08 abril 2012

RM - Capítulo 16

Hey, people! Como vocês estão?
Anyway, como prometido, aqui está o cap 16, saído do forno... Eu queria ter postado mais cedo, mas ele foi realmente difícil de ser escrito. Gosh, estou exausta!
Para as Team Edward, aproveitem e degustem do capítulo que tanto imploraram desde que essa fic começou! Hahahaha'
E para as Team Damon, acalmem os coraçõezinhos porque aqui tudo tem motivo e solução. Como sempre, tudo a seu tempo.
Espero que curtam e boa leitura!
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Frenesia


         Minha mente estava atribulada. Parecia que nos últimos dias aquela antiga Bella que existia em mim havia retornado, e aquilo me deixava insana. O dia no hospital havia sido cansativo, por isso decidi ir embora antes mesmo de o sol se pôr. Minha cabeça estava pesada... Tudo o que eu precisava naquele instante era de uma cama pra me deitar e não levantar nunca mais. E foi esse o meu pensamento até estacionar o meu carro na garagem de casa e adentrar a porta da frente.
            – Amor, cheguei... – Falei inutilmente, sabendo que Damon me ouvira chegando.
Coloquei minha bolsa em uma mesinha no hall de entrada, tirando meus sapatos de salto enquanto encontrava meu marido na sala, de costas, em frente à enorme lareira. Ainda era dia e nem fazia frio, então não entendi a necessidade daquilo... Mas a sala estava escura, e as cortinas fechadas, iluminada apenas pelas chamas.
– Por que acendeu a lareira, amor? – perguntei curiosa, aproximando-me com um leve sorriso brincando em meus lábios.
No entanto, não obtive qualquer resposta. Damon continuava estático, embora eu pudesse notar sua respiração ofegante... E, abaixando o olhar, pude vislumbrar um copo de uísque em sua mão esquerda enquanto na direita havia o que parecia ser um papel desgastado...
– Damon, amor, o que houve?
O que houve, Bella? – perguntou, a voz cínica, ainda sem se mover – Por que você nunca me falou sobre isso?
E, então, ele ergueu levemente a mão que segurava o papel. E a minha dúvida era ainda maior.
– O que é isso? – questionei, sem entender onde ele queria chegar.
– Isso é a porra de uma carta que o Edward deixou pra você antes de partir, há quinze anos! – esbravejou, jogando o copo de uísque na lareira, fazendo-a chamuscar e enraivecer as chamas.
Eu fiquei estática. Aquele momento jamais havia se passado em minha mente... Eu me sentia um soldado inexperiente pisando em minas ocultas; e um sentimento de angústia começou a preencher o meu peito de uma forma tão agonizante a ponto de me fez esquecer como se respirava. Era um misto de raiva, culpa e remorso que talvez apenas Judas entendesse.
            – Isso não é nada... – sussurrei sem conseguir encarar Damon, fechando os olhos e sentindo uma lágrima traiçoeira deslizar pelo meu rosto. E eu continuava a mentir para mim mesma...
            – Nada? – ele abafou um riso irônico – Então você decidiu guardar esse nada só pra mostrar ao Papai Noel o quanto você sofreu e pra ele trazer o seu Edward de volta?
            – Por favor, não me julgue... – Minha voz saiu em um fio, ainda sem conseguir fitá-lo.
            – Aja como uma adulta e admita que você ainda ama esse infeliz! – Damon gritou, insano, fazendo-me abrir os olhos para olhar sua expressão desesperada. E eu não perdi a chance de revidar.
            – Você ainda a ama? – questionei sem hesitar, secando o meu rosto com as mãos, bruscamente, trazendo à tona um assunto antes esquecido.
            – Como? – Ele me olhou confuso, provavelmente julgando minha sanidade.
– Assim como você ama... Rose? – Aproximei-me a passos ardilosos, avaliando sua reação. – A sua primeira namorada que fora prometida a outro homem?
            O escárnio em minha voz provocou Damon, eu sabia. E por mais que eu também soubesse que a canalha na história era eu, foi impossível ficar calada. Aquilo cutucava o meu peito há um bom tempo e apenas alimentava as feridas não cicatrizadas.
