Comic Con!

Oi, meninas!
Bom, muitas viram que foram divulgados dois videos novos de Amanhecer na Comic desse ano, mas o que mais queríamos ver - o da lua de mel - estava péssimo em termos de qualidade e só dava pra ouvir =/
Pois bem, trago pra vocês um novo que estava circulando pela internet e que eu fiz upload! HAHA
E foi bem a tempo já que a menina que postou esse video original, excluiu tudo ¬¬'
Divirtam-se e babem...
Eu sei que estão tão mortas quanto eu... HUAHAUHAUAHUAHU
PS: Escrevendo cap de Plus aqui... Em breve ele sai ^^
24 julho 2011

Recomendação: Ruanda

Hello, lovelies!
Sim, sei que devem estar se perguntando por que diabos não postei a recomendação na sexta, como de praxe... Bem, eu simplesmente esqueci! HAUHAUAHUAHUAHUA
Aí ontem eu acabei fixada em Betrayer e só agora me lembrei de novo de vim postar a recomendação! Ah, e já vou começar o epílogo de Plus... Em muito em breve, teremos por aqui ^-^
Anyway, a fanfic de hoje é simplesmente uma magnificência que devorei nessa última semana... Ela é fantástica e se chama Ruanda.

Sinopse: Ruanda está em guerra civil e a médica recém formada Isabella Swan está em meio a este tumulto para ajudar aos necessitados. Tudo parecia calmo, até que o governo americano precisa se envolver. O general Swan descobre que a filha está em perigo constante no país, mas a mesma se nega a regressar a sua pátria. A única coisa a fazer é enviar seu melhor homem para cuidar de sua segurança juntamente com a elite das forças armadas dos Estados Unidos da América.
O primeiro tenente Cullen embarca hoje para Ruanda.

Escrita pela simpaticíssima Carol Moura, essa história é maravilhosa! Com um enredo cativante e muito original, me intrigou! E fiquei ainda mais surpresa quando li a sinopse, porque Betrayer, inicialmente, se passaria durante a guerra civil da Ruanda! kkkkkk'
Com muito romance, drama e aventura e, claro, comédia, vocês vão devorar essa fic já finalizada em seus 30 capítulos - Que eu li em uma única noite! *u*.
Vão se apaixonar incondicionalmente por Edward, nosso Primeiro Tenente maravilhoso e sexy de farda, vão adorar essa Bella forte e destemida e que não mede esforços para conseguir sua felicidade! E não podemos esquecer dos nossos outros tenentes Jasper e Emmett e da nossa doutora, amiga de Bella, Rosalie... Ah, e temos Alice também, irmã de Edward e sempre sapeca! HAUHAUHAUAHUAH
Mas, sério, ver esse amor Beward crescer num lugar como esse é muito diferente... É lindo e surreal! Até porque a fic não gira em torno somente disso... Temos outros cenários e a história vai dando giros e mais giros, nos surpreendendo a cada capítulo! É uma coisa de louco =]
Vocês precisam lê-la... Vão se apaixonar, tenho certeza!
Clique aqui e deguste!
Toodles honey

23 julho 2011

B - Capítulo 2

Hey, people! E aí, todos vivos após a Comic Con? OMG! Eu quase surtei... Sem falar no trailer de Bel Ami e nos videos de BD que resolveram sair tudo na mesma semana... HAUHAUHAUHAUAHUAU
Anyway, eu queria muito ter postado esse cap antes, mas um bloqueio filho da mãe apareceu e o resto é história ¬¬'
Mas acabei de escrever o cap e espero muito que gostem do segundo capítulo de Betrayer!
Boa leitura ^.^

N/A: Hey, people! E aí, todos vivos após a Comic Con? OMG! Eu quase surtei... Sem falar no trailer de Bel Ami e nos videos de BD que resolveram sair tudo na mesma semana... HAUHAUHAUHAUAHUAU
Anyway, eu queria muito ter postado esse cap antes, mas um bloqueio filho da mãe apareceu e o resto é história ¬¬'
Mas acabei de escrever o cap e espero muito que gostem!
Boa leitura ^.^


6 de Junho de 1944.
Normandia, França.

            O céu estava escuro e repleto de nuvens, ganhando uma coloração quase alaranjada. Uma tempestade logo chegaria, constatou Edward, com a visão privilegiada que tinha de dentro do enorme caça com a marca da estrela branca envolta de um círculo azul desenhada nas asas.
            Ele e seus homens estavam se aproximando do noroeste francês após a travessia do Atlântico, prontos para atacar a suposta base alemã estabelecida naquele litoral. O capitão da US Air Force recebera rígidas descrições de que o ataque pegaria os inimigos de surpresa, os quais, embora haviam previsto o atentado, não podiam definir o dia e hora do mesmo. Ponto para os americanos, afinal, eles tinham como o maior objetivo tirar a França do poder nazista. E eles almejavam conseguir esse feito, começando com o bombardeio às praias de Normandia. Aquele era o Dia D.
            O homem de cabelos em um tom que lembrava ruivo começava a ver a terra se aproximar, apenas confirmando tal fato ao olhar o painel de controle da minúscula cabine de voo marcar a latitude e longitude exatas do ponto de ataque. Chegara a hora, Edward pensou com um sorriso presunçoso tomando seus lábios.
            – Preparem-se! – Ele alertou aos seus homens através dos microfones interligados nos capacetes, permitindo a comunicação de todos os aviões de sua armada. – O ataque irá começar.

