27 fevereiro 2013

Matéria Curiosa: Taylor Swift – Ex-Namorados Que Viraram Músicas



Taylor Swift já escreveu muitas canções sobre seus namorados, que agora são ex-namorados. Tipo, MUITAS canções. Enquanto ela é famosa por aquelas que escreve como uma doce vingança contra um cara que partiu seu coração, ela tem várias canções de amor escritas durante, ou após seus relacionamentos com esses homens – famosos ou não.
Taylor Lautner, Joe Jonas e John Mayer são alguns dos ex-namorados famosos de Swift, mas há também Drew, Sam e o namorado que inspirou seu primeiro hit ‘Tim McGraw’. Sim, ele era real, e seu relacionamento com a cantora-compositora fez com que ele aparecesse bem na lista das 12 melhores canções sobre namorado de Taylor Swift.
25 fevereiro 2013

Texto: Pra quê serve...?



“Não sei direito pra quê serve razão, coração e pau. Pra mim dá tudo na mesma, sabe? O coração é mole, quase não fala, quando fala, faz bonito. O pau fala duro, se impõe, dita o ritmo, chama a responsabilidade. A cabeça é quem faz o meio de campo, aparta a briga, mas não decide, termina acatando o pau. Entende porque homens são confusos? Imagine cabeça, coração e pau, todos falando ao mesmo tempo. O coração é fraco, fica dois contra um. O pau é forte, a cabeça vai com as outras. Já eu, nunca sei direito onde ir. Então vou pro motel. Como o mel sem mexer na colmeia. Hora dessas eu levo nos beiços, mas a boca cicatriza, o corpo regenera. O coração, não. Não sei se ele bate ou se debate, não sei se pulsa ou só repulsa a todas as porradas que já levou. Encontrar dá medo, mãe. Se entregar dá preguiça, tá ligada? Uma sensação estranha de caminhar no escuro com a estrada toda iluminada.”

— Gabito Nunes. 
22 fevereiro 2013

Recomendação: Lua Minguante

Hola! Como estão, babies?
Argh, eu ando com uma enxaqueca e cólica infernal. Como lidar, produção? --'
Anyway, pra aliviar esse estresse todo, trouxe hoje uma FF extremamente incrível e com um shipper nada convencional, que eu adoro! "Lua Minguante", uma fanfic Bella/Damon \0/

20 fevereiro 2013

Matéria Curiosa: O Sucesso de "The Black Keys"

Hey, amores! Tudo bem com vocês?
Antes da matéria maravilhosa que trouxe sobre uma das minhas bandas preferidas, infelizmente tenho que dizer que o carregador do meu notebook resolveu morrer ou algo do tipo. Ou seja, estou sem meu querido computador e meus projetos e minhas ideias das fanfics! Ele está no conserto, mas não sei quanto tempo vai demorar... Então o cronograma das fanfics será adiado por um tempinho *bico*
Anyway, pra animar nosso finalzinho de quarta, vamos falar sobre a "banda" indie mais cool dos últimos anos: The Black Keys!
17 fevereiro 2013

Nova one-shot: Prévia!


Hey, divos! Lembram quando comentei no Facebook que eu estava planejando uma nova one-shot? Pois então, minha cabeça está fervilhando e meus dedinhos começaram a teclar!
Aqui está apenas uma pequena prévia da one, mas será repleta de paixão e obscuridade. Edward e Bella fofos não existem aqui! Hahaha'
O título e sinopse libero depois. Enquanto isso, degustem da prévia e tentem imaginar o que vem por aí ;)
Cliquem nesse link abaixo para lerem!
15 fevereiro 2013

Recomendação: Dois Mil e Oito

Olá, babies! Todos animados e curados da ressaca pro final de semana pós-feriadão? Hahaha'
Hoje eu vim aqui pra indicar uma fanfic fodástica! A minha fic Robsten preferida *suspira*, chamada "Dois Mil e Oito".

DP - Prólogo


Hey, gostosas! Depois de toda a prévia para Dark Paradise lá no grupo, decidi postá-la mais cedo que o previsto! ;)
Essa é uma fanfic séria. Vai mexer com o psicológico de muitos leitores e fará todos questionarem seus próprios valores e estilos de vida.
Inspiradíssima no álbum da Lana Del Rey, espero que gostem e comentem muito para me deixarem saber o que estão achando!
Sem mais blábláblá, aproveitem o prólogo.


Prólogo

Paraíso: 1. Lugar de delícias, onde, ao que reza a Bíblia, Deus colocou Adão e Eva; Éden. 2. O Céu. 3. Lugar aprazível, em paz e sossego.
Escuridão: 1. Qualidade de ser escuro; falta de luz. 2. Negrume, treva. 3. Fig. Cegueira completa; ignorância.

O que você definiria como paraíso? O que você definiria como escuridão? De fato, existem definições exatas sobre essas palavras? Para os protagonistas desta história, paraíso e escuridão são dois limiares que caminham juntos, que nasceram juntos, que cresceram juntos, que morrerão juntos.
O consciente das pessoas tende a fazê-las imaginarem coisas impossíveis e relativamente inalcançáveis, criando sonhos e expectativas acima da média que nunca se realizarão. Mas e quando o próprio subconsciente cria isso? E quando o subconsciente o faz ter pensamentos loucos e insanos sobre desejos obscuros que, à primeira vista, parecem tão distantes, do outro lado do oceano? E o pior: e quando você decide ouvir esse seu subconsciente? O que aconteceria?
Você encontraria a liberdade. Você encontraria o paraíso. Você encontraria a escuridão.
E foi isso o que levou Isabella ao mais extremo e incessante fogo dos seus desejos. Foi essa vontade e essa insanidade em busca da liberdade que a levou até ali e a fez experimentar o melhor do céu e o melhor do inferno – ao mesmo tempo, consequentemente, sucessivamente de novo, de novo e de novo. Foi o que a fez se sentir livre – livre para experimentar a si mesma, ao mundo, às loucuras e à verdadeira e grande e infinitamente maravilhada paixão.
E foi o que a levou a Edward Masen – o homem que não tinha nada, mas que a fazia sentir, viver e experimentar tudo. O homem que a presenteou com a liberdade, o homem que a presenteou com a vida. O homem que a amava com cada batida do seu coração de cocaína.
Ele, cheio de segredos e de mistérios, atormentado por seus demônios e que conheceu um anjo que fez sua existência se transformar em vida. O anjo que o mostrou que o certo nem sempre é o melhor, o anjo que o mostrou que o errado pode ser hipnotizante para qualquer um. O anjo que passou a viver no paraíso obscuro.
Um anjo da guarda que se apaixonou por um anjo caído.
Isabella, o anjo. Edward, o demônio. Ou vice-versa. Ou 50/50. Até porque todos os seres humanos possuem desejos puros e desejos obscuros dentro de si. Basta escolher qual lado seguir.
Eles escolheram. E eles sofreram a consequência.

