23 dezembro 2013

BR - Capítulo 10

Babiiiies! Perdão pela demora, mas como eu disse semana passada em Dark Paradise, esses últimos tempos foram uma loucura sucks pra mim. Mas aqui está um capítulo louco e romântico de BR! Que saudades dos nossos putos! Hahahahaha'
Enjoy it.


Capítulo 10: Valência – Parte 1

Eu não acreditava em destino
Eu procuro e você está ao meu lado
Que sensação!
(Aqualung - Brighter Than Sunshine)

Arredores da Castilla-La Mancha – Estrada A3
14h58min

            Paisagem verde de belas serras e planícies, céu azul, brisa suave e Foster The People nos alto-falantes do Mustang enquanto Robert dirigia através da Espanha com Kristen ao seu lado e três putos divertidíssimos no banco traseiro. Seria perfeito se não fosse pela loura matraca que não parava de rir da revelação do Tom no banco de trás.
            – Sério mesmo que você quase já dormiu com um traveco?
            – Não me julgue, ok? – O ator se defendeu com um olhar assustado e um bico enorme nos lábios; os amigos rasgando-se em uma gargalhada enorme. – Eu estava mais que bêbado, só na hora H percebi que o que tinha ali era um pinto enorme!
            – NÃO ACREDITO! – Dakota roncou no meio do riso, gargalhando e colocando a mão na barriga.
            – E o que você fez depois? Deu um “hasta la vista” e sebo nas canelas? – A morena perguntou em diversão e meio a uma alta risada, curvando-se no ombro do fotógrafo para olhar para o banco de trás.
            – Foi! – Tom riu e a crise de risos aumentou. – Só sei que nunca mais vou sozinho pra Tijuana!
            – Graças a Deus; estava começando a duvidar da sua masculinidade, bebezão! – Sienna murmurou risonha ao apertar as bochechas do inglês.
            – Sou muito macho, irmãos!
            – Claro que é – A loura baixinha zoou outra vez, meneando a cabeça. – Ai ai, esse foi o babado do século.
            – Tá bom, agora sou eu que pergunto! – Ele revirou os olhos ao erguer as mãos. – Primeira vez de vocês?
            – Primeira vez de quê? Que transou, beijou na boca, viu Madagascar, cantou eu Eu Me Remexo Muito? – Dakota provocou, fazendo o moreno olhar com cara de descrença enquanto os outros riam. – Primeiro quem responde é o Rob!
            – Por que eu? – Fez cara de inocente.
            – Porque você é gostoso e com certeza quer comer minha amiga, então desembucha! – ela respondeu no melhor jeitinho Dakota que fez todos rirem, e o fotógrafo e a escritora trocaram um olhar divertido.
            – Okay, eu tinha uns 15 anos e foi com uma líder de torcida que vivia jogando os peitos na minha cara – Ele riu, seguido pelos outros, exceto por uma Kristen que se remexeu desgostosa no assento do passageiro. – Não demoramos nem 10 minutos no vestiário vazio, mas foi bom!
            – Agora a Kristeeeeen! – A loura maliciosa cantarolou o nome da amiga enquanto todos a olhavam com ansiedade.
            – Que bando de curiosos, meu Deus! – murmurou risonha antes de prosseguir. – Foi aos 17 com o Michael, na casa de campo da família dele quando completamos seis meses de namoro, nada demais.
            Nem deu tempo do Robert querer quebrar a cara do mané ou Kristen se sentir desconfortável, pois logo a amiga já soltou um comentário bem típico dela.
            – Pelo jeito ele tem pinto pequeno! – ela comentou embolada em uma risada alta e engraçada que fez todos gargalharem.
            – E você, Kota? Fale sobre sua primeira vez! – Tom atiçou; seu lado de velhinha fofoqueira todo curioso.
            – Minha primeira vez com homem, com mulher, orgia ou o quê? – Ela tirou uma com a cara dele, fazendo todos rirem e ele rolar os olhos. – Minha primeira vez foi com uma garota da minha aula de Francês, no colegial. A gente se conheceu, passamos a namorar e após dois meses rolou nossa primeira vez, foi maravilhoso! Três meses depois nós brigamos, terminamos, fiquei bêbada numa festa e foi aí que conheci a K!
            – E com homem? Já rolou?
            – Uma vez, já na faculdade – Ela riu. – Só serviu pra confirmar que eu gosto mesmo é das aranhas brigando!
            – MEU DEUS, EU NÃO OUVI ISSO! – Kristen soltou uma gargalhada altíssima, sendo seguida pelos outros malucos na longa viagem ao leste espanhol.

Valência, Espanha – Propriedade da família Sturridge
17h26min

            – Uau, acho que vou morar aqui pra sempre, posso? – A loura olhou com um beicinho e os olhinhos brilhando para Tom à medida que todos admiravam o belo casarão onde passariam os dois próximos dias.
            A família do ator possuía uma linda propriedade no alto de uma das serras da cidade, longe do centro e com uma visão lindíssima para as planícies verdes, as plantações e até vinhedos ao horizonte. O Sol do final da tarde resplandecia um tom lindo de dourado sobre a grama e fazia as paredes do enorme sobrado parecerem ainda mais mediterrâneas.
            A casa de três andares era estreita, com paredes de um bege envelhecido e janelas e uma porta de entrada de madeira marrom e, do outro lado, paredes salmão com janelas azul turquesa. Ao longo da construção havia uma bela escadaria de pedras cinza que circundava toda a lateral em sentindo horizontal da fachada, indo desde o gramado do jardim, passando pela porta marrom – com um longo degrau onde havia samambaias, duas cadeiras e enormes cachepôs com flores rosa choque – até dar acesso aos fundos. Árvores de flores roxas, floreiras nos parapeitos das janelas e luminárias vitorianas nas paredes davam um toque final ao charme e beleza do lugar.
            – Tudo bem, quer casar comigo, Tom? Já temos até onde morar: aqui! Não é legal? Eu sou uma gênia, eu sei que sou – Dakota continuou importunando o moreno, fazendo todos rirem e ele bagunçar seus cabelos.
            – Que bom que gostaram, galera! – Ele sorriu, caminhando até as escadas com os amigos em seu encalço. – Minha família costuma passar os feriados de final de ano aqui, então é como minha segunda ou terceira casa, já que tenho Londres e LA agora!
            – Ah, deve ter sido ótimo crescer aqui! – Kristen sorriu, abaixando-se para cheirar as flores nos grandes vasos.
            – E foi! Até o Rob já passou alguns Natais aqui com a família dele; já aprontamos muito por essas redondezas! – murmurou malicioso ao fazer um high-five com o amigo e ver as meninas revirarem os olhos.
            E assim que Tom pegou a chave guardada debaixo da mesma floreira de sempre, eles abriram a porta da frente e foram invadidos com a beleza da arquitetura mediterrânea que sempre mesclava as cores terracotas com enormes janelas e uma claridade límpida tipicamente espanhola. Paredes claras, pisos de pedras lisas, madeiras escuras, tapetes persas e cores vívidas em quadros e cortinas. Não era nada que ostentava riqueza; era apenas uma simplicidade impecável pelo bom gosto e ar médio.
            – Que lindos! São seus pais? – A escritora perguntou ao caminhar pela sala, parando em frente à lareira ao avistar alguns porta-retratos. Ela amava o modo como as histórias podiam ser impressas em uma única tela.
            Tom se aproximou com um sorriso assim como os outros – Robert abraçando a morena delicadamente pela cintura.
            – Sim. São meus pais, meu irmão mais velho, Arthur, e minha irmã caçula, Matilda. – falou ao apontar à senhora bela e ruiva, ao homem de cabelos grisalhos abraçado a ela e um jovem de seus 25 anos, com cabelos cor de fogo e olhos iguais aos de Tom, agarrado a uma garotinha sorridente de lindos olhos azuis e puxadinhos como a característica de quem possuía Síndrome de Down.
            – Seu irmão é a sua cara, mesmo com os cabelos ruivos! – Sienna riu agarrada ao britânico que puxou ela e Dakota em um abraço. – E a sua irmã é a coisa mais fofa do mundo. Que vontade de apertar!
13 dezembro 2013