            Bella bufou pela vigésima sétima vez somente naquela noite. As coisas não poderiam estar piores, pensou ela, revirando os olhos e encarando aquele bajulador de Adolf dizendo o quão estava orgulhoso por participar daquela reunião. E era tão ridículo... Onde estavam as pessoas saudáveis, afinal? Bom, ela com certeza não era uma.
            Criada por Renée e Charlie Swan, a jovem nunca fora adepta às ideias fascistas nutridas pelos pais, mas jamais poderia sequer pensar em contradizer seus conceitos. Bella não conseguia entender o por que de todos simplesmente alimentarem aquela revolta desmedida pelos judeus. Céus, até negros eram perseguidos pelos discípulos daquele que injetara tais pensamentos ardilosos nas pessoas! E ela achava aquilo insano.
            Entretanto, lá estava ela, em uma base subterrânea em algum lugar de Normandia, sentada impacientemente em uma mesa qualquer da imensa sala sem janelas, apenas revestida de paredes de madeira, enquanto ouvia os comentários nada proveitosos de Mike Newton no pequeno palco adiante.
Ao lado de Bella, uma risada baixa e suave se fez presente e ela somente ergueu uma das sobrancelhas delineadas em indagação, encarando os belos olhos amendoados de Jessie, seu namorado.
            – Por que você está rindo, hein? – Seu tom levemente irritado era evidente na voz sussurrada.
            – Esse Mike é um babaca... – Respondeu divertido, fitando os enormes olhos caramelos da namorada. – Você o ouviu dizer que essas reuniões secretas são altamente necessárias para o desenvolvimento da Alemanha e seu povo? Não são necessárias! – Revirou os olhos, ganhando a atenção de Bella enquanto um semblante levemente preocupado tomava seu rosto. – Essas reuniões só são feitas pra eles terem controle de quem não passou para o outro lado... Isso ainda pode custar nossas vidas... Já pensou um ataque aqui? Seria um prato cheio para aquele ingleses...
            – Certo, mas eles não fazem ideia de que estamos aqui, então... – Murmurou suavemente, sorrindo de forma amistosa para o loiro ao seu lado. – Eu só queria estar em casa agora...
            – Eu sei. – Jessie suspirou, afagando carinhosamente o braço de Bella enquanto a sentia escorar a cabeça em seu ombro. – Mas temos nossos deveres.
            – Deveres esses que Führer¹ não vem cumprindo... Ele já deveria ter chegado! – Vociferou de forma contida, voltando a fitar o namorado.
            Ela tinha certeza que pôde ouvir Jessie dizer algo para acalmá-la, mas ao longe, do outro lado da imensa sala subterrânea, ela viu um homem mostrando a foto de uma criança para uma mulher, que sorria e, pelo que percebeu, aquele era o pai da garotinha da imagem... E Bella se lembrou de seus pais, da saudade que sentia de ambos que, apesar de tudo, a amavam incondicionalmente.

