Hey, negads! Todas surtadas com o comercial do Rob pra Dior?
Hahahahaha'
Como prometido no grupo essa semana, aqui está o capítulo novo, com
direito a muita maluquice e, err... beijos, beijos! Hahahaha' LOL
Enjoy it.
- Se preferir ler a versão Edward/Bella, clique aqui.
Grupo
(com spoilers, novidades e Instagram
dos personagens): facebook.com/groups/501155363274932/
No capítulo
anterior:
Com uma permissão
final de que poderia avançar sem qualquer medo ou renúncias, Robert fechou os
olhos, roçando seu nariz contra o da jovem e sentindo o calor do corpo pequeno
e suave contra o seu. E com os dedos daquela encantadora mulher entrelaçando os
fios de cabelo de sua nuca, o britânico, enfim, pressionou com força seus
lábios contra os dela em um beijo quente, com tanta vontade e sem qualquer
pudor – como se fosse um homem sendo levado à guerra e que, como um último
pedido, beijava sua mulher com a mais desesperada das paixões.
E ela retribuiu.
Capítulo 7: Madrid – Parte II
Risque o fósforo,
ponha para tocar alto
Dando amor ao
mundo
Nós iremos levantar
nossas mãos, brilhando até o céu
Porque temos o
fogo, fogo, fogo
Sim, nós temos o
fogo, fogo, fogo
(Ellie Goulding –
Burn)
Adentrando
com seus dedos os fios lisos e castanhos do fotógrafo, Kristen o puxou contra
si e comprimiu ainda mais os lábios do jovem ao redor dos seus, deslizando,
sugando e beijando-os com toda aquela intensidade que parecia querer sair de
seu peito e explodir. Porra, aquilo era
tão, tão, tão bom...
Robert puxou
ainda mais o rosto da morena, apertando-o tão deliciosamente em sua mão firme e
fazendo-a delirar com aquela pegada ma-ra-vi-lho-sa. Ele infiltrava os dedos
longos por entre os cabelos de suaves ondas, enquanto sua mão esquerda fazia o
caminho até a cintura delineada da mulher e a puxava ainda mais contra o seu
corpo – podendo sentir cada curva e cada textura entre suas roupas.
E no
instante em que a língua do britânico tocou o lábio inferior da escritora, foi
impossível não ouvir um suspiro deliciado dos dois, suas línguas encontrando-se
e envolvendo-se tão sensualmente a ponto de dominar cada contração muscular por
baixo de suas peles.
A textura, o
sabor, a pressão... Era como se eles já tivessem se beijado um milhão de vezes.
Mas não da forma que você pensaria que o beijo é igual ao de tantas outras
pessoas, e sim que seus lábios se conheciam há tempo o suficiente para saberem
exatamente o que mais gostavam. Como se suas línguas já soubessem exatamente
como mover, exatamente como fazer. Sim, era realmente como se eles já tivessem
se beijado um milhão de vezes, mas como se cada um desses um milhão de beijos
fosse de uma forma diferente e, a cada um deles, uma coisa a mais era
descoberta e desfrutada.
– Rob... – A jovem choramingou em um baixo
gemido, puxando os cabelos da nuca dele enquanto seus lábios se deslocavam em
um som de puro prazer, os beijos do inglês deslizando pelas maçãs de seu rosto
e sua mandíbula.
Ele
aproximou novamente sua boca faminta à da morena, mordiscando o lábio inferior
que se dividia em uma respiração arfante e sedenta. Kristen seria a mais bela
de suas fotografias um dia, e o britânico jurou a si mesmo que em algum momento
futuro de sua vida – dali meses ou sequer anos –, ele iria fazer uma grande
exposição de arte somente com imagens da sua bela garota.
Ela era encantadora demais para não ser
mostrada ao mundo inteiro.
– Você é tão
linda e viva... – ele sussurrou contra os lábios cheios e rosados da morena,
vendo-a abrir os olhos preguiçosamente e menear a cabeça com um sorriso de
lado. E, sem pensar duas vezes, colou novamente sua boca à dele.