DP - Capítulo 5

Oi, gatonas! Perdão pela demora em postar. Como disse no grupo, o mês de novembro foi meio complicado pra mim, mas agora vamos que vamos!
E aí, quem assistiu TROPICO aqui? Gente, morri com tanta perfeição! Tive várias inspirações pra DP u.u
E sem mais enrolação, espero que gostem do capítulo. Eu particularmente amo capítulos pós-primeira vez do casal (66'

Black Beauty
“Eu coloro o céu de preto
Você disse que se fosse do seu jeito
Você faria o mundo noturno hoje
Então ele combinaria com o humor da sua alma”

            A cama estava quente e macia, os lençóis ondulando seus corpos relaxados e em um frisson desesperado de calmaria e aconchego. Edward suspirou tranquilo ao abrir os olhos para a manhã nublada em preto e branco, sentindo seu corpo espremido em um abraço envolta da pele macia e pálida de Isabella, ressonando de costas pra ele enquanto sentia as grandes mãos a protegendo em seu inconsciente.
            E o britânico apertou-a um pouco mais em seus braços, escondendo o rosto nos cabelos escuros e perfumados ao fechar os olhos à bonança. Ele poderia ficar ali eternamente.
            Um resmungo baixinho soou no quarto de tons cinzentos daquela manhã que anunciava uma chuva, e o homem sorriu ao ver a garota se ajeitar na cama e os cabelos em seu pescoço se movimentarem, deixando uma tatuagem à mostra que o surpreendeu. Era uma pequena cruz feita em tinta preta, logo abaixo da nuca, deixando a pele alva ainda mais apetitosa. Ele sorriu ao depositar um beijinho no desenho, fazendo Bella gemer e se apertar no abraço forte.
            – Às vezes eu esqueço que você não é tão inocente quanto parece – Edward sussurrou rouco no ouvido da morena, ouvindo os doces lábios se moverem em um sorriso lento.
            – Que atrevido – Ela fingiu um ultraje, virando-se na cama e enrolando suas pernas entre as do britânico antes de deixá-lo deliciado com as íris verdes e preguiçosas da americana.
            A jovem envolveu suas mãos no corpo quente enquanto sentia sua nudez ser aquecida em deleite entre os músculos do inglês, escondendo seu rosto no peitoral firme e fechando os olhos para aproveitar cada centímetro daquela sensação maravilhosa e entorpecente que Edward Masen sempre lhe referia.
            – São quantas horas? – ela murmurou com um beicinho nos lábios, apertando ainda mais o corpo forte. – Eu tenho aula.
            Ele riu da preguiça personificada, mexendo-se até conseguir enxergar o relógio digital no criado-mudo atrás da menina, o que a fez perceber um pequeno desenho tatuado na costela do britânico que a intrigou.
            – Quem é Elizabeth? – perguntou em um tom de curiosidade, lendo a palavrinha em letra cursiva depois que ele deitou novamente e a puxou para si.
15 novembro 2013

DP - Capítulo 4

Heyyy, babies! Como vão?
Vamos ler o capítulo e curtir mais um pouquinho da Lana na América do Sul! Gente, que diva essa mulher!
E obrigada a minha baby e beta, Aline Bomfim. Te amo, gata.
Aproveitem o capítulo que está... err... quente! (66'

National Anthem

“Em nossas drogas e em nosso amor
E nossos sonhos e nossa fúria
Turvando as linhas entre o real e o falso
Sombria e solitária, eu preciso de alguém para me abraçar”

