Heey, bitches! Como vão?
Aqui está mais um cap de DP... Espero que gostem! <3
Diet Mountain Dew
“Diet Mountain Dew,
baby, New York City
Nunca houve uma garota tão bonita
Você acha que seremos apaixonados para sempre?
Você acha que seremos apaixonados?”
Nova
York estava esplêndida! O céu nublado, o movimento, os carros, as pessoas
apressadas, os prédios de tijolos, de concretos, de imensas paredes espelhadas
cobrindo arranha-céus e o oxigênio partindo do Central Park há apenas algumas
quadras dali. Era simplesmente impossível não amar cada parte daquela cidade.
–
Eu amo Nova York! – Scarlett gritou em plenos pulmões e com um sorriso de
criança no rosto ao avançar rapidamente pelas ruas fora do horário de pico e
admirar cada beleza no carro conversível.
Andrew riu,
esparramando seus braços pela lataria brilhantemente vermelha da Ferrari
alugada. O motivo de terem atravessado o país em um jatinho particular naquela
mesma manhã? Scarlett, seu sorriso de menina e um pedido para um dia insano sem
quaisquer favores, medos, receios ao deixarem os dois completamente a mercê da
vida e daquela selva de concretos. Manhattan era praticamente a segunda casa da
jovem herdeira e ela conseguiu o conquistar com aqueles grandes olhos verdes
que o fascinavam.
Aquela
era sua pequena e maravilhosa loucura em busca da liberdade.
–
Você é louca – O britânico falou com uma risada, preenchendo-se com cada
detalhe através de seu Wayfarer
escuro. Scarlett, é claro, sorria atrás daqueles óculos em forma de coração de
armação vermelha que irradiava pecado.
–
Só estou me divertindo! – Deu de ombros ao sorrir ainda mais, trocando a marcha
à medida que avistavam o Radio City Music
Hall no quarteirão à esquerda.
E
ao dirigir com o Central Park como
vista, a morena pegou a segunda saída para a Broadway até chegar ao Mandarin
Oriental, obviamente o hotel mais caro da cidade.
–
O que os senhores gostariam? – O simpático recepcionista questionou ao mexer em
seu bigode, divertindo-se com o sorriso fácil e tão jovial do casal.
–
Suíte presidencial, por favor – Scar sorriu, beijando a bochecha de Andrew
antes de sorrir e entregar seu cartão de créditos.
E
foi com esse mesmo sorriso fácil que ambos adentraram a imensa antessala do
último andar. O piso e as paredes leste-oeste eram forrados em madeira escura,
havendo uma belíssima mesa de jantar e luminárias douradas do lado esquerdo e,
ao lado direito, sofás de couro e poltronas cinza combinando perfeitamente com
o tapete vermelho e flores da mesma cor. Toda a imensa parede norte, porém, era
revestida em um vidro límpido que mostrava a belíssima paisagem de prédios e o
parque mais famoso da cidade.
–
Ah, essa vista! – A garota suspirou ao rodopiar pela sala e ser seguida pelo
inglês até o quarto todo em tons de ouro por conta dos abajures e as cortinas e
carpete cor de creme.
A enorme cama
de casal estendia-se ao lado de duas poltronas e uma pequena mesa próxima a mais
uma parede de vidro. Atrás da cama, no entanto, ficava um imenso espelho e, em
cada uma de suas extremidades, uma porta que dava de volta para a sala e outra
para o lindo banheiro nas mesmas cores, respectivamente.
– Uau! –
Andrew exclamou divertido com todo aquele luxo cinco estrelas, pegando uma
garrafa de champanhe dentro do balde de gelos ao lado da TV de tela plana.
–
Isso não é lindo? – Ela riu, abrindo os braços com um gritinho empolgado antes
de roubar a garrafa do espumante e, então, correr pelo quarto e pular como uma
criança em cima da king-size. –
Foda-se o dinheiro! As crianças na África vão continuar a passar fome, a Europa
vai continuar em crise e os políticos vão continuar a nos roubar se eu gastar
ou não o meu dinheiro, não é? É isso o que meus pais e toda aquela gentinha
diz, então vamos ver se vale de alguma merda!