E aí, ansiosas? Prometo muitas coisas!
Me digam o que acharam e logo trago mais ;)
Toodles honey
14 fevereiro 2013

BR (Twilight) - Capítulo 7

Hey, negads! Todas surtadas com o comercial do Rob pra Dior? Hahahahaha'
Como prometido no grupo essa semana, aqui está o capítulo novo, com direito a muita maluquice e, err... beijos, beijos! Hahahaha' LOL
Enjoy it.
Grupo (com spoilers, novidades e Instagram dos personagens): https://www.facebook.com/groups/501155363274932/

No capítulo anterior:

Com uma permissão final de que poderia avançar sem qualquer medo ou renúncias, Edward fechou os olhos, roçando seu nariz contra o da jovem e sentindo o calor do corpo pequeno e suave contra o seu. E com os dedos daquela encantadora mulher entrelaçando os fios de cabelo de sua nuca, o britânico, enfim, pressionou com força seus lábios contra os dela em um beijo quente, com tanta vontade e sem qualquer pudor – como se fosse um homem sendo levado à guerra e que, como um último pedido, beijava sua mulher com a mais desesperada das paixões.
            E ela retribuiu.

Capítulo 7: Madrid – Parte II

Risque o fósforo, ponha para tocar alto
Dando amor ao mundo
Nós iremos levantar nossas mãos, brilhando até o céu
Porque temos o fogo, fogo, fogo
Sim, nós temos o fogo, fogo, fogo
(Ellie Goulding - Burn)

            Adentrando com seus dedos os fios lisos e castanhos do fotógrafo, Bella o puxou contra si e comprimiu ainda mais os lábios do jovem ao redor dos seus, deslizando, sugando e beijando-os com toda aquela intensidade que parecia querer sair de seu peito e explodir. Porra, aquilo era tão, tão, tão bom...
            Edward puxou ainda mais o rosto da morena, apertando-o tão deliciosamente em sua mão firme e fazendo-a delirar com aquela pegada ma-ra-vi-lho-sa. Ele infiltrava os dedos longos por entre os cabelos de suaves ondas, enquanto sua mão esquerda fazia o caminho até a cintura delineada da mulher e a puxava ainda mais contra o seu corpo – podendo sentir cada curva e cada textura entre suas roupas.
            E no instante em que a língua do britânico tocou o lábio inferior da escritora, foi impossível não ouvir um suspiro deliciado dos dois, suas línguas encontrando-se e envolvendo-se tão sensualmente a ponto de dominar cada contração muscular por baixo de suas peles.
            A textura, o sabor, a pressão... Era como se eles já tivessem se beijado um milhão de vezes. Mas não da forma que você pensaria que o beijo é igual ao de tantas outras pessoas, e sim que seus lábios se conheciam há tempo o suficiente para saberem exatamente o que mais gostavam. Como se suas línguas já soubessem exatamente como mover, exatamente como fazer. Sim, era realmente como se eles já tivessem se beijado um milhão de vezes, mas como se cada um desses um milhão de beijos fosse de uma forma diferente e, a cada um deles, uma coisa a mais era descoberta e desfrutada.
            – Edward... – A jovem choramingou em um baixo gemido, puxando os cabelos da nuca dele enquanto seus lábios se deslocavam em um som de puro prazer, os beijos do inglês deslizando pelas maçãs de seu rosto e sua mandíbula.
            Ele aproximou novamente sua boca faminta à da morena, mordiscando o lábio inferior que se dividia em uma respiração arfante e sedenta. Bella seria a mais bela de suas fotografias um dia, e o britânico jurou a si mesmo que em algum momento futuro de sua vida – dali meses ou sequer anos –, ele iria fazer uma grande exposição de arte somente com imagens da sua bela garota.
            Ela era encantadora demais para não ser mostrada ao mundo inteiro.
            – Você é tão linda e viva... – ele sussurrou contra os lábios cheios e rosados da morena, vendo-a abrir os olhos preguiçosamente e menear a cabeça com um sorriso de lado. E, sem pensar duas vezes, colou novamente sua boca à dele.
            O britânico apertou o corpo pequeno e esbelto da romancista, movendo as mãos grandes e firmes contra suas costas e cintura. Ela era tão delicada e macia que Edward teria que, no mínimo, se exilar em uma ilha deserta durante anos para conseguir controlar aquele vício de não querer tocá-la a cada dois minutos. E agora que havia experimentado da sensação de tê-la sob seus dedos, teria que aumentar a pena do exílio para um par de décadas a mais.
            Bella, no entanto, efervescia a cada toque do inglês, movendo seus lábios e sua língua contra e sentindo aquele sabor gostoso de menta disfarçado com um gostinho de hortelã que simplesmente anuviava sua mente. Era tão quente e deliciosamente cáustico estar nos braços do fotógrafo que ela se controlava para não derreter e ficar ali para sempre.
            Entretanto, um barulho os interrompeu.
            Um som de passos aproximando-se fez o casal afastar seus rostos a contragosto, arfando enquanto tentavam ouvir se realmente havia algo ao redor. E foi com um susto que foram pegos em flagrante.
            – Ali! Os intrusos estão ali! – Um guarda policial apareceu na entrada do imenso salão de cristais, apontando para os dois antes de olhar para trás e falar, provavelmente, com seus homens.
            – Ai. Meu. Deus. – Foi somente o que deu tempo de Bella sussurrar, com um olhar assustado, antes de sentir a mão quente do inglês a puxar para fora dali.
            – Corra, vamos! – ele murmurou à medida que corriam até a outra saída do palácio, desviando dos passos dos guardas bem atrás.
– Como vamos sair? – Perguntou nervosa, apertando sua mão ainda mais contra ele ao atingirem o jardim dos fundos.
– Deve haver uma saída por aqui; eles não vão nos pegar!
– Que fodidoooo, nós vamos ser presos e eu vou precisar invadir sua cela pra poder te matar!
E com uma risada do desespero da morena, Edward a puxou para correr ainda mais rápido, desviando das árvores e logo avistando um portão lateral – já aberto por ser quase o horário de abertura do parque.
– Olha, acho que não vou precisar te assassinar! – ela exclamou feliz assim que passaram pelo portão e logo esqueceram os guardas perdidos dentro do parque. Os dois correram só por mais alguns quarteirões até que, finalmente, sentiram-se seguros o bastante para poderem caminhar sem o risco de receberem um mandato de prisão.
E ao pararem em frente a uma praça conhecida e já movimentada, os dois se olharam afoitos, caindo na gargalhando logo em seguida.
– Mulher, um dia você me mata! – Edward disse entre risos, fazendo a morena olhá-lo com uma cara indignada.
– Mas que abusado! Isso foi tudo culpa sua, garoto de Londres! – ela riu, empurrando-o pro lado antes de seguir andando, sentindo o sol em seus cabelos.
A escritora apenas ouviu a risada divertida do inglês antes de ele se juntar a ela para seguirem mais um dia de explorações pela capital espanhola.