            – Bella, me poupe! – Ele riu, sarcástico, seus olhos azuis faiscando tanto quanto as chamas. – Você não acha que quem deveria sentir ciúmes aqui sou eu?
            – Quer saber? Eu estou começando a achar que o nosso casamento sempre foi uma farsa. – Proferi em um tom cortante e tão intenso que eu quase acreditei em meus absurdos, mas eu estava deixando todas as minhas muralhas caírem – elas já estavam em ruínas, agora eu estava destruindo-as por completo.
            – O que você quer dizer com isso? – E o teatro havia acabado.
A expressão preocupada no rosto de Damon me aturdiu, mas eu não iria recuar, por mais que doesse, por mais que o meu peito se partisse em mil pedaços de vidro e me torturasse infinitamente. E outra lágrima caiu dos meus olhos.
– Quero dizer que eu não sei mais o que há entre nós dois, Damon! As coisas andam se estreitando cada vez mais... Nada vem dando certo pra nós... – Funguei, desviando seu olhar desconcertante do meu. – Eu errei, eu escondi tanta coisa de você e tudo está desmoronando agora... Essa carta foi apenas a ponta do iceberg.
– Eu te amo. E nada pode mudar isso, muito menos uma paixonite adolescente. – Sua voz não passou de um sussurro e aquilo me atormentou... – Ao contrário de você, Bella... que ainda está acorrentada a um passado que não te proporcionou nada além de dor.
– Será que dá pra parar com isso? – Eu gritei, afastando-me bruscamente e sentindo minha visão turva. – Todos querem me crucificar e eu só me sinto cada vez pior! Não que eu não mereça...
– Mas é você quem está pedindo por isso, Bella! Você decidiu aguentar tudo isso sozinha, você não partilhou nada... Você escondeu os seus sentimentos de mim durante todos esses anos!
– Eu não quero ouvir mais nada, Damon! Eu sei que não sou a mocinha da história, mas eu não quero ouvir isso de você...
E sem enxergar um palmo diante dos meus olhos, corri pela sala e bati a porta da frente com força. A dor me consumia tanto que eu desejei desaparecer... E então senti minha pele queimar. Um fogo se acendeu no meu peito e se alastrou por todo o meu corpo que, como num truque de mágica, se transformou numa fênix. Literalmente. O animal que eu fora predestinada a metamorfosear, assim como Damon podia se transformar em um corvo e Stefan em um falcão.
O mito, o renascimento, a fênix. E naquela forma, sobrevoei a cidade em uma velocidade humanamente imperceptível, deixando as minhas asas em chamas consumirem todos os meus medos. E eu me concentrei nas estradas vazias, na brisa que lutava contra o fogo que envolvia as minhas penas, e me deixei ser levada pelo cheiro do mar e o suave som das ondas quebrando em um rochedo.
Até que alcancei um penhasco rodeado apenas por um milharal de um lado e o imenso Mar Tirreno que banhava o oeste italiano. Eu provavelmente voara por horas para chegar ali... Mas o tempo parecia ter estagnado para mim. Senti meu corpo esfriar e retornar à forma normal.
A brisa parecia querer tomar rumos mais fortes, ricocheteando meus cabelos e o vestido branco que trajava. E metamorfosear a minha forma real parecia ter trazido toda a minha angústia de volta, fazendo a dor ir e voltar mais forte, assim como a maré e seu ritmo que, a cada batida, machucava a rocha que tocava. As águas refletiam a luz tímida do crepúsculo, em um misto de cores azuis e rosadas... O cinza, no entanto, parecia não ter medo de despontar ali, indicando uma chuva que poderia cair em breve. E eu me perguntei se aquela beleza seria capaz de afogar meus problemas.
A ponta do penhasco a centímetros dos meus pés, calçados em uma delicada sapatilha, me atiçou. Uma súbita vontade de me jogar dali e esperar pela sorte do destino era estranhamente tentadora... A adrenalina, a ferocidade, a loucura talvez fariam os meus problemas irem embora. Talvez tirasse o mal pela raiz... Levaria pra longe o pivô de todo o sofrimento... Talvez levasse a minha alma.