O britânico
apertou o corpo pequeno e esbelto da romancista, movendo as mãos grandes e
firmes contra suas costas e cintura. Ela era tão delicada e macia que Robert
teria que, no mínimo, se exilar em uma ilha deserta durante anos para conseguir
controlar aquele vício de não querer tocá-la a cada dois minutos. E agora que
havia experimentado da sensação de tê-la sob seus dedos, teria que aumentar a
pena do exílio para um par de décadas a mais.
Kristen, no
entanto, efervescia a cada toque do inglês, movendo seus lábios e sua língua
contra e sentindo aquele sabor gostoso de menta disfarçado com um gostinho de
hortelã que simplesmente anuviava sua mente. Era tão quente e deliciosamente
cáustico estar nos braços do fotógrafo que ela se controlava para não derreter
e ficar ali para sempre.
Entretanto,
um barulho os interrompeu.
Um som de
passos aproximando-se fez o casal afastar seus rostos a contragosto, arfando
enquanto tentavam ouvir se realmente havia algo ao redor. E foi com um susto
que foram pegos em flagrante.
– Ali! Os intrusos estão ali! – Um guarda
policial apareceu na entrada do imenso salão de cristais, apontando para os
dois antes de olhar para trás e falar, provavelmente, com seus homens.
– Ai. Meu.
Deus. – Foi somente o que deu tempo de Kristen sussurrar, com um olhar
assustado, antes de sentir a mão quente do inglês a puxar para fora dali.
– Corra,
vamos! – ele murmurou à medida que corriam até a outra saída do palácio,
desviando dos passos dos guardas bem atrás.
– Como vamos sair? – Perguntou nervosa, apertando sua
mão ainda mais contra ele ao atingirem o jardim dos fundos.
– Deve haver uma saída por aqui; eles não vão nos
pegar!
– Que fodidoooo, nós vamos ser presos e eu vou precisar
invadir sua cela pra poder te matar!
E com uma risada do desespero da morena, Robert a puxou
para correr ainda mais rápido, desviando das árvores e logo avistando um portão
lateral – já aberto por ser quase o horário de abertura do parque.
– Olha, acho que não vou precisar te assassinar! – ela
exclamou feliz assim que passaram pelo portão e logo esqueceram os guardas
perdidos dentro do parque. Os dois correram só por mais alguns quarteirões até
que, finalmente, sentiram-se seguros o bastante para poderem caminhar sem o
risco de receberem um mandato de prisão.
E ao pararem em frente a uma praça conhecida e já
movimentada, os dois se olharam afoitos, caindo na gargalhando logo em seguida.
– Mulher, um dia você me mata! – Robert disse entre
risos, fazendo a morena olhá-lo com uma cara indignada.
– Mas que abusado! Isso foi tudo culpa sua, garoto de
Londres! – ela riu, empurrando-o pro lado antes de seguir andando, sentindo o
sol em seus cabelos.
A escritora apenas ouviu a risada divertida do inglês
antes de ele se juntar a ela para seguirem mais um dia de explorações pela
capital espanhola.
Madrid, Espanha – Museu Reina Sofia
10h25min
O fascínio
dominava cada ponto dos pensamentos de Kristen. Ela admirava totalmente
encantada o quadro de Pablo Picasso tão maravilhosamente feito em 1937. Ela
admirava a mais bela pintura que seus olhos poderiam enxergar. Ela admirava,
como uma criança que descobre o mundo pela primeira vez, o retrato da dor de um
povo que sofreu as injustiças de uma guerra. Ela admirava sua obra preferida no
mundo todo.
Guernica era a mais encantadora e fiel
imagem que representava a dor da forma mais tocante que qualquer ser humano
poderia experimentar. Não era uma obra de arte qualquer – jamais seria, jamais
poderia. Aquela era a tão famosa pintura baseada na Vila Guernica, um
lugarzinho simples que fora atacado por milhares de bombas da força aérea alemã
durante a Guerra Civil Espanhola. Um cenário aprovado pelo próprio governante
da Espanha naquela época, um cenário perfeito para Hitler treinar seus homens,
um preparo para o que viria a ser a Segunda Guerra Mundial.