Madrid, Espanha – Museu Reina Sofia
10h25min

            O fascínio dominava cada ponto dos pensamentos de Bella. Ela admirava totalmente encantada o quadro de Pablo Picasso tão maravilhosamente feito em 1937. Ela admirava a mais bela pintura que seus olhos poderiam enxergar. Ela admirava, como uma criança que descobre o mundo pela primeira vez, o retrato da dor de um povo que sofreu as injustiças de uma guerra. Ela admirava sua obra preferida no mundo todo.
            Guernica era a mais encantadora e fiel imagem que representava a dor da forma mais tocante que qualquer ser humano poderia experimentar. Não era uma obra de arte qualquer – jamais seria, jamais poderia. Aquela era a tão famosa pintura baseada na Vila Guernica, um lugarzinho simples que fora atacado por milhares de bombas da força aérea alemã durante a Guerra Civil Espanhola. Um cenário aprovado pelo próprio governante da Espanha naquela época, um cenário perfeito para Hitler treinar seus homens, um preparo para o que viria a ser a Segunda Guerra Mundial.
            Pintada com os traços duros e cubistas sempre utilizados pelo pintor, a obra foi toda a sua indignação por aquela injustiça feita com seu povo. Ele estava exilado na época, mas não deixou de demonstrar e mostrar ao mundo toda a sua dor, revolta e tristeza com aquela realidade.
De um tamanho imenso comparado à maioria das obras de arte e tomando boa parte da parede branca do belíssimo museu, o Guernica representava vários ângulos em um plano só e era toda em preto e branco – porque Picasso não queria dar cores à violência.
            – Eu acho que esperei a minha vida toda pra ver essa imagem de tão perto... – Bella sussurrou com os olhos embaçados de lágrimas, tomando para si toda aquela dor que o retrato exalava. Os acordes lentos de piano e violino de Nana, do Manuel de Falla, ao fundo, eram as composições finais para esmagar seu coração. Eram tanta arte e beleza juntas que ela nem ao menos conseguia respirar.
A mãe com o filho morto nos braços, o soldado esquartejado, o touro de formas humanas, o homem preso entre as chamas com suas mãos queimadas, a mulher correndo com a perna mutilada sem ao menos perceber, outro homem desesperado com uma vela, o cavalo dilacerado, a espada de madeira com uma pequena rosa cravejada em um pedido silencioso de esperança.
            – Eu não sei se todos conseguem sentir isso, mas... – ela murmurou, limpando uma pequena lágrima que deslizou em seu rosto – Mas se ninguém sentiu, deveria sentir.
            – Eu sinto. – Edward falou baixinho ao seu lado, também completamente preso no fascínio daquela mais pura obra de arte.
            – Está vendo a imagem da mãe em desespero segurando o filho morto nos braços? – A jovem perguntou com sua voz embargada, sem conseguir tirar os olhos do enorme quadro.
            – Sim...
            – Ela simboliza a morte dos inocentes – Sussurrou com tristeza. – Ela e maioria dos desenhos da pintura têm a língua em forma de punhal, mostrando a dor.
            – A imagem dói só de olhar – ele concordou com o cenho franzido; inconformado, sentindo tudo junto – Olhe esse soldado totalmente mutilado, representando a força do povo contra a ditadura. Não é muito difícil imaginar porque ele está todo despedaçado.
            Bella assentiu perdida nos contornos da imagem.
            – O touro de formas humanas, um animal que simboliza a Espanha, o mito do minotauro... – ela também disse baixinho – Ele é a identidade de um povo que é bombardeado.
            – Pablo Picasso passou uma mensagem até ao desenhar a luz da vela e a lâmpada sob o teto – O britânico riu sem vontade, meneando a cabeça em admiração. – A luz que representa o ataque aéreo, que mostra que o progresso nem sempre é positivo.
            – A poesia versus o progresso – ela completou – E a luz elétrica com formas angulosas expressando a dor.
            – Exatamente – ele sussurrou com as mãos no bolso – O cavalo dilacerado representando o próprio homem, e aquele outro homem com as mãos queimadas simbolizando a morte, porque está cercado pelo fogo na escada.
            – Você sabia que ele é uma analogia a uma outra obra de arte? – Bella perguntou calmamente, olhando para o inglês. Ele desviou os olhos da pintura para admirar os olhos verdes e felinos completamente marejados.
            – Não... Qual obra?
            – O Fuzilamento de 3 de Maio, aquela pintura de Goya – ela sorriu um pouquinho assim como o fotógrafo, que era incapaz de não se sentir atiçado e em êxtase com aquela mulher inteligente e sensível ao seu lado.
            – É um dos meus quadros preferidos.
            – É um dos meus preferidos também – Deu de ombros suavemente com um sorriso, voltando a admirar cada traço do Guernica. – Mas sabe qual é a parte que mais me comove nessa pintura?
            – A flor? – ele adivinhou ao voltar a fitar o quadro também, fazendo-a sorrir.
            – Sim... A flor fantasmagórica que, assim como Picasso, acredita que ainda há humanidade no ser humano.
            – Ainda há – Edward concordou, encostando seu braço ao da jovem que se arrepiou ao tê-lo tão perto. – Ainda há.
            E ele apenas deslizou sua mão calmamente ao seu lado, tocando os dedos de Bella e entrelaçando-os aos seus enquanto se sentiam extasiados com toda aquela magnificência que o ser humano ainda poderia fazer.

Madrid, Espanha – Chocolat Bar
11h28min

            – Orgasmo.
            – O quê? – Edward perguntou de olhos arregalados.
            – Esses churros. Acabei de ter um orgasmo! – ela brincou, dando outra mordida no doce maravilhoso, arrancando uma risada divertida do britânico.
            Depois de aproveitarem uma manhã cheia de artes e surpresas no museu, os dois seguiram para um café ali perto, acabando-se nos churros deliciosos que eram especialidades da casa.
O ambiente pequeno, de paredes em azul royal e azulejos em tons dourados e caramelo, era extremamente aconchegante, dispondo apenas de um balcão de mármore à direita das portas francesas da entrada, mesas redondas de granito claro e um grande espelho ao final do salão. As enormes janelas de vidro forneciam uma bela vista para as ruas antigas de Madrid, além de deixar o sol irradiar por todo o lugar.
– Acho que a última vez que comi um desse foi ano passado, quando passei as férias em Londres – ele murmurou com a boca cheia, mergulhando seus churros no chocolate quente.
A escritora o observou por um instante, fascinada como os lábios finos rodeavam o doce em uma mordida gostosa para, em seguida, o inglês lamber suavemente o canto da boca coberto de chocolate. O casal estava tão em sintonia que nem percebeu as mãos dadas durante toda a visita ao museu e o caminho até o café.
– Você costuma ir muito a Londres? – A jovem perguntou, tentando clarear seus pensamentos cada vez menos puros em relação a ele.
– Eu tento ir o máximo que eu posso – ele sorriu; os olhos azulados com um brilho nostálgico e saudoso – Férias de verão e feriados de fim de ano são ocasiões obrigatórias. Minha mãe faz questão de estar com a família reunida pelo menos durante o Natal.
– Ah, que delícia! E suas irmãs moram lá?
– Sim, a Victoria cuida da empresa do meu pai, então está sempre por lá. Já a Heidi é compositora e backup singer da Lily Allen, vive em turnês, mas mora em Londres.
– Sério? – ela perguntou com um sorriso – Deve ser um pouco cansativo participar de turnês, mas a experiência sempre vale a pena!
– Nem me fale, a Heidi só reclama quando paga uns micos por não falar nada além do inglês e ser péssima quando tenta arranhar uns idiomas. – Riu divertido.
– E você aí, esbanjando seu espanhol fluente enquanto sua irmã paga uns vexames básicos! – Provocou divertida, ganhando um olhar galante do londrino.
– Falo espanhol e francês pra seduzir californianas, sabe como é! – Edward mexeu as sobrancelhas com diversão, fazendo-a menear a cabeça com uma risada.
– Eu só falo fluente francês e arrisco um italiano e alemão quando precisa, mas graças à literatura! – ela sorriu, bebericando seu café mocha.
– Nada melhor que músicas e livros pra aprender idiomas! – ele murmurou encantado com o olhar suave e tão verde da garota – Mas a Jane fala um monte de línguas, não é?
– É, os pais da Jay são da Suécia, mas se mudaram pra LA antes de ela nascer – A amiga explicou – Então ela cresceu aprendendo inglês, sueco, espanhol, castelhano e francês. Acho que ela arranha mais umas duas línguas, porque sempre foi cercada pela família europeia e é apaixonada por arte...
– Uau, eu bem que reparei que a beleza dela era diferente com aqueles olhos azuis enormes! – ele riu, sendo acompanhado pela americana.
– É, a Jane é toda linda e meio louca, mas é uma pessoa maravilhosa. – A escritora sorriu de uma maneira doce e o britânico se encantou ainda mais com ela.
Bella não era do tipo de pessoa que saía distribuindo sorrisos pra todo mundo ou que expunha seus sentimentos com facilidade, mas ela era uma garota forte, decidida e cheia de qualidades, o que a fazia ser uma daquelas pessoas que exalavam um ar de mistério e fazia qualquer um que a conhecia querer estar ao seu lado a cada segundo.
Era intoxicante. E era exatamente aquilo que Edward Cullen sentia.
– E falando no diabo, olha quem acabou de me mandar uma mensagem... – A morena soltou uma risada divertida enquanto virava a tela do iPhone para o fotógrafo.
            – “Venham para o hotel, seus putos, tive uma ideia A+ e preciso compartilhar com vocês” – ele leu o SMS, gargalhando com o jeito louco da loirinha – Será que precisamos ter medo?
            – Vindo de Jane Volturi, com certeza precisamos ter medo! – Bella murmurou, dando uma última mordida no seu churros enquanto tentava adivinhar o que a loura havia planejado dessa vez.