–
Como eu disse, você é louca! – Andrew gritou risonho ao também subir na cama e
ouvir a risada histérica e animada da californiana.
–
E eu nunca disse que não era – Sorriu de volta, estourando o champanhe e
sentindo a bebida molhar sua garganta docemente através do gargalo.
Ele
roubou um beijo ao puxar a morena pela cintura, sorvendo alguns goles do
espumante logo em seguida e a vendo sorrir quando ela lhe tomou a garrafa e
rodeou as mãos ao redor do pescoço do homem.
–
Esta noite nós vamos nos divertir como nuca – murmurou sorridente contra seus
lábios, fazendo-o circundar os sinuosos quadris ao fitar os olhos cheios de
planos e sensações.
–
Já tem algum destino, madame?
–
Upper East Side e alguma loucura
depois.
E
ambos sorriram, beijando-se ardentemente.
Horas
depois e com uma Nova York despontando luzes durante a noite, Scar sorriu ao
terminar de se enxaguar durante o banho.
–
Nem me venha com esse olhar, nós estamos atrasados – repreendeu risonha ao ver
a expressão maliciosa do britânico que invadia o banheiro só com uma toalha
enrolada na cintura.
O cômodo era
grande e todo revestido em mármore negro e creme, também com grandes janelas de
vidro com vista para os prédios e tons dourados das luminárias. E ela riu
quando Andrew soltou um falso muxoxo, entrando predadoramente no box
transparente.
– Nem um beijo
rápido? – Sorriu ao segurar a cintura da morena e seus olhos deslizarem pela
pele nua.
– Hm-hm –
murmurou travessa, tirando a toalha dos quadris do londrino e o enrolando no
próprio corpo molhado. – Você não vai precisar disso aqui agora.
E simplesmente
caminhou para fora do banheiro, deixando-o com um olhar abismado, embora
terrivelmente quente.
Aquela garota fazia
uma verdadeira bagunça com cada uma de suas terminações nervosas. Era como se
Scarlett Hathaway demandasse cada sinapse de seu cérebro e tivesse o total
controle de seu córtex. Tudo o que ele conseguia pensar, falar, agir e
principalmente sentir estava de
alguma maneira ligado àquela menina – fosse algo que a lembrasse, algo que a
faria soltar algum comentário doce e sarcástico ou simplesmente fazê-la sorrir
daquele jeito que confundia sua mente.
Aquele fodido
sorriso que o levava aos Céus e o depois o jogava nas profundezas do Tártaro.
A herdeira
dançava distraída enquanto perambulava pelo quarto assim que Andrew atravessou
a porta com uma das toalhas que sobraram na cintura. Apenas uma lingerie sexy e
preta delineava suas curvas sob a renda cara, as quais remexiam-se à voz de
Elvis Presley vindo do estéreo com One
Night.
– “The things that we two could
plan would make my dreams come true…” – ela cantarolou ao rebolar
suavemente com os olhos fechados, encaixando um brinco em sua orelha.
– Você é um pecado, Scarlett – O homem murmurou com um sorriso safado
atravessando seus lábios e os braços cruzados no peito. A jovem abriu os olhos
assustada, sorrindo sapeca logo em seguida enquanto fitava o corpo
deliciosamente úmido de Andrew.
Ela suspirou.
– Acho que eu devo dizer o mesmo – Deslizou as próprias mãos por sua
cintura e suas coxas, movimentando-se lentamente ao ritmo da canção...
– Temos champanhe e morangos... – ele comentou cheio de segundas
intenções ao se aproximar devagar.
– Nós não temos tempo... – falou ainda se remexendo, mordiscando o
lábio inferior ao admirar cada parte pecaminosa dos ombros largos e o
abdômen... Oh, merda!