Pintada com
os traços duros e cubistas sempre utilizados pelo pintor, a obra foi toda a sua
indignação por aquela injustiça feita com seu povo. Ele estava exilado na
época, mas não deixou de demonstrar e mostrar ao mundo toda a sua dor, revolta
e tristeza com aquela realidade.
De um tamanho imenso comparado à maioria das obras de
arte e tomando boa parte da parede branca do belíssimo museu, o Guernica representava vários ângulos em
um plano só e era toda em preto e branco – porque Picasso não queria dar cores
à violência.
– Eu acho
que esperei a minha vida toda pra ver essa imagem de tão perto... – Kristen
sussurrou com os olhos embaçados de lágrimas, tomando para si toda aquela dor
que o retrato exalava. Os acordes lentos de piano e violino de Nana, do Manuel de Falla, ao fundo, eram
as composições finais para esmagar seu coração. Eram tanta arte e beleza juntas que ela nem ao menos conseguia
respirar.
A mãe com o filho morto nos braços, o soldado
esquartejado, o touro de formas humanas, o homem preso entre as chamas com suas
mãos queimadas, a mulher correndo com a perna mutilada sem ao menos perceber,
outro homem desesperado com uma vela, o cavalo dilacerado, a espada de madeira
com uma pequena rosa cravejada em um pedido silencioso de esperança.
– Eu não sei se todos conseguem sentir isso, mas... –
ela murmurou, limpando uma pequena lágrima que deslizou em seu rosto – Mas se
ninguém sentiu, deveria sentir.
– Eu sinto.
– Robert falou baixinho ao seu lado, também completamente preso no fascínio
daquela mais pura obra de arte.
– Está vendo
a imagem da mãe em desespero segurando o filho morto nos braços? – A jovem
perguntou com sua voz embargada, sem conseguir tirar os olhos do enorme quadro.
– Sim...
– Ela
simboliza a morte dos inocentes – Sussurrou com tristeza. – Ela e maioria dos
desenhos da pintura têm a língua em forma de punhal, mostrando a dor.
– A imagem
dói só de olhar – ele concordou com o cenho franzido; inconformado, sentindo
tudo junto – Olhe esse soldado totalmente mutilado, representando a força do
povo contra a ditadura. Não é muito difícil imaginar porque ele está todo
despedaçado.
Kristen
assentiu perdida nos contornos da imagem.
– O touro de
formas humanas, um animal que simboliza a Espanha, o mito do minotauro... – ela
também disse baixinho – Ele é a identidade de um povo que é bombardeado.
– Pablo
Picasso passou uma mensagem até ao desenhar a luz da vela e a lâmpada sob o
teto – O britânico riu sem vontade, meneando a cabeça em admiração. – A luz que
representa o ataque aéreo, que mostra que o progresso nem sempre é positivo.
– A poesia
versus o progresso – ela completou – E a luz elétrica com formas angulosas
expressando a dor.
– Exatamente
– ele sussurrou com as mãos no bolso – O cavalo dilacerado representando o
próprio homem, e aquele outro homem com as mãos queimadas simbolizando a morte,
porque está cercado pelo fogo na escada.
– Você sabia
que ele é uma analogia a uma outra obra de arte? – Kristen perguntou
calmamente, olhando para o inglês. Ele desviou os olhos da pintura para admirar
os olhos verdes e felinos completamente marejados.
– Não...
Qual obra?
– O Fuzilamento de 3 de Maio, aquela
pintura de Goya – ela sorriu um pouquinho assim como o fotógrafo, que era
incapaz de não se sentir atiçado e em êxtase com aquela mulher inteligente e
sensível ao seu lado.
– É um dos
meus quadros preferidos.
– É um dos
meus preferidos também – Deu de ombros suavemente com um sorriso, voltando a
admirar cada traço do Guernica. – Mas
sabe qual é a parte que mais me comove nessa pintura?
