29 setembro 2013

BR - Capítulo 8

~Versão Twilight aqui.

E aí, quem estava com saudades dos nossos putos preferidos? Hahahahaha'
Mas antes do capítulo, eu queria convidá-las para lerem minha NOVA FANFIC. Yep! Quem aí leu a one-shot "Born to Die"? Pois é, ela ganhou uma fanfic só pra ela e se chama "Dark Paradise".

Sinopse: Edward, o perfeito tipo de cara errado. A reencarnação de James Dean.
Isabella, exatamente a garota certa. Uma Marilyn Monroe com perfume de frésias e cocaína. A menina de grandes olhos verdes que apenas encontra a perfeição no submundo do britânico que ela jamais imaginaria amar.
O que é bem, mal, certo, errado? O que é o paraíso, afinal? Qual a sua verdadeira definição?
Eles vão viver em um universo paralelo entre que você chamaria de paraíso e escuridão.
http://raphaella-paiva.blogspot.com/2013/02/dark-paradise.html

Passem por lá e me digam o que acham! ;)
Agradecimentos à minha putona preferida, Aline Bomfim. Nossa beta que é praticamente autora de BR e DP! Hahahahaha' Obrigada, vadia.
Agora aproveitem o capítulo. Boa leitura.


Capítulo 4: Lisboa

Quando você está perto de mim
Eu me torno radioativa
Meu sangue está queimando, radioativo
(Marina & The Diamonds - Radioactive)


