Hey, babies! Eu queria agradecer o carinho de todas vocês que comentaram e já apoiaram essa minha nova loucura logo no prólogo! Muito obrigada.
E aqui está o primeiro capítulo! Espero que gostem.
Grupo (spoilers, prévias, detalhes da fanfic): https://www.facebook.com/groups/501155363274932/
Bel Air
E aqui está o primeiro capítulo! Espero que gostem.
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Bel Air
“Gárgulas paradas em frente ao seu portão
Tentando me dizer para esperar
Mas eu não posso esperar para ver você
Então eu corro como se estivesse louca
Até a porta do paraíso”
Socorro, socorro, socorro, socorro. Era
apenas o que Scarlett conseguia pensar. Ela estava tão cansada, tão frustrada –
tão calma e bela externamente, mas terrivelmente agitada e gritando por ajuda
internamente.
A
brisa suave movimentava as palmeiras do imenso jardim da mansão Hathaway,
coberto pela mais fina e aparada grama ao longo de toda a planície rodeada de
rosas e uma grande piscina. Era lindo, era tranquilo, era perfeito quando visto
por alguém de fora.
Sabe
aqueles quadros de Monet? Aquelas belíssimas pinturas impressionistas que
retratam paisagens delicadas e suaves, jardins e as mais encantadoras flores?
Obras tão gentilmente esculpidas por um dos mais talentosos pintores da história,
obras que eram extremamente belas, embora suavemente melancólicas quando
apreciadas de perto. Obras feitas por um pintor nos piores dias de sua vida,
que havia perdido a visão e descarregava todos os seus sentimentos
sufocantemente angustiantes em belas telas. Obras que escondiam toda a tristeza
e angústia por trás dos mais lindos traços de pincéis.
Os
quadros de Monet eram como a vida de Scarlett Hathaway. Sempre bela, sempre com
um sorriso de deusa em sua mente de diamante, mas simplesmente uma bagunça por
dentro e uma ânsia por liberdade tão grande quanto os céus e tão oscilante
quanto o mais perigoso ponto do oceano Índico. Ela queria tudo. Ela queria o
mundo. Ela queria o paraíso.
–
Filha, vai sair com seu namorado esta noite? – A voz suave de sua mãe soou do
outro lado da pequena mesa posta para o brunch
no jardim.
–
Não sei, ele ainda não voltou de Hong Kong – Scarlett respondeu ao olhar em
seus grandes olhos azuis e delicados, sorvendo um gole do suco de laranja.
–
Se ele não voltar hoje, poderíamos fazer compras, o que acha? – Sorriu de canto.
– Ou então visitar os Bellamy, faz tempo que não vemos Courtney e Emma.
Ela
apenas deu de ombros ao esconder um baixo suspiro, vendo seu pai se aproximar
da mesa de madeira branca e sentar ao lado de Natalie.
–
Bom dia, queridas – ele as cumprimentou com um sorriso em seu rosto galante e
jovial, beijando a testa da filha antes de selar rapidamente os lábios contra
os da esposa de cabelos ruivos e lisos.
–
Bom dia, pai – Scarlett respondeu mecanicamente, muito mais atenta ao croissant em seu prato.
–
Eu estava conversando com alguns acionistas esta manhã e vamos ganhar muito com
o yuan nos próximos dias; estamos prevendo uma ótima cotação – Christian
comentou ao tomar um gole de seu café, voltando-se para sua menina. – Você
deveria ter entrado no curso de Economia ou Relações Internacionais, meu bem, a
empresa estaria aos seus pés.
–
Você sabe que eu não gosto de nada disso, pai – Ela revirou os olhos, tentando
não soar ácida.
–
E vai continuar mesmo fazendo Psicologia? – Sua mãe questionou com um leve
traço superior. – Pelo menos conseguimos tirar Metafísica e Antropologia da sua
cabeça!
–
Vocês não tiraram nada da minha cabeça! – ela falou alguns oitavos mais alto,
tentando controlar sua expressão irritada e cada vez mais magoada. – Desculpe
se eu não sou a filhinha perfeita que faz exatamente o que vocês querem. Eu só
estou me encontrando.
–
E vai se encontrar até quantos anos? Quando completar 40 e ainda ser uma mulher
solteira que nem quis herdar a empresa do pai?