Os olhos verdes saltaram maliciosamente para a garrafa de champanhe, os
morangos ao lado dos gelos, o corpo do britânico. O champanhe, os morangos, o
britânico. O champanhe...
– Merda, já estamos atrasados mesmo! – Ela jogou as mãos para o alto
antes de enrolar as pernas nos quadris do jovem e beijar sua boca sedenta e
sempre tão quente.
– Porra, você é tão gostosa! – Andrew arfou contra os lábios ofegantes,
empurrando-a sobre a bancada ao lado do espumante e sentindo os pequenos dedos
puxando sua toalha à medida que ele arrancava o sutiã da morena.
– E com champanhe eu fico muito melhor... – murmurou sacana, fazendo-o
sorrir e se deliciar ao pensar como aquela mulher louca, maravilhosa e
docemente perigosa fora parar em seus braços.
Ele só sabia que jamais a deixaria sair dali.
E pouco se importando com o atraso que, na verdade, era irrelevante,
ambos seguiram pelas ruas noturnas do Upper
East Side, onde uma pequena festinha sempre acontecia. Das ruas ou da
recepção do luxuoso edifício com vista para o Central Park, era impossível imaginar o que acontecia na cobertura
onde vivia um dos amigos playboys
mais perigosos e aptos para o perigo que Scarlett conhecia – nunca fora
realmente corajosa o bastante para participar, mas ela sentia que deveria e
queria experimentar cada coisa que acontecia nas dimensões de seu pequeno
universo.
Com esse pensamento e seu nome checado com o porteiro, o elevador
privativo levou a garota e Andrew ao último andar. Quando as grades se abriram,
alguma música da Iggy Azalea soava alta e vibrava pelo ambiente obscuro com
luzes negras, fumaças de narguilé e o calor das pessoas que dançavam e se
moviam ameaçadoramente ao ritmo do hip
hop eletrônico.
– Scarlett Hathaway! – exclamou um jovem de pele negra, um grande
sorriso branco e um belo corpo definido dentro de jeans e camisa pólo de grife.
– Tyler! – Ela sorriu perigosamente, abraçando o anfitrião que observava
a linda jovem em um curto vestido coberto de lantejoulas pratas e Loubotins.
– Eu fiquei surpreso quando confirmei seu nome com a recepção – ele
brincou com uma risada, sendo seguido pela morena que logo fez questão de
apresentá-lo ao homem ao seu lado, trajando uma camisa de botões preta que a
fazia delirar.
– Tyler, este é Andrew Barnes – Sorriu outra vez. – Andrew, Tyler
Crawford, fizemos o colegial juntos em Los Angeles.
– Novo namorado finalmente! A última vez que eu a vi, você estava com
aquele mauricinho do Pierce! – O moreno disse divertido, apertando as mãos com
o britânico.
– Um filho da puta – Andrew complementou sorrindo maldoso.
– Completamente – Tyler riu, fazendo a morena revirar os olhos ao não
conseguir esconder um risinho. – Mas hoje a noite é nossa. Nova York nunca
dorme!
– Estou amando isso – ela murmurou mais para si mesma, caminhando de
mãos dadas com o inglês pela imensa sala movimentada e cheia de um brilho
escuro.
Havia um bar personalizado à direita e uma imensa sala horizontal
ligada a uma sala de jogos e a imensa varanda com uma piscina – uma parede de
vidro tomando conta de todo o ambiente ao mostrar a cidade cheia de luzes.
– Aos meus novos amigos! – O playboy
gritou por cima da mesa ao voltar de seu botequim particular com shots de vodca, brindando com Andrew e
Scar que riram e entornaram a bebida. – Sintam-se em casa!
A morena começou a se remexer suavemente conforme a melodia contagiante
e vibrante da música alta, deixando as luzes negras e os lasers fluorescentes brilharem através de sua pele. Ela ajeitou o
britânico em um único beijo de língua e o puxou pela gola da camisa ao redor da
imensa sala com o panorama maravilhosa da Nova York noturna.
