27 março 2013

Matéria Curiosa: De onde vieram as Fanfictions?

Hey, babies, uma pausa drástica para aquilo que poucos sabem: as fics não surgiram na era da internet. Surpresa?  Eu também fiquei, ainda mais quando eu soube que elas iniciaram com um outro “Quarteto Carismático”.
24 março 2013

Cine Meme

Hola! Passei por aqui hoje pra responder um Meme superlegal que encontrei no blog KastMaker. Aqui tem um pouquinho de mim, da minha personalidade e algumas perguntas sobre filmes! Os cinéfilos de plantão, levantem a mão \0/ Hahaha'

23 março 2013

Recomendação: A Usurpadora

Hey, people! Como vão vocês?
Yeah, eu sou songa e esqueci de postar a recomendação ontem! Hahaha'
Tava tudo uma loucura por aqui, mas depois de dois surtos Robsten, um episódio incrível de American Idol e, é claro, o 17º episódio da 4ª temporada de The Vampire Diaries, eu me lembrei de vir aqui postar a recomendação! *o* Hahahaha'
E a fanfic de hoje é fodástica e digamos que um remake muito melhor de A Usurpadora ;)
20 março 2013

Matéria Curiosa: Forever Dawn, o outro final de Twilight


Olá, gatíssimas! Como vocês estão?
A Matéria Curiosa de hoje é sobre Twilight! Vocês sabiam que antes de escrever New Moon, a tia Steph escreveu outra continuação pra Twilight? Yeah, seriam apenas dois livros a princípio, e essa sequência é chamada Forever Dawn (algo como "Para Sempre Amanhecer" ou "Amanhecer Eterno").
16 março 2013

Nova prévia da one-shot: Born to Die

Hey, babies! Eu liguei o computador agora a noite (já que meu notebook ainda está morto ¬¬') decidida a escrever um pouco mais da nossa nova fanfic, Burning Red, mas eu estava meio upset e ouvindo Marina and the Diamonds, então surgiu inspiração pra escrever um pouco mais da nova one-shot!
Eu postei uma prévia há algumas semanas, então agora vou postar um pouquinho mais do que escrevi. Como eu disse, nada de Bella e Edward fofos aqui. O lance é paixão com bastante mistério e obscuridade; vai deixar todo muito com gostinho de quero mais. ;)
Como prometido, o título é Born to Die, já a sinopse não vou poder postar por agora porque ela estava no meu notebook, então vou ter que escrever outra. Eu mereço ¬¬'
Hahaha' 
Enjoy it.
15 março 2013

Recomendação: A Dama e o Vagabundo


Hello, lovelies!
Alguém ainda pirando com o novo episódio de The Vampire Diaries? God, o que é essa Elena bitch? Amo/sou.
Anyway, que tal uma fanfic bem leve pra agitar o final de semana? Se você ainda não leu, tenho certeza que vai amar "A Dama e o Vagabundo", essa história entre uma princesa e um... vagabundo, ops, estudante de Arte. ;)
13 março 2013

Matéria Curiosa: 15 novidades sobre "The Big Bang Theory"

Hello, babies! Tudo bem com vocês?
Eu estou com cólica (odeio ¬¬'), mas, pra dar aquela animada, eu trouxe uma listinha com 15 curiosidades sobre uma das minhas séries preferidas, The Big Bang Theory. Fala, sério, quem não adora essa série? Hahaha'
12 março 2013

BR (Twilight) - Capítulo 11

Oi, babies! Aqui está mais um cap de BR!
Vamos ver o que os nossos putos preferidos aprontaram. Hahahaha'
Enjoy it.

Valência – Parte II
Não há nada mais perigoso que um garoto com charme
Ele é de parar o trânsito, faz minha calcinha cair
(Christina Aguilera - Candyman)
Valência, Espanha – Catedral de Valência
11h24min
Localizada na Plaza de la Virgen ficava a bela basílica metropolitana. Construída primeiramente em 1262 com estilos gótico e barroco, a obra era imensa e ostentava uma magnificência tipicamente espanhola e média. Era lindo e imenso e parecia que Edward, Bella e Jane foram teletransportados para algum universo paralelo cheio de castelos de pedra.
E muitos afirmavam que exatamente aquela catedral era verdadeiro abrigo do Cálice Sagrado.
– Você acha que o Santo Graal está realmente aqui? – O britânico perguntou suavemente, seus olhos admirados demais pela estrutura da igreja enquanto caminhavam pelos ambientes.
– Eu não faço ideia – A morena deu de ombros com uma risadinha. – Alguns dizem que é o lugar mais provável, mas meus sentidos de Dan Brown dizem que está no Louvre.
– Acho que tem alguém lendo muito O Código da Vinci... – A loura passou toda travessa pelo casal, tirando fotos com a máquina do londrino.
– O que posso dizer? Sou uma fã! – Defendeu-se ao rir, sendo seguida pelos outros dois.
– Mas sério, pra mim ele foi sepultado junto do corpo de Jesus Cristo – Edwardcomentou, admirando distraidamente a bela cúpula.
– Pode ser...
– Quanto mistério! Vamos procurar essa budega agora! – Jane jogou as mãos para cima, andando até a sacristia.
– Ficou maluca, loira? – A amiga riu ao pegá-la de jeito pelo braço e a fazer sentar sobre o banco de madeira. – Agora fica quietinha aí sem dar um pio.
– Ok, mãe – Ela revirou os olhos e apenas sobrou para os outros dois rirem.
11 março 2013

Texto: Às vezes sou...

Às vezes sou amarga, fria e irônica. Muitas vezes também sou gentil, simpática e meiga, a questão é que não acho uma palavra concreta ao que sou realmente. Posso ser sua amiga, te dar o céu de ternura, ou também posso ser quem te machuca com palavras sujas, e te dar o inferno de angústia, basta você me dar a oportunidade de escolha diante do que irá servir a mim. Choro de raiva, dou risadas estranhas muitas vezes com tom de choro, meus olhos ardem quando algo não me agrada e quando seguro a dor dentro deles, faço poucas amizades, boa parte é realmente levada a colegas, odeio dar explicação aos outros, não gosto de perguntas que as respostas sejam óbvias, tenho um poço de orgulho dentro da alma, uma forma de me proteger, e acabo eu mesma me autodestruindo. Simples, sou um ponto no meio do céu, que só se enxerga com muita atenção.
Impiedosa.