            – Isabella, querida, que bom revê-la! – Candice a abraçou assim que abriu a porta, sorrindo para a nora.
            – É ótimo revê-la também – Ela sorriu de volta, entrando na bela mansão de meio bilhão de dólares, em Holmby Hills, enquanto a Sra. Biers cumprimentava seus pais.
            Após uma noite louca com muitos amassos, álcool e cocaína, Edward deixou a herdeira em casa pouco antes das três da manhã, e depois de um café da manhã ouvindo seu pai lhe chamando de inconsequente por continuar chegando sempre às madrugadas, eles logo se viam na Lamborghini em direção à casa dos pais de Riley, também no oeste de Los Angeles.
            – Vocês não vieram mais nos visitar, senti principalmente sua falta, querida – A mulher murmurou, voltando-se para Bella com seus grandes olhos castanhos, idênticos aos do filho, e cabelos caramelo esvoaçando em seus suaves cachos. Ela estava linda em um clássico vestido amarelo ao estilo anos 50, assim como sua mãe em um vestido azul.
            – Eu estive presa com a faculdade, sinto muito, Candice – respondeu com um sorriso culpado, ouvindo a risadinha da sogra quando a abraçou outra vez. Logo puderam escutar passos se aproximando e a voz fina e delicada de Bree.
            – Ah, vocês chegaram! – A cunhada falou com uma risada, assim que adentrou a imensa sala em tons claros e vitorianos, prendendo a morena em um abraço.
            – Oi, Bree, quanto tempo! – Isabella sorriu ao olhar a jovem de 18 anos. Ela estava maior e com mais curvas desde a última vez em que a havia visto, antes de sua viagem a Europa, ostentando beleza em sua saia de cintura alta e blusinha Chanel. – Como foi em Amsterdã?
            – Maravilhoso! Muita moda, jardins magníficos, restaurantes finos, sem falar nos homens... – comentou com um risinho divertido em seu largo sorriso branco nos lábios cheios. – Eu fui a um show do Andre Rieu simplesmente esplendoroso! Sem falar no desfile da Versace. In-crí-vel!
            – Que ótimo – ela murmurou com um sorriso que não chegou aos seus olhos, embora não deixasse de se sentir feliz pela adolescente de pequeninas íris verdes brilhantes e longos cachos castanho-escuros.
            – Não monopolize minha garota, pirralha! – Riley brincou com a irmã assim que se aproximou junto de seu pai, trajando uma calça jeans e um blazer bege por cima da camisa de botões, cumprimentando a namorada com um singelo beijo nos lábios.
            Logo, ela se sentou na sala de visitas junto das mulheres, enquanto Richard Biers mostrava aos homens as fotos de sua última viagem de pesca em Aspen. E foi naquele cômodo enorme e tão aconchegante, com todos aqueles móveis e artigos franceses de luxo, que Isabella sentiu sua bile subir e subir e seu estômago se revirar assim como sua cabeça.
            Saudações, senhoras e senhores! Sejam muito bem vindos à perfeição teatral da alta sociedade!
            – Eu acho que Lauren tem um caso com o noivo da Jessica, mas vai saber!
            – O quê? Não, a Jessica é quem tem um caso com o filho do próprio noivo! Eu sempre soube que ela estava com aquele velho só por causa da influência dele.
            – Semana passada, Angela estava aos beijos com Ben no clube, acreditam? Tudo bem que eles acabaram de se casar, mas que tipo de garota enfia a língua na garganta de um homem em público?
            – Leah estava de novo tentando pegar Mike Newton, mas agora que você disse que Jessica tem um caso com ele, já sei bem o motivo...
            – Isso é o de menos, porque ontem Leah estava na loja da Bvlgari, ganhando uma nova gargantilha do Jacob. Ele é um nojento!
            – E eu não sei? Já pegou todas as patricinhas “comprometidas” de Beverly Hills!
            Fofocas, fofocas e mais fofocas. Isabella apenas sorria e confirmava com a cabeça enquanto sentia uma vontade de vomitar corroendo seu estômago. Quantas pessoas já não deviam ter falado dessa maneira sobre ela? Pelas costas, as pessoas tiravam as máscaras e mostravam suas verdadeiras identidades de bestas – verdadeiras feras vestidas de realeza enquanto tudo o que queriam era tirar as máscaras das outras pessoas e continuar no próprio anonimato. Mas naquele mundo ninguém estava a salvo. Ninguém estava no anonimato. Tudo e todos eram motivos, pontes e razões para mais fofocas e conversas e palpites inexplicáveis sobre a vida alheia.
            Verdadeiras mentes vazias de almas vazias em corpos ainda mais vazios.
            A única coisa que preenchia aquelas pessoas eram o medo, o nojo e a própria e escondida auto-aversão sufocados no assombroso vácuo.
            – O jantar está servido! – A empregada de pele bonita e bronzeada murmurou no hall em frente à sala; sua voz estalando como o timer de um forno quando avisa que, se a torta continuar a assar, vai acabar queimando.
Isabella estava à beira do desastre, mesmo estando linda por fora com seu curto vestido evasê em um tom clarinho de salmão, destacando sua cintura com o grosso cinto bege da mesma cor do scarpin que calçava, exceto pelo detalhe dourado na ponta.
            Todos estavam rodeados na imensa mesa com uma bela vista para a piscina do jardim – o sol do final da tarde despontando entre o verde das palmeiras e da grama ao refletirem o colorido das flores. Aquilo acalmou a herdeira por dois ou três segundos.
            E Bree começou a falar enquanto a morena tentava engolir seu aspargo.
            – Amsterdã estava linda durante o Natal, vocês precisavam ter visto! – Os olhos verdes brilharam à medida que sorvia um gole de seu vinho branco.
            – Ah, filha, fale sobre Diego! – Sua mãe sorriu ao olhar para a garota.
            – Sim, o Diego! – ela disse com uma risadinha. – Acho que ele é o homem dos meus sonhos! E é editor de arte da GQ, acreditam? Eu o conheci no desfile da Versace e passamos toda a after-party conversando! Ele mora em Nova York, mas vem pra cá no próximo final de semana pra me ver de novo!
            – Uau, você pegou um ótimo partido, querida! – Renée disse num sorriso, olhando para a filha que logo fingiu uma expressão de felicidade.
            – Espero podermos oficializar logo! Preciso de um diamante no meu dedo, por favor! – murmurou exasperada, arrancando uma risada de todos na mesa e alguns pares de olhares ansiosos para Riley e Isabella.
            – E vocês, quando pretendem oficializar a relação também? – O pai do jovem questionou ao bebericar sua taça de vinho.
            – Não queremos apressar nada, pai – O empresário respondeu, sorrindo para sua garota que suspirou aliviada.
            – Ah, mas não iriam apressar coisa alguma! – A mãe da herdeira logo prosseguiu com um largo sorriso e os olhos vibrantes. – Imaginem um casamento dos dois! Seria o evento do ano!
            – Seria magnífico! – Candice sorriu. – Iríamos contratar o melhor buffet, um belíssimo salão em Santa Monica ou Malibu, uma lua de mel perfeita, maquiadores mais caros, um vestido fantástico da Vera Wang ou Oscar de la Renta...
            A herdeira arregalou os olhos ao tentar imaginar tudo aquilo, sentindo cada palavra e expressão maravilhada das mulheres a sufocarem e efervescê-la na agonia.
            – Mas eu não preciso do melhor maquiador e do melhor vestido! – ela arquejou em desespero.
            – Sim, Isabella, você terá um casamento perfeito com o mais alto ícone da sociedade americana! – Renée tratou de ser firme ao olhar para a menina, colocando seus cabelos alaranjados atrás dos ombros ao encará-la.
– E por que vocês não me perguntam o que eu quero? Ou o que Riley quer? – A jovem morena elevou a voz ao tirar o guardanapo de seu colo e jogá-lo na mesa, frustrada, exaltada e extremamente cansada de tudo aquilo. – Já parou pra pensar se nós dois queremos um casamento perfeito com o mais alto ícone e blábláblá? Já parou pra pensar se nós ao menos queremos um casamento?
01 novembro 2013

BR - Capítulo 9


E aí, gatonas! Todas joia?
Depois de um tempinho, aqui está a segunda parte do capítulo "Lisboa"! Espero que gostem.

No capítulo anterior:

            Taylor Stewart era o típico garoto desencanado. Magro, pele branca, olhos verdes e animados, cabelos castanhos e revirados dentro de um boné surrado – um visual despojado de skatista.
            – E aí, porque demorou tanto pra chegar? – A morena perguntou quando ele jogou os braços em seus ombros. E então ele fez uma breve expressão culpada.
            – Eu meio que trouxe um convidado.
            – Quem? – Ela franziu o cenho, olhando para os lados. E então viu a praga.
            Caminhando até onde eles estavam, ninguém mais ninguém menos do que Michael Angarano – seu patético ex-namorado – sorria para ela.

Capítulo 9: Lisboa – Parte II

Então 1, 2, 3, pegue minha mão e venha comigo
Porque você parece tão legal
E eu realmente quero fazê-la ser minha
(Jet - Are You Gonna Be My Girl?)