O hip hop com pegadas
eletrônicas e obscuras pareciam bater em sincronia com seus peitos e era
maravilhoso. Pessoas dançavam por todos os cantos, outras deitavam-se nos chases e sofás de couro, garotas
semi-nuas bebendo uísques e tequilas, uma mesa de poker com alguns homens e mulheres gritando e fumando maconha
enquanto em algum lugar da sala um grupo ria alto ao tragarem narguilé. Na
varanda, as luzes piscavam à medida que jovens se jogavam na piscina e se
esfregavam uns nos outros.
Scarlett sorriu ao caminhar até um dos sofás perto da sacada e ver um
maço de Vogue sobre a mesinha de
centro. Ela roubou um cigarro e um isqueiro ao se acomodar ao lado de Andrew no
couro preto e dar uma longa tragada no tabaco.
– Você está deliciosa nesse vestido... – ele sussurrou em seu ouvido,
mordendo o lóbulo entre um brinco de argola e a sentindo sorrir ao soltar a
fumaça pelos lábios.
– Só pra você, querido – murmurou de volta, soprando em sua boca aberta
e o beijando com vontade.
– Eu faria qualquer coisa por você, Scar – falou contra seus lábios, e
ela o fitou com aqueles grandes olhos verdes e um sorriso de lado.
– Você me compraria Diet Mountain
Dew?
– Eu compraria uma fábrica de Diet
Mountain Dew – Sorriu de volta, beijando-a suavemente.
O sorriso do homem aumentou ao desgrudar-se da morena e tragar
rapidamente seu cigarro, curvando-se até uma garrafa de Jack Daniels e despejando o líquido em um dos copos de vidro ali. A
bebida desceu queimando sua garganta quando ele olhou sombriamente para
Scarlett e a viu segurar o baseado em seus lábios sensualmente.
A música parecia estar ainda mais alta e pulsante, e a jovem se
levantou com um olhar malicioso, movendo-se ritmicamente com o barulho musical.
Andrew mordiscou sua própria boca ao vê-la deliciosamente se remexendo para ele
antes de lhe lançar um sorriso travesso de menina e se deslizar ao longo do
ambiente em seus saltos “me foda”.
O inglês apenas escorregou os braços no encosto do sofá ao fitar
desejosamente cada movimento da garota. Ela conversava com algumas pessoas
felizes demais, altas demais, tragando seu cigarro, roubando suas bebidas,
sorrindo como se fosse uma deusa e deixando sua mente de diamantes brilhar com
cada ideia, conversa e pensamentos fluidos de explosivas estrelas cadentes.
Ela estava solta, ela estava livre. E ele amava admirar cada coisa que
ela fazia.
– Filho da puta! – Um grupo
rodeado na mesa de poker gritou ao
rir e entornar doses de álcool. – Outra rodada!
Os olhos de Scar desviaram-se perigosos e maliciosos para Andrew do
outro lado da sala.
– Estamos dentro! – Ela ergueu a mão ao se aproximar da mesa e chamar o
londrino que já caminhava em sua direção.
– Uh, que tipo de poker,
gata? – Um homem loiro, bronzeado e bonito sorriu com suas íris castanhas,
fazendo-a rolar os olhos e o londrino envolvê-la pela cintura possessivamente.
– Tequila Poker? – perguntou
uma garota de cabelos platinados, tragando um cigarro de marijuana.
– Não – A herdeira sorriu. – Strip
Poker.
– Uooou! – A galera exclamou com sorrisos no rosto ao levantar seus
polegares. – Com certeza sim!
Scarlett riu enquanto eles tiravam as cartas que escolheriam o
carteador. Tyler, que acabara de retornar da varanda um tanto alto, pegou o
maior valor e foi escolhido para controlar o jogo.
– Certo, todos troquem os sapatos por fichas de trezentos dólares pra
começarmos! – falou ao esfregar as mãos ansiosamente, recolhendo os pares e
distribuindo as fichas.