– A flor? –
ele adivinhou ao voltar a fitar o quadro também, fazendo-a sorrir.
– Sim... A
flor fantasmagórica que, assim como Picasso, acredita que ainda há humanidade
no ser humano.
– Ainda há –
Rob concordou, encostando seu braço ao da jovem que se arrepiou ao tê-lo tão
perto. – Ainda há.
E ele apenas
deslizou sua mão calmamente ao seu lado, tocando os dedos de Kristen e
entrelaçando-os aos seus enquanto se sentiam extasiados com toda aquela
magnificência que o ser humano ainda poderia fazer.
Madrid, Espanha – Chocolat Bar
11h28min
– Orgasmo.
– O quê? –
Robert perguntou de olhos arregalados.
– Esses
churros. Acabei de ter um orgasmo! – ela brincou, dando outra mordida no doce
maravilhoso, arrancando uma risada divertida do britânico.
Depois de
aproveitarem uma manhã cheia de artes e surpresas no museu, os dois seguiram
para um café ali perto, acabando-se nos churros deliciosos que eram
especialidades da casa.
O ambiente pequeno, de paredes em azul royal e azulejos
em tons dourados e caramelo, era extremamente aconchegante, dispondo apenas de
um balcão de mármore à direita das portas francesas da entrada, mesas redondas
de granito claro e um grande espelho ao final do salão. As enormes janelas de
vidro forneciam uma bela vista para as ruas antigas de Madrid, além de deixar o
sol irradiar por todo o lugar.
– Acho que a última vez que comi um desse foi ano
passado, quando passei as férias em Londres – ele murmurou com a boca cheia,
mergulhando seus churros no chocolate quente.
A escritora o observou por um instante, fascinada como
os lábios finos rodeavam o doce em uma mordida gostosa para, em seguida, o
inglês lamber suavemente o canto da boca coberto de chocolate. O casal estava
tão em sintonia que nem percebeu as mãos dadas durante toda a visita ao museu e
o caminho até o café.
– Você costuma ir muito a Londres? – A jovem perguntou,
tentando clarear seus pensamentos cada vez menos puros em relação a ele.
– Eu tento ir o máximo que eu posso – ele sorriu; os
olhos azulados com um brilho nostálgico e saudoso – Férias de verão e feriados
de fim de ano são ocasiões obrigatórias. Minha mãe faz questão de estar com a
família reunida pelo menos durante o Natal.
– Ah, que delícia! E suas irmãs moram lá?
– Sim, a Victoria cuida da empresa do meu pai, então
está sempre por lá. Já a Lizzy é compositora e backup singer da Lily Allen, vive em turnês, mas mora em Londres.
– Sério? – ela perguntou com um sorriso – Deve ser um
pouco cansativo participar de turnês, mas a experiência sempre vale a pena!
– Nem me fale, a Lizzy só reclama quando paga uns micos
por não falar nada além do inglês e ser péssima quando tenta arranhar uns
idiomas. – Riu divertido.
– E você aí, esbanjando seu espanhol fluente enquanto
sua irmã paga uns vexames básicos! – Provocou divertida, ganhando um olhar
galante do londrino.
– Falo espanhol e francês pra seduzir californianas,
sabe como é! – Rob mexeu as sobrancelhas com diversão, fazendo-a menear a
cabeça com uma risada.
– Eu só falo fluente francês e arrisco um italiano e
alemão quando precisa, mas graças à literatura! – ela sorriu, bebericando seu
café mocha.
– Nada melhor que músicas e livros pra aprender
idiomas! – ele murmurou encantado com o olhar suave e tão verde da garota – Mas
a Dakota fala um monte de línguas, não é?
– É, os pais da Kota são da Suécia, mas se mudaram pra
LA antes de ela nascer – A amiga explicou – Então ela cresceu aprendendo
inglês, sueco, espanhol, castelhano e francês. Acho que ela arranha mais umas
duas línguas, porque sempre foi cercada pela família europeia e é apaixonada
por arte...