            A jovem nem teve tempo de lançar seu olhar encolhedor de bolas para o irmão, quando o dito cujo se aproximou.
            – Hey, K – ele murmurou com um sorriso e ela apenas revirou os olhos, furiosa.
            – O que você está fazendo aqui, Michael? – E pronunciar seu nome em voz alta, foi como um chamado pra todos os amigos da americana – e Rob – olharem para eles.
            – Não iríamos estar juntos no Optimus Alive! deste ano? – Deu de ombros, a expressão com uma rajada de ironia. – Era o que planejávamos, não era?
            Ela semicerrou os olhos, bufando, antes de arquear a sobrancelha e encará-lo de cima a baixo.
            Ele continuava o mesmo. Pele levemente bronzeada, cabelos com suaves ondas de um castanho claro, olhos também castanhos que soavam infantis e ingênuos, sorriso bonito e traços suaves – estava mais forte, mas era baixinho demais para ser considerado um galã. Naquele momento, a morena o definiria como “cara de retardado” e ponto.
            – Michael... – ela suspirou impaciente, colocando a mão na cintura ao andar lentamente até ele. – Nós terminamos. Acabou.
20 outubro 2013

DP - Capítulo 3

Hola! Como prometido, aqui está o novo capítulo de DP!
Queria agradecer muitíssimo ao apoio de cada uma de vocês... Os comentários me fazem sorrir que nem uma gayzona, gente! Hahahahaha' E um obrigada especial às divas que recomendaram a história! YEY!
Bella Alvarinho, Raira Ketilly Silva e nossa beta gatona, Aline Bomfim! Obrigada, vadias! Hahahahaha'

Grupo: facebook(PONTO)com/groups/501155363274932/

Ride

“Eu ouço os pássaros na brisa de verão, eu dirijo rápido
Estou sozinha à meia noite
Tenho tentado arduamente não me meter em confusão
Mas eu tenho uma guerra em minha mente”

            Isabella fechou os olhos outra vez, resmungando com a luz do sol que cortava as longas cortinas de seu quarto e batia em seu rosto. E, então, ela sentiu o latejar de uma enxaqueca e gemeu, revirando-se na cama.
            Puta. Que. Pariu.
            Ela abriu os olhos rapidamente e sentou-se num salto na king size.
O que ela havia feito na noite anterior? Ela só poderia estar louca! Completa e inteiramente louca! Edward Masen, beijo, bebidas, conversas, maconha, amasso quente e nascer do sol na praia passaram como um flash em sua mente. Ela nunca – nunca – havia agido de forma tão espontânea e inconsequente assim. Mas o pior... Ela havia amado cada segundo.
            Depois de assistirem silenciosamente o dia nascer, o britânico levou Bella de volta ao Old Paul’s – e após um suave beijo nos lábios e uma promessa de que ela ligaria para ele quando quisesse se divertir, a morena partiu em seu Jaguar vermelho rumo a Bel Air. E ela apenas se lembrava de encontrar a mansão calada e quieta naquela manhã, esgueirando-se em seu enorme quarto a fim de algumas boas horas de sono.
            Apesar daquele completo estranho que a enfeitiçou, ela sentia a pequena vibração em seu peito por ter feito algo por conta própria, apenas ela e sua escolha de dizer “sim” a um mundo novo e repleto de descobertas e fascínios – sem hesitações, sem dúvidas, sem influências e extratos bancários de milhares de dólares. Apenas Isabella.
            A jovem havia experimentado um pequeno pedaço da liberdade, mas qual seria o tempo até o efeito da adrenalina passar e ela precisar de uma nova dose? Ela não fazia ideia.
            O celular vibrando entre os caros lençóis de linho a fez resmungar e tatear a cama a sua procura, vendo uma nova mensagem piscando com o nome de seu namorado.
            – Riley! – ela quase gritou, gemendo em alto e bom som, logo em seguida, ao ver que toda a merda que havia feito era ainda maior. Ela era a porra de uma garota comprometida que saíra aos amassos com um britânico quente na noite anterior! Perfeito.
            O que acontecera com ela, afinal? Ela amava Riley Biers. Bem, ela parecia sempre esperar mais dele, mas não podia pedir demais quando já possuía tudo. Ela gostava de sentir o corpo grande e quente dele contra a pele macia e de traços pequenos de seu próprio corpo. Ela gostava dos beijos suaves dele, do modo gentil que a língua trilhava seu lábio inferior e da mão firme pousada na base de suas costas sempre que eles precisavam cumprimentar incontáveis pessoas em algum jantar.
            Ela se sentia bem com aquilo. No entanto, agora ela enxergava que jamais se sentira completa.
            Por que sua vida tinha que ser assim? Ela sempre tinha tudo o que pessoas ao redor do mundo desejavam ter, mas ela nunca conseguia as coisas mais fáceis que todos tinham – ela não se sentia feliz, não se sentia plena, não se sentia nem ao menos sincera consigo mesma. Isabella Swan era cheia de um grande e espaçoso vazio.
18 outubro 2013

Dark Paradise (Original)


Sinopse: Andrew, o perfeito tipo de cara errado. A reencarnação de James Dean.
Scarlett, exatamente a garota certa. Uma Marilyn Monroe com perfume de frésias e cocaína. A menina de grandes olhos verdes que apenas encontra a perfeição no submundo do britânico que ela jamais imaginaria amar.
O que é bem, mal, certo, errado? O que é o paraíso, afinal? Qual a sua verdadeira definição?
Eles vão viver em um universo paralelo entre que você chamaria de paraíso e escuridão.

Classificação: +18
Categoria: Originais
Shipper: Scarlett/Andrew
Gênero: Romance, Drama, Darkfic, Humor Negro, Universo Alternativo
Terminada: Não | Última atualização: 21/03/2014

Notas:
– Extensão da minha one-shot "Born to Die". Não é preciso ler a one para acompanhar esta história, o que tiver lá também será repetido aqui (embora sujeito a alterações).
– Inspirada no álbum "Born to Die: Paradise Edition" da Lana Del Rey.
– Esta história NÃO faz apologia a drogas ou qualquer situação ilegal aqui citada.
– Se você não tem maturidade para ler isso, nem perca seu tempo. Se tem, seja muito bem vindo e desfrute cada parágrafo.