Arredores de Alentejo – Air Europa Líneas Aéreas
09h53min

            – Oh, seu puto, levanta essa bunda delícia daí e me deixa ficar um pouco com a minha garota! – Dakota e todo o seu jeitinho sutil e delicado surgiram ao lado dos amigos que estavam cheios de sussurros na poltrona do avião.
            Robert apenas olhou pro olhar azul e assassino em sua direção.
            – A senhora quem manda! – Ele soltou uma risadinha ao erguer as mãos em sinal de rendição enquanto a loura sorria satisfeita e se sentava ao lado da amiga.
– Enfim a sós, srta. Stewart.
            – Ai, eu tenho medo de você às vezes, mas te adoro! – Kristen murmurou com uma gargalhada, abraçando a garota que se derreteu.
            – Também te adoro, te amo, te quero, tesão da minha vida! – ela falou alto, soltando um gritinho empolgado que ganhou os olhares de 99% dos passageiros.
            – Vergonha alheia: check! Primeiro mico em ares portugueses, vadia! – Riu com a loura, arrumando-se na poltrona para ficarem de frente uma para a outra.
            O avião da companhia aérea espanhola estava próximo do destino quando Dakota acordou depois de babar em cima do Tom, ainda aos efeitos da maconha da última madrugada. O britânico ainda estava chapado e dormindo de boca aberta assim que ela sentiu saudades da escritora e quis apenas abraçá-la e fofocar como duas velhinhas.
            – E, então, o Jude Law beija tão bem quando aparenta? – ela perguntou, mexendo as sobrancelhas sugestivamente ao olhar pra romancista.
            – Jude Law?
            – Fala sério, o Rob é a cara do Jude Law – Revirou os olhos, contando com os dedos. – Lindo, inglês, de olhos claros e aquela barba por fazer.
            – Se você diz... – Riu divertida, bagunçando os cabelos platinados.
            – Pare de me enrolar, Stew...
            – Okay, ele beija super bem! – ela confessou com um rostinho sapeca, vendo a amiga quicar em seu assento e bater palminhas. – Ele consegue ser carinhoso sem ser meloso, sensual sem ser intimidante...
            – Mas faz sua calcinha molhar, né? – Encarou com carinha sapeca, fazendo a amiga arregalar os olhos.
            – Dakota!
            – O quê? – Ela se fez de rogada, rolando os olhos outra vez. – Fala logo que ele faz sua calcinha derreter, mulher!
            – Claro que ele faz! É só olhar pra ele! – Kristen apontou discretamente para o britânico, como se fosse justificativa o bastante. – Ele é quente como o inferno.
            – Ah, se eu gostasse de homens... – Ela suspirou e a amiga soltou uma risada, meneando a cabeça em descrença.
            – Vire hétero, mas arrume outro homem, sua assanhada! – Brigou com a loura, tentando segurar o riso. – Esse já tem dona!
            – Mas já tá assim? Toda saidinha, hein, Stewart... – Dakota provocou, fazendo cócegas na costela da amiga que começou a se remexer toda.
            – Argh, loura, fica quieta! – Ela gargalhou, atacando a historiadora de volta.
            – Já que meu trabalho aqui está feito, eu vou voltar lá pro lado do babão e dormir mais um pouco – falou com uma risada, beijando a bochecha da morena enquanto se levantava. – Quero aproveitar um pouco de Lisboa antes do festival!
            – Vai lá, doida! – Kristen brincou, pegando sua edição surrada de Jogos Vorazes para ler antes de aterrissarem. Nem duas páginas depois, Robert voltou a sentar na poltrona ao seu lado.
            – E aí, sobre o que você e a Kota fofocaram? – perguntou divertido, tirando o livro da mão da garota na maior cara de pau.
            – Larga de ser enxerido, garoto! – Ela revirou os olhos, o que fez o sorriso dele se alargar.
            – Estavam falando sobre mim?
            – Ih, bateu, a cabeça? Nós temos assuntos mais interessantes! Eu, hein... – A jovem desconversou, pegando seu livro de volta ao ouvir o fotógrafo gargalhar.
            – Vou fingir que acredito...
            Kristen bufou, fingindo ler alguns parágrafos até que sentiu o dedo indicador do britânico cutucar seu ouvido.
            – Rob?
            – O quê? – respondeu distraído, ainda cutucando.
            – Quantos anos você tem? 3 ou 23? – ela perguntou descrente, dando um tapa na mão dele e desistindo completamente da leitura. – Tudo bem, vou dar atenção pra você agora!
            – Finalmente! – Ele levantou os braços em glória, fazendo a morena rir enquanto a encarou com seus olhos acinzentados.
            – Quer falar sobre o quê?
            – Quais amigos seus vão estar no festival hoje? – questionou curioso, vendo-a sorrir.
            – A Scout, a Ashley, a louca da Jessica e o gayzão do CJ. – Ela ouviu a risada do inglês, rindo junto ao de lembrar do grupo de malucos. – o CJ com certeza vai dar em cima de você e do Tom, mas é só não dar moral pra bicha!
            – Meu Deus, qual o seu problema em fazer amizades? – ele falou com uma expressão divertida, ganhando outro tapa da americana.
            – Ah, e meu irmão mais novo também vai estar lá, então se prepare! – ela avisou logo de cara, e o londrino fez um falso olhar espantado, arrancando outra gargalhada dela.
            – Você é mais apegada a ele, não é? – inquiriu em um suave tom de curiosidade.
            – Acho que sim – Ela deu de ombros antes de rir. – Como o Taylor e seu temos a mesma idade, sempre aprontamos juntos.
            – Vocês têm a mesma idade? – Rob franziu o cenho. – Como assim? Vocês dois são gêmeos?
            – Oh, não! – A escritora riu, meneando a cabeça ao se virar no assento para olhá-lo mais de perto. – O Taylor e o Dana são adotados.
            – Sério? Isso é muito legal! – Ele sorriu à medida que ela assentia; um traço de orgulho atravessando os olhos verdes.
            – Três anos depois que minha mãe deu à luz ao Cameron, ela e meu pai adotaram o Dana, que ainda era só um bebezinho! – murmurou com um beicinho fofo, fazendo o britânico sorrir admirado. – Após quatro anos, eu nasci e, quando eu completei cinco anos, o Taylor foi adotado e ele tinha a mesma idade que eu.
            – Uau, seus pais são empolgados! – ele provocou, rindo junto da garota.
            – Eles são empolgados, loucos e amorosos até cansar! – Kristen disse divertida. – Eu os adoro.
            E Robert sorriu, sabendo que amor, carinho e uma boa dose de loucura são sempre os melhores fatores para qualquer família feliz.