PS.: Soy sonsa e esqueci de postar a recomendação de fanfic na sexta passada! Haha' Sorry, eu estava mergulhada na nova FF, Burning Red (já que meu note ainda não está arrumado e todos os projetos das outras fanfics estão lá). Em breve, posto uma pequena prévia do primeiro capítulo ;)
09 março 2013

DP (original) - Capítulo 9

Heey, bitches! Como vão?
Aqui está mais um cap de DP... Espero que gostem! <3

Diet Mountain Dew

“Diet Mountain Dew, baby, New York City
Nunca houve uma garota tão bonita
Você acha que seremos apaixonados para sempre?
Você acha que seremos apaixonados?”

            Nova York estava esplêndida! O céu nublado, o movimento, os carros, as pessoas apressadas, os prédios de tijolos, de concretos, de imensas paredes espelhadas cobrindo arranha-céus e o oxigênio partindo do Central Park há apenas algumas quadras dali. Era simplesmente impossível não amar cada parte daquela cidade.
            – Eu amo Nova York! – Scarlett gritou em plenos pulmões e com um sorriso de criança no rosto ao avançar rapidamente pelas ruas fora do horário de pico e admirar cada beleza no carro conversível.
Andrew riu, esparramando seus braços pela lataria brilhantemente vermelha da Ferrari alugada. O motivo de terem atravessado o país em um jatinho particular naquela mesma manhã? Scarlett, seu sorriso de menina e um pedido para um dia insano sem quaisquer favores, medos, receios ao deixarem os dois completamente a mercê da vida e daquela selva de concretos. Manhattan era praticamente a segunda casa da jovem herdeira e ela conseguiu o conquistar com aqueles grandes olhos verdes que o fascinavam.
            Aquela era sua pequena e maravilhosa loucura em busca da liberdade.
            – Você é louca – O britânico falou com uma risada, preenchendo-se com cada detalhe através de seu Wayfarer escuro. Scarlett, é claro, sorria atrás daqueles óculos em forma de coração de armação vermelha que irradiava pecado.
            – Só estou me divertindo! – Deu de ombros ao sorrir ainda mais, trocando a marcha à medida que avistavam o Radio City Music Hall no quarteirão à esquerda.
            E ao dirigir com o Central Park como vista, a morena pegou a segunda saída para a Broadway até chegar ao Mandarin Oriental, obviamente o hotel mais caro da cidade.
            – O que os senhores gostariam? – O simpático recepcionista questionou ao mexer em seu bigode, divertindo-se com o sorriso fácil e tão jovial do casal.
            – Suíte presidencial, por favor – Scar sorriu, beijando a bochecha de Andrew antes de sorrir e entregar seu cartão de créditos.
            E foi com esse mesmo sorriso fácil que ambos adentraram a imensa antessala do último andar. O piso e as paredes leste-oeste eram forrados em madeira escura, havendo uma belíssima mesa de jantar e luminárias douradas do lado esquerdo e, ao lado direito, sofás de couro e poltronas cinza combinando perfeitamente com o tapete vermelho e flores da mesma cor. Toda a imensa parede norte, porém, era revestida em um vidro límpido que mostrava a belíssima paisagem de prédios e o parque mais famoso da cidade.
            – Ah, essa vista! – A garota suspirou ao rodopiar pela sala e ser seguida pelo inglês até o quarto todo em tons de ouro por conta dos abajures e as cortinas e carpete cor de creme.
A enorme cama de casal estendia-se ao lado de duas poltronas e uma pequena mesa próxima a mais uma parede de vidro. Atrás da cama, no entanto, ficava um imenso espelho e, em cada uma de suas extremidades, uma porta que dava de volta para a sala e outra para o lindo banheiro nas mesmas cores, respectivamente.
– Uau! – Andrew exclamou divertido com todo aquele luxo cinco estrelas, pegando uma garrafa de champanhe dentro do balde de gelos ao lado da TV de tela plana.
            – Isso não é lindo? – Ela riu, abrindo os braços com um gritinho empolgado antes de roubar a garrafa do espumante e, então, correr pelo quarto e pular como uma criança em cima da king-size. – Foda-se o dinheiro! As crianças na África vão continuar a passar fome, a Europa vai continuar em crise e os políticos vão continuar a nos roubar se eu gastar ou não o meu dinheiro, não é? É isso o que meus pais e toda aquela gentinha diz, então vamos ver se vale de alguma merda!
            – Como eu disse, você é louca! – Andrew gritou risonho ao também subir na cama e ouvir a risada histérica e animada da californiana.
            – E eu nunca disse que não era – Sorriu de volta, estourando o champanhe e sentindo a bebida molhar sua garganta docemente através do gargalo.
            Ele roubou um beijo ao puxar a morena pela cintura, sorvendo alguns goles do espumante logo em seguida e a vendo sorrir quando ela lhe tomou a garrafa e rodeou as mãos ao redor do pescoço do homem.
            – Esta noite nós vamos nos divertir como nuca – murmurou sorridente contra seus lábios, fazendo-o circundar os sinuosos quadris ao fitar os olhos cheios de planos e sensações.
            – Já tem algum destino, madame?
            – Upper East Side e alguma loucura depois.
            E ambos sorriram, beijando-se ardentemente.
            Horas depois e com uma Nova York despontando luzes durante a noite, Scar sorriu ao terminar de se enxaguar durante o banho.
            – Nem me venha com esse olhar, nós estamos atrasados – repreendeu risonha ao ver a expressão maliciosa do britânico que invadia o banheiro só com uma toalha enrolada na cintura.
O cômodo era grande e todo revestido em mármore negro e creme, também com grandes janelas de vidro com vista para os prédios e tons dourados das luminárias. E ela riu quando Andrew soltou um falso muxoxo, entrando predadoramente no box transparente.
– Nem um beijo rápido? – Sorriu ao segurar a cintura da morena e seus olhos deslizarem pela pele nua.
– Hm-hm – murmurou travessa, tirando a toalha dos quadris do londrino e o enrolando no próprio corpo molhado. – Você não vai precisar disso aqui agora.
E simplesmente caminhou para fora do banheiro, deixando-o com um olhar abismado, embora terrivelmente quente.
Aquela garota fazia uma verdadeira bagunça com cada uma de suas terminações nervosas. Era como se Scarlett Hathaway demandasse cada sinapse de seu cérebro e tivesse o total controle de seu córtex. Tudo o que ele conseguia pensar, falar, agir e principalmente sentir estava de alguma maneira ligado àquela menina – fosse algo que a lembrasse, algo que a faria soltar algum comentário doce e sarcástico ou simplesmente fazê-la sorrir daquele jeito que confundia sua mente.
Aquele fodido sorriso que o levava aos Céus e o depois o jogava nas profundezas do Tártaro.
A herdeira dançava distraída enquanto perambulava pelo quarto assim que Andrew atravessou a porta com uma das toalhas que sobraram na cintura. Apenas uma lingerie sexy e preta delineava suas curvas sob a renda cara, as quais remexiam-se à voz de Elvis Presley vindo do estéreo com One Night.
“The things that we two could plan would make my dreams come true…” – ela cantarolou ao rebolar suavemente com os olhos fechados, encaixando um brinco em sua orelha.
– Você é um pecado, Scarlett – O homem murmurou com um sorriso safado atravessando seus lábios e os braços cruzados no peito. A jovem abriu os olhos assustada, sorrindo sapeca logo em seguida enquanto fitava o corpo deliciosamente úmido de Andrew.
Ela suspirou.
– Acho que eu devo dizer o mesmo – Deslizou as próprias mãos por sua cintura e suas coxas, movimentando-se lentamente ao ritmo da canção...
– Temos champanhe e morangos... – ele comentou cheio de segundas intenções ao se aproximar devagar.
– Nós não temos tempo... – falou ainda se remexendo, mordiscando o lábio inferior ao admirar cada parte pecaminosa dos ombros largos e o abdômen... Oh, merda!
06 março 2013