Capítulos:

01. Prólogo
04 outubro 2013

DP - Capítulo 2

N/A: Hey, babies! Eu nem sei como agradecer ao carinho imenso de todas vocês e a tantos comentários. Fico muito feliz por estarem curtindo DP e espero que continuem amando! Hahahaha'
E acima de tudo, um super obrigada a minha baby Aline Bomfim, a beta de "Dark Paradise" e "Burning Red" que me ajuda tanto com as ideias e a colocar as histórias em ordem! Eu te amo, vadia.
Agora aproveitem o capítulo! Boa leitura o/

Gods & Monsters

“Numa terra de deuses e monstros
Eu era um anjo vivendo no jardim do mal
Fodida, assustada, fazendo qualquer coisa que eu precisava
Brilhando como um farol em chamas”

            Ele e tudo o que tocava tinham gosto de quatro de julho. O dia da independência norte-americana, a liberdade em suas veias e artérias, transportando um fluxo de oxigênio e energia que intrigava a todos por onde passava. Inclusive Isabella.
            – Pra onde estamos indo? – ela perguntou pela terceira vez desde que disse “sim” à proposta e Edward a arrastou para fora do pub, com ela lhe oferecendo o Jaguar para irem até outro ponto de Los Angeles.
            – Você não desiste, não é? – retrucou com um sorriso de lado em divertimento, desviando os olhos da estrada por um segundo para ver as íris verdes curiosas da garota. – Ok, vamos ao Old Paul’s, conhece?
            – Não – Franziu o sonho ao morder o lábio inferior; um misto de temor e excitação deslizando por seus músculos.
            – É uma espécie de pub em Hollywood, estamos chegando. – Sorriu, apreciando apenas o barulho noturno da cidade enquanto as luzes de postes e bares iluminavam o interior do automóvel caro e esportivo.
            A herdeira de fato deveria ser louca por deixar um desconhecido dirigir seu carro para um lugar totalmente incógnito, mas toda aquela adrenalina apenas servia como uma descarga de sentimentos e sensações que nunca haviam tomado seu corpo antes. Ela podia sentir a vibração e o brilho por trás dos seus olhos, o aroma do perigo e o gosto tão suave que o beijo tão recente do britânico havia deixado em seus lábios.
            Alguns dizem que genialidade e loucura são sinônimos que apenas certas pessoas podem identificar – e a morena com certeza seria uma delas. Para ela, Edward era muito mais do que um homem que ela jamais havia visto na vida. Para ela, era o descobrimento de uma nova terra que ela apenas conhecia pela televisão e contos que viajavam em seus pensamentos desde que criara idade o suficiente para se aventurar em ideias insanas e cada vez mais sombrias.
            Isabella não queria ser má. Ela só não queria mais trair aquela vontade irrefreável que dominava seu peito.
            – Voilà! – O inglês sorriu ao estacionar o Jaguar vermelho em frente ao pub de uma área não muito movimentada do setor, as ruas escuras e alguma música do Nirvana soando de dentro do estabelecimento.
Na calçada havia algumas motocicletas reluzentes e um grupo de pessoas fumando e conversando, incluindo duas mulheres morenas e bonitas que sorriram para o britânico assim que ele saiu do veículo, aproximando-se da herdeira.
– Está tudo bem? – ele inquiriu com um olhar confuso e levemente preocupado para ela, sem nem perceber as outras duas que o encaravam.
– Tudo ótimo! – A jovem respondeu com um sorriso largo, despojada ao engolir a pontada do sentimento que a tomou ali. Qual é? Ele era dela essa noite, vadias.
– Então vamos! – Edward sorriu de volta, fitando-a com aqueles olhos perigosos e hipnotizantes antes de envolver a mão grande ao redor dos dedos da garota e a puxar para a entrada do pub.
E era diferente de tudo o que Isabella já havia visto com seus próprios olhos.
O ambiente era todo revestido em madeira escura e pequenos tijolos ornamentais, a luz era baixa e escura, despontando alguns pontos dourados e azul-escuros ao redor do bar. Mesas de madeira eram dispostas por todo o enorme e sombrio salão enquanto um balcão ao fundo tinha uísques e licores dispostos nos armários de vidro atrás, com alguns barmen já preparando um drinque e outro para os clientes.
E por toda a penumbra do ambiente, era possível ver vários grupos ao redor das mesas de sinuca em alguns cantos, a fumaça dos cigarros anuviando o ar e os acordes tentadores e delirantes por baixo da voz de Kurt Cobain em Heart-Shapped Box.
De repente, ela se sentiu vestida inapropriadamente para uma ocasião.
– O que houve? – Edward questionou com os lábios em seu ouvido, fazendo-a se arrepiar brevemente com a deliciosa sensação.
– Acho que minha roupa não condiz muito com o lugar... – ela disse com um sorrisinho sarcástico ao fitar o jovem.
Os olhos azuis desviaram do rosto da morena para seu corpo esbelto e de curvas suaves, o que fez os lábios dele se curvarem ligeiramente para cima em um sorriso provocante, embora deliciado.
– Não seja por isso.
E ao murmurar essas simples palavrinhas, os dedos do inglês se desvencilharam dos dela em direção ao cardigã caro e bonito ao redor de seus ombros; ela mordeu o lábio inferior em expectativa e curiosidade.
– Importa-se? – ele questionou sensualmente, seu sotaque banhando cada letra, à medida que a garota simplesmente arqueou uma de suas delineadas sobrancelhas com um sorriso malicioso.
– À vontade.
E sem mais qualquer questionamento, Edward rasgou a frente do delicado casaco lilás, fazendo alguns botões saltarem enquanto a morena disfarçava um pequeno grito de surpresa, vendo as mãos grandes e firmes do homem puxarem com destreza a vestimenta de sua pele antes de embolá-la e a jogar em um canto qualquer do bar.
– Espero que ela não tenha um grande valor sentimental pra você – falou em um tom baixo, referindo-se ao cardigã ao trabalhar seus dedos nos primeiros botões da camisa branca da jovem.
– Nenhum – Ela sorriu sem conseguir tirar os olhos daquele rosto de traços fortes que escondiam os maiores segredos que sua mente poderia sequer formular.
29 setembro 2013

BR - Capítulo 8

~Versão Twilight aqui.

E aí, quem estava com saudades dos nossos putos preferidos? Hahahahaha'
Mas antes do capítulo, eu queria convidá-las para lerem minha NOVA FANFIC. Yep! Quem aí leu a one-shot "Born to Die"? Pois é, ela ganhou uma fanfic só pra ela e se chama "Dark Paradise".

Sinopse: Edward, o perfeito tipo de cara errado. A reencarnação de James Dean.
Isabella, exatamente a garota certa. Uma Marilyn Monroe com perfume de frésias e cocaína. A menina de grandes olhos verdes que apenas encontra a perfeição no submundo do britânico que ela jamais imaginaria amar.
O que é bem, mal, certo, errado? O que é o paraíso, afinal? Qual a sua verdadeira definição?
Eles vão viver em um universo paralelo entre que você chamaria de paraíso e escuridão.
http://raphaella-paiva.blogspot.com/2013/02/dark-paradise.html

Passem por lá e me digam o que acham! ;)
Agradecimentos à minha putona preferida, Aline Bomfim. Nossa beta que é praticamente autora de BR e DP! Hahahahaha' Obrigada, vadia.
Agora aproveitem o capítulo. Boa leitura.