–
Argh, vocês são patéticos! – A morena saltou de sua cadeira ao empurrar seus
talheres. – O mundo é muito mais do que essa vidinha fútil que vocês levam!
–
Scarlett! – Natalie a repreendeu, perdendo sua pose prima-dona por dois
segundos. – Aonde você vai?
–
Pra qualquer lugar! – ela respondeu num átimo, tirando a chave do bolso
traseiro do seu short jeans surrado
enquanto se afastava dos pais.
E
ainda ouvindo algum burburinho sobre ela continuar dirigindo aquela máquina de
acidentes que chamava de carro e ignorar o motorista da família, Scarlett
adentrou seu Jaguar vermelho parado na entrada principal da mansão e pisou no
acelerador para fugir o mais rápido possível de Bel Air.
O
vento cortou rápido seu rosto ao atravessar os vidros abertos do carro enquanto
alguma música do Elvis Presley adentrava seus ouvidos e se afundava em cada um
dos poros entreabertos de seu corpo. A única coisa que ela conseguia enxergar
eram as palmeiras, as serras ao longe e a estrada de Los Angeles que ela amava
tanto quanto se sentir livre.
A
jovem Hathaway sentia-se sufocada, presa em uma gaiola dourada mantida por seus
pais, apenas à espera do próximo comprador que a apresentaria uma falsa ideia
de liberdade. Mas ela não queria um dono, ela não pertencia a ninguém. Ela
queria se sentir em paz consigo mesma, em paz com o mundo ao seu redor.
Scarlett
tinha desejos intensos e obscuros dentro de si. E ela queria a possibilidade de
ser livre para experimentá-los quantas vezes pudesse e quisesse. Ela queria ser
verdadeira consigo mesma e com as pessoas ao seu redor, sem precisar fingir
interesse em assuntos que não lhe importavam nem um centésimo ou esboçar
sorrisos falsos e ser questionada cinquenta vezes se ela estava bem e, em todas
essas cinquenta perguntas, responder mentiras ao dizer que nunca esteve melhor.
Porque
ela não estava melhor – aliás, ela não estava bem. Ela não passava de uma
menina partida ao meio desde o dia em que nasceu. Talvez fosse um traço da sua
personalidade, mas talvez fosse um pedaço quebrado de sua alma que apenas
precisava ser remendado.
Ela
riu irônica ao limpar uma lágrima quente que escorregou do canto de seu olho,
deixando sua outra mão firmando contra o volante insurgente e desenfreado do
carro. Ela era fodidamente como um quadro de Monet – um significado triste
enterrado sob uma linda imagem.
O
dia já se escondia aos poucos quando ela estacionou seu Jaguar em algum pub da Fairfax Avenue, os longos cabelos castanhos movimentando-se contra
a brisa suave que cortava o pôr do sol. A jovem passara o final da manhã e a
tarde presa em alguma biblioteca de Santa Monica depois de horas sentada na
areia da praia, fazendo perguntas jamais respondidas ao Pacífico e desejando
ali deitar e ser levada um dia, sem qualquer remorso ou medo de se quebrar
ainda mais.
E
caminhando sobre os velhos All Stars
que davam pavor a sua mãe, Scarlett adentrou o ambiente e deixou-se embriagar
daquele aroma de tabaco e cevada que lembrava algum beco de Londres, sem
qualquer objetivo, apenas querendo adiar o inadiável talvez.
Andando
nas ruas e escondendo as mãos no bolso para se proteger do friozinho noturno
que invadia o inverno californiano, um homem encontrava-se perdido em sua
própria mente insana e cheia de demônios que nunca o deixaram em paz.
Ele
não era um homem que esperava demais do mundo, das pessoas ou de si mesmo. Ele
não era um homem que tinha medo de ser apenas parte de um sistema sem saída e
que o envolvia e o sufocava como uma cobra píton. Aquele era apenas um homem
errado e quebrado que sofrera todas as decepções e naufragou tantas vezes
naquela vida que ele nem ao menos se sentia merecedor de uma outra vida perdida
em uma próxima reencarnação.
Mas
ele não era um homem bom também. Ou honesto. Ah, não... Aquele era o tipo dos mais espertos homens que abrigavam
a Terra – ele era quase um protótipo do cara que fazia as mulheres suspirarem e
caírem aos gracejos, que tinha o destino em suas próprias mãos e licor de malte
enterrado nas fibras de sua língua, dando-lhe o sabor mais perigoso e delicioso
para qualquer pessoa provar.