E tirando-me vagamente de meus devaneios, o barulho do motor de um carro soou atrás de mim, e meus pêlos se arrepiaram apenas por sentir o aroma de sol, mel e lilás... Parecia que o mar me provocava a ponto de trazer até mim o que tanto me atormentava. Então abri meus braços, sentindo a vida da natureza preencher os meus poros e arrancar de mim cada pedaço morto.
– Bella, o que você está fazendo? – A suave voz de Edward exclamou, deixando exposta uma pitada de um desespero que refletia o meu.
– Eu estou cansada, Edward... – sussurrei calmamente, fechando os olhos para o horizonte submerso em águas.
– Cansada de quê, Bella? – perguntou mais de perto, seu hálito frio fazendo-me delirar. E eu apenas abri os olhos, encarando a face perfeita do homem que fazia aquela frágil menina de Forks renascer em cada célula.
– Estou cansada de tentar ignorar o que eu sinto por você. us cabelos se moviam com a brisa que se agitava aos poucos, ganhando aquela perfeita coloraçç, mas era Alice - ncondido em uma
O dourado de seus olhos se arregalou por um segundo, e eu comecei a sentir o peso das minhas costas se esvair aos poucos. Os meus pulmões pareceram encontrar o ar outra vez, e eu me senti limpa. Sem restrições, sem segredos e sem muralhas mal construídas. Não havia mais a mulher Bella, havia a garota machucada que tentava entender o porquê de sua vida sempre retornar àquele mesmo vampiro estúpido e metido pelo qual eu havia me apaixonado.
Edward não disse nada a não ser um sussurrado “Bella...” antes de me puxar para seus braços e me deixar esconder o rosto em seu peito aconchegante. As lágrimas não pediram permissão, caíram vagarosamente dos meus olhos e me fizeram soluçar.
– Shh... Vai ficar tudo bem, Bella... – sussurrou em meu ouvido, apertando-me mais contra o seu corpo, e fomos caindo no chão fragilmente. Sentamos e eu me deixei abraçá-lo e matar a saudade daquele cheiro inebriante. O toque suave em meus cabelos era a minha calmaria e suspirei ao ouvir de seus lábios minha antiga canção de ninar. E foi como voltar no tempo.
Deslizei meu rosto por seu pescoço, inspirando seu delicioso perfume. Sorri ao ver sua pele se arrepiar, e a ponta do meu nariz trilhou um caminho de volta a sua jugular até a base de sua orelha.
– Be... – ele se calou assim que beijei a região, arfando e enroscando seus dedos entre os meus cabelos. Eu sabia o que estava fazendo e não me arrependia. Eu queria provar dele, senti-lo, enfrentar os seus e os meus limites. Meu coração martelava por isso.
Edward puxou meus fios delicadamente, expondo meu pescoço e selando seus lábios ali. Um arquejo se instalou em minha garganta e uma necessidade se apossou de mim. Com uma das mãos, enlacei os cabelos de sua nuca, trazendo-o em minha direção e, por fim, olhando em seus olhos. Ali eu vi desejo, tristeza, frustração, ternura e paixão.
Meus dedos deslizaram pelo seu rosto com carinho, espelhando suas mãos acariciando o meu igualmente. Afastei um teimoso fio cor de bronze caía sobre seus olhos tão vivos, e me vi perdida em sua beleza impecável.
Sem quebrar um milésimo que fosse o contato visual, uma das mãos de Edward desceu pelas minhas costas de uma maneira que deveria ser considerada crime, segurando minha cintura com suavidade e precisão, aproximando nossos corpos. Arfei em surpresa, inteiramente perdida em seu toque.
E como um beija-flor hesita antes de sugar o néctar de uma petúnia, os nossos narizes se tocaram ansiosamente, devagar, desfrutando daquele pequeno prazer. Meus olhos se fecharam em reconhecimento e respirei fundo, a fim de resgatar aquela fragrância tão doce e viciante. E ao abri-los por um momento, enxerguei os olhos de Edward fitando-me com um amor jamais visto por aquele olhar tão dourado.
06 abril 2012