– Uau, eu bem que reparei que a beleza dela era
diferente com aqueles olhos azuis enormes! – ele riu, sendo acompanhado pela
americana.
– É, a Dakota é toda linda e meio louca, mas é uma
pessoa maravilhosa. – A escritora sorriu de uma maneira doce e o britânico se
encantou ainda mais com ela.
Kristen não era do tipo de pessoa que saía distribuindo
sorrisos pra todo mundo ou que expunha seus sentimentos com facilidade, mas ela
era uma garota forte, decidida e cheia de qualidades, o que a fazia ser uma
daquelas pessoas que exalavam um ar de mistério e fazia qualquer um que a
conhecia querer estar ao seu lado a cada segundo.
Era intoxicante. E era exatamente aquilo que Robert
Pattinson sentia.
– E falando no diabo, olha quem acabou de me mandar uma
mensagem... – A morena soltou uma risada divertida enquanto virava a tela do iPhone para o fotógrafo.
– “Venham
para o hotel, seus putos, tive uma ideia A+ e preciso compartilhar com vocês” –
ele leu o SMS, gargalhando com o jeito louco da loirinha – Será que precisamos
ter medo?
– Vindo de
Dakota Fanning, com certeza precisamos ter medo! – Kristen murmurou, dando uma
última mordida no seu churros enquanto tentava adivinhar o que a loura havia
planejado dessa vez.
Madrid, Espanha – Estrada A-1
13h36min
– Não sei
porque ainda dou bola pras coisas que a loura fala – A romancista resmungou do
seu assento no banco do passageiro do conversível velho alugado, o belo sol e a
brisa espanhola batendo em seus cabelos.
– Eu sou
incrível e todos amam a mim e as minhas ideias! – ela gritou do banco de trás,
fazendo os dois britânicos rirem.
A equação
que levou os amigos a estarem dirigindo pela estrada principal rumo ao interior
da cidade? Dakota.
Madrid, Espanha – Hotel ADA Palace
11h53min
– Dakota, você cheirou cocaína? – A amiga questionou com
os olhos arregalados, fazendo a mesma pergunta pela terceira vez seguida.
– E eu lá preciso de alucinógenos pra ficar louca? –
Perguntou de volta, colocando as mãos na cintura.
– Ainda bem que você sabe – Kristen não resistiu e soltou
uma risada com a cara da loura, assim como os amigos que observavam as duas com
uma expressão divertida.
– Mas, qual é, Stew, a minha ideia é ótima!
– Acampar? – Repetiu exasperada, colocando as mãos pra
cima.
– Por que não? É uma boa maneira de a gente relaxar dessa
rotina de viagens e recarregar as energias pro festival de música em Lisboa,
amanhã!
– Sem chances! – ela respondeu, ignorando o beicinho
enorme da amiga.
– Pense bem, K... Cabana, espaço pequeno, podemos
aproveitar. Não seria ótimo comungar com a natureza?
– Sim, Kristen, não seria ótimo? – Robert se juntou à
loura a fim de convencer a maluquinha – Aí você leva seu parque de diversões
particular pra comungarmos todos juntos com a natureza!
A morena semicerrou os olhos ao encarar os dois. Tom já
havia pulado para o time da loura assim que ficou sabendo que Sienna estaria
ocupada demais no trabalho para ficar com ele 24/7. E Robert parecia deveras
entusiasmado com a ideia...
Traidores.
– Por favorzinho... – Dakota fez um biquinho adorável,
olhando sob os cílios e cruzando os dedos das mãos.
– Okay, vamos comungar! – ela exclamou em alto e bom som,
vendo a amiga pular e bater palmas enquanto o fotógrafo abria um sorriso maior
que a cara – E sem parque de diversões particular pra você!
Madrid, Espanha – Estrada A-1
13h36min
– Ah, mas a
ideia da Barbie até que foi legal mesmo – Tom murmurou meio amuado do banco de
trás do carro, ao lado da loura – Seria estranho estar na cidade sem a minha
toureira gatona.