Matéria Curiosa: Charlie Brown Jr.


É com tristeza que hoje nos despedimos de mais um ícone do rock. Ainda não consigo acreditar que Chorão, o vocalista da banda Charlie Brown Jr., se foi. Que ele vá com Deus e ilumine os céus junto de Kurt Cobain, John Lennon, Cazuza, Renato Russo e tantos outros ícones que se foram de uma forma tão inesperada.
Para homenageá-lo, na Matéria Curiosa de hoje, trouxe 15 curiosidades sobre a banda. Maioria realmente me surpreendeu e me fez sentir a falta que o Chorão já faz. Ele se foi, mas seu espírito e sua arte continuam pra todos nós.

05 março 2013

BR (Twilight) - Capítulo 8

N/A: E aí, quem estava com saudades dos nossos putos preferidos? Hahahahaha'
Mas antes do capítulo, eu queria convidá-las para lerem minha NOVA FANFIC. Yep! Quem aí leu a one-shot "Born to Die"? Pois é, ela ganhou uma fanfic só pra ela e se chama "Dark Paradise".

Sinopse: Edward, o perfeito tipo de cara errado. A reencarnação de James Dean.
Isabella, exatamente a garota certa. Uma Marilyn Monroe com perfume de frésias e cocaína. A menina de grandes olhos verdes que apenas encontra a perfeição no submundo do britânico que ela jamais imaginaria amar.
O que é bem, mal, certo, errado? O que é o paraíso, afinal? Qual a sua verdadeira definição?
Eles vão viver em um universo paralelo entre que você chamaria de paraíso e escuridão.
- http://fanfiction.com.br/historia/412307/Dark_Paradise/

Passem por lá e me digam o que acham! ;)
Agradecimentos à minha putona preferida, Aline Bomfim. Nossa beta que é praticamente autora de BR e DP! Hahahahaha' Obrigada, vadia.
Agora aproveitem o capítulo. Boa leitura.

Capítulo 4: Lisboa
Quando você está perto de mim
Eu me torno radioativa
Meu sangue está queimando, radioativo
(Marina & The Diamonds - Radioactive)