Lisboa, Portugal – Hotel Real Palacio
15h45min

            “O que define as pessoas é o caráter. Não seu status social, seu extrato bancário, suas ações ou seus sorrisos. Status? Pff, isso pode mudar em um piscar de olhos. Extrato bancário? Não significa coisa alguma se não for usado para o bem. Já as ações... podem ser um condenador ou um álibi, mas nunca são o suficiente. Enquanto os sorrisos... Ora, de que valem os sorrisos quando não são bons ou verdadeiros?
            O que define alguém é seu caráter, o conjunto de ações, sorrisos, os sentimentos, as atitudes, os gestos e as palavras gentis, porque as pessoas são como árvores – elas precisam de boas conversas, boas músicas e um bom ambiente para crescer; e se tiverem mais uma quantia de carinho e devoção, elas vão se transformar em um bom aliado para fazer um mundo melhor.”

            A americana sorriu, colocando a caneta dentro do bloco de notas e o abraçando contra o seu peito enquanto escorava a cabeça no portal de madeira da enorme janela. Lisboa havia trazido o melhor de si, e ela suspirou ao observar a cidade lá embaixo cheia de portugueses e turistas animados para o festival de música.
            Após chegarem à terra de Cabral, Kristen mergulhou na cama do hotel e tirou um delicioso cochilo – assim como o fotógrafo, no quarto da frente – enquanto Tom e Dakota decidiam explorar a região. Ela não aguentava mais ouvir a loura e o moreno choramingarem de ansiedade para visitar o oceanário. E naquele instante, a escritora sentiu o calor e a brisa trazerem a inspiração assim que ela se sentou no parapeito da janela grande e de cores vibrantes, admirando as construções antigas, as ruas de pedra e o imenso Rio Tejo ao longe.
            Três batidinhas na porta tiraram sua atenção do sol brilhando contra o seu rosto, e ela atravessou o quarto de móveis coloridos e renascentistas para ver um Robert sorridente e com uma bandeja nas mãos, parado no corredor.
            Ela sorriu.
            – Veio alimentar sua senhora, Alfred? – A escritora mexeu as sobrancelhas ao dizer, ouvindo-o rir à medida que ela fechava a porta.
            – Claro, madame – respondeu animado, sentando sobre o longo tapete branco e felpudo enquanto mexia nas tigelas esmaltadas e despejava suco em dois grandes copos de alumínio.
            – O que temos aqui? – ela perguntou divertida ao sentar do seu lado.
            – Brioches, torradas, geléia de framboesa, suco de laranja... – falou com um sorriso, virando-se pra ela com uma carinha sapeca. – E morangos.
            – Hmmm... Morangos – Kristen riu, observando-o pegar a fruta e lhe oferecer, pertinho de seus lábios. Ela abriu a boca suavemente, mordendo com delicadeza e quase gemendo com o sabor doce preenchendo sua língua.
            – Bom? – A voz dele soou baixa e rouca, fazendo-a abrir os olhos e encontrar o rosto másculo e bonito a centímetros do seu.
            Ela mastigou lentamente ao murmurar um suave “hm-hum” e, então, tocou suas mãos grandes e firmes que ainda seguravam o outro pedacinho de morango.
            – Experimente – A jovem sussurrou, mas ao invés de colocar a fruta na boca dele, ela trouxe a mão quente até seus próprios lábios, mordendo novamente o morango e, sem pensar duas vezes, ela o beijou.
            E ele deslizou com desejo suas mãos rumo à cintura da mulher, gemendo ao sentir a fruta brincar na língua dela e migrar deliciosamente para a sua, dissolvendo o gostinho doce e fazendo ambos se sentirem quentes de imediato.
            – Bom, não é? – Ela sorriu contra os seus lábios, deixando seus dedos brincarem com o cabelo claro e macio dele.
            – Muito bom – Rob murmurou com um sorriso, beijando-a suavemente outra vez.
13 setembro 2013