Após embaralhar as cartas, o jogo começou.
As apostas estavam nas maiores peças de roupas enquanto cada um
defendia o próprio jogo. Scarlett sorria meio chapada, compartilhando a maconha
da loira de olhos maquiados chamada Jessie. Vez ou outra, ela fitava o
britânico por sobre as cartas do outro lado da mesa, jogando perfeitamente.
A morena e a amiga foram as primeiras a retirarem seus vestidos por
perderem a primeira rodada, seguidas de alguns caras que perderem suas camisas.
Andrew encarou o saboroso corpo da Hathaway coberto pela lingerie preta que
arrancara mais cedo e a meia-calça presa à cinta-liga em suas coxas – mas logo
sentiu seu humor espumar ao ver o olhar dos outros homens na mesa.
Remexendo-se desconfortavelmente em sua cadeira ao passo que a morena
sorria divertidamente para ele, o inglês fez uma alta aposta ao ver seu
baralho. A luz negra e os lasers
pareciam estar ao ritmo vibrante da música quando Scar sorriu ao dar check em seu jogo – ela não abandonaria,
mas não tinha cartas boas o suficiente para cobrir a aposta, deixando-se levar
completamente às consequências de se jogar um baralho de strip-tease.
Ela entornou três doses seguidas de vodca, rindo com Jessie e sentindo
o olhar do jovem de Londres em cada um de seus movimentos. A erva caminhava por
suas veias e deixava seu cérebro parcialmente anuviado e animado demais. As
luzes eram mais fortes, a música era mais intensa, as risadas, as conversas e
os olhares pareciam potencializados a mil enquanto seu sangue pulsava em suas
artérias até seu coração descompassado e louco por adrenalina.
Era uma sensação dúbia de fragilidade e poder que ninguém poderia
sequer descrever o que se passava por cada neurônio enlouquecido de sua mente.
Fumaças demais, álcool demais, muitas cartas, apostas, peças de roupas
perdidas e risadas altas quando ela se viu perdendo com um Andrew ganhador
completamente vestido; a maioria tirando seus cintos ou calças e Scarlett
desatando os pequeninos fechos das costas de seu sutiã rendado.
– Preparem-se, rapazes! – ela falou num tom provocante, retirando sua
penúltima peça.
O coro de suspiro quase fez o britânico levantar da porra daquela mesa
e carregar sua mulher como um saco de batatas nas costas. Merda de garota provocante.
– Call – Tyler apostou ao
cobrir a aposta de Andrew.
– Fold!
– Eu dou check. – A herdeira
sorriu e o londrino sabia muito bem que atrás daqueles fodidos olhos verdes,
cheios de rímel e delineador, ela estava jogando não para si mesma, mas para
ele. Todo aquele joguinho de ficar nua era uma maldita decisão premeditada para
tirá-lo do controle.
– Merda. – ele praguejou quando a morena perdeu novamente. E, ao invés
de comemorar mais uma jogada vencida, o homem se segurou na cadeira para
impedir a cena que estava por vir.
Scar levantou-se sensualmente, dando a visão de seus belos seios alvos
e a cintura fina quando depositou os dedos na pequena calcinha preta,
deslizando-a em uma lenta tortura pelos seus quadris, suas pernas, até alcançar
o piso escuro e fazendo os rapazes e Jane gritarem e vibrarem divertidamente,
com risos altos e deliciados.
– Puta que pariu, Scarlett! – O britânico surtou, levantando-se da mesa
em um salto nervoso e com os olhos fumegando de raiva e ciúmes, resgatando cada
peça de roupa da jovem e cobrindo-a quando a pegou pelo braço e a viu arregalar
os olhos.
– O que você está fazendo? – questionou injuriada, bufando como uma
criança mimada.
Ele a ignorou, virando-se para os jogadores.