Spoiler do novo capítulo de Respiro Me!


[...]

            E, então, nossos lábios se encontraram novamente. A textura macia e delicada me seduzia enquanto sua língua tocava a minha com tantos sentimentos que seriam capazes de me fazer explodir. Havia mais que amor ali – a paixão unida ao carinho, à saudade, à nostalgia fazia cada pêlo do meu corpo se eriçar. Seu toque irrestrito em minha cintura não era nada comparado ao que já havia sentido ao seu lado... E aquilo me deixava insana.
            – Edward... – sussurrei conta os seus lábios, sentindo sua respiração ofegante e, em seguida, beijos tão frios, mas tão quentes em meu pescoço.
            Minha mente estava tão entorpecida pelos seus toques que, quando notei, estávamos em pé e minhas costas pressionadas contra o Volvo. Deslizei meus dedos por seus cabelos cor de bronze, puxando-o para mim, como se pudesse nos fundir em um só. A pele fria de Edward parecia resfriar a minha, em chamas, e aquela corrente elétrica tão antiga que ressurgia, me fez suspirar.
            E eu estava vagamente consciente de seus atos enquanto ele, desajeitadamente, abria a porta traseira do carro... 
[...]



Hahá, sei que é tortura postar só esse pedacinho, mas o cap completo ficará pronto no domingo \0/

Team Edward, suspirem a aguardem muitas emoções.
Team Damon, façam o mesmo, mas não joguem pedras em mim... Como eu sempre digo, tudo a seu tempo.
Gostaram? *-*
05 abril 2012

Plágio de Respiro Me!


Olá, divos. Eu sei que não apareço por aqui há um tempão (culpe a bosta da escola e o fato de eu querer Direito e ter que me matar de estudar ¬¬'), mas hoje eu vim aqui pra pedir uma super ajuda a vocês, porque minha outra fanfic, Respiro Me, foi plagiada! E como RManíacos, sei que irão me ouvir...
Uma tal de ViviCapricho a plagiou (e acabei de descobrir que não foi a única fanfic que ela plagiou...). Estou super chateada com essa cara de pau que teve a audácia de copiar uma das minhas fanfics mais fodas (e que em breve irá se tornar livro). Ela não plagiou literalmente, mas ideias e cenas exclusivas de Respiro Me foram copiadas da maneira mais chula ¬¬'
Então peço que me ajudem a divulgar e enviem e-mails para a garota e para o site Nyah! como denúncia. Eu já tentei, mas a staff me disse que ideias semelhantes não são consideradas plágio (Então duas pessoas pensam numa história estranhamente super parecidas? Aham, sei...).
O plágio, De Volta ao Passado: https://www.fanfiction.com.br/historia/155608/De_Volta_Ao_Passado
É isso aí, vamos denunciar e ajudar a exterminar uma sem-vergonha... Aliás, se ela copiou minha história, quem garante que não copiou ou vá copiar outras também? ¬¬'
PS: E teremos capítulo novo de Respiro Me ainda esse final de semana pra aproveitar o feriadão! Aguardem porque, modéstia parte, ele está foda! Espero que gostem \0/
 
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