DP - Capítulo 1

N/A: Hey, babies! Eu queria agradecer o carinho de todas vocês que comentaram e já apoiaram essa minha nova loucura logo no prólogo! Muito obrigada.
E aqui está o primeiro capítulo! Espero que gostem.

Grupo (spoilers, prévias, detalhes da fanfic):
facebook(PONTO)com/groups/501155363274932/


Bel Air

“Gárgulas paradas em frente ao seu portão
Tentando me dizer para esperar
Mas eu não posso esperar para ver você
Então eu corro como se estivesse louca
Até a porta do paraíso”


            Socorro, socorro, socorro, socorro. Era apenas o que Isabella conseguia pensar. Ela estava tão cansada, tão frustrada – tão calma e bela externamente, mas terrivelmente agitada e gritando por ajuda internamente.
            A brisa suave movimentava as palmeiras do imenso jardim da mansão Swan, coberto pela mais fina e aparada grama ao longo de toda a planície rodeada de rosas e uma grande piscina. Era lindo, era tranquilo, era perfeito quando visto por alguém de fora.
            Sabe aqueles quadros de Monet? Aquelas belíssimas pinturas impressionistas que retratam paisagens delicadas e suaves, jardins e as mais encantadoras flores? Obras tão gentilmente esculpidas por um dos mais talentosos pintores da história, obras que eram extremamente belas, embora suavemente melancólicas quando apreciadas de perto. Obras feitas por um pintor nos piores dias de sua vida, que havia perdido a visão e descarregava todos os seus sentimentos sufocantemente angustiantes em belas telas. Obras que escondiam toda a tristeza e angústia por trás dos mais lindos traços de pincéis.
            Os quadros de Monet eram como a vida de Isabella Swan. Sempre bela, sempre com um sorriso de deusa em sua mente de diamante, mas simplesmente uma bagunça por dentro e uma ânsia por liberdade tão grande quanto os céus e tão oscilante quanto o mais perigoso ponto do oceano Índico. Ela queria tudo. Ela queria o mundo. Ela queria o paraíso.
            – Filha, vai sair com seu namorado esta noite? – A voz suave de sua mãe soou do outro lado da pequena mesa posta para o brunch no jardim.
            – Não sei, ele ainda não voltou de Hong Kong – Isabella respondeu ao olhar em seus grandes olhos azuis e delicados, sorvendo um gole do suco de laranja.
            – Se ele não voltar hoje, poderíamos fazer compras, o que acha? – Sorriu de canto. – Ou então visitar os Denali, faz tempo que não vemos Carmen e Kate.
            Ela apenas deu de ombros ao esconder um baixo suspiro, vendo seu pai se aproximar da mesa de madeira branca e sentar ao lado de Renée.
            – Bom dia, queridas – Ele as cumprimentou com um sorriso em seu rosto galante e jovial, beijando a testa da filha antes de selar rapidamente os lábios contra os da esposa de cabelos ruivos e lisos.
            – Bom dia, pai – Isabella respondeu mecanicamente, muito mais atenta ao croissant em seu prato.
            – Eu estava conversando com alguns acionistas esta manhã e vamos ganhar muito com o yuan nos próximos dias; estamos prevendo uma ótima cotação – Charlie comentou ao tomar um gole de seu café, voltando-se para sua menina. – Você deveria ter entrado no curso de Economia ou Relações Internacionais, meu bem, a empresa estaria aos seus pés.
            – Você sabe que eu não gosto de nada disso, pai – Ela revirou os olhos, tentando não soar ácida.
            – E vai continuar mesmo fazendo Psicologia? – Sua mãe questionou com um leve traço superior. – Pelo menos conseguimos tirar Metafísica e Antropologia da sua cabeça!
            – Vocês não tiraram nada da minha cabeça! – ela falou alguns oitavos mais alto, tentando controlar sua expressão irritada e cada vez mais magoada. – Desculpe se eu não sou a filhinha perfeita que faz exatamente o que vocês querem. Eu só estou me encontrando.
            – E vai se encontrar até quantos anos? Quando completar 40 e ainda ser uma mulher solteira que nem quis herdar a empresa do pai?
            – Argh, vocês são patéticos! – A morena saltou de sua cadeira ao empurrar seus talheres. – O mundo é muito mais do que essa vidinha fútil que vocês levam!
08 setembro 2013