– A rodada dela acabou e como todos sabem, pra ela voltar precisa pagar
favores sexuais pra um dos apostadores. – Sorriu ironicamente, voltando-se para
a garota. – E você vai vir agora!
– Andrew! – ela exclamou irritada e completamente injuriada. Porra, que inferno de homem quente e mandão!
O inglês fingiu que não ouviu seus protestos, puxando-a até um dos
corredores escuros ao entregar a lingerie e o vestido para ela.
– Merda, Scarlett, vista essas roupas agora. – ordenou com o cenho
franzido em ira e um ciúme descontrolado.
– Não! – Ela cruzou os braços. – Você não manda em mim e eu faço a
porra do que eu quiser!
– Não me desafie, Scarlett! – ele rosnou, apertando seu braço ao
encostá-la contra a parede.
– Ou o quê? – Arfou perigosamente, erguendo uma de suas delineadas
sobrancelhas. – O que você vai fazer, Andrew Barnes?
Ele sorriu ironicamente ao pensar em algo perfeito, roçando sua
proeminente ereção contra os quadris da jovem.
– Pra voltar ao poker, o
jogador que perdeu todas as suas peças tem que prestar um favor sexual em troca
de mais trezentos dólares em ficha.
Os lábios cheios e vermelhos repuxaram-se nervosamente em um beicinho
nervoso de quem havia perdido uma discussão.
– Não adianta fazer esse beicinho, Scarlett... – ele provocou, mordendo
o lábio inferior da morena. Ela gemeu, agarrando os cabelos de sua nuca.
– Porra, Barnes! – ela xingou derrotada, empurrando-o contra a parede
de vidro do corredor escuro, fitando o fundo dos olhos azuis. – Aproveite o
show.
E com apenas essas palavrinhas, a herdeira deslizou em suas pernas até
estar com o rosto exatamente de frente ao volume entre os quadris do britânico.
Ela olhou maliciosamente para cima, encarando os olhos desejosos e ansiosos
enquanto ela desabotoava os jeans pretos e descia o zíper, rapidamente tendo o
membro duro e de veias pulsantes em suas pequenas mãos.
O gemido de Andrew invadiu todo o corredor quando a boca quente da
californiana preencheu todo o seu volume e o sugou deliciosamente.
– Porra!
Scarlett deu um sorrisinho antes de colocá-lo em sua boca novamente e
circundá-lo perfeitamente com a língua quente e molhada. Suas mãos apoiaram-se
nas coxas ainda cobertas pelo jeans, cravando-as com as longas unhas bem feitas
quando ela chupou ainda mais forte o membro enriste, macio e ao mesmo tempo tão
duro em seus lábios.
– Scar, Deus... – ele gemeu outra vez, descendo seus dedos entre os
cabelos castanhos da garota, mexendo seus quadris conforme o ritmo da boca
quente e doce, sentindo-se ir até sua garganta e, então, ter sua ponta sugada
suave e deliciosamente entre a língua efervescente.
A morena olhou para cima novamente, encontrando os olhos tão azuis e
excitados do britânico fixados em um desejo latejante contra os seus. E ela o
fitou como uma garota safada ao sugá-lo fortemente e fazer o londrino rugir
outro gemido.
– Merda, Scar, eu vou gozar na sua boca... – ofegou com suas palavras,
fechando os olhos e se sentindo perto, cada vez mais perto. – Scar...
Mas ela não o tirou de seus lábios. Ela o sugou outra e outra vez,
rodeou-o com sua língua e o chupou intensamente quando sentiu o líquido espesso
e levemente salgado descer por sua garganta.
E ela lambeu os lábios ao se levantar e estar a altura do bad boy.
– Estou de volta ao jogo. – Sorriu maliciosamente.
– Fodidamente está. – falou entre arquejos, tomando o rosto da garota
ao beijar seus lábios e ter a língua densa e perversa contra a sua.