Para ouvir: Plumb – Cut

            A lembrança de quando tinha seus quase 13 anos invadiu os pensamentos da jovem, recordando do dia em que os militares alemães chegaram à sua casa, alertando que teriam que levá-la. Ela lembrou de ter chorado e implorado para Renée não deixar aqueles homens fortes e fardados arrancarem-na de lá e lembrou também dos grandes e dourados olhos de sua mãe espelharem os seus, marejados, dizendo à filha que aquilo era para um bem maior.
            – Mamãe, eu não quero ir... – A pequena murmurava com a voz embargada, enquanto a mulher a vestia com o pesado casaco negro que ganhara no natal daquele mesmo ano.
            – Querida, eu sinto tanto... – A ruiva a abraçou, fungando enquanto sentia o abraço quente e acolhedor da filha. – Mas você sabia que esse dia ia chegar... Você será treinada e irá ajudar a defender o nosso país.
            – Você sempre disse que éramos americanos... Eu nasci na América e...
            – Mas sempre moramos aqui na Alemanha e esse é o nosso lugar. – Falou séria, mesmo que aquela pontada de dor ainda estivesse presente em seu peito. – E nós vamos buscá-la um dia...
            – Você promete? – Os olhos cor de mel da pequena Isabella brilharam em esperança e sua mãe pôde vislumbrar um pequeno sorriso em sua pele alva.
            – Nós prometemos. – Seu pai adentrou o quarto de tons azuis da filha – sua cor predileta – enquanto sorria e a puxava para um abraço. – Sempre estaremos com você, Bells, sempre... Nunca se esqueça disso.
            Ela não sabia que aquele seria um dos últimos dias em que veria seus pais... Mas ela gravou em sua memória suas feições tristes e desencontradas que a olhavam na estação de trem. A bela jovem que se encaminhava para a adolescência os fitou através da enorme janela de sua cabine, sentindo uma lágrima deslizar por sua face de anjo no instante em que sentiu o trem de ferro começar a se mover, rumo ao interior da Alemanha.
            Sua mão tocou o vidro da janela, enquanto movia os lábios em um “Eu amo vocês” para os pais, que acenavam tristemente e sibilavam a mesma frase para a filha. E quando a neve começou a cair, ela viu sua mãe soprar um delicado beijo que foi levado pelo gelado vento até seu rosto. Mas Renée não viu o sorriso quebrado preencher os lábios avermelhados de sua menina... O trem já havia levado-a para longe.
            Bella fechou os olhos com força, impedindo que as teimosas lágrimas voltassem. Ela era uma pessoa forte agora... Uma mulher que aprendera a vencer e a lidar com perdas – pelo menos, era o que pensava. E foi quando olhou para Jessie percebeu que poderia voltar a ser feliz.
            – Você está ouvindo esse barulho? – Ele perguntou para a namorada, movendo a cabeça e tentando escutar algo, sem muito sucesso já que estavam numa sala no subsolo francês.
            – Que barulho? – Bella inquiriu curiosa, enquanto percebia uma leve movimentação das pessoas naquele ambiente.
            – Parecem aviões...
            No entanto, o murmúrio confuso do jovem Jessie foi abafado, pois naquele momento soldados nazistas adentraram o lugar correndo e gritando, dizendo para as pessoas fugirem dali o quanto antes...
             – Ataque! Seremos bombardeados, precisamos fugir! – Um dos homens gritou ao descer as escadas e entrar na sala com a respiração ofegante.
            – Oh, meu Deus! – Jessie sussurrou somente, levantando-se da cadeira de madeira enquanto puxava Bella consigo, confusa e assustada com a correria...
            As pessoas gritavam apavoradas ao subirem os degraus que davam para a superfície, empurrando umas às outras... Isabella, porém, tentava pensar enquanto sentia seu corpo ser pressionado para frente, correndo ao lado do namorado de cabelos loiros.
            Havia algo de errado ali... Muito errado, ela sabia, mas não se importou com isso, apenas pegando a mão de Jessie e entrelaçando seus dedos, alcançando a terra firme. E, fascinada, ela olhou para o céu europeu daquela madrugada fria, vendo aviões americanos tomarem espaço por entre as poucas estrelas, como se fossem imensas cruzes aproximando-se... E, ao longe, algo explodiu.
            A luz alaranjada veio junto com o fogo e, depois, o som fino e ensurdecedor da explosão junto de mais e mais bombas caindo perto dali... E ela sabia que faltavam poucos segundos para atingirem o lugar onde estavam.
            – Bella, vamos... Por ali! – Seu namorado gritou, puxando-a para um campo. Ambos correram como nunca antes, e eram somente eles ali.
            A respiração ofegante da morena se transformou em arquejos enquanto ela ouvia o barulho das bombas e aviões chegando cada vez mais perto... Até que ela olhou para trás em um átimo, vendo a base secreta em que estava há poucos minutos ser atingida em uma mira perfeita.
            – Céus... – Sussurrou com sua alma perdida e assustada, fitando o lugar para onde corria.
            Ela e Jessie adentraram uma mata pouco densa, não muito longe do local de ataque, e ela reconheceu ser o mesmo lugar por onde vieram. E, há poucos metros, viu o avião que herdara de seu pai, e que eles usaram para ir para Normandia, bem ali. A cruz preta margeada pela cor branca desenhada na lateral do caça seria o alvo ideal dos americanos, mas era a única forma de eles fugirem.
            O jovem alemão parou de frente para Bella, fitando-a com seus olhos amendoados de forma intensa, embora suavemente amedrontada. O pomo de adão moveu-se hesitante enquanto sua mente tentava formular a frase certa.
            – Bella, você tem que fugir agora. – Murmurou apenas e os olhos confusos da garota se misturaram à raiva e decepção.
            – O quê? Como assim? – Controlou sua voz, apertando o braço do loiro e cerrando os olhos para vê-lo através da penumbra da noite. – Nós dois vamos fugir...
            – Não, amor, eu preciso ficar... – E antes que ela o interrompesse, prosseguiu confiante. – Eu tenho que ficar e lutar, não posso deixar meus compatriotas sozinhos.