Madrid, Espanha – Estrada A-1
13h36min

            – Não sei porque ainda dou bola pras coisas que a loura fala – A romancista resmungou do seu assento no banco do passageiro do conversível velho alugado, o belo sol e a brisa espanhola batendo em seus cabelos.
            – Eu sou incrível e todos amam a mim e as minhas ideias! – ela gritou do banco de trás, fazendo os dois britânicos rirem.
            A equação que levou os amigos a estarem dirigindo pela estrada principal rumo ao interior da cidade? Jane.

Madrid, Espanha – Hotel ADA Palace
11h53min

            – Jane, você cheirou cocaína? – A amiga questionou com os olhos arregalados, fazendo a mesma pergunta pela terceira vez seguida.
            – E eu lá preciso de alucinógenos pra ficar louca? – Perguntou de volta, colocando as mãos na cintura.
            – Ainda bem que você sabe – Bella não resistiu e soltou uma risada com a cara da loura, assim como os amigos que observavam as duas com uma expressão divertida.
            – Mas, qual é, Swan, a minha ideia é ótima!
            – Acampar? – Repetiu exasperada, colocando as mãos pra cima.
            – Por que não? É uma boa maneira de a gente relaxar dessa rotina de viagens e recarregar as energias pro festival de música em Lisboa, amanhã!
            – Sem chances! – ela respondeu, ignorando o beicinho enorme da amiga.
            – Pense bem, B... Cabana, espaço pequeno, podemos aproveitar. Não seria ótimo comungar com a natureza?
            – Sim, Bella, não seria ótimo? – Edward se juntou à loura a fim de convencer a maluquinha – Aí você leva seu parque de diversões particular pra comungarmos todos juntos com a natureza!
            A morena semicerrou os olhos ao encarar os dois. Emmett já havia pulado para o time da loura assim que ficou sabendo que Rosalie estaria ocupada demais no trabalho para ficar com ele 24/7. E Edward parecia deveras entusiasmado com a ideia...
            Traidores.
            – Por favorzinho... – Jane fez um biquinho adorável, olhando sob os cílios e cruzando os dedos das mãos.
            – Okay, vamos comungar! – ela exclamou em alto e bom som, vendo a amiga pular e bater palmas enquanto o fotógrafo abria um sorriso maior que a cara – E sem parque de diversões particular pra você!

Madrid, Espanha – Estrada A-1
13h36min

            – Ah, mas a ideia da Barbie até que foi legal mesmo – Emmett murmurou meio amuado do banco de trás do carro, ao lado da loura – Seria estranho estar na cidade sem a minha toureira gatona.
            – Meu Deus, você está concordando comigo? Ouço o coro de aleluia em algum lugar dos céus – ela implicou toda dramática, colocando a mão no peito e arregalando os olhos em surpresa.
            – O que me estranha nisso é ele estar choramingando que nem um bobo apaixonado... – O outro britânico falou com um sorriso matreiro, dirigindo o Impala 63 e dando uma piscadela para Bella que concordou com suas palavras.
            – Que bobo apaixonado o quê? – ele se endireitou, colocando seu Ray Ban enquanto fazia uma cara de machão e cruzava os braços.
            – Fala sério, Emmett, você está gostando da Rosalie – A morena exclamou, segurando os cabelos que voavam com o vento ao olhar para o amigo atrás.
            – Ela é legal e me manda calar a boca quando quer me beijar, eu gosto de atitude!
            – Sei... – ela ergueu a sobrancelha sob os óculos escuros, rolando os olhos pra sua teimosia.
            – Oh, God, cala a boca porque tá tocando Katy Perry! – A loura gritou emocionada, começando a se remexer toda no conversível enquanto Edward aumentava o volume do som.
            – Pedindo com tanta educação assim... – Bella riu com a animação da amiga.
O sol, a temperatura quente, o vento forte batendo em seus rostos e a música agitada ao fundo eram o cenário perfeito para uma curta road trip. O conversível antigo voava pelas estradas pouco movimentadas, rodeadas apenas por longas planícies verdes da vegetação espanhola.
 “I kissed a girl and I liked it, the taste of her cherry chapstick…” – ela cantou junto, dançando pra lá e pra cá com os braços – Por favor, gente, essa é a música da minha vida! – Todos riram, cantarolando junto dela.
– Jane... – O ator chamou-a enquanto ela ainda se remexia toda desengonçada ao ritmo da canção. – Eu estava curioso... Por que você decidiu virar gay? Você sempre soube?
A loura o olhou com um sorriso no rosto, cuspindo os cabelos que entravam em sua boca grande demais que não parava de cantar e falar besteiras.
– Eu sempre soube, eu acho – ela deu de ombros com uma risada – Os garotos eram apenas... garotos ao meu ver, nunca senti nada demais por eles. Desde pequena eu tinha mais amizade com meninas e, na adolescência, meio que descobri que eram delas que eu gostava.
– E seus pais levaram isso numa boa? – Perguntou curioso.
– Super, graças a Deus! – Murmurou entre um risinho. – No início eles ficaram meio receosos, mas eles sabiam que era uma escolha minha e que eu me sentia bem assim.
– Isso é ótimo, Jay! – ele sorriu, jogando um braço sobre os ombros dela.
– É sim. Meu pai foi todo bobo no começo, achando que eu ia influenciar minha irmã mais nova, mas não tem nada a ver – A loura revirou os olhos. – A Elle agora tem 17 anos e adora garotos! Hoje todo mundo já acostumou lá em casa.
– Ai, eu entendo sua escolha por garotas – Emmett suspirou com seu sorriso cafajeste – “Pele macia, lábios vermelhos, tão beijáveis... Difícil de resistir, tão tocáveis!” – ele murmurou a frase da música da Katy, arrancando um tapa da loura enquanto os dois da frente gargalhavam com a interação dos doidos.