Capítulo 4: Lisboa

Quando você está perto de mim
Eu me torno radioativa
Meu sangue está queimando, radioativo
(Marina & The Diamonds - Radioactive)


Arredores de Alentejo – Air Europa Líneas Aéreas
09h53min

            – Oh, seu puto, levanta essa bunda delícia daí e me deixa ficar um pouco com a minha garota! – Dakota e todo o seu jeitinho sutil e delicado surgiram ao lado dos amigos que estavam cheios de sussurros na poltrona do avião.
            Robert apenas olhou pro olhar azul e assassino em sua direção.
            – A senhora quem manda! – Ele soltou uma risadinha ao erguer as mãos em sinal de rendição enquanto a loura sorria satisfeita e se sentava ao lado da amiga.
– Enfim a sós, srta. Stewart.
            – Ai, eu tenho medo de você às vezes, mas te adoro! – Kristen murmurou com uma gargalhada, abraçando a garota que se derreteu.
            – Também te adoro, te amo, te quero, tesão da minha vida! – ela falou alto, soltando um gritinho empolgado que ganhou os olhares de 99% dos passageiros.
            – Vergonha alheia: check! Primeiro mico em ares portugueses, vadia! – Riu com a loura, arrumando-se na poltrona para ficarem de frente uma para a outra.
            O avião da companhia aérea espanhola estava próximo do destino quando Dakota acordou depois de babar em cima do Tom, ainda aos efeitos da maconha da última madrugada. O britânico ainda estava chapado e dormindo de boca aberta assim que ela sentiu saudades da escritora e quis apenas abraçá-la e fofocar como duas velhinhas.
            – E, então, o Jude Law beija tão bem quando aparenta? – ela perguntou, mexendo as sobrancelhas sugestivamente ao olhar pra romancista.
            – Jude Law?
            – Fala sério, o Rob é a cara do Jude Law – Revirou os olhos, contando com os dedos. – Lindo, inglês, de olhos claros e aquela barba por fazer.
            – Se você diz... – Riu divertida, bagunçando os cabelos platinados.
            – Pare de me enrolar, Stew...
            – Okay, ele beija super bem! – ela confessou com um rostinho sapeca, vendo a amiga quicar em seu assento e bater palminhas. – Ele consegue ser carinhoso sem ser meloso, sensual sem ser intimidante...
            – Mas faz sua calcinha molhar, né? – Encarou com carinha sapeca, fazendo a amiga arregalar os olhos.
            – Dakota!
            – O quê? – Ela se fez de rogada, rolando os olhos outra vez. – Fala logo que ele faz sua calcinha derreter, mulher!
            – Claro que ele faz! É só olhar pra ele! – Kristen apontou discretamente para o britânico, como se fosse justificativa o bastante. – Ele é quente como o inferno.
            – Ah, se eu gostasse de homens... – Ela suspirou e a amiga soltou uma risada, meneando a cabeça em descrença.
            – Vire hétero, mas arrume outro homem, sua assanhada! – Brigou com a loura, tentando segurar o riso. – Esse já tem dona!
            – Mas já tá assim? Toda saidinha, hein, Stewart... – Dakota provocou, fazendo cócegas na costela da amiga que começou a se remexer toda.
            – Argh, loura, fica quieta! – Ela gargalhou, atacando a historiadora de volta.
            – Já que meu trabalho aqui está feito, eu vou voltar lá pro lado do babão e dormir mais um pouco – falou com uma risada, beijando a bochecha da morena enquanto se levantava. – Quero aproveitar um pouco de Lisboa antes do festival!
            – Vai lá, doida! – Kristen brincou, pegando sua edição surrada de Jogos Vorazes para ler antes de aterrissarem. Nem duas páginas depois, Robert voltou a sentar na poltrona ao seu lado.
            – E aí, sobre o que você e a Kota fofocaram? – perguntou divertido, tirando o livro da mão da garota na maior cara de pau.
            – Larga de ser enxerido, garoto! – Ela revirou os olhos, o que fez o sorriso dele se alargar.
            – Estavam falando sobre mim?
            – Ih, bateu, a cabeça? Nós temos assuntos mais interessantes! Eu, hein... – A jovem desconversou, pegando seu livro de volta ao ouvir o fotógrafo gargalhar.
            – Vou fingir que acredito...
            Kristen bufou, fingindo ler alguns parágrafos até que sentiu o dedo indicador do britânico cutucar seu ouvido.
            – Rob?
            – O quê? – respondeu distraído, ainda cutucando.
            – Quantos anos você tem? 3 ou 23? – ela perguntou descrente, dando um tapa na mão dele e desistindo completamente da leitura. – Tudo bem, vou dar atenção pra você agora!
            – Finalmente! – Ele levantou os braços em glória, fazendo a morena rir enquanto a encarou com seus olhos acinzentados.
            – Quer falar sobre o quê?
            – Quais amigos seus vão estar no festival hoje? – questionou curioso, vendo-a sorrir.
            – A Scout, a Ashley, a louca da Jessica e o gayzão do CJ. – Ela ouviu a risada do inglês, rindo junto ao de lembrar do grupo de malucos. – o CJ com certeza vai dar em cima de você e do Tom, mas é só não dar moral pra bicha!
            – Meu Deus, qual o seu problema em fazer amizades? – ele falou com uma expressão divertida, ganhando outro tapa da americana.
            – Ah, e meu irmão mais novo também vai estar lá, então se prepare! – ela avisou logo de cara, e o londrino fez um falso olhar espantado, arrancando outra gargalhada dela.
            – Você é mais apegada a ele, não é? – inquiriu em um suave tom de curiosidade.
            – Acho que sim – Ela deu de ombros antes de rir. – Como o Taylor e seu temos a mesma idade, sempre aprontamos juntos.
            – Vocês têm a mesma idade? – Rob franziu o cenho. – Como assim? Vocês dois são gêmeos?
            – Oh, não! – A escritora riu, meneando a cabeça ao se virar no assento para olhá-lo mais de perto. – O Taylor e o Dana são adotados.
            – Sério? Isso é muito legal! – Ele sorriu à medida que ela assentia; um traço de orgulho atravessando os olhos verdes.
            – Três anos depois que minha mãe deu à luz ao Cameron, ela e meu pai adotaram o Dana, que ainda era só um bebezinho! – murmurou com um beicinho fofo, fazendo o britânico sorrir admirado. – Após quatro anos, eu nasci e, quando eu completei cinco anos, o Taylor foi adotado e ele tinha a mesma idade que eu.
            – Uau, seus pais são empolgados! – ele provocou, rindo junto da garota.
            – Eles são empolgados, loucos e amorosos até cansar! – Kristen disse divertida. – Eu os adoro.
            E Robert sorriu, sabendo que amor, carinho e uma boa dose de loucura são sempre os melhores fatores para qualquer família feliz.

Lisboa, Portugal – Hotel Real Palacio
15h45min

            “O que define as pessoas é o caráter. Não seu status social, seu extrato bancário, suas ações ou seus sorrisos. Status? Pff, isso pode mudar em um piscar de olhos. Extrato bancário? Não significa coisa alguma se não for usado para o bem. Já as ações... podem ser um condenador ou um álibi, mas nunca são o suficiente. Enquanto os sorrisos... Ora, de que valem os sorrisos quando não são bons ou verdadeiros?
            O que define alguém é seu caráter, o conjunto de ações, sorrisos, os sentimentos, as atitudes, os gestos e as palavras gentis, porque as pessoas são como árvores – elas precisam de boas conversas, boas músicas e um bom ambiente para crescer; e se tiverem mais uma quantia de carinho e devoção, elas vão se transformar em um bom aliado para fazer um mundo melhor.”