            – Então eu fico também! – O timbre presunçoso e teimoso compunha seus olhos firmes. – Não vou deixá-lo aqui para morrer.
            – Você irá sim! Precisa chegar à capital o quanto antes e avisar aos outros sobre o ataque... – Explicou, olhando para os lados em busca de algum motivo que a fizesse concordar com suas palavras desesperadas. – E eu preciso de você segura.
            – Jes, não faz isso comigo... – Ela sussurrou, a máscara de frieza desmanchando-se. – Por favor...
            – Eu estou te implorando, Bella... Por favor, vá!
            A dor que ela sentia era abrasadora... Ela não queria perder a única pessoa que realmente amava, embora nunca tenha passado de uma grande amizade que, de uma hora para outra, se transformou em algo próximo da paixão. Mas a linda moça sabia que não tinha escolhas... Mesmo se não concordasse, não duvidava que o rapaz a sua frente a colocasse à força no jato para que fosse embora logo dali.
            E, olhando nos olhos que a miravam com tantos sentimentos embutidos, foi impossível não se jogar nos braços do namorado, engolindo a vontade súbita de chorar ao senti-lo retribuir o gesto com nostalgia e afeição. Eles se amavam e, antes de serem um casal, eram melhores amigos. Sempre foram. Desde que se conheceram no campo de treinamento alemão quando tinham somente 13 anos de idade.
            – Eu vou voltar, eu prometo... Você não irá se livrar de mim tão cedo. – Ele disse em meio a um sorriso, afastando-se minimamente da linda mulher para olhar em seus olhos, dourados como o sol, que sempre o deslumbravam.
            – Eu vou cobrar... – Sussurrou de volta para, logo, sentir os lábios macios e frios de Jessie encaixarem aos seus.
            O contato a fez se arrepiar e ela recusava-se a pensar que aquele poderia ser o último beijo que eles trocariam. Ele se afastou relutante, obrigando-se a transmitir à Bella toda a força que se esvaía de si.
            – Agora entre nesse avião e pilote o mais rápido que puder. – Encorajou-a, abrindo a porta de entrada da aeronave, ajudando Bella a entrar. – Você pilota melhor do que ninguém, então, não deixe que esses americanos a vejam.
            – Pode deixar... – Murmurou sem hesitar, encarando o namorado com os olhos firmes outra vez. – Espero você em Paris.
            Ele somente assentiu com um sorriso de lado, fechando a porta ao passo em que Isabella se dirigia à cabine de pilotagem. Acomodando-se no assento sintético, soltou um pesado suspiro enquanto fechava os olhos por um único segundo. Respirando fundo, voltou a abri-los, dando atenção ao painel de controle do avião.
            A jovem Swan se tornara uma exímia piloto durante sua jornada nos treinamentos secretos alemães – nos quais passou sua adolescência –, e rapidamente decolava o caça.
            Ainda parado, Jessie viu sua garota atingir o céu com precisão, sentindo-se bem por conseguir protegê-la apesar de tudo. No entanto, lembrou-se de seu dever como parte das forças germânicas ao ouvir alguns homens se prepararem para aquela luta desigual. E, talvez, sem volta.
            Dentro do avião americano de bombardeio, porém, o Capitão Cullen sentia nojo daqueles alemães imundos que destruíram sua família há tantos anos... Mas que deixaram cravados no peito daquele homem a vingança e a dor latente que agora se esvaía aos poucos.
            Pessoas corriam ao longe, fugindo do ataque iminente de sua tropa perfeitamente treinada, e o jovem membro da força aérea sentiu certo orgulho ao perceber que estava fazendo o bem exterminando pessoas que matavam as outras por puro preconceito e pensamentos mal concebidos.
            – Vermelho 2 e Vermelho 3, ataque ao leste... Vermelho 5, sul, e Vermelho 8, oeste. – O capitão ditava as coordenadas a seus homens, deslizando sua mão esquerda novamente para o botão que desativava outra bomba a ser jogada ao solo.
            Ao longe, no entanto, por entre as nuvens ao norte que clareavam com a chegada do amanhecer, Edward avistou um avião que não era de sua armada e, cerrando os olhos, teve certeza ao identificar o símbolo da cruz em sua lateral – Era um avião nazista.
            – Vermelho 1, o comando é seu por alguns instantes. – Alertou ao Primeiro Tenente Whitlock por ser código, na rádio de sua cabine. – Eu tenho um caça alemão para destruir.
            – Positivo, Vermelho Líder. – O amigo respondeu, e Edward pôde perceber o sorriso do mesmo através de sua voz.
            O capitão sorriu torto enquanto aumentava a velocidade de sua aeronave, recordando-se da aposta que ele havia feito com o Tenente, durante a festa de despedida que tivera no hotel em Nova York na noite anterior. Ele, pelo visto, ganharia já que seria o primeiro dos dois a atacar um avião alemão em pleno solo europeu.
            E ao pensar naquela festa, foi impossível não se lembrar da atirada morena que havia ido para sua cama. Jéssica era uma enfermeira que vinha o circundando há um bom tempo e o Capitão, que não era bobo nem nada, não lhe negou uma noite fabulosa em seu quarto antes de sair em missão. Numa hora dessas, ela deveria estar indo para o Havaí junto de outras mulheres, para trabalharem no posto médico perto de Pearl Harbor.
            Mas ele não desviara de seu foco por um instante sequer, sorrindo satisfeito ao ver o avião do país inimigo estar cada vez mais próximo dele. Inimigo este que se via encurralado pelo caça americano há poucos metros.
            – Filho da puta! – Bella esbravejou ao perceber que estava sendo seguida.
            Ela não havia treinado muito para situações de guerra e seu avião nem era, ao menos, projetado para bombas. E lá estava ela, fugindo de algum idiota estadunidense, sem qualquer munição. Engolindo em seco, puxou a alavanca para aumentar sua velocidade, mas o painel de controle apitava freneticamente, avisando a aproximação de seu oponente.