Madrid, Espanha – Camping Monte Holiday
16h47min

            O acampamento era simplesmente enorme e maravilhoso – envolto por imensas planícies verdes, as mais variadas espécies de flores que rodeavam toda a região, belas montanhas e serras ao longe e, claro que não poderia faltar, um enorme lago que refletia os tons azuis do céu e reluzia o sol brilhante daquela tarde.
            Assim que chegaram e se acomodaram em uma das cabanas de madeira de dois quartos – com a loura fazendo um “cara ou coroa” um tanto quanto suspeito pra que Edward e Bella dividissem o mesmo cômodo à noite –, os quatro foram se divertir com as atividades da montanha.
            Um rapel divertidíssimo na cachoeira, com direito a Emmett com medo de altura e Jane doida dizendo que não precisava de cordas, e depois um passeio de bicicleta pelas serras de planícies extremamente esverdeadas e com belas flores lilás foram o ponto alto do dia.
            Edward se sentia em outra dimensão estando naquele lugar. Ele ainda era apenas uma criança quando fora acampar com seu pai e suas irmãs, que passaram o dia inteiro reclamando do frio do interior de Londres. A Espanha, no entanto, era quente e viva e acolhedora, com tantas coisas para se ver e se conhecer – e sua natureza não era muito diferente.
            Eles estavam seguindo para uma das serras quando pararam para descansar em um riacho maravilhoso, cheio de peixinhos e com a grama verde correndo por todo o redor, apenas com algumas árvores e arbustos cheios de flores. O britânico estava debruçado sobre uma ponte de madeira, observando as pequenas pedras sob a água esverdeada e cristalina – a brisa batendo adoravelmente contra o seu rosto – quando uma risadinha soou atrás dele.
            – Diga X!  Bella falou com um sorriso sapeca nos lábios rosados, tirando um retrato do inglês assim que ele virou para olhá-la.
            – Você ama a minha câmera, não é? É a terceira vez só hoje que você a rouba das minhas coisas! – ele riu enquanto ela revirava os olhos toda linda, mas isso era óbvio.
            Os cabelos castanhos de lado num rabo de cavalo baixo, a blusinha solta que delineava tão suavemente suas curvas e o inseparável short jeans curtinho que o fazia querer se perder naquelas pernas – elas eram tão lindas e alvas –, e a romancista ficava sempre tão fodidamente sexy com aquele All Star preto e surrado...
Ser atraente era definitivamente uma qualidade natural de BellaSwan.
– É mais o modelo do que a câmera, sabe como é... – ela brincou, arrancando um sorriso convencido do londrino.
– Isso foi uma cantada?
– Ih, pode ir tirando seu cavalinho exibido da chuva. – A escritora rebateu com um olhar de desdém antes de começar a ignorar o rapaz e fotografar qualquer coisa que não fosse ele.
– Eu sei que sou irresistível com todo o meu charme inglês – ele mexeu as sobrancelhas sugestivamente, fazendo-a morder o interior das bochechas enquanto ainda tentava ignorá-lo.
– Não sei do que você está falando...
E com toda a metidez da morena e seu beicinho superior, ele sentiu vontade de agarrá-la outra vez. Mas, ao invés disso, Edward simplesmente correu em sua direção e roubou a câmera de volta, tirando inúmeras fotos da garota que ria e brigava pra ele parar.
 Edward, larga de ser chato, meu Deus! – ela gritou, colocando as mãos no rosto.
– Não posso, você é uma ótima modelo... – O fotógrafo riu de volta pra californiana que saiu correndo e gargalhando, com ele logo atrás.

18h02min

Pessoas de todas as idades se reuniam no enorme gramado perto da piscina do imenso acampamento, a grande maioria crianças e jovens, com as garotas de coques e tiaras para protegerem o cabelo. Mas quem em sã consciência faz guerra de pós coloridos com medo de se sujar?
O lema ali era a diversão.
A Jane corria de um lado para o outro ao redor das pessoas no que ela dizia ser um “aquecimento” pré-combate, enquanto Emmett com certeza planejava alguma coisa porque aquele sorrisinho nos lábios carnudos nunca aparecia sem algum objetivo obscuro. Já a morena, no entanto, parecia estar nada feliz. O motivo? Uma ruiva da muito atraente cheia de conversinha pra certo britânico...
Eles haviam passado a tarde toda grudados um no outro, com conversinhas ao pé do ouvido, implicâncias típicas dos dois e risadas e mais sorrisos. E, então, eles seguem para a beira da piscina a fim de uma boa descontração para encontrarem uma vaca atirada. Argh, argh, argh!
Bella não gostava nada daquilo, mas tentou ser o mais imparcial possível. Ela não era o tipo de garota que sentia ciúmes de um cara assim, ela era o tipo de garota que ignorava e não estava nem aí. Ponto.
Cruzando os braços e revirando os olhos, a escritora começou a prestar atenção no céu azul, o sol forte espanhol, a brisa agradável e a galera que estava ansiosa para o início da brincadeira. Até que o barulho irritante e alto da corneta spray soou, iniciando a guerra!
– Ahhhh, salve-se quem puder! – A voz do Emmett gritou de algum lado enquanto todo mundo começou a correr e a jogar pós coloridos em todo mundo.
Cada um tinha uma bolsa lateral cheia de pozinhos e era impossível escapar do lilás, amarelo, verde, rosa e azul que se espalharam pelo ar em questão de segundos. Era uma verdadeira loucura.
– Ai, Senhor, me proteja porque sou péssima de mira! – Jane gritou do lado de Bella, logo saindo correndo em outra direção ao receber uma bola gasosa na cara, fazendo a morena gargalhar e devolver o ataque pro garotinho que as tinham sujado.
Limpando parte da sujeira amarela dos olhos, a romancista era atacada por inúmeras rajadas coloridas, assim como todos, mal enxergando alguns palmos à frente. E, ao olhar para o lado e não ver Edward mais ali conversando com a tal ruiva peituda, um beicinho emburrado rapidamente se formou em seus lábios.
– Mas que biquinho enorme é esse, B? – A voz do inglês soou ao lado da jovem e, antes que ela pudesse virar para vê-lo, uma massa enorme de pó voou na sua cara, sujando toda a sua bochecha.
 Edward! – ela brigou, mal contendo o sorriso divertido com a risada maldosa e deliciosa que ele soltou, fazendo-a revidar com um contra-ataque cor de rosa bem no rosto do britânico.
– Como estamos agressivos hoje! – ele falou com uma risada sapeca, aproximando-se e lambuzando todo o cabelo preso da morena.
– Cadê a sua ruiva? Vai lá sujar ela... – A californiana provocou em um sorrisinho, pegando outra porção de pó antes de jogar no peito dele.
Ele, porém, a fitou sério por um momento, tocando o braço da jovem quando ela estava prestes a lambuzar seu cabelo. E olhou fundo nos olhos tão verdes no rosto sujinho da morena.
– Você acha que depois dessa manhã, eu brincaria com você desse jeito? – Perguntou com toda a sinceridade que podia; o beijo ainda tão recente passando repetidas vezes em sua memória.
– O que aconteceu essa manhã? – ela desconversou ao erguer as sobrancelhas e morder o lábio a fim de prender um sorriso. Edward apenas riu para, em seguida, ligar o foda-se e puxar a morena para seus braços em um beijo delicioso.
Por que ele tinha que beijar tão bem?, Bella se perguntou ao sentir os lábios do fotógrafo tão macios e frescos contra os seus, deixando-se derreter nos braços tão grandes e ardentes que apenas ele possuía. E, então, sentiu a boca do londrino deslizar por entre seus lábios entreabertos, e a língua quente sugar a sua com aquele gosto tão prazeroso e gostoso e que dava vontade de ter cada vez mais.
Ela nunca se cansaria daquilo.
Edward sentiu seus pulmões gritarem por fôlego assim que deslocou seus lábios da morena, respirando em arquejos assim como ela. Ele fitou os olhos claros e tão expressivos no momento em que ela o encarou com toda aquela intensidade. Era como se eles compartilhassem grandes segredos juntos, passando bilhetes escondidos como dois colegiais inconsequentes. Mas eram dois adultos ali. Dois adultos que não podiam mais negar aquela atração quase magnética que os envolvia como dois pólos distintos.
Isso até que um jato de água atingiu a perna da morena que soltou um grito com o líquido gelado junto da risadinha de dois pirralhos ao longe, com inúmeros balões de água nas mãos.
– É GUERRA! – Emmett gritou logo atrás dos garotos, e toda a meninada do acampamento surgiu com bexigas cheias de água, atacando todo mundo com as pequenas bombas.
– Tão Emmett McCarty uma coisa dessas... – O fotógrafo murmurou do lado da escritora, ambos gargalhando em seguida quando um balão atingiu o rosto dele, molhando-o de cima a baixo.
– Se fodeu! – ela zoou toda divertida.
– Ah, você acha isso engraçado, Swan? – Questionou com um tom de perigo, embora tivesse um sorriso nos lábios. A jovem apenas arregalou os olhos e soltou outro grito antes de tentar correr, sentindo o ataque em seu ombro direito ensopando sua blusinha.
– Você que me aguarde, garoto de Londres! – ela berrou, roubando a munição de um moleque ao seu lado antes de jogar a bexiga que alcançou a perna do Edward.
Ele somente correu em sua direção, pegando a morena no colo e jogando-a em seu ombro como um saco de batatas.
 Edward! – Gritou com uma gargalhada, batendo na bunda dele que riu deliciosamente enquanto andava rumo à área de banho.
– Olha que tarada você! – ele provocou de volta, dando um tapão na bunda da garota.
 Hey! – ela nem teve tempo de gritar quando sentiu a água gelada da piscina no momento em que o inglês pulou lá dentro com ela. – Edward, seu filho da puta!
Ele ria divertido, alguns metros a sua frente, feito uma criança travessa, e era impossível não rir de volta. Ele era tão malditamente lindo com aquele cabelo molhado caindo na testa, a camiseta quase transparente colando em cada um de seus músculos, os olhos de um azul brilhante...
 Bella, acho que seus peitos estão aparecendo – Comentou risonho com aquele olhar safado. Rapidamente, ela correu o olhar para baixo e viu que o sutiã branco estava todo à mostra pela blusa transparente.
– Argh, que perversão pelos meus peitos, homem! – A garota brigou com um sorriso de lado, colocando os braços ao redor do corpo.
– Ué, não posso fazer nada se eles são bonitos – Deu de ombros ainda sorrindo.
Ela riu com a safadeza do britânico, jogando uma rajada de água na cara dele, que apenas gargalhou.