            A americana sorriu, colocando a caneta dentro do bloco de notas e o abraçando contra o seu peito enquanto escorava a cabeça no portal de madeira da enorme janela. Lisboa havia trazido o melhor de si, e ela suspirou ao observar a cidade lá embaixo cheia de portugueses e turistas animados para o festival de música.
            Após chegarem à terra de Cabral, Kristen mergulhou na cama do hotel e tirou um delicioso cochilo – assim como o fotógrafo, no quarto da frente – enquanto Tom e Dakota decidiam explorar a região. Ela não aguentava mais ouvir a loura e o moreno choramingarem de ansiedade para visitar o oceanário. E naquele instante, a escritora sentiu o calor e a brisa trazerem a inspiração assim que ela se sentou no parapeito da janela grande e de cores vibrantes, admirando as construções antigas, as ruas de pedra e o imenso Rio Tejo ao longe.
            Três batidinhas na porta tiraram sua atenção do sol brilhando contra o seu rosto, e ela atravessou o quarto de móveis coloridos e renascentistas para ver um Robert sorridente e com uma bandeja nas mãos, parado no corredor.
            Ela sorriu.
            – Veio alimentar sua senhora, Alfred? – A escritora mexeu as sobrancelhas ao dizer, ouvindo-o rir à medida que ela fechava a porta.
            – Claro, madame – respondeu animado, sentando sobre o longo tapete branco e felpudo enquanto mexia nas tigelas esmaltadas e despejava suco em dois grandes copos de alumínio.
            – O que temos aqui? – ela perguntou divertida ao sentar do seu lado.
            – Brioches, torradas, geléia de framboesa, suco de laranja... – falou com um sorriso, virando-se pra ela com uma carinha sapeca. – E morangos.
            – Hmmm... Morangos – Kristen riu, observando-o pegar a fruta e lhe oferecer, pertinho de seus lábios. Ela abriu a boca suavemente, mordendo com delicadeza e quase gemendo com o sabor doce preenchendo sua língua.
            – Bom? – A voz dele soou baixa e rouca, fazendo-a abrir os olhos e encontrar o rosto másculo e bonito a centímetros do seu.
            Ela mastigou lentamente ao murmurar um suave “hm-hum” e, então, tocou suas mãos grandes e firmes que ainda seguravam o outro pedacinho de morango.
            – Experimente – A jovem sussurrou, mas ao invés de colocar a fruta na boca dele, ela trouxe a mão quente até seus próprios lábios, mordendo novamente o morango e, sem pensar duas vezes, ela o beijou.
            E ele deslizou com desejo suas mãos rumo à cintura da mulher, gemendo ao sentir a fruta brincar na língua dela e migrar deliciosamente para a sua, dissolvendo o gostinho doce e fazendo ambos se sentirem quentes de imediato.
            – Bom, não é? – Ela sorriu contra os seus lábios, deixando seus dedos brincarem com o cabelo claro e macio dele.
            – Muito bom – Rob murmurou com um sorriso, beijando-a suavemente outra vez.
13 setembro 2013

DP - Capítulo 1

N/A: Hey, babies! Eu queria agradecer o carinho de todas vocês que comentaram e já apoiaram essa minha nova loucura logo no prólogo! Muito obrigada.
E aqui está o primeiro capítulo! Espero que gostem.

Grupo (spoilers, prévias, detalhes da fanfic):
facebook(PONTO)com/groups/501155363274932/


Bel Air

“Gárgulas paradas em frente ao seu portão
Tentando me dizer para esperar
Mas eu não posso esperar para ver você
Então eu corro como se estivesse louca
Até a porta do paraíso”


            Socorro, socorro, socorro, socorro. Era apenas o que Isabella conseguia pensar. Ela estava tão cansada, tão frustrada – tão calma e bela externamente, mas terrivelmente agitada e gritando por ajuda internamente.
            A brisa suave movimentava as palmeiras do imenso jardim da mansão Swan, coberto pela mais fina e aparada grama ao longo de toda a planície rodeada de rosas e uma grande piscina. Era lindo, era tranquilo, era perfeito quando visto por alguém de fora.
            Sabe aqueles quadros de Monet? Aquelas belíssimas pinturas impressionistas que retratam paisagens delicadas e suaves, jardins e as mais encantadoras flores? Obras tão gentilmente esculpidas por um dos mais talentosos pintores da história, obras que eram extremamente belas, embora suavemente melancólicas quando apreciadas de perto. Obras feitas por um pintor nos piores dias de sua vida, que havia perdido a visão e descarregava todos os seus sentimentos sufocantemente angustiantes em belas telas. Obras que escondiam toda a tristeza e angústia por trás dos mais lindos traços de pincéis.
            Os quadros de Monet eram como a vida de Isabella Swan. Sempre bela, sempre com um sorriso de deusa em sua mente de diamante, mas simplesmente uma bagunça por dentro e uma ânsia por liberdade tão grande quanto os céus e tão oscilante quanto o mais perigoso ponto do oceano Índico. Ela queria tudo. Ela queria o mundo. Ela queria o paraíso.
            – Filha, vai sair com seu namorado esta noite? – A voz suave de sua mãe soou do outro lado da pequena mesa posta para o brunch no jardim.
            – Não sei, ele ainda não voltou de Hong Kong – Isabella respondeu ao olhar em seus grandes olhos azuis e delicados, sorvendo um gole do suco de laranja.
            – Se ele não voltar hoje, poderíamos fazer compras, o que acha? – Sorriu de canto. – Ou então visitar os Denali, faz tempo que não vemos Carmen e Kate.
            Ela apenas deu de ombros ao esconder um baixo suspiro, vendo seu pai se aproximar da mesa de madeira branca e sentar ao lado de Renée.
            – Bom dia, queridas – Ele as cumprimentou com um sorriso em seu rosto galante e jovial, beijando a testa da filha antes de selar rapidamente os lábios contra os da esposa de cabelos ruivos e lisos.
            – Bom dia, pai – Isabella respondeu mecanicamente, muito mais atenta ao croissant em seu prato.
            – Eu estava conversando com alguns acionistas esta manhã e vamos ganhar muito com o yuan nos próximos dias; estamos prevendo uma ótima cotação – Charlie comentou ao tomar um gole de seu café, voltando-se para sua menina. – Você deveria ter entrado no curso de Economia ou Relações Internacionais, meu bem, a empresa estaria aos seus pés.
            – Você sabe que eu não gosto de nada disso, pai – Ela revirou os olhos, tentando não soar ácida.
            – E vai continuar mesmo fazendo Psicologia? – Sua mãe questionou com um leve traço superior. – Pelo menos conseguimos tirar Metafísica e Antropologia da sua cabeça!
            – Vocês não tiraram nada da minha cabeça! – ela falou alguns oitavos mais alto, tentando controlar sua expressão irritada e cada vez mais magoada. – Desculpe se eu não sou a filhinha perfeita que faz exatamente o que vocês querem. Eu só estou me encontrando.
            – E vai se encontrar até quantos anos? Quando completar 40 e ainda ser uma mulher solteira que nem quis herdar a empresa do pai?
            – Argh, vocês são patéticos! – A morena saltou de sua cadeira ao empurrar seus talheres. – O mundo é muito mais do que essa vidinha fútil que vocês levam!
08 setembro 2013