            E, com um sorriso vitorioso nos lábios, o Capitão Cullen apertou o botão ao seu lado, lançando um míssel no alemão qualquer que deveria estar naquele avião. E, Bella, ao detectar o ataque, conseguiu desviar minimamente ao virar com força o caça em que estava, mas já era tarde demais... A bomba atingira a asa direita.
            Edward xingou aquele nazista que conseguira burlar seu ataque, embora a satisfação o tomou ao ver que pelo menos havia atingido a asa de seu adversário. E um sorriso voltou a preencher seu rosto de pele alva e atingir seus olhos verdes, como as águas caribenhas, ao ver o avião a sua frente perder velocidade.
            – Rá! Seu alemão desgraçado... – Riu consigo mesmo, continuando a segui-lo.
            Mas Bella não saiu do controle, tentando a todo custo não perder altitude ou velocidade... Ela conseguiu pilotar por mais alguns minutos com a máxima rapidez que pôde, avistando uma alta colina adiante, vendo que seria o lugar perfeito para um pouso forçado – ali ela conseguiria fugir daquele soldado americano.
            A morena deu a volta na colina, tentando um pouso na grama baixa e verde com sucesso. Pegando um revólver de alto calibre no assento da cabine e enganchando-o em sua cintura, pela calça, ela abriu a porta do avião com violência, ouvindo o do seu inimigo próximo dali, provavelmente procurando onde ela havia pousado.
            Bella olhou para o céu por um breve instante, reparando nas nuvens em tons claros de rosa e um azul suave que denunciavam a proximidade do amanhecer e, então, começou a correr por entre a floresta ali perto, sem se importar se poderia se perder ali. O que ela mais queria naquele momento era fugir.
            Mas a jovem não sabia o quanto o Capitão era esperto, mesmo com pouca experiência de guerra, porque ele rapidamente avistou a aeronave alemã, aterrissando com maestria não muito longe do mesmo.
            Assim que pôs os pés no capim coberto de orvalho, Edward avistou as pegadas ralas que somente olhos militares seriam capazes de detectar, adentrando a mata e correndo atrás do inimigo com o único objetivo de matá-lo.
            – Não adianta fugir, seu porco alemão, você sabe que vou encontrá-lo mesmo se estiver no inferno! – Gritou sem parar um momento sequer, prestando atenção em qualquer mínimo movimento ou barulho que pudesse delatar o nazista.
            Bella pôde ouvi-lo ao longe, a raiva e o medo tomando seu corpo enquanto tentava correr cada vez mais rápido. O americano não poderia alcançá-la, não poderia... Entretanto, ela parou ao chegar a uma clareira – parcialmente escura por ainda não ser dia nem noite. Ela ofegou, arregalando os olhos em medo ao ouvir passos apressados atrás de seu corpo.
            Sem olhar para trás, ela voltou a correr por entre a clareira até alcançar a outra parte da floresta e, então, ouviu a voz masculina outra vez.
            – Vai mesmo fugir como um covarde? – O Capitão disse, vendo o alemão ao longe de relance. Mas havia algo errado... Mesmo estando há metros de distância, parecia uma mulher e não um homem... – Estou falando com você, seu nazista sujo!
            Bella esqueceu o medo nesse exato momento, apenas sentindo a onda de revolta deslizar por cada terminação nervosa de seu corpo. Ela poderia aguentar qualquer ofensa, mas se tinha alguém sujo ali era aquele americano de merda. E, então, ela virou, pegando a arma em sua cintura e esbravejando.
            – Seu filho da puta!
            E a morena não quis saber de nada mais, apenas apontou o revólver para o homem fardado parado há metros dela, mas ele desviou com facilidade, embora a mesma vislumbrasse o susto passar pelo rosto dele. Bella temeu o que poderia acontecer, reiniciando sua corrida no mesmo instante sem olhar para nada a não ser o caminho a sua frente.
            Os galhos da mata densa arranhavam sua pele por vezes, enquanto ela corria desesperada floresta adentro. Os passos do Capitão se aproximavam e ela temia a cada segundo, mesmo ele estando parcialmente surpreso por ser mesmo uma mulher... E que tentara atirar nele!
            E, por alguma obra do destino – quiçá de Deus, como alguma punição –, Bella tropeçou na grossa raiz de alguma conífera adiante, caindo no chão violentamente. Ela só teve tempo de sentir o gosto de um filete de sangue em seu lábio inferior ao passo em que seus grandes olhos cor de ouro fitavam o ponto atrás de si, avistando o homem americano aproximando-se cada vez mais.
            – Inferno! – Praguejou, levantando-se e pegando a arma que caíra perto de seu corpo e começando a correr de novo. No entanto, uma mão em seu casaco a fez se impulsionar para trás, virando seu corpo de frente para o americano.
            A garota grunhiu, soltando-se das garras daquele homem. Bufando como um animal enjaulado, Bella empurrou-o para longe, pegando sua arma, pronta para mirá-lo, mas ele foi mais rápido, socando a mão da jovem e jogando o revólver para algum lugar em meio à mata. A raiva a tomou mais uma vez, e foi com tamanha força que fez com que ela socasse o rosto do Capitão com furor, fazendo-o dar vacilantes passos para trás, surpreso.
            Ela tentou fugir outra vez, mas ele a puxou pelos longos cabelos cor de mogno, ensandecido, derrubando-a no chão e imobilizando o corpo pequeno e magro que ela possuía.
            – Me solta, seu desgraçado! – Ela gritava de ódio, tentando a todo custo sair do aperto do homem.
            – Você vai pagar caro, sua insolente... – Retrucou, pegando sua arma e mirando em Bella. E foi naquele momento em que ela ofegou ao ouvir o som do sacar do revólver, virando o rosto para cima de seu corpo e vendo o Capitão olhando-a.
            Ela esqueceu o palavrão que iria esbravejar, não conseguindo desviar seu olhar das íris incrivelmente verdes que a fitavam com tanta profundidade a ponto de ler cada pensamento seu. E, no entanto, Edward se deslumbrou com aqueles olhos tão diferentes que o encaravam... Aquela cor, aquela destreza... Ele nunca vira aquilo antes. E, de repente, se viu hipnotizado com o fascínio daquela bela estranha.