20h54min

            O sol estava quase todo escondido atrás de alguma serra no horizonte enquanto os quatro amigos viajantes e mais alguns campistas adolescentes estavam rodeados na fogueira, aquecendo-se no friozinho que bateu nas montanhas da Espanha ao final do dia. O céu tinha poucas nuvens e algumas estrelas já despontavam de todos os lados, ainda naquele tom anoitecido de azul mesclado com pequenas nuances alaranjada e cor de rosa.
            Biscoitos, doces, marshmallows e chocolate quente compunham o cardápio da noite dos jovens. Bella sentiu seu braço se arrepiar com o ventinho frio que apareceu, e o britânico ao seu lado calmamente deslizou um cobertor pelos ombros da morena, cobrindo os dois feitos rolinhos primavera.
Ela sorriu para ele em um silencioso “obrigada”, ganhando como resposta um suave beijo na testa que a fez fechar os olhos em apreciação.
            – Pronto, agora eu sou uma hippie perfeita!  Jane murmurou do outro lado da fogueira, finalmente conseguindo terminar uma das tranças no cabelo.
            Edward e Bella riram da loura, assim como os outros ali.
            – Tem certeza que você é uma hippie agora? – A escritora perguntou divertida, tomando um gole de seu chocolate quente.
            – Claro que tenho, só não manjo muito em fazer tranças, mas tudo bem... – ela disse em sua voz fina e acolhedora, pronta pra colocar as incontáveis flores nas mechas platinadas. Ela passara a tarde colhendo pequenos jasmins e lavandas pro seu novo look Woodstock e arrasar como uma pequena diva dos anos 70.
            – Se eu fosse Jimi Hendrix, te pegaria, loura! – Emmett brincou com uma risada, recebendo um marshmallow na cara em seguida.
            – Falando em pegar... – A historiadora pigarreou com uma carinha esperta e um sorrisinho sapeca. – Swan, hoje eu vi uma cena que o seu sempre fiel amigo Mike iria odiar!
            A romancista cuspiu toda a bebida de volta na caneca.
            – O quê?
            – Quem é Mike? – Emmett perguntou antes que o amigo pudesse abrir a boca.
            – O namorado dela – A loura murmurou como se fosse óbvio, dando um olhar sugestivo pra escritora, que sentiu dois olhares britânicos sobre ela.
            – Isso é sério? – Edward perguntou confuso e totalmente chocado.
            – É sim. – ela confirmou, dando de ombros.
            – Mas o quê? Como assim? Por que você não me contou, Bella? – ele tentou formular alguma coisa coesa em sua mente – Eu não acredito nisso.
            E ele ficou sério, perdido nos próprios pensamentos. Como ela pôde fazer isso com ele? Justo ele que havia sido completamente honesto desde o momento em que colocou seus olhos nela.
            Bella apenas olhou culpada pra amiga do outro lado da fogueira que não conseguiu resistir. E dois segundos depois, Jane soltava uma estrondosa gargalhada em divertimento, assim como a morena que também não aguentou mais.
            – Ain, Edward, você é tão previsível! – A Barbie tentou dizer entre risadas e roncos totalmente divertida.
            – É mentira? – ele perguntou com o cenho franzido, encarando as duas californianas em crise.
            – Você devia ter visto a sua cara! – Bella gargalhou outra vez, afogando-se no próprio ar ao ouvir o suspiro de alívio do rapaz, assim como as risadinhas de Emmett.
            – Isso não teve graça. – Brincou, finalmente rindo também e envolvendo um de seus braços ao redor da garota.
            – Ah, teve sim! – ela riu, descansando a cabeça no ombro dele ao olhar para a amiga em agradecimento. Toma essa, Cullen! Isabella 1 X 0 Ruiva Peituda.
            Muitas risadas, conversas idiotas e guloseimas depois, os amigos riam de algum vídeo no tablet do Emmett, à medida que a romancista se livrava do cobertor que aquecia ela e o britânico. A brisa fria do lago havia passado e ela já se sentia quente o bastante perto do jovem.
            – Quer dar uma volta, B? – Edward perguntou, desviando a atenção do vídeo e fitando os olhos verdes apenas cobertos por um pouco de rímel.
            – Claro – ela sorriu, pegando sua mão estendida quando ele levantou antes dela e lhe ofereceu um gesto inglês. – Que cavalheiro, milord! – Murmurou divertida, encaixando seu braço ao dele enquanto caminhavam rumo ao lago.
            Eles andaram alguns minutos em silêncio, confortáveis apenas estando ao lado um do outro. Era possível ouvir alguns sons de grilos e as conversas da fogueira ao longe por baixo da respiração e os passos dos dois, o barulhinho suave do caminhar das águas da lagoa e, vez ou outra, um vagalume voando ao redor deles. Era calmo e acolhedor.
            – O que é aquilo? – Bella viu algo brilhando perto de um arbusto, e correu para se abaixar e pagar o objeto – Olha isso!
            O londrino riu enquanto ela sorria feito uma criança, soprando a haste redonda e vendo inúmeras bolhas de sabão saindo do pequenino cilindro.
            – Não vejo uma coisa dessas há séculos! – ela soltou um risinho enquanto soprava novamente, sentando-se na grama de frente ao enorme lago.
            – Minhas irmãs tinham uma coleção disso quando eram pequenas – Compartilhou ao sentar ao lado da morena, estourando uma bolha e outra que flutuava ao redor dos dois.
            – Ah, eu vivia soltando bolhas escondido dos meus irmãos, porque eu era a machona da casa – ela disse divertida, arrancando uma risada engraçada do britânico.
            – Juro que eu não consigo visualizar uma mini-Bella que seja tão macha e bruta.
            – Ih, pior que eu era. Não posso nem mentir! – Riu com ele, deitando-se no gramado enquanto formava outra bolha. – Qualquer dia desses, eu procuro uma foto no meu notebook e te mostro.
            – Eu vou cobrar, você está me devendo muitas coisas já! – ele falou convencido, deitando-se ao seu lado.
            – Ai, como você é metido! Quando parar com essas crises de metidez, eu cozinho aquele prato que estou devendo.
            – Você cozinha há muito tempo? – Perguntou curioso, querendo descobrir cada detalhe da escritora.