Digamos
que se James Dean tivesse uma outra vida após sua morte no trágico acidente de
1955, essa outra vida seria na pele deste homem perdido – ou não tão perdido
assim – que caminhava pelas calçadas da Fairfax
Avenue, em seu olhar claro semicerrado e as mãos displicentemente nos
bolsos da calça jeans. E foi esse
mesmo olhar claro que, ao passar pela fachada de um de seus pubs preferidos em LA, avistou algo que
simplesmente o capturou.
Sentada
próxima ao balcão amadeirado estava a garota num short jeans surrado, uma camisa branca de botões, e um cardigã
lilás florido e alegre demais para um lugar onde as pessoas costumavam encher a
cara para esquecer suas vidas miseráveis. Mas algo no rosto entristecido da
jovem o fez entender que sua roupa não condizia com suas feições cabisbaixas e
ingênuas que lembravam a doce Marilyn Monroe. As unhas longas e vermelhas e o
cabelo escuro, repleto de pequenas ondas, cobriam-lhe a face, permitindo-o ter
o vislumbre apenas dos lábios avermelhados em um beicinho. E aquele rosto
escondido por entre as mãos da jovem, fez o homem aproximar-se perigosamente.
Passando
pela enorme porta de madeira da entrada, ele logo foi invadido pelo aroma de
suor e tabaco do lugar, quente até demais se comparando ao frio e a pequena
garoa que começava a dominar as ruas de Los Angeles. E, ao som de alguma música
antiga de Van Morrison, o britânico de descontrolados cabelos acobreados
aproximou-se, sentindo pequenas ondas de calor conforme seus passos seguiam rumo
à morena.
–
Com licença? – Sua voz pronunciou em um tom baixo enquanto sua mão direita
tocava com cuidado a pele do ombro da garota coberto pelo delicado casaco. E
foi um trabalho árduo controlar a vontade de deslizar os dedos ao longo do
pescoço tão alvo e tão macio. Seria como
seda...
A
resposta não veio. Ao invés de um convencional “sim?” ou então “pois não?”, o
homem foi completamente dominado e sugado por orbes tão esverdeadas que o
fizeram prender a respiração. Scarlett, no entanto, tentava memorizar cada
traço daquele homem tão lindo e de ar tão perigoso a sua frente. Ele soava tão
misterioso por trás daquela jaqueta de couro e calças jeans, o cabelo bagunçado e aquele olhar sedutor com um sorriso de
lado. Faltava apenas um cigarro no canto dos lábios finos e rosados para
parecer uma cópia perfeita de James Dean.
E
foi como se seus problemas não estivessem mais ali. Na verdade, foi como se
Scarlett não se importasse mais com eles, que esquecesse a recente briga que
tivera com seus pais. Eles tentavam controlar cada pedaço de sua vida repleta
de diamantes e vestidos caros, carros importados e inúmeros Louboutins – eles eram a reencarnação de
uma família rica e perfeita dos anos 50, que não saíam de suas mansões se não
fosse para ir a jantares com sócios e empresários bem sucedidos, salões de
beleza, shoppings ou campos de golfe,
que tinham pavor de dirigir à noite pela Sunset
Boulevard e de conversar com pessoas que não possuíssem uma renda mensal
menor que punhados de milhares de dólares.
–
Importaria se eu me sentasse ao seu lado? – ele murmurou novamente; a voz
embebida de simpatia e curiosidade, os olhos azuis ainda perdidos nos olhos
verdes.
–
Tudo bem – Scarlett respondeu delicadamente, mordendo o lábio inferior enquanto
assistia o belo jovem se acomodar no banco de madeira a sua esquerda.
–
Um Bourbon, por favor, Bill! – Ele
gesticulou para o garçom do outro lado do longo balcão, olhando rapidamente
para a mulher ao seu lado antes de prosseguir com um sorriso. – E uma dose de Bacardi Breezer pra senhorita aqui.
Scarlett
olhou-o com surpresa, as sobrancelhas levantadas.
–
Eu sinto muito, mas eu não bebo – murmurou apressadamente, mordendo o lábio
inferior outra vez, que ganhou certa atenção em demasia do jovem.