Arredores de Alentejo – Air Europa Líneas Aéreas
09h53min
– Oh, seu puto, levanta essa bunda delícia daí e me deixa ficar um pouco com a minha garota! – Jane e todo o seu jeitinho sutil e delicado surgiram ao lado dos amigos que estavam cheios de sussurros na poltrona do avião.
Edward apenas olhou pro olhar azul e assassino em sua direção.
– A senhora quem manda! – Ele soltou uma risadinha ao erguer as mãos em sinal de rendição enquanto a loura sorria satisfeita e se sentava ao lado da amiga.
– Enfim a sós, srta. Swan.
– Ai, eu tenho medo de você às vezes, mas te adoro! – Bella murmurou com uma gargalhada, abraçando a garota que se derreteu.
– Também te adoro, te amo, te quero, tesão da minha vida! – ela falou alto, soltando um gritinho empolgado que ganhou os olhares de 99% dos passageiros.
– Vergonha alheia: check! Primeiro mico em ares portugueses, vadia! – Riu com a loura, arrumando-se na poltrona para ficarem de frente uma para a outra.
O avião da companhia aérea espanhola estava próximo do destino quando Jane acordou depois de babar em cima do Emmett, ainda aos efeitos da maconha da última madrugada. O britânico ainda estava chapado e dormindo de boca aberta assim que ela sentiu saudades da escritora e quis apenas abraçá-la e fofocar como duas velhinhas.
– E, então, o Jude Law beija tão bem quando aparenta? – ela perguntou, mexendo as sobrancelhas sugestivamente ao olhar pra romancista.
– Jude Law?
– Fala sério, o Edward é a cara do Jude Law – Revirou os olhos, contando com os dedos. – Lindo, inglês, de olhos claros e aquela barba por fazer.
– Se você diz... – Riu divertida, bagunçando os cabelos platinados.
– Pare de me enrolar, Swan...
– Okay, ele beija super bem! – ela confessou com um rostinho sapeca, vendo a amiga quicar em seu assento e bater palminhas. – Ele consegue ser carinhoso sem ser meloso, sensual sem ser intimidante...
– Mas faz sua calcinha molhar, né? – Encarou com carinha sapeca, fazendo a amiga arregalar os olhos.
– Jane!
– O quê? – Ela se fez de rogada, rolando os olhos outra vez. – Fala logo que ele faz sua calcinha derreter, mulher!
– Claro que ele faz! É só olhar pra ele! – Bella apontou discretamente para o britânico, como se fosse justificativa o bastante. – Ele é quente como o inferno.
– Ah, se eu gostasse de homens... – Ela suspirou e a amiga soltou uma risada, meneando a cabeça em descrença.
– Vire hétero, mas arrume outro homem, sua assanhada! – Brigou com a loura, tentando segurar o riso. – Esse já tem dona!
– Mas já tá assim? Toda saidinha, hein, Swan... – Jane provocou, fazendo cócegas na costela da amiga que começou a se remexer toda.
– Argh, loura, fica quieta! – Ela gargalhou, atacando a historiadora de volta.
– Já que meu trabalho aqui está feito, eu vou voltar lá pro lado do babão e dormir mais um pouco – falou com uma risada, beijando a bochecha da morena enquanto se levantava. – Quero aproveitar um pouco de Lisboa antes do festival!
– Vai lá, doida! – Bella brincou, pegando sua edição surrada de Jogos Vorazes para ler antes de aterrissarem. Nem duas páginas depois, Edward voltou a sentar na poltrona ao seu lado.
– E aí, sobre o que você e a Jay fofocaram? – perguntou divertido, tirando o livro da mão da garota na maior cara de pau.
– Larga de ser enxerido, garoto! – Ela revirou os olhos, o que fez o sorriso dele se alargar.
– Estavam falando sobre mim?
– Ih, bateu, a cabeça? Nós temos assuntos mais interessantes! Eu, hein... – A jovem desconversou, pegando seu livro de volta ao ouvir o fotógrafo gargalhar.
– Vou fingir que acredito...
Bella bufou, fingindo ler alguns parágrafos até que sentiu o dedo indicador do britânico cutucar seu ouvido.
– Edward?
– O quê? – respondeu distraído, ainda cutucando.
– Quantos anos você tem? 3 ou 23? – ela perguntou descrente, dando um tapa na mão dele e desistindo completamente da leitura. – Tudo bem, vou dar atenção pra você agora!
– Finalmente! – Ele levantou os braços em glória, fazendo a morena rir enquanto a encarou com seus olhos acinzentados.
– Quer falar sobre o quê?
– Quais amigos seus vão estar no festival hoje? – questionou curioso, vendo-a sorrir.
– A Charlotte, a Tanya, a louca da Jessica e o gayzão do CJ. – Ela ouviu a risada do inglês, rindo junto ao de lembrar do grupo de malucos. – o CJ com certeza vai dar em cima de você e do Emm, mas é só não dar moral pra bicha!
– Meu Deus, qual o seu problema em fazer amizades? – ele falou com uma expressão divertida, ganhando outro tapa da americana.
– Ah, e meu irmão mais novo também vai estar lá, então se prepare! – ela avisou logo de cara, e o londrino fez um falso olhar espantado, arrancando outra gargalhada dela.
– Você é mais apegada a ele, não é? – inquiriu em um suave tom de curiosidade.
– Acho que sim – Ela deu de ombros antes de rir. – Como o Seth e seu temos a mesma idade, sempre aprontamos juntos.
– Vocês têm a mesma idade? – Edward franziu o cenho. – Como assim? Vocês dois são gêmeos?
– Oh, não! – A escritora riu, meneando a cabeça ao se virar no assento para olhá-lo mais de perto. – O Seth e o Paul são adotados.
– Sério? Isso é muito legal! – Ele sorriu à medida que ela assentia; um traço de orgulho atravessando os olhos verdes.
– Três anos depois que minha mãe deu à luz ao Jacob, ela e meu pai adotaram o Paul, que ainda era só um bebezinho! – murmurou com um beicinho fofo, fazendo o britânico sorrir admirado. – Após quatro anos, eu nasci e, quando eu completei cinco anos, o Seth foi adotado e ele tinha a mesma idade que eu.
– Uau, seus pais são empolgados! – ele provocou, rindo junto da garota.
– Eles são empolgados, loucos e amorosos até cansar! – Bella disse divertida. – Eu os adoro.