Dark Paradise


Sinopse: Edward, o perfeito tipo de cara errado. A reencarnação de James Dean.
Isabella, exatamente a garota certa. Uma Marilyn Monroe com perfume de frésias e cocaína. A menina de grandes olhos verdes que apenas encontra a perfeição no submundo do britânico que ela jamais imaginaria amar.
O que é bem, mal, certo, errado? O que é o paraíso, afinal? Qual a sua verdadeira definição?
Eles vão viver em um universo paralelo entre que você chamaria de paraíso e escuridão

Classificação: +18
Categoria: Saga Crepúsculo
Shipper: Bella/Edward
Gênero: Romance, Drama, Darkfic, Humor Negro, Universo Alternativo
Terminada: Não | Última atualização: 21/03/2014

Notas:
– Extensão da minha one-shot "Born to Die". Não é preciso ler a one para acompanhar esta história, o que tiver lá também será repetido aqui (embora sujeito a alterações).
– Inspirada no álbum "Born to Die: Paradise Edition" da Lana Del Rey.
– Esta história NÃO faz apologia a drogas ou qualquer situação ilegal aqui citada.
– Se você não tem maturidade para ler isso, nem perca seu tempo. Se tem, seja muito bem vindo e desfrute cada parágrafo.

Capítulos:

02. Bel Air
03. Gods & Monsters
04. Ride
05. National Anthem
06. Black Beauty
07. Carmen
08. Gangsta Boy
09. Diet Mountain Dew
10. Body Electric
11. Cola (EM BREVE)


Também disponível:
01 setembro 2013

BR - Capítulo 7

Hey, negads! Todas surtadas com o comercial do Rob pra Dior? Hahahahaha'
Como prometido no grupo essa semana, aqui está o capítulo novo, com direito a muita maluquice e, err... beijos, beijos! Hahahaha' LOL
Enjoy it.

- Se preferir ler a versão Edward/Bella, clique aqui.

Grupo (com spoilers, novidades e Instagram dos personagens): facebook.com/groups/501155363274932/


No capítulo anterior:

Com uma permissão final de que poderia avançar sem qualquer medo ou renúncias, Robert fechou os olhos, roçando seu nariz contra o da jovem e sentindo o calor do corpo pequeno e suave contra o seu. E com os dedos daquela encantadora mulher entrelaçando os fios de cabelo de sua nuca, o britânico, enfim, pressionou com força seus lábios contra os dela em um beijo quente, com tanta vontade e sem qualquer pudor – como se fosse um homem sendo levado à guerra e que, como um último pedido, beijava sua mulher com a mais desesperada das paixões.
            E ela retribuiu.