– Meu Deus,
você está concordando comigo? Ouço o coro de aleluia em algum lugar dos céus –
ela implicou toda dramática, colocando a mão no peito e arregalando os olhos em
surpresa.
– O que me
estranha nisso é ele estar choramingando que nem um bobo apaixonado... – O
outro britânico falou com um sorriso matreiro, dirigindo o Impala 63 e dando uma piscadela para Kristen que concordou com suas
palavras.
– Que bobo
apaixonado o quê? – ele se endireitou, colocando seu Ray Ban enquanto fazia uma cara de machão e cruzava os braços.
– Fala
sério, Tom, você está gostando da Sienna – A morena exclamou, segurando os
cabelos que voavam com o vento ao olhar para o amigo atrás.
– Ela é
legal e me manda calar a boca quando quer me beijar, eu gosto de atitude!
– Sei... –
ela ergueu a sobrancelha sob os óculos escuros, rolando os olhos pra sua
teimosia.
– Oh, God, cala a boca porque tá tocando
Katy Perry! – A loura gritou emocionada, começando a se remexer toda no
conversível enquanto Robert aumentava o volume do som.
– Pedindo
com tanta educação assim... – Kristen riu com a animação da amiga.
O sol, a temperatura quente, o vento forte batendo em
seus rostos e a música agitada ao fundo eram o cenário perfeito para uma curta road trip. O conversível antigo voava
pelas estradas pouco movimentadas, rodeadas apenas por longas planícies verdes
da vegetação espanhola.
– “I kissed a
girl and I liked it, the taste of her cherry chapstick…” – ela cantou
junto, dançando pra lá e pra cá com os braços – Por favor, gente, essa é a
música da minha vida! – Todos riram, cantarolando junto dela.
– Dakota... – O ator chamou-a enquanto ela ainda se
remexia toda desengonçada ao ritmo da canção. – Eu estava curioso... Por que
você decidiu virar gay? Você sempre soube?
A loura o olhou com um sorriso no rosto, cuspindo os
cabelos que entravam em sua boca grande demais que não parava de cantar e falar
besteiras.
– Eu sempre soube, eu acho – ela deu de ombros com uma
risada – Os garotos eram apenas... garotos ao meu ver, nunca senti nada demais
por eles. Desde pequena eu tinha mais amizade com meninas e, na adolescência,
meio que descobri que eram delas que eu gostava.
– E seus pais levaram isso numa boa? – Perguntou
curioso.
– Super, graças a Deus! – Murmurou entre um risinho. –
No início eles ficaram meio receosos, mas eles sabiam que era uma escolha minha
e que eu me sentia bem assim.
– Isso é ótimo, Kota! – ele sorriu, jogando um braço
sobre os ombros dela.
– É sim. Meu pai foi todo bobo no começo, achando que
eu ia influenciar minha irmã mais nova, mas não tem nada a ver – A loura
revirou os olhos. – A Elle agora tem 17 anos e adora garotos! Hoje todo mundo
já acostumou lá em casa.
– Ai, eu entendo sua escolha por garotas – Tom suspirou
com seu sorriso cafajeste – “Pele macia, lábios vermelhos, tão beijáveis...
Difícil de resistir, tão tocáveis!” – ele murmurou a frase da música da Katy,
arrancando um tapa da loura enquanto os dois da frente gargalhavam com a
interação dos doidos.
Madrid, Espanha – Camping Monte Holiday
16h47min
O
acampamento era simplesmente enorme e maravilhoso – envolto por imensas
planícies verdes, as mais variadas espécies de flores que rodeavam toda a
região, belas montanhas e serras ao longe e, claro que não poderia faltar, um
enorme lago que refletia os tons azuis do céu e reluzia o sol brilhante daquela
tarde.
Assim que
chegaram e se acomodaram em uma das cabanas de madeira de dois quartos – com a
loura fazendo um “cara ou coroa” um tanto quanto suspeito pra que Robert e
Kristen dividissem o mesmo cômodo à noite –, os quatro foram se divertir com as
atividades da montanha.