Edward sorriu, sabendo que amor, carinho e uma boa dose de loucura são sempre os melhores fatores para qualquer família feliz.
Lisboa, Portugal – Hotel Real Palacio
15h45min
“O que define as pessoas é o caráter. Não seu status social, seu extrato bancário, suas ações ou seus sorrisos. Status? Pff, isso pode mudar em um piscar de olhos. Extrato bancário? Não significa coisa alguma se não for usado para o bem. Já as ações... podem ser um condenador ou um álibi, mas nunca são o suficiente. Enquanto os sorrisos... Ora, de que valem os sorrisos quando não são bons ou verdadeiros?
O que define alguém é seu caráter, o conjunto de ações, sorrisos, os sentimentos, as atitudes, os gestos e as palavras gentis, porque as pessoas são como árvores – elas precisam de boas conversas, boas músicas e um bom ambiente para crescer; e se tiverem mais uma quantia de carinho e devoção, elas vão se transformar em um bom aliado para fazer um mundo melhor.”
A americana sorriu, colocando a caneta dentro do bloco de notas e o abraçando contra o seu peito enquanto escorava a cabeça no portal de madeira da enorme janela. Lisboa havia trazido o melhor de si, e ela suspirou ao observar a cidade lá embaixo cheia de portugueses e turistas animados para o festival de música.
Após chegarem à terra de Cabral, Bella mergulhou na cama do hotel e tirou um delicioso cochilo – assim como o fotógrafo, no quarto da frente – enquanto Emmett Jane decidiam explorar a região. Ela não aguentava mais ouvir a loura e o moreno choramingarem de ansiedade para visitar o oceanário. E naquele instante, a escritora sentiu o calor e a brisa trazerem a inspiração assim que ela se sentou no parapeito da janela grande e de cores vibrantes, admirando as construções antigas, as ruas de pedra e o imenso Rio Tejo ao longe.
Três batidinhas na porta tiraram sua atenção do sol brilhando contra o seu rosto, e ela atravessou o quarto de móveis coloridos e renascentistas para ver um Edward sorridente e com uma bandeja nas mãos, parado no corredor.
Ela sorriu.
– Veio alimentar sua senhora, Alfred? – A escritora mexeu as sobrancelhas ao dizer, ouvindo-o rir à medida que ela fechava a porta.
– Claro, madame – respondeu animado, sentando sobre o longo tapete branco e felpudo enquanto mexia nas tigelas esmaltadas e despejava suco em dois grandes copos de alumínio.
– O que temos aqui? – ela perguntou divertida ao sentar do seu lado.
– Brioches, torradas, geléia de framboesa, suco de laranja... – falou com um sorriso, virando-se pra ela com uma carinha sapeca. – E morangos.
– Hmmm... Morangos – Bella riu, observando-o pegar a fruta e lhe oferecer, pertinho de seus lábios. Ela abriu a boca suavemente, mordendo com delicadeza e quase gemendo com o sabor doce preenchendo sua língua.
– Bom? – A voz dele soou baixa e rouca, fazendo-a abrir os olhos e encontrar o rosto másculo e bonito a centímetros do seu.
Ela mastigou lentamente ao murmurar um suave “hm-hum” e, então, tocou suas mãos grandes e firmes que ainda seguravam o outro pedacinho de morango.
– Experimente – A jovem sussurrou, mas ao invés de colocar a fruta na boca dele, ela trouxe a mão quente até seus próprios lábios, mordendo novamente o morango e, sem pensar duas vezes, ela o beijou.
E ele deslizou com desejo suas mãos rumo à cintura da mulher, gemendo ao sentir a fruta brincar na língua dela e migrar deliciosamente para a sua, dissolvendo o gostinho doce e fazendo ambos se sentirem quentes de imediato.
– Bom, não é? – Ela sorriu contra os seus lábios, deixando seus dedos brincarem com o cabelo claro e macio dele.
– Muito bom – Edward murmurou com um sorriso, beijando-a suavemente outra vez.
17h01min
Depois de alguns beijinhos não muito inocentes enquanto terminavam o lanche, os dois estavam descendo as escadas rumo à varanda do hotel quando o iPhone da Bella vibrou com uma mensagem.
– Socorro, a gangue chegou! – ela falou com uma risada ao olhar a tela do celular, ouvindo a gargalhada do britânico que passou os braços pelos seus ombros.
– Devo ficar com medo?
– Apavorado! – Brincou sarcástica sem conter o riso enquanto ele bagunçava seus cabelos.
Assim que pisaram na varanda ao ar livre do hotel, ela suspirou com a beleza do estilo antigo e renascentista – era como aquelas varandas internas do período grego e romano –, com as paredes pintadas de salmão e algumas janelas e varandins nos andares superiores. Havia lindas plantas dispostas nos cantos e pequenas luminárias vitorianas sobre os portais que davam para a recepção do hotel, mesmo com o sol delicioso da tarde portuguesa, enquanto mesinhas redondas de vidro eram rodeadas por belas cadeiras de palha com algumas pessoas conversando animadamente.
Antes que a morena elogiasse o pátio do hotel ou qualquer outra coisa, um grito agudo e feminino soou. Mas é claro que não havia sido uma mulher que gritou, e sim o CJ. Socorro.
– Beeellaaa! – A voz fina e exagerada da bichona chamou pela amiga e o maluco logo pulou em cima dela, beijando, abraçando e o Deus nos acuda. – Gata, que saudades! Ai, Senhor, não acredito que estou te abraçando depois de tanto tempo! Você andou malhando? Uau, você está gostosa!
A gargalhada da romancista foi alta, assim como o fotógrafo que observava tudo confuso e absolutamente divertido.
– Essa gostosura é toda pra você, meu bem! – Bella respondeu na vibe do maluco e o abraçou novamente, sentindo todas as gordurinhas extras do gordinho a apertando.
CJ era a maior figura que ela já havia conhecido – talvez perdesse apenas para a Jane. Talvez. Alto, cheinho, com a pele bronzeada ao usar uma bermuda de velcro rosa choque e camiseta branca, barba por fazer, sorriso de criança e pequeninos olhos castanhos que sempre a faziam sorrir. Vinte e poucos anos de pura retardadice mental.