1. Führer – Modo como Hitler era chamado por seus compatriotas. Significa Grande Líder.



OMG! Gostaram?
Cara, eu espero que sim, porque foi foda escrever essas cenas... HAUHAUHAUHAUAHUAHU
Ai, gente, eu amei o Jessie... Sei que eu sou suspeita, mas ele é tão fofo *aperta*
Mas teremos muitas surpresas adiante, começando pelo cap que vem...
E QUEM GOSTOU DESSE CAPITÃO AÍ? OMG! EU QUERO UM \o
KAOKAPOAKOPAKOPAKOPAKOAP
O que será que ele vai fazer com a Bella, hein? Será que vão trocar farpas ou algo pior? Hmm... Segredo hoho'
Ah, e como eu esqueci de recomendar uma fanfic ontem, amanhã ou ainda hoje volto aqui pra recomendar uma fodástica que li essa semana =)
Toodles honey
17 julho 2011

RM - Capítulo 13

OIEEEEEEE! *pega todo mundo e dá um abraço de urso*
Eu sei que demorei, mas tive provas perrengues ultimamente e, quando entrei de férias, minha inspiração resolveu viajar ¬¬' Finalmente ela voltou e eu acho que estamos com tudo novamente o Quem acompanha o blog quase me matou com a prévia do cap, então agora estou postando-o completo... Cheio de coisas... er... Vocês vão ver! *risada maléfica*

Conferenza

         Êxtase. Era exatamente a palavra que definia todo o meu estado de torpor naquele instante. Os suaves lábios de Bella estavam colados aos meus, tão macios, tão serenos... Eles ainda possuíam o mesmo delirante sabor de morangos recém colhidos, a mesma textura de seda chinesa e a mesma temperatura de um corpo em chamas. E tudo aquilo me deixava insano.
            Seus pequenos dedos se embrenhavam nos fios de cabelo da minha nuca, puxando-os sem qualquer receio, enquanto uma de minhas mãos desceu rumo a sua cintura fina, colando nossos corpos que ainda se encaixavam perfeitamente. Minha outra mão deslizou por entre seu pescoço até alcançar as delicadas maçãs de seu rosto, numa carícia tão antiga quando a Bíblia. Meus olhos se apertaram mais fortemente no momento em que suguei seu lábio inferior, mordendo de uma maneira suave, e ela somente gemeu baixinho.
            Um frágil suspiro escapou por entre os lábios de Bella que, ao invés de nos distanciar, somente me puxou mais contra si, beijando-me com volúpia e um desespero nunca sentido. Minha língua logo pediu passagem, invadindo a boca quente e deliciosa que apenas Bella possuía. E foi como voltar para casa após anos na guerra.
            Nunca havíamos compartilhado de um beijo tão intenso e conhecê-la daquela forma apenas fazia minha mente se revirar em satisfação e querer fugir com ela para sempre. Suas mãos em meus cabelos e seus lábios contra os meus era a mais pura sensação que já tivera o prazer de sentir. Era única. Era Bella.
            A suave música que nos entoou em nosso primeiro baile cessou e foi como o quebrar de um encanto. Nossos lábios se separaram devagar, como se não quisessem, e eu me vi sem ar pela primeira vez em anos. Ambos ofegávamos, sentíamos nossos peitos subindo e descendo em um ritmo descompassado, somente ao som de nossas respirações abafadas.
            E, então, meus olhos se abriram, enquanto ela encostava sua testa à minha. Bella estava tão linda, tão minha... Até que ela também abriu seus olhos, focalizando os meus com uma precisão e verdade que quase me deixou a seus pés. O chocolate era entorpecente e contrastava unicamente à luz do sol que se punha preguiçosamente. Ela soltou uma lufada de ar, misturada a um suspiro feminino que me fez arrepiar. Palavras não eram necessárias naquele momento, nem mesmo gestos ou atitudes. Seu olhar doce e gentil me dizia tudo... Era apaixonado.
            Minhas mãos acariciaram seu rosto teimosamente, sentindo sua pele quente sob a temperatura gélida da minha. Os olhos dela se fecharam, apreciando o toque que eu tanto quisera desde aquele dia do nosso reencontro. Meus dedos trilharam um caminho de reconhecimento por suas sobrancelhas, descendo para suas bochechas, lábios e deslizando cada vez mais ao sul... Até seus ombros parcialmente cobertos pela camisa de botões que ela trajava, retornando por sua nuca para alcançar seus tão singulares fios castanhos avermelhados.
            – Eu senti tanto a sua falta. – sussurrei, fechando os olhos e sentindo seu delicado aroma de frésias me invadir.
            – Eu também... – Sua voz sussurrada fez meus pelos se eriçarem, ao passo em que seus dedos afagavam carinhosamente a pele próxima à minha orelha, embrenhando-se em alguns fios acobreados.
            – Bella, eu... – Eu te amo, minha mente gritava pra eu dizer...
            – Oh, meu Deus... O que eu fiz? – Ela sussurrou quase que para si mesma, segurando meu ombro e olhando para a grama debaixo de nós. – Eu... Edward, me perdoe... Eu...
            Ela não me deu chances ou sequer esperou eu puxá-la e roubá-la só para mim, apenas me encarando com os olhos sinceros repletos de arrependimento, suspirando pesadamente e correndo para longe.
            – Bella! – Chamei-a, estagnado, mas ela não me ouviu... Ela já havia atravessado o imenso jardim do hospital. – Bella... – Sussurrei sozinho, imaginando o que aquela mulher tinha para me deixar tão louco a ponto de esquecer que era casado. Passei as mãos em meus cabelos, frustrado comigo mesmo, enquanto terminava de organizar as coisas por ali.
            Assim que adentrei a garagem de casa, recebi uma mensagem de texto de Charlize, dizendo que ela e Alice estavam encomendando alguns tecidos para a nova coleção e que Wendy havia ido ao parque de diversões com Rosalie e Emmett. Agradeci internamente por aquilo – não sei se conseguiria encará-la depois de hoje. Eu me sentia péssimo, mas, estranhamente, não havia nenhum traço de arrependimento.
Eu era um verdadeiro canalha.