            – Desde que eu tenho uns 14 anos, eu acho. Eu conheço a Kate desde aquela época, então aprendemos a cozinhar juntas.  – Sorriu com a lembrança, soprando uma bolha na cara do inglês, que riu. – Já que meus pais nunca foram muito bons com comida e a Kate foi criada com a avó, nós pedíamos receitas pra Sra. Denali e tentávamos em casa. Até que a gente foi pegando jeito da coisa e foi melhorando...
            – Ah, eu conversei sobre isso com ela, em Barcelona – ele comentou – Ela é chef de cozinha, não é?
            – Ela é sim! Eu sempre fui mais apegada à literatura, mas a Kate desde então quis levar a culinária a sério.
            – Eu acho tão legal isso de levar um sonho adiante, sabe? Dar a cara a bater e tentar fazer o que realmente gosta. – Edward murmurou com um sorriso, ganhando o olhar da escritora – Minha mãe sempre foi uma cozinheira de mão cheia, então nunca me deixava chegar perto das panelas dela, por isso sou um terror na cozinha!
            Eles riram, olhando um nos olhos do outro. Apreciando o momento, as risadas, as confissões por incontáveis minutos ou horas. Perdidos demais um no outro para repararem em qualquer coisa que não fossem os olhos que brilhavam com uma palavra ou outra, ou um sorriso que aparecia entre gargalhadas contagiantes no meio de histórias divertidas e hilárias do passado de um deles.
            – E aí eles queriam ir pra Long Beach, mas eu não queria porque eu tava numa TPM terrível e então o Mike me encheu tanto o saco que acabei cedendo... – Bella comentou em um momento ao contar sobre o aniversário catastrófico do seu irmão mais velho, rindo e revirando os olhos com as memórias.
            – Mike? – O britânico perguntou; um bichinho o cutucando ao ouvir aquele nome pela segunda vez.
            – Argh, esquece isso. – ela meneou a cabeça, corando ao morder o lábio inferior.
            – Bella, é sério. – Pediu com sinceridade, apoiando-se no cotovelo para fitar os olhos verdes da morena.
            – Ele é meu ex, nada demais.
            – Nada demais? – Questionou ao olhar fundo em seus olhos, vendo-a assentir.
            – A gente namorou por dois anos, mas ele não entendia que eu queria ser escritora ou qualquer coisa que envolvesse uma editora de livros! – ela murmurou levemente frustrada – Como um bom produtor novato em Hollywood, ele queria que eu seguisse o mesmo ramo da minha família e atuasse nos filmes que ele trabalhava.
            – E você não gostava disso? – ele deduziu curioso.
            – Eu detestava! Adoro ver filmes, não estar neles. – Rolou os olhos. – Ele era um cara legal, mas apenas o fato de não respeitar o que eu realmente amo fazer, acabou nos distanciando e provocando tantas brigas que eu terminei o namoro.
            – Eu sei como é isso – ele concordou com ela, sendo sincera ao fitá-la com os olhos completamente nus – Mas se me permite dizer, seu ex foi um completo idiota!
            – Ah, isso eu descobri com o tempo – ela soltou uma risadinha, soprando outra bolha em descontração enquanto se envolviam em tantos assuntos e tantas confidências.
            E assim eles ficaram... Tagarelando, trocando segredos e intimidades, falando de mais e de menos até que nem se davam conta do que falavam mais, soltando bolhas, brincando, conhecendo um ao outro. Era como seu primeiro dia de aula em que você tem aquele medinho inicial, mas depois que conhece o ambiente, quer aprender tudo de uma vez só.
            Ambos nem notaram quando a noite vagarosamente virava dia e os primeiros tímidos raios de sol preenchiam o ambiente, tocando as folhas verdes das árvores e refletindo suavemente no lago.
– Qual a sua melhor memória de infância? – ela inquiriu com um sorriso, apoiando-se no braço direito para poder enxergar melhor o fotógrafo ao seu lado.
            – Acho que as manhãs de sábado, quando meu pai colocava Van Morrison pra tocar e ele e minha mãe rodopiavam por toda a sala comigo, Vicky e Heidi – Edward falou baixo em um murmúrio, sorrindo nostálgico com a lembrança maravilhosa; as risadas altas dos três pequenos, a felicidade tão plena. – E você?
            – Com certeza os dias de chuva – ela sorriu, fechando os olhos e quase sendo teletransportada pelas imagens em sua mente – Meu pai colocava Elvis bem alto no vinil enquanto eu sentava no acolchoado da janela pra reler algum livro do Tolstói. Sempre acabava com nós seis conversando alguma bobeira e tomando chocolate na sala.
            – Você sente falta de quando era criança? – Perguntou tranquilo, preso no encanto e em cada palavra dita pela romancista.
            – Às vezes bate aquela saudade – ela deu de ombros com um sorriso, olhando nos olhos acinzentados dele – Mas a gente faz o presente pra ele se transformar em boas memórias no futuro.
            E o jovem fitou as palavras tão honestas, mas inteligentes daquela mulher com sorriso de menina. Ela era encantadora em todas as formas justificáveis e fazia sua mente explodir a cada novo detalhe. Ela era, de fato, uma das mulheres mais agradáveis de conversar e com o melhor beijo que já havia experimentado na vida. Melhores beijos, na verdade, no plural.
            – Realmente faremos o presente valer boas memórias – ele esboçou aquele sorriso torto que ela tanto adorava, fazendo-a sorrir de volta como um ato puramente involuntário. E foi quando ela fitou novamente seus olhos e viu que eles estavam direcionados aos seus lábios entreabertos em um suspiro.
            – E você gostaria de fazer uma memória agora? – A voz suave e feminina soou baixa nos ouvidos do britânico, arrepiando-o com aquele tom firme que só ela tinha.
            Edward olhou outra vez nos olhos de um verde quase dourado nas íris da escritora.
            – Eu fodidamente adoraria – Respondeu completamente sincero, arrancando uma risadinha da morena. Isso se ele não tivesse tomado os lábios cheios aos seus.
            E ela correspondeu da melhor forma possível, entrelaçando seus dedos aos cabelos da nuca do londrino enquanto sentia o impulso do corpo forte e másculo empurrando-a em direção à grama e a deitando confortavelmente entre algumas flores que ali havia.