Dark Paradise


Sinopse: Edward, o perfeito tipo de cara errado. A reencarnação de James Dean.
Isabella, exatamente a garota certa. Uma Marilyn Monroe com perfume de frésias e cocaína. A menina de grandes olhos verdes que apenas encontra a perfeição no submundo do britânico que ela jamais imaginaria amar.
O que é bem, mal, certo, errado? O que é o paraíso, afinal? Qual a sua verdadeira definição?
Eles vão viver em um universo paralelo entre que você chamaria de paraíso e escuridão

Classificação: +18
Categoria: Saga Crepúsculo
Shipper: Bella/Edward
Gênero: Romance, Drama, Darkfic, Humor Negro, Universo Alternativo
Terminada: Não | Última atualização: 21/03/2014

Notas:
– Extensão da minha one-shot "Born to Die". Não é preciso ler a one para acompanhar esta história, o que tiver lá também será repetido aqui (embora sujeito a alterações).
– Inspirada no álbum "Born to Die: Paradise Edition" da Lana Del Rey.
– Esta história NÃO faz apologia a drogas ou qualquer situação ilegal aqui citada.
– Se você não tem maturidade para ler isso, nem perca seu tempo. Se tem, seja muito bem vindo e desfrute cada parágrafo.

Capítulos:

02. Bel Air
03. Gods & Monsters
04. Ride
05. National Anthem
06. Black Beauty
07. Carmen
08. Gangsta Boy
09. Diet Mountain Dew
10. Body Electric
11. Cola (EM BREVE)


Também disponível:
01 setembro 2013

BR - Capítulo 7

Hey, negads! Todas surtadas com o comercial do Rob pra Dior? Hahahahaha'
Como prometido no grupo essa semana, aqui está o capítulo novo, com direito a muita maluquice e, err... beijos, beijos! Hahahaha' LOL
Enjoy it.

- Se preferir ler a versão Edward/Bella, clique aqui.

Grupo (com spoilers, novidades e Instagram dos personagens): facebook.com/groups/501155363274932/


No capítulo anterior:

Com uma permissão final de que poderia avançar sem qualquer medo ou renúncias, Robert fechou os olhos, roçando seu nariz contra o da jovem e sentindo o calor do corpo pequeno e suave contra o seu. E com os dedos daquela encantadora mulher entrelaçando os fios de cabelo de sua nuca, o britânico, enfim, pressionou com força seus lábios contra os dela em um beijo quente, com tanta vontade e sem qualquer pudor – como se fosse um homem sendo levado à guerra e que, como um último pedido, beijava sua mulher com a mais desesperada das paixões.
            E ela retribuiu.


Capítulo 7: Madrid – Parte II

Risque o fósforo, ponha para tocar alto
Dando amor ao mundo
Nós iremos levantar nossas mãos, brilhando até o céu
Porque temos o fogo, fogo, fogo
Sim, nós temos o fogo, fogo, fogo
(Ellie Goulding – Burn)

            Adentrando com seus dedos os fios lisos e castanhos do fotógrafo, Kristen o puxou contra si e comprimiu ainda mais os lábios do jovem ao redor dos seus, deslizando, sugando e beijando-os com toda aquela intensidade que parecia querer sair de seu peito e explodir. Porra, aquilo era tão, tão, tão bom...
            Robert puxou ainda mais o rosto da morena, apertando-o tão deliciosamente em sua mão firme e fazendo-a delirar com aquela pegada ma-ra-vi-lho-sa. Ele infiltrava os dedos longos por entre os cabelos de suaves ondas, enquanto sua mão esquerda fazia o caminho até a cintura delineada da mulher e a puxava ainda mais contra o seu corpo – podendo sentir cada curva e cada textura entre suas roupas.
            E no instante em que a língua do britânico tocou o lábio inferior da escritora, foi impossível não ouvir um suspiro deliciado dos dois, suas línguas encontrando-se e envolvendo-se tão sensualmente a ponto de dominar cada contração muscular por baixo de suas peles.
            A textura, o sabor, a pressão... Era como se eles já tivessem se beijado um milhão de vezes. Mas não da forma que você pensaria que o beijo é igual ao de tantas outras pessoas, e sim que seus lábios se conheciam há tempo o suficiente para saberem exatamente o que mais gostavam. Como se suas línguas já soubessem exatamente como mover, exatamente como fazer. Sim, era realmente como se eles já tivessem se beijado um milhão de vezes, mas como se cada um desses um milhão de beijos fosse de uma forma diferente e, a cada um deles, uma coisa a mais era descoberta e desfrutada.
            – Rob... – A jovem choramingou em um baixo gemido, puxando os cabelos da nuca dele enquanto seus lábios se deslocavam em um som de puro prazer, os beijos do inglês deslizando pelas maçãs de seu rosto e sua mandíbula.
            Ele aproximou novamente sua boca faminta à da morena, mordiscando o lábio inferior que se dividia em uma respiração arfante e sedenta. Kristen seria a mais bela de suas fotografias um dia, e o britânico jurou a si mesmo que em algum momento futuro de sua vida – dali meses ou sequer anos –, ele iria fazer uma grande exposição de arte somente com imagens da sua bela garota.
            Ela era encantadora demais para não ser mostrada ao mundo inteiro.
            – Você é tão linda e viva... – ele sussurrou contra os lábios cheios e rosados da morena, vendo-a abrir os olhos preguiçosamente e menear a cabeça com um sorriso de lado. E, sem pensar duas vezes, colou novamente sua boca à dele.
            O britânico apertou o corpo pequeno e esbelto da romancista, movendo as mãos grandes e firmes contra suas costas e cintura. Ela era tão delicada e macia que Robert teria que, no mínimo, se exilar em uma ilha deserta durante anos para conseguir controlar aquele vício de não querer tocá-la a cada dois minutos. E agora que havia experimentado da sensação de tê-la sob seus dedos, teria que aumentar a pena do exílio para um par de décadas a mais.
            Kristen, no entanto, efervescia a cada toque do inglês, movendo seus lábios e sua língua contra e sentindo aquele sabor gostoso de menta disfarçado com um gostinho de hortelã que simplesmente anuviava sua mente. Era tão quente e deliciosamente cáustico estar nos braços do fotógrafo que ela se controlava para não derreter e ficar ali para sempre.
            Entretanto, um barulho os interrompeu.
            Um som de passos aproximando-se fez o casal afastar seus rostos a contragosto, arfando enquanto tentavam ouvir se realmente havia algo ao redor. E foi com um susto que foram pegos em flagrante.
            – Ali! Os intrusos estão ali! – Um guarda policial apareceu na entrada do imenso salão de cristais, apontando para os dois antes de olhar para trás e falar, provavelmente, com seus homens.
 
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