–
Se você vai me contar o que tanto lhe aflige, acredite, é preciso pelo menos
uma dose de rum pra contar com sinceridade! – Exibiu um sorriso cafajeste,
recebendo as bebidas do garçom e entregando o pequeno copo à garota.
–
E quem disse que eu tenho algum problema? – questionou com ar de petulância,
jogando o cabelo por trás dos ombros antes de afastar a dose de Bacardi. – E se eu, por acaso, tivesse
algum problema, você seria a última pessoa no mundo a quem eu contaria.
A
resposta ácida e afiada fez o sorriso do britânico se alargar, constatando que
a garota tinha uma personalidade e tanto. Definitivamente
uma Marilyn Monroe.
– Uma moça como você num lugar como esse,
sozinha e com essa cara de poucos amigos... – Bebericou seu uísque, sentindo o
líquido aquecer sua garganta ao procurar pelas palavras certas. – Não me leve a
mal, mas você exala infelicidade. E algo me diz que isso tem nome e sobrenome.
Quem é ele?
–
Antes meu problema fosse um homem. – ela resmungou com ironia, roubando a dose
de Bourbon do jovem e fazendo uma
careta com o sabor terrível do álcool, deixando-o surpreso.
–
E o que seria então? – ele perguntou; a curiosidade flamejando em seus olhos.
–
Família, sonhos, frustrações... O de sempre. – desdenhou, fitando o oceano azul
que banhava as íris do homem. – Qual o seu nome e seu maior problema, senhor do
sotaque britânico?
–
Nome: Andrew Barnes, problema: minha vida fodida. – respondeu perto demais,
colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha da morena. – E os seus, madame?
–
Scarlett Hathaway, e minha habilidade de sonhar demais.
–
Uma vida não é vida se não tiver sonhos, Scar.
– ele murmurou delicadamente, mal percebendo o apelido que fez o estômago da
garota se revirar de ansiedade. Ele a
intoxicava.
– Então quais são
seus sonhos, Andrew?
–
Me livrar dos demônios dentro de mim.
A
honestidade pegou ambos desprevenidos. Scar não esperava uma resposta tão
sombria, e Andrew não esperava responder com tamanha sinceridade. Era como se o
abismo que existisse entre suas realidades criasse uma ponte que interligava seus
mundos – era algo puramente natural e vibrava por dentro.
–
E esses demônios já deixaram sua alma alguma vez? – ela inquiriu suavemente,
incapaz de quebrar o olhar que os sustentava com tamanha precisão.
–
Eu sinto como se eles estivessem me deixando pela primeira vez.
Scarlett
se arrepiou ao ouvir as palavras do inglês. Ele demonstrava ser tão leve,
desligado, quase feliz, exalando uma espécie de calma quase letárgica que
funcionou como uma tragada de cannabis
direto no pulmão. A garota tentou ler aquelas íris azuis que a fitavam tão
profundamente e, embora a expressão no rosto de traços fortes fosse quase
narcótica, os olhos transmitiam um pequeno rastro de medo, ira, cansaço...
Ela
ficou absolutamente encantada e mortalmente curiosa, sentindo cada fibra
energética do corpo tão elétrico daquele homem servindo como um feromônio e a
atraindo como uma abelha enlouquecida atrás do grão de pólen. Ela quase podia
sentir o gosto de perigo e liberdade que ele alastrava.
–
E o que você faz pra viver, Andrew? – perguntou suavemente, afastando-se
ligeiramente enquanto tentava se recompor.
–
Você não vai querer saber... – Ele sorriu de lado, olhando-a vagamente
divertido antes de entornar outra dose de uísque.
A
morena salivou ao morder o lábio inferior e tentar decifrar aquele homem –
seria um trabalho para no mínimo mil soldados.
–
Conte-me sobre você, Scar – murmurou calmamente, encaixando seus olhos azuis em
cada centímetro da linda dama. – Quantos anos você tem? Dezessete dezoito...?
–
Vinte – respondeu seca ao revirar os olhos com breves memórias. – Uma bela
festa no Soho House, devo ressaltar!
– Ela soltou um risinho irônico, arqueando as sobrancelhas.
–
Você não gosta mesmo da vida que leva, não é? – perguntou exalando curiosidade,
tentando entender o que tanto a prendia e a fazia odiar aquilo.