Scarlett estava completamente alta quando, já vestida, saiu do corredor
escuro para a enorme sala em seus tons obscuros como se fosse uma pequena
fortaleza endiabrada por poderes psíquicos. E se ela estivesse lúcida, até se
assustaria com o clima ainda mais carregado ali, as pessoas dançando ao ritmo
hipnotizante e forte da música, homens e mulheres esfregando-se em amassos,
beijos e mãos intensas uns nos outros nos sofás, contra as paredes, caminhando aos
tropeços até os quartos e até a piscina.
Fumaças que já se tornavam densas névoas ao redor de todo o ambiente
com luzes que piscavam entre o escuro e obscuro, jovens ao redor no narguilé,
fumando, bebendo, drogando-se até sentir seus cérebros sangrarem e implorarem
por uma tortura menos lúcida que aquela. E ela e Andrew podiam muito bem ver um
casal ou outro se revezar entre as mesas cheias de carreiras de cocaína e algo
que o britânico sabia muito bem se tratar de êxtase passando de mão em mão
entre quem se divertia na pista de dança improvisada.
A herdeira sorriu para si mesma ao caminhar até o sofá e sentir o
londrino ao seu lado. E então quando chegou sua vez, ela colocou o pequeno cano
em sua boca, tragando e sentindo a mistura de maconha e essências completamente
insanas na fumaça do narguilé. Ao sentir toda aquela substância rastejar por
sua garganta e cravejar em seus pulmões, era como se respirar fosse algo
ironicamente fácil demais.
A droga invadia todo o seu sistema, fazia sua cabeça girar, seu
estômago se revirar e a fazia se sentir viva como nunca! Sentir cada parte de
seu corpo, cada pulsação de seu peito, cada corrida de seu sangue entre as
veias, suas fibras e células morrendo e nascendo em sua pele cheia de poder,
sentimentos maravilhados e que podiam explodir como um homem-bomba inteiramente
insano buscando apenas uma saída simples em uma vida cheia de desgraças.
Ela não sentia apenas a si mesma como uma pessoa só, ela se sentia como
um organismo vivo que apenas queria viver com toda aquela sensação de poder
extremamente viciante e potencializada como deuses romanos lutando dentro de
cada célula.
E quando ela soprou a fumaça para fora de seus lábios, foi como extrair
todos os seus sonhos frustrados, suas iras irracionais e seus pensamentos
insanos que ninguém além dela mesma conseguia entender. Sua vida era uma
verdadeira merda vazia, mas ela sentia que dentro de cada garrafa vazia dentro
de si, haviam vontades e ansiedades que jamais se cansariam até serem
realizadas. Era um falso oco – na vida falsa de uma garota rica que apenas
conseguia se sentir plena quando não fazia merdas loucas que a faria se
arrepender algum dia.
Mas ela não ligava com o que poderia se arrepender ou não. Muito pelo
contrário. Scarlett Hathaway, naquele instante, desejou mais que tudo ter algo
pelo qual se arrepender, algo pelo qual ansiar, lutar, agir insanamente em seus
piores humores negros.
Algo pelo qual podia sentir.
Dinheiro não valia de nada naquele momento, não quando ele só poderia
trazer grandes apartamentos, carros de luxo e roupas de grife entre as quais
você faria uso em sua vida inútil e vazia demais para se importar com qualquer
coisa. Apartamentos onde você morreria, carros que poderiam lhe matar e roupas
de grife que até poderiam ser enterradas com você senão decidisse ser cremado.
Até porque aquela vida vazia não valia de nada quando se tomava Prozac todas as
manhãs para aguentar o dia e se usava drogas todas as noites para tentar sentir
alguma coisa.
Era a merda de um vazio preenchido por pós de estrelas cadentes
assassinadas pelo tempo. Estrelas de sonhos vazios quando se há demais para ter
e nada com o que sonhar.
E foi com esse mesmo sentimento de estar flutuando entre os cadáveres
presos no inferno que Andrew, Scarlett e algum punhado de jovens completamente
drogados e inconsequentes dirigiram até a badalada boate Marquee. Eles jamais se lembrariam de como pararam lá.