            As mãos grandes apertaram deliciosamente as maçãs do rosto da morena antes de descerem torturantemente devagar para a cintura, coberta por uma regata branca soltinha com alguma frase em português do Cazuza. O jovem simplesmente adorava o jeito que ela se vestia, mas ele adorava ainda mais o que havia por baixo de todas aquelas roupas.
            A pele quente, sedosa, quase aveludada o fazia se controlar para não fazer alguma coisa rápido demais. Aquela hollywoodiana simplesmente o enlouquecia.
            Os lábios quentes e rosados sugaram com suavidade o lábio inferior dele, fazendo-o suspirar e morder sua boca de volta antes de sugar a língua da jovem em um beijo delicioso com sabor de chocolates e marshmallows. Eles deslizavam com calma e vontade, sentindo suas línguas se tocarem e se enrolarem e se descobrirem da melhor forma possível. Era tão gostoso que os fizeram gemer baixinho.
            – Porra, Bella, o que você fez comigo? – ele arquejou entre os seus lábios, sentindo a respiração de ambos em ofegos enquanto os dedos da garota acariciavam seus cabelos.
            – Eu não sei... – Suspirou com a boca colada a sua, olhando nos olhos quentes do fotógrafo e sentindo o toque suave em sua cintura e quadris. – Eu não era tão gay assim antes de te conhecer.
            Ele sorriu ao ver os olhos verdes divertidos e tão honestos.
            – Adeus, dignidade? – Edward brincou, convidando-a para uma pequena vida indigna e totalmente jovem e inconsequente.
            Os melhores prazeres humanos eram feitos da forma mais indecorosa e indecente. Como devorar uma deliciosa barra de chocolate e se lambuzar todo. Como brincar na terra com os primos e sujar toda a roupa e as mãos. Ou escutar aquela música e colocar no repeat só pra poder dançar e cantar sozinho e, quem sabe, até fazer aquele solo de guitarra que a gente nunca dá conta com o instrumento de verdade. Ou como ler aquele livro e não resistir em colocar o marca página só para ir direto naquela cena preferida quando for reler. Ou assistir aquele filme de terror e gritar com o personagem pra não sair sozinho pela floresta ao ouvir um barulho suspeito, mas depois fechar os olhos com medo de o vilão alcançá-lo.
Ou, então, beijar aquele cara inglês que você simplesmente não consegue resistir.
            – Adeus, dignidade. – ela concordou, pulando no mesmo barco que o britânico e se deixando levar pelo que o seu fodido coração dizia.
Indignidade. Essa era a palavra-chave.
            E, então, ele a puxou para outro beijo. E depois mais um beijo e depois mais dois ou três. Até que uma risadinha baixa e infantil soou atrás de ambos. Descolando seus lábios e olhando para o lado, avistaram uma garotinha morena e toda fofa em um pijama do Bob Esponja e olhar sapeca, fitando os dois.
            – Moça – A voz fininha disse enquanto ela colocava o dedo na boca – Esse brinquedo que solta bolhas é meu. Será que pode me devolver?
            – Oh! – Bella arquejou exasperada, arregalando os olhos ao se desvencilhar do britânico – Me desculpe, é todo seu, gatinha!
            – Obrigada! É que eu esqueci ontem e voltei pra pegar assim que amanheceu! Se eu perder, a mamãe me mata! – ela falou com uma carinha culpada, fazendo a escritora e o fotógrafo rirem divertidos ao verem a menininha correndo de volta até as cabanas.
            – Meu Deus, já amanheceu e eu nem reparei! – A jovem comentou surpresa, arrumando os cabelos à medida que observava a luz do início do dia iluminando as árvores e o lago.
            – Eu muito menos – Edward riu, olhando para o seu relógio de pulso antes de abrir a boca com um susto – Caralho, já são seis horas! Temos que correr pra não perder o avião!
            – O quê? Por que isso sempre acontece com a gente? – ela perguntou desesperada, levantando enquanto ouvia a risada do inglês a seguindo. – Precisamos procurar a Jane e o Emmett!
            – Eu ouvi que eles iam cedinho pra uma meditação hippie da cabana principal, eles devem estar lá!
            E os dois saíram correndo pelo gramado do acampamento até que chegaram nessa tal meditação. Leia-se: muita fumaça suspeita no ar, o sol entrando pelas enormes janelas de vidro, pessoas dançando em círculos com sáris nas mãos enquanto alguma música do Bob Marley tocava alto. Emmett estava capotado no meio de alguns puffs e Jane trotava pra lá e pra cá com a bandeira dos Estados Unidos nas mãos, cheia de flores no cabelo e um headband torto na testa.
            – Meu. Deus. – Bella murmurou totalmente abismada, para nas imensas portas duplas de madeira, ao lado do londrino.
            – Chame os dois que eu vou tirar um monte de fotos, porque sim! – ele falou com um sorriso sacana, ganhando uma gargalhada da morena que correu em direção aos dois toscos.
Já que a câmera estava na sua cabana, Edward pegou o iPhone e começou a sessão de fotos com direito a Emmett babando, chamando pela Rosalie feito um bebê e tropeçando nos sáris e nos tapetes, e uma Jane fugindo da amiga aos gritos, tentando se defender com a bandeira do país enquanto dizia que agora seria a nova Janis Joplin.
Muitas gargalhadas sacanas depois, Edward e Bella enfim conseguiram pegar as malas e jogar os dois tapados no conversível alugado, rumo ao aeroporto.
– Que Lisboa nos traga dias mais tranquilos! – A escritora falou divertida ao pegarem a estrada principal, olhando para o banco traseiro e vendo os amigos babando abraçadinhos.
– Eu acho isso meio difícil, mas não custa nada sonhar! – O britânico riu, sabendo que pelo menos Madrid já lhe trouxera os melhores dias vividos naquela viagem.

A música toca, estou acordando
Paramos a batida e consumimos mais
E agora acabou, temos o amor
Não há segredo agora, não há segredo agora
(Ellie Goulding - Burn)

E aí, gostaram do cap? Hahahaha'
O beijo no palácio, B/E contemplando o Guernica (minha cena preferida *-*), um pouquinho mais sobre o passado dos nossos babies, Jane e suas ideias! LOL
Ai minha gente? E os pós coloridos? E esse final? Espero que estejam gostando!
E comentem. Não vou ficar postando se não tiver comentários. Além do mais, quem comentar, recebe um inbox no Facebook com spoiler do próximo cap!
REVIEW = PREVIEW!

Toodles honey
 
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