–
O que tem pra gostar? – Deu de ombros, olhando-o sincera. – Dinheiro não é
tudo, Andrew.
–
Isso me soa um típico discurso de quem sempre teve o dinheiro aos seus pés.
–
Exatamente – Scarlett apontou para ele, sorrindo ao ter seu ponto. – O dinheiro
é bom, mas não é o fim dos problemas de ninguém. Pra mim, ele é apenas o começo
de todos eles.
–
O dinheiro ou a consequência do dinheiro? – questionou intrigado, sorrindo
novamente.
–
Os dois. Quem tem dinheiro uma vez, sempre vai querer continuar fazendo
dinheiro. – falou com suavidade, bebericando o Bourbon do homem. – É um mundo sem escapatória onde, se você for o
vencedor, vai desperdiçar sua vida pra nunca perder seu posto; e se for
perdedor, vai desperdiçar sua vida tentando provar o contrário.
–
Um argumento muito bem elaborado pra uma garota que só tem vinte anos – Ele
franziu o cenho intrigado, absorto e enrolado com aquelas palavras.
–
Eu nunca me medi através da idade... – ela sussurrou, deixando seus olhos
varrerem o local de tons marrons e dourados, com pessoas conversando alto e
bebendo cervejas. – Eu acho que sou daquelas pessoas que pensam demais sobre
tudo, que querem demais e acabam morrendo frustradas.
–
E o que você tanto procura, Scar? – O britânico se aproximou perigosamente,
lendo os olhos profundos e claros em íris tão misteriosas. Ela o fascinava.
–
Liberdade – falou em um murmúrio que fez os pelos do homem se eriçarem. –
Paixão, desejo, vida. Paraíso.
–
E escuridão? – Ele levantou uma de suas sobrancelhas ao questionar, observando
um pequeno sorriso brincar nos lábios da morena.
–
Escuridão e paraíso sempre estiveram ligados pra mim, Andrew – sussurrou com o
nariz a centímetros do seu.
– Como
amantes? – perguntou com um sorrisinho de canto e os olhos azuis ardendo ao se
aproximar ainda mais da jovem.
– Como
Catherine e Heathcliff, ou Romeu e Julieta. – ela respondeu satisfeita,
aproximando-se lentamente a ponto de sentir a respiração baixa de Edward contra
o seu rosto – o aroma suave de hortelã e algo que ela sabia muito bem se tratar
de marijuana fez sua mente se
anuviar.
E sem pensar
em mais ou menos, ele simplesmente desfez o pequeno espaço que os separava,
colando seus lábios finos e macios aos da morena que tanto o embriagou desde o
momento em que pusera os olhos nos seus. E ela experimentou cada pelo de seu
corpo se arrepiando ao sentir sua boca sendo pressionada tão perfeita e
deliciosamente contra a dele.
Cedo demais,
no entanto, os lábios descolaram dos seus.
Scarlett
piscou repetidas vezes, confusa e totalmente perdida na intensidade tão rápida
e fugaz; os olhos azuis do britânico queimando em chamas e um brilho que a
intoxicou ao mesmo tempo em que a arrepiou dos pés à cabeça. Ele era quente. E a intrigava a ponto de
colocar todos os seus pensamentos em um balão de ar.
– Então,
Scar... – Ele moveu o rosto no sorriso cafajeste e esperto tipicamente James
Dean. – Se você odeia tanto a sua vida, venha e conheça a minha por uma noite.
E ela mordeu
os lábios com aquela pequena e atrevida tentação. Ela queria experimentar algo
novo, ela precisava experimentar algo
novo ou correria o risco de ficar louca. E aquele estranho que exalava sexo e
perigo até poderia ser a letra escarlate que a levaria a um caminho sem volta –
mas, com certeza, também seria sua tábua de salvação.
“Você tem o dom para o mais violento tipo de amor lá fora
Meu amor, minha doce criança, você é divino
Ninguém nunca lhe disse que está tudo bem em brilhar?”
E aí? Ruim? Bom? Ótimo? Péssimo? Hahahahaha'
Agora sim a fanfic vai começar de verdade! o/
Não deixem de comentar, dizendo o que acharam ou o que esperam.
Até mais, babies.
Toodles honey























1 comentários:
Ficou ótimo, ansiosa para a continuação *-*
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