– Cadê o resto da cambada? – ela perguntou com uma risada, nem precisando de resposta quando auê começou ao ouvir as três garotas aparecerem. – Meninas!
– AHHHH! – O grito foi coletivo enquanto se abraçavam em grupo, pulando, rindo, gargalhando e murmurando algo como “saudades”, “sua vadia, viajou e nem me levou!” e “estou sentindo alguém apertar minha bunda!”.
– B, senti sua falta, bitch! – Charlotte choramingou, vendo o quanto a morena fazia falta em Los Angeles.
Charlotte era a companheira do grupo, louca, divertida e bebedeira. Os cabelos curtos, lisos e castanhos claros deixavam sua pele ainda mais branquinha, os pequenos olhos azuis, os lábios sempre vermelhos e o piercing de argola no nariz. Ela seria como uma versão feminina de Emmett, sempre com seu chapéu cinza, jeans e coletes.
Tanya era a fofa. Linda, grandes olhos de um azul caribenho e sorriso de covinhas que encantava qualquer um. Os cabelos longos e loiros a deixavam ainda mais angelical.
Enquanto Jessica era a verdadeira porra louca. A mais complexada, maluca e que fazia todo mundo gargalhar com seus palavrões e socos. Os cabelos também curtos, cobertos por uma touca, e de um castanho escuro que despontavam para todos os lados – e, embora suas atitudes fossem sempre valentonas, o rostinho mais delicado enganava a todos. Olhos verdes, sorriso divertido e sempre sem paciência para maquiagem.
– Caralho, Bella, você tem que ligar mais pras suas amigas, porra! – Jessica brigou, abraçando a amiga que gargalhava.
– Essa viagem está sendo louca, gente, é sempre conhecendo lugares e depois capotando de tanto cansaço! – ela explicou com um sorriso, logo ouvindo outro grito surgindo enquanto uma Jane desesperada aparecia e pulava toda indecente no colo de todo mundo.
Depois de muitas risadas, beijos e abraços, tapas, sermões e puxões de cabelo, a romancista agarrou o CJ e se virou para os amigos britânicos que riam da interação maluca dos americanos.
– Galera, esses são Edward e Emmett – ela sorriu, apontando para os garotos que se divertiam. – Eles são de Londres e nós os conhecemos ao longo dessa viagem louca e decidimos seguir o restante do roteiro juntos!
– Ahhh, esse é o bofe magia que aparece nas fotos do seu Instagram? – O gay perguntou todo trabalhado no atrevimento e ousadia, arrancando uma gargalhada de todo mundo enquanto Bella meneava a cabeça, descrente. – Que delícia! Pena que a Swan já está dando uns pegas no Edward!
– CJ! – gritou incrédula, ao passo que as meninas abraçavam os dois, gargalhando.
– Ué, mas é verdade, sua danadinha! – Ele mexeu as sobrancelhas em diversão, virando-se para o londrino de cabelos claros. – Bofe magia, você está cuidando da minha menina? Está dando todos os bônus necessários? Essa aqui é incansável, vou te comprar umas camisinhas extras!
– Meu Deus, CJ, MEU DEUS! – ela gritou ao colocar as mãos no rosto, ouvindo a risada de todos enquanto Edward a puxava contra ele.
– Bom saber – Ele riu divertido com o rosto coradinho da californiana ao tentar prender uma gargalhada, dando um suave beijo em sua têmpora e acariciando suas costas.
O coro de “ooount” foi inevitável.
Lisboa, Portugal – Castelo de São Jorge
17h57min
Após os malucos deixarem suas bagagens no hotel, CJ e os quatro viajantes decidiram dar uma volta pela cidade enquanto as garotas recém-chegadas descansavam um pouco. O destino escolhido foi o Castelo de São Jorge, onde chegaram com um carro ma-ra-vi-lho-so que CJ havia alugado no aeroporto – palavras dele. O resultado foram os cinco amigos espremidos em um Fiat Uno pink, de 1997. Edward dirigia enquanto Bella se sentava no banco do passageiro, com os outros três nos assentos de trás no melhor estilo lata de sardinha; sem contar, é claro, o gay que estava sentado atrás do fotógrafo e ficava brincando com uma pistola de plástico que disparava água, fazendo a maior zona, risada e gritaria nos poucos minutos de trajeto.
O castelo era o ponto turístico mais visitado de toda Portugal, parecido com um grande forte e construído para proteger as tropas na época da Guerra Santa. O estilo arquitetônico medieval e com longos paredões de pedra havia sido todo restaurado por conta das guerras sofridas e alguns terremotos que já assolaram o país.
– Aqui é tão lindo! Parece que eu voltei ao século XIV – Bella comentou com um sorriso brincando nos lábios, caminhando maravilhada pelo mirante que possuía uma vista de 360º para toda a cidade lá embaixo.
– Nunca imaginei que Portugal poderia ser tão deslumbrante! – O britânico de cabelos claros murmurou ao seu lado, esgueirando-se no parapeito de pedras do castelo.
Os telhados avermelhados dos milhares de edifícios e casas tão pertinhos um do outro, separados por pequenos becos e vielas de paralelepípedos, com o azul enorme e resplandecente do Rio Tejo cortando todo o lado esquerdo da paisagem – o maior rio de toda a península ibérica, que nascia há alguns quilômetros de Madrid e chegava até os lisboetas, possuindo uma ponte simplesmente imensa que ligava uma costa à outra.
– IRRÁ! – Jane gritou de repente, fazendo a morena saltar com o susto e olhar para trás, assim como o londrino, vendo a baixinha pulando nas costas do Emmett enquanto o fazia de cavalinho.
– Vamos, cavalo! Põe marcha nisso aí! – ela berrou com uma gargalhada, batendo na bunda do rapaz que apenas ria e se perguntava onde havia se metido.
E é claro que CJ estava dando estrelinhas pra lá e pra cá, saltitando feito uma bailarina e dizendo que se vivesse durante a Idade Média, faria um grande baile só pra ele poder usar quantos vestidos de debutante pudesse!
Oeiras, Portugal – Optimus Alive!
18h44min