Para ouvir: Aerosmith – Dude (Looks Like a Lady)

            O som alto de Aerosmith embalava todo o imenso jardim decorado do hospital. As estrelas enfeitavam o céu escuro daquela noite primaveril, enquanto a iluminação colorida dava um toque especial ao ambiente repleto de pessoas que pareciam realmente se divertir.
            Havia máscaras por toda a parte – inclusive uma ridícula presa em minha face por uma agitada Beatrice. Aquele baile não se tratava somente de pessoas rindo, dançando e conversando... Não havia médicos e pacientes ali. Era como se as máscaras fizessem com que eles se tornassem outros, sendo quem não é apenas por algumas horas.
            Eu estava sozinho... Era uma festa somente para os funcionários do hospital e seus pacientes, sem mais ninguém de fora. A parte boa de mim se sentia péssima por estar ali naquele momento, enquanto a má mandava a outra calar a boca e aproveitar. Foi quando eu a avistei, em um curto vestido preto circundando cada curva de sua pele alva, os cabelos cor de mogno soltos e cacheados, e uma máscara igualmente escura deixando a vista somente os olhos sinceros e castanhos.

16 julho 2011

Scars - Oneshot

Aqui está nossa querida oneshot que levou o PRIMEIRÍSSIMO LUGAR na primeira etapa do TwiContest *grita e descabela*
Eu dei aloka, gente... Quando a Nathy me avisou que o resultado tinha saído e eu vi que Scars ganhou, eu dei um grito que assustou todo mundo! Hahaha'
Mas chega de conversa... Vou deixá-los com a nossa oneshot!
Caso queiram ler no Nyah!, clique aqui.
Boa leitura =)

Sinopse: Eles eram um casal como qualquer outro e tinham a felicidade em suas mãos, mas esta lhes foi arrancada por uma obra fatal do destino. Seria a dança - o motivo que sempre os uniu - o laço que a faria retornar à vida e, principalmente, fechar todas as suas cicatrizes?


Scars

            Saudades. Poderia haver sentimento pior? A dor me sufocava, me atraía, me manuseava. A dor em meu peito era tão forte, tão intensa... Era como um machucado aberto, ferido, sem qualquer possibilidade de cicatrização... Ou cura.
            Eu te amo. Quero que realize seus sonhos. Por você. Por mim.
            Por que aquelas palavras me machucavam tanto? Por que eu ainda sofria daquela forma? Por que eu não conseguia fazer o que ele pediu?
            Senti outra lágrima deslizar pela minha pele, caindo exatamente em cima das últimas palavras escritas naquela carta: E dance. Um soluço alto invadiu minha garganta, e eu somente joguei o papel longe, gritando de raiva, de ódio, de fúria... De dor.
            Por que ele tinha que me deixar? Inferno! Por que ele pedia pra que eu seguisse em frente sem ele? Eu não suportaria... Doía demais sequer pensar... Sequer lembrar de nossas danças, nossos passos... Seus olhos verdes cravados nos meus enquanto movíamos nossos corpos ao ritmo do tango, da salsa, do mambo, ou simplesmente ao som de uma canção qualquer como Clair de Lune, sua preferida. Nossa preferida.
            Sempre tão hipnotizante, tão sedutor, tão romântico. Tão meu...
            Fechei meus olhos, enxugando as lágrimas já secas, que ardiam em meus olhos. Abracei meus joelhos e, na penumbra daquele cômodo, à meia noite, suspirei fundo, lembrando-me de sua aveludada voz sussurrando meu nome com prazer...
            Bella...
            Meus pelos se eriçaram – Era como se ele estivesse ali, ao meu lado –, e a enorme casa pareceu ainda maior e fria... Eu sentia tanto a falta dele... Do meu Edward.
           