Capítulo 7: Madrid – Parte II

Risque o fósforo, ponha para tocar alto
Dando amor ao mundo
Nós iremos levantar nossas mãos, brilhando até o céu
Porque temos o fogo, fogo, fogo
Sim, nós temos o fogo, fogo, fogo
(Ellie Goulding – Burn)

            Adentrando com seus dedos os fios lisos e castanhos do fotógrafo, Kristen o puxou contra si e comprimiu ainda mais os lábios do jovem ao redor dos seus, deslizando, sugando e beijando-os com toda aquela intensidade que parecia querer sair de seu peito e explodir. Porra, aquilo era tão, tão, tão bom...
            Robert puxou ainda mais o rosto da morena, apertando-o tão deliciosamente em sua mão firme e fazendo-a delirar com aquela pegada ma-ra-vi-lho-sa. Ele infiltrava os dedos longos por entre os cabelos de suaves ondas, enquanto sua mão esquerda fazia o caminho até a cintura delineada da mulher e a puxava ainda mais contra o seu corpo – podendo sentir cada curva e cada textura entre suas roupas.
            E no instante em que a língua do britânico tocou o lábio inferior da escritora, foi impossível não ouvir um suspiro deliciado dos dois, suas línguas encontrando-se e envolvendo-se tão sensualmente a ponto de dominar cada contração muscular por baixo de suas peles.
            A textura, o sabor, a pressão... Era como se eles já tivessem se beijado um milhão de vezes. Mas não da forma que você pensaria que o beijo é igual ao de tantas outras pessoas, e sim que seus lábios se conheciam há tempo o suficiente para saberem exatamente o que mais gostavam. Como se suas línguas já soubessem exatamente como mover, exatamente como fazer. Sim, era realmente como se eles já tivessem se beijado um milhão de vezes, mas como se cada um desses um milhão de beijos fosse de uma forma diferente e, a cada um deles, uma coisa a mais era descoberta e desfrutada.
            – Rob... – A jovem choramingou em um baixo gemido, puxando os cabelos da nuca dele enquanto seus lábios se deslocavam em um som de puro prazer, os beijos do inglês deslizando pelas maçãs de seu rosto e sua mandíbula.
            Ele aproximou novamente sua boca faminta à da morena, mordiscando o lábio inferior que se dividia em uma respiração arfante e sedenta. Kristen seria a mais bela de suas fotografias um dia, e o britânico jurou a si mesmo que em algum momento futuro de sua vida – dali meses ou sequer anos –, ele iria fazer uma grande exposição de arte somente com imagens da sua bela garota.
            Ela era encantadora demais para não ser mostrada ao mundo inteiro.
            – Você é tão linda e viva... – ele sussurrou contra os lábios cheios e rosados da morena, vendo-a abrir os olhos preguiçosamente e menear a cabeça com um sorriso de lado. E, sem pensar duas vezes, colou novamente sua boca à dele.
            O britânico apertou o corpo pequeno e esbelto da romancista, movendo as mãos grandes e firmes contra suas costas e cintura. Ela era tão delicada e macia que Robert teria que, no mínimo, se exilar em uma ilha deserta durante anos para conseguir controlar aquele vício de não querer tocá-la a cada dois minutos. E agora que havia experimentado da sensação de tê-la sob seus dedos, teria que aumentar a pena do exílio para um par de décadas a mais.
            Kristen, no entanto, efervescia a cada toque do inglês, movendo seus lábios e sua língua contra e sentindo aquele sabor gostoso de menta disfarçado com um gostinho de hortelã que simplesmente anuviava sua mente. Era tão quente e deliciosamente cáustico estar nos braços do fotógrafo que ela se controlava para não derreter e ficar ali para sempre.
            Entretanto, um barulho os interrompeu.
            Um som de passos aproximando-se fez o casal afastar seus rostos a contragosto, arfando enquanto tentavam ouvir se realmente havia algo ao redor. E foi com um susto que foram pegos em flagrante.
            – Ali! Os intrusos estão ali! – Um guarda policial apareceu na entrada do imenso salão de cristais, apontando para os dois antes de olhar para trás e falar, provavelmente, com seus homens.
 
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