– Hmmm... Me gusta desse lugar!
– É melhor você criar moral, porque a Rosalie já está pra chegar! – Jane deu um peteleco na orelha do ator mulherengo, assim que eles passaram ao lado de uma morena bonitona só de shorts e um top.
– Só estou admirando a paisagem enquanto minha toureira não chega – Ele sorriu cafajeste, fazendo a turma rir divertida do seu jeito “foda-se”.
Os oito amigos agora caminhavam até a área de shows – o sol batia deliciosamente contra eles, enquanto a brisa suavizava o calor. Havia milhares de pessoas ali, sentadas na grama, conversando, rindo, bebendo, curtindo o sol e o som de indie pop que vinha de um dos palcos ao longe. Faltavam apenas Rosalie e Seth no grupo, já que a toureira iria de carro depois de algum compromisso em Madrid, e o irmão da Bella havia perdido o primeiro voo.
– Galera, adivinhe quem está tocando agora? – Tanya chegou correndo ao dizer, depois de ter circulado pra ver qual era a atração do momento.
– Quem, sua louca? – Charlotte perguntou animada; os olhinhos brilhando. – Florence?
– Essa é depois, agora é Passion Pit! – ela dançou de animação, arrastando Bella e Jane, enquanto os dois ingleses riam, dizendo que iam buscar algumas bebidas geladas pra curtirem o concerto.
Muitas pessoas curtiam o show no enorme palco, com cartazes gigantescos do Optimus Alive! nas estruturas de ambos os lados à medida que a banda norte-americana tocava o indie pop e rock alternativo com uma iluminação leve em contraste à luz deliciosa do sol. E bastou as garotas e CJ se desviarem de algumas pessoas para chegar a um ponto legal para assistir o show, que o ritmo suave e agitado de Carried Away começou.
– Cara, eu amo essa música! – Jane começou a remexer os quadris e curtir o som maravilhoso dos garotos da banda, rodopiando as amigas e rindo com o CJ.
– E o clipe? É uma delícia de assistir; eu adoro a Sophia Bush – A escritora continuou pulando com Jessica enquanto riam.
– Ah, a Sophia! Vou gravar um filme com ela, acreditam? – Tanya comentou animada e com um sorriso lindo no rosto de traços delicados.
– Sério? – Bella questionou com uma risada, feliz pela atriz.
– Seríssimo, assinei o contrato semana passada! – Ela riu, chegando mais pertinho da morena e chamando suavemente as amigas e CJ, pra murmurar algo. – Mas não é tão bom quanto ter um namorado gato e londrino como o Edward, sua sortuda!
A romancista soltou uma gargalhada divertida, assim como os outros cinco.
– Ele não é meu namorado, gente!
– Quero ver por quanto tempo... – Jay assoviou, recebendo um empurrão da colega de viagem.
– Agora conte, B, quantos centímetros ele tem?
– CJ, deixe de ser cara de pau! – Ela gargalhou outra vez, meneando a cabeça. – Ele é um amor, tem um beijo maravilhoso e um abraço tão apertado...
– Alguém aqui está apaixonada? – Charlotte arqueou a sobrancelha escura e delineada, sorrindo pra amiga.
– Não sei, ainda é meio cedo pra isso – Deu de ombros, suspirando. – Só sei que estou curtindo cada minuto.
– É assim que se fala, Swan! – Jessica e seu jeitão animaram todo mundo quando ela puxou a escritora pras suas costas, rindo e se divertindo.
Logo os garotos chegaram com algumas cervejas, e a conversa rolou solta, como se todos fossem conhecidos há anos. CJ e suas cantadas à cada segundo pra cima do Edward e do Emmett eram sempre o auge das diversões, e todos riam e assistiam animados ao concerto.
Bella se aproximou do fotógrafo assim que a última música tocou – os acordes delicados e que lembravam os anos 80 de Take a Walk soando em seus ouvidos. Ele mexia a cabeça suavemente com uma garrafa de Heineken na mão direita e seu braço esquerdo movimentando-se automaticamente para a cintura da garota ao senti-la ao seu lado. Ela sorriu ao deitar a cabeça contra o seu peito firme e forte.
– Eles mandam muito bem! – Edward sussurrou em seu ouvido por baixo da música, referindo-se à banda enquanto sentia as mãos delicadas da jovem subindo e descendo em suas costas.
– Também acho – murmurou com um sorriso, lentamente encaixo o nariz na curvatura de seu pescoço, inspirando o delicado perfume cítrico. – Me acalma.
Ele apenas assentiu, deixando a bebida cair no gramado quando deslizou os dedos de sua outra mão contra o rosto fino e delicado dela, transportando-os para os lábios macios e rosados antes de puxar suavemente o rosto em sua direção e beijá-la docemente.
De fato, era como se todos ali se conhecessem há tempos. A interação, as conversas, as risadas... Eram tão naturais e fluidas e sempre cheias de bom humor. E principalmente Edward se sentia em casa, com sua garota ao seu lado, seu amigo do outro, e os californianos o fazendo rir e se sentir bem a cada instante.
– E a vez que a Swan levou um tombo no set de filmagens? – Charlotte disse maldosa, olhando para os britânicos, que gargalharam. – Nós três éramos figurantes em O Grande Gatsby, então estávamos todos produzidos com roupas dos anos 20. E não sei o que aconteceu que ela tropeçou numa mesa de frutas e bateu na bicha louca e capotou em cima do Leonardo DiCaprio!
– Não acredito! – Emmett soltou uma gargalhada estrondosa enquanto a morena escondia o rosto no peito do Edward, que achava tudo aquilo hilário.
Eles estavam esperando o show da Florence + The Machine começar, rindo e bebendo a alguns metros do palco ao pôr do sol quando os putos de LA decidiram contar alguns podres da amiga.
– Eu juro! – A morena, de cabelos curtos e chapéu cinza, cruzou os dedos, gargalhando. – Eu não sabia se ria do tombo, da cara envergonhada da Swan ou do DiCaprio tentando esconder a risada enquanto se levantavam!
– Charlotte, não se deve comentar essas coisas! – ela ralhou com a garota, que apenas ria.
– Ah, deve comentar sim! – Jane colocou lenha na fogueira, fazendo sua famosa cara sapeca. – Assim como a vez que você disse pra sua mãe que ia dormir na minha casa quando, na verdade, foi nadar pelada na piscina do Jared Leto!
– O quê? – Edward gritou completamente pasmo; a gargalhada do Emmett já aparecendo outra vez.
– Jane!
– Uma turma do colégio a desafiou e vocês sabem como a Bella é... – ela soltou uma risadinha travessa, beijando a bochecha da morena.
– E o que aconteceu? – Emm perguntou, adorando tudo que é errado.
– Depois que eu pulei o muro da mansão, mal deu tempo de eu tirar a roupa pra ele aparecer na varanda, então eu corri pra fora! – respondeu com um risinho, olhando para o fotógrafo abismado. – Está tudo bem, Edward?
– Sim, eu só estava... – Ele engoliu em seco antes de menear a cabeça, rindo. – Eu só estava fazendo uma imagem mental, nada muito decente!
A escritora apenas fez uma cara de surpresa com a sinceridade do inglês, os outros gargalhando ao redor.
– Bella... – ele a chamou, sussurrando em seu ouvido enquanto ouvia as luzes do palco se apagar e a voz da Florence aparecer suavemente. – Ainda bem que o Jared Leto apareceu antes de as coisas esquentarem.