            – Bella, amor... – Sua voz me fez sobressaltar e errar a sequência da coreografia de balé, embora eu não pudesse ignorar as deliciosas borboletas em meu estômago somente ao ouvi-lo.
Girei meu corpo em sua direção, sorrindo ao encontrar os jades raros cravejados em suas íris. Seus olhos eram abrasadores e sorridentes, e brilhavam como os sutis raios do pôr do sol que adentravam as enormes janelas de vidro do estúdio de dança. Mas meu olhar levemente frustrado não passou despercebido por Edward.
O que houve, amor? – Aproximou-se preocupado.
            Suspirei, desviando meus olhos dos seus, e encarando qualquer ponto que não me fizesse desviar do meu foco principal – Seu olhar era minha perdição...
            É que algo está me incomodando... – Pigarreei, tirando o caroço preso em minha garganta. – Acho que não vou passar nesse teste, afinal! – falei nervosa, jogando as mãos para o alto, enquanto bufava.
            Seu riso foi contido, até que senti seus delicados e longos dedos de pianista acariciarem meu queixo, fazendo-me olhá-lo outra vez.
            Você é perfeita... E sonhou com isso a vida toda, querida. – Sorriu torto, deslumbrando-me. – É claro que você vai passar nesse teste! Os jurados vão se encantar por você, Bella, amor... Você irá ver só!
            Franzi o cenho apenas, e ele aproximou seu rosto de anjo, roçando seus lábios nos meus, os quais se repuxavam em um beicinho. A pressão do beijo se tornou mais forte, até que suspirei novamente, cedendo aos seus encantos e seu perfume tentadoramente delirante embriagando-me. Entretanto, antes que eu pudesse agarrar seu pescoço e puxar os cabelos de sua nuca, a fim de aprofundar o beijo, ele se afastou, colando sua testa à minha.
            Aliás – murmurou com um sorriso matreiro brincando em sua boca rosada – você fica irresistível quando brava. Absolutamente desfrutável.
            Revirei os olhos, não conseguindo evitar uma suave risada em seguida. Mas logo o puxei para mim outra vez, sugando seus lábios tão doces – de um gosto e textura que me lembrava mel –, esquecendo-me totalmente de minhas preocupações acerca do teste que teria na semana seguinte, para atuar como solista no papel principal de Quebra Nozes.

            Fechei meus olhos com força, evitando mais lágrimas... Pela milésima vez naquela noite. Olhei à minha volta, vendo o quarto escuro sendo banhado pelas luzes dos postes altos de New York. A cobertura parecia solitária... E eu não podia evitar as lembranças de me assolarem.
            Estava tudo tão confuso... E era desde que ele se fora.
            Antes eu lutava pelo o que queria. Lutava de verdade. Tinha ambições maiores, sonhos, metas. Agora... Eu via que me tornara apenas uma sombra do que era. Uma sombra de uma Bella feliz, plena, completa, em uma realidade aonde havia um Edward que a compunha, que a apoiava, que a amava.

            Vejamos... Sra. Cullen, certo? – O homem magro e parcialmente mal-humorado olhou-me por sobre os óculos de lentes grossas, sentado em sua banca de jurado principal ao longo das cadeiras vazias da plateia naquela tarde outonal de sábado.
E sentado ao longe – na verdade, escondido de qualquer um que pudesse vê-lo ali – estava Edward, abaixado na última fileira. Aquilo era uma audição reservada, afinal de contas, mas eu sabia que ele não perderia um momento sequer daquele momento tão importante na minha vida: O teste que me daria a chance de dançar e atuar na Broadway.
Sim, senhor. – Respondi, sorrindo com certa simpatia.
Pode apresentar seu solo, minha jovem. – A outra jurada, que estava sentada ao lado do que havia me feito a pergunta anterior, sorriu ao dizer. – Boa sorte.
Obrigada. – Agradeci, sentindo meu peito se aquecer de uma forma tranquilizante de repente. Mal sabia a jurada que aquelas palavras haviam sido secretamente direcionadas ao meu doce e jovem marido, que havia movido os lábios para soar a mesma frase a mim.

Para ouvir: Deana Carter – Once Upon a December

E, então, uma suave melodia se instalou no imenso ambiente de estruturas vitorianas. Fechei meus olhos com suavidade, e meus pés começaram a se mover conforme a canção, levando minha mente por entre a coreografia clássica de balé, misturada a passos contemporâneos suaves e quase imperceptíveis. O leve soar latino deixava a música atraente... E eu me sentia em casa.
Meus braços se movimentavam em sincronia com meus quadris. Eu rodopiava, girava meu corpo com ardor e seriedade em cada passo e gesto, e eu senti como se nada mais pudesse me deter. O flutuar sutil do vestido curto deixava tudo com um toque de originalidade – eu podia sentir –, sem perder a sensualidade do decote recatado, embora singular, que lembrava vagamente dos vestidos de Rose DeWitt Bukater.
Apenas abri meus olhos por um instante e um incrível par de jades me fitou com intensidade. Os olhos dele estavam deslumbrados, encantados, fascinados, acompanhados por um sorriso de orgulho. Aquilo me fez sorrir calmamente, sentindo o aconchego presente em um momento tão puro... Tão meu e, de certo modo, nosso.
Minhas mãos se movimentavam como o soar das folhas das árvores que haviam no Central Park, por onde só podíamos vislumbrar o tinir vermelho e alaranjado conforme o ritmo do vento que as levava para longe...
Já meus pés pareciam ter vida própria e flutuavam como os tentáculos das águas vivas no salgado oceano, e eu parecia estranhamente acostumada a dançar no teatro que abrigava os mais renomados musicais de todos os tempos, e eu poderia ser a próxima estrela, com a nova adaptação de O Quebra Nozes. Embora aquilo não fosse o fato mais importante, desde que eu tivesse Edward e música. Sem o resto eu poderia viver.

Quando percebi, meus lábios se repuxavam em um riso irônico. As coisas parecem perfeitas em um momento... Mas a vida nos prega peças. Primeiro vem a felicidade sem escrúpulos, plena, contagiante e, depois, quando estamos no ápice, derrapamos e caímos em um buraco sem fim.
Eu poderia viver sem qualquer coisa, desde que tivesse Edward e a música... Ledo engano do destino.
 
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