Entre danças, idas ao banheiro atrás de cocaína, narizes sangrando e
peles completamente brancas pelo pó, todos eles dançavam com sorrisos nos
rostos, beijavam-se como se fossem tremendamente felizes, esquecendo os choros
pela manhã seguinte e mais uma ou duas ou três pílulas de antidepressivos até
morrerem numa overdose acidental adolescente.
Eles se remexiam pelas luzes escuras e lindas demais para suas pupilas
dilatadas e seus cabelos desarrumados, suas roupas amassadas e a maquiagem
borrada entre cocaína, maconha, cheirando a narguilé e tabaco e sexo como
pessoas sem qualquer quantia de dignidade.
Para quê se precisa de algo qualitativo quando se tinha o quantitativo
para esfregar na cara das pessoas?
A música eletrônica urrava em seus ouvidos e Scarlett apertava-se e
esfregava-se em Andrew através da escuridão da boate na 10th Avenue e ela não se importava com qualquer coisa que se
referisse a ela, a ele, suas vidas ou suas dignidades corrompidas por drogas e
dinheiros e sorrisos falsos.
– Eu quero fazer alguma loucura,
Andrew – ela murmurou para ele acima da música alta e latejante, puxando-o pelo
colarinho e gritando para os outros amigos. – Eu quero fazer alguma grande
merda!
E eles estavam altos demais para
negarem. E a herdeira bilionária se lembrou muito bem de estar gargalhando
quando eles adentraram às pressas em seus carros e ela e o britânico abriam a
Ferrari alugada e reluzente, com ele disparando entre as marchas e o volante a
porras por hora pelas ruas desertas de Nova York.
Ela gargalhou quando ele dirigiu
insanamente veloz ao lado do Central Park,
os pequenos dedos trabalhando enquanto despejava algumas gramas de cocaína em
sua própria mão e inspirava e sentia o pó rasgar suas cartilagens até o
cérebro, e ela pouco se importou com seu nariz sangrando ou seus olhos
vermelhos. Ela apenas se importava com a garrafa de champanhe em suas mãos e em
seus lábios à medida que ela e Andrew gritavam animados, agitados e
completamente excitados pela adrenalina da noite nova-iorquina.
– Porra! – ela gritou entre risadas
histéricas, goles de espumante enquanto colocava seus pés em Loubotins pela janela e sentia seus
cabelos ricochetearem pelo vento insano do conversível. – Andrew, eu te adoro!
E ele riu quando a garota beijou
seus lábios e o impediu de olhar para frente, berrando empolgadamente antes de
sentir o bico da garrafa em sua boca, entornando a bebida doce e deliciosa em sua
garganta seca e vibrante.
– Scarlett, – ele a chamou através
do som ensurdecedor do vento a mil por hora. – você é minha garota insana!
– Apenas sua, Andrew! – gritou de
volta com uma risada, jogando a garrafa de champanhe na rua com o carro em
movimento, importando-se com porra alguma ao envolver seus braços em torno do
inglês. – Agora apenas sua.
Ambos sorriram loucamente,
totalmente fora de si e adorando estarem fodidamente aéreos. E eles
provavelmente só voltaram em si quando a noite virava dia e os dois sorriam
deliciados e ensandecidos um para o outro na costa de Coney Island, admirando a
água do mar até as ondas ficarem azuis.
“Você não é bom pra mim
Mas, baby, eu o quero, eu o quero”
Hot? Hahahaha' Adoro essa
Isabella que só adora provocar... (66' Hahahaha'
Digam-me o que estão achando da
fanfic ou o que esperam! As coisas só tendem a melhorar e a esquentarem de
agora pra frente! u.u
E lembrem-se, quem comenta, ganha
spoiler do próximo cap!
Obrigada, babies!
Toodles honey























1 comentários:
Body Eletric, please anciosa;
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