– Por quê? – Tentou falar, ainda abobalhada, olhando nos olhos tão azuis do londrino.
– Porque o parque de diversões é só meu, okay?
Ela riu de lado, surpresa, divertida, deliciada. E ele sorriu de volta, beijando a pele macia de seu pescoço.
Logo, Only If For a Night começou a soar. A melodia suave, calma e quase religiosa atingindo todo mundo de uma maneira quase transcendental. Era maravilhoso o ritmo de art rock e pop barroco que as músicas da banda britânica exalavam, e a vocalista de belos cabelos vermelhos parecia uma fada com o longo vestido preto reluzindo sua pele alva e flutuando por onde ela andava. Era como se ela fosse uma aura com uma bela voz.
Bella aproveitava cada uma das músicas escorada no peito do fotógrafo, tirando fotos do concerto e suspirando a cada música ou rindo com a personalidade hiperativa e única da cantora.
– “No dawn, no day, I'm always in this twilight in the shadow of your heart...” – ela cantarolou o pedacinho de Cosmic Love, sorrindo com a voz tão poderosa da Florence na canção potente e entristecida.
E duas músicas depois, os acordes iniciais e agitados de Rabbit Heart começaram, as luzes ficaram mais claras e a cantora começou a pular e conversar com a plateia em seu sotaque britânico.
– Se você está com uma garota e se você gosta dela, ou a ama... – Ela sorriu, andando enquanto olhava para todo mundo com seu microfone em mãos. – Nós gostaríamos que você a levantasse sobre os seus ombros, nós gostaríamos de ver algumas garotas nos ombros!
A galera começou a sorrir e se animar. Bella soltou uma risada divertida quanto ela continuou.
– Eu sei que pode soar estranho, mas... – Florence parou com o rosto feliz e animado, apontando para um homem que colocou uma mulher sobre os ombros, sorrindo. – Uau, já tem um ali, isso funcionou!
E, então, a morena sentiu Edward a virar para ele enquanto sorria entretido, olhando-a com seus olhos brilhando.
– Suba! – ele falou, apontando pros seus próprios ombros. Ela ficou surpresa, meneando a cabeça.
– O quê? Eu sou pesada, Edward.
– Duvido, vem logo. – Revirou os olhos, agachando e a puxando pela cintura até que ela subiu; ambos rindo.
– A vista daí é boa? – ela provocou com uma risada, olhando para ele embaixo dela, massageando os cabelos claros ao sentir as mãos dele acariciarem suas pernas nuas pelos short jeans curto.
– Perfeita. – O inglês respondeu com um sorriso torto, e logo Florence avistou os dois e apontou para eles, sorrindo.
– Olhe, ali tem mais uma! – A cantora riu e a romancista acenou para ela, que retribuiu antes de apontar para outro casal. – E mais três, quatro, cinco! Uau!
Bella riu ao ver Jane sobre os ombros de Emmett e CJ carregando a Tanya, assim como várias outras pessoas que fizeram o mesmo, tapando os olhos da luz fraca do sol que se punha. E, assim, Florence Welch falou outra vez, os acordes da música começando a soar mais alto.
– Esse é o Optimus Alive! Festival, essa se chama Rabbit Heart e é pra vocês, garotas!
Todos pularam e sorriram durante toda a música, sentindo a melodia animada em sintonia à voz da ruiva enquanto cantavam juntos – a tradução sendo uma das mais belas e puras que qualquer um já pudesse ter ouvido: “Isso é um dom que vem com um preço. Quem é o cordeiro e quem é a faca? Midas é o rei e ele me abraça tão forte, e me transforma em ouro sob a luz do sol”.
E depois da maravilhosa Dog Days Are Over para fechar o show da forma mais perfeita possível, Florence se despediu da platéia enquanto pulava como uma fada, até que os últimos acordes soaram e todos aplaudiram e agradeceram à incrível performance.
– Gente, tem um olho na minha lágrima! – CJ murmurou com toda a sua veadice, fazendo com que os amigos rissem, mas concordassem. – Que show lindo.
– Ain, essa Florence me deixa gay! – Jane gritou com os braços abertos, correndo na frente de todos antes de parar e olhar com uma expressão confusa. – Bem, me deixa mais gay do que eu já sou, mas vocês entenderam o que eu quis dizer!
Eles riram ao caminharam para uma área mais alta e tranquila do gramado, bem distante do palco que agora recebia a música londrina dos Noisettes. De onde se sentaram, era possível apreciar o concerto ao longe e ouvir o agitado indie/rock com uma pitada soul da banda.
– Eu adoro a voz da Shingai – A romancista comentou, terminando de mastigar seu pastel de nata – típico da culinária portuguesa, com um gostinho doce e que lembrava uma empada na aparência. Uma delícia, polvilhados de canela e açúcar em pó.
– Eu também gosto; ela tem uma voz límpida e bonita – Jessica concordou ao seu lado, com a boca cheia.
– Toca muito em Londres, você precisa ver! – O fotógrafo falou, levantando-se para jogar um papelzinho no lixo antes de voltar e se sentar ao lado dela.
– Sério?
– Sério, o segundo álbum da banda está sempre nas primeiras posições! – Ele sorriu quando a morena roubou um gole deu seu refrigerante. – Você anda um pouco abusada, eu acho.
– Eu? Abusada? – Perguntou com uma risada, empurrando-o.
– Você sim, roubando as coisas dos outros... – murmurou baixinho, aproximando seu rosto à medida que sorria e encarava os olhos verdes.
Ela sorriu, beijando-o suavemente nos lábios. E Wild Young Hearts tocava quando seu irmão apareceu, sorrindo e com uma garrafa de cerveja nas mãos.
– Seth! – A irmã cantarolou animada, correndo para abraçá-lo e bagunçar os cabelos castanhos claros. – Que saudades de você, pirralho!
– Pirralha é a sua bunda, B! – retrucou maldoso, rindo ao ver a cara feia que ela fez, virando-se para a galera e cumprimentando todo mundo. Ele sorriu quando apertou as mãos do Edward, já sabendo que ele estava dando uns pegas na irmã.
Seth Swan era o típico garoto desencanado. Magro, pele bronzeada, olhos castanhos e animados, cabelos castanhos e revirados dentro de um boné surrado – um visual despojado de skatista.
– E aí, porque demorou tanto pra chegar? – A morena perguntou quando ele jogou os braços em seus ombros. E então ele fez uma breve expressão culpada.
– Eu meio que trouxe um convidado.
– Quem? – Ela franziu o cenho, olhando para os lados. E então viu a praga.
Caminhando até onde eles estavam, ninguém mais ninguém menos do que Mike Newton – seu patético ex-namorado – sorria para ela.
Meu sangue é radioativo
Meu coração é nuclear
(Marina & The Diamonds - Radioactive)

N/A: O que acharam? Hahahahahaha' Mas não se preocupem. O Orégano não vai fazer estragos. Acho. LOL
Romance entre RK, os amigos maluquíssimos das garotas, o festival! Ah, o festival! *suspiro gay* Hahahahaha'
Próximo cap teremos muito mais do festival. Então comentem que logo trago mais. Quem comentar, ganha super spoiler do cap seguinte! REVIEW = PREVIEW!
Toodles honey


 
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