Um rapel
divertidíssimo na cachoeira, com direito a Tom com medo de altura e Dakota
doida dizendo que não precisava de cordas, e depois um passeio de bicicleta
pelas serras de planícies extremamente esverdeadas e com belas flores lilás
foram o ponto alto do dia.
Robert se
sentia em outra dimensão estando naquele lugar. Ele ainda era apenas uma
criança quando fora acampar com seu pai e suas irmãs, que passaram o dia
inteiro reclamando do frio do interior de Londres. A Espanha, no entanto, era
quente e viva e acolhedora, com tantas coisas para se ver e se conhecer – e sua
natureza não era muito diferente.
Eles estavam
seguindo para uma das serras quando pararam para descansar em um riacho
maravilhoso, cheio de peixinhos e com a grama verde correndo por todo o redor,
apenas com algumas árvores e arbustos cheios de flores. O britânico estava
debruçado sobre uma ponte de madeira, observando as pequenas pedras sob a água
esverdeada e cristalina – a brisa batendo adoravelmente contra o seu rosto –
quando uma risadinha soou atrás dele.
– Diga X! – Kristen falou com um sorriso
sapeca nos lábios rosados, tirando um retrato do inglês assim que ele virou
para olhá-la.
– Você ama a
minha câmera, não é? É a terceira vez só hoje que você a rouba das minhas
coisas! – ele riu enquanto ela revirava os olhos toda linda, mas isso era
óbvio.
Os cabelos
castanhos de lado num rabo de cavalo baixo, a blusinha solta que delineava tão
suavemente suas curvas e o inseparável short
jeans curtinho que o fazia querer se perder naquelas pernas – elas eram tão
lindas e alvas –, e a romancista ficava sempre tão fodidamente sexy com aquele All Star preto e surrado...
Ser atraente era definitivamente uma qualidade natural
de Kristen Stewart.
– É mais o modelo do que a câmera, sabe como é... – ela
brincou, arrancando um sorriso convencido do londrino.
– Isso foi uma cantada?
– Ih, pode ir tirando seu cavalinho exibido da chuva. –
A escritora rebateu com um olhar de desdém antes de começar a ignorar o rapaz e
fotografar qualquer coisa que não fosse ele.
– Eu sei que sou irresistível com todo o meu charme
inglês – ele mexeu as sobrancelhas sugestivamente, fazendo-a morder o interior
das bochechas enquanto ainda tentava ignorá-lo.
– Não sei do que você está falando...
E com toda a metidez da morena e seu beicinho superior,
ele sentiu vontade de agarrá-la outra vez. Mas, ao invés disso, Rob
simplesmente correu em sua direção e roubou a câmera de volta, tirando inúmeras
fotos da garota que ria e brigava pra ele parar.
– Robert, larga de ser chato, meu Deus! – ela gritou,
colocando as mãos no rosto.
– Não posso, você é uma ótima modelo... – O fotógrafo
riu de volta pra californiana que saiu correndo e gargalhando, com ele logo
atrás.
18h02min
Pessoas de todas as idades se reuniam no enorme gramado
perto da piscina do imenso acampamento, a grande maioria crianças e jovens, com
as garotas de coques e tiaras para protegerem o cabelo. Mas quem em sã
consciência faz guerra de pós coloridos com medo de se sujar?
O lema ali era a diversão.
A Dakota corria de um lado para o outro ao redor das
pessoas no que ela dizia ser um “aquecimento” pré-combate, enquanto Tom com
certeza planejava alguma coisa porque aquele sorrisinho nos lábios carnudos
nunca aparecia sem algum objetivo obscuro. Já a morena, no entanto, parecia
estar nada feliz. O motivo? Uma ruiva da muito atraente cheia de conversinha
pra certo britânico...
Eles haviam passado a tarde toda grudados um no outro,
com conversinhas ao pé do ouvido, implicâncias típicas dos dois e risadas e
mais sorrisos. E, então, eles seguem para a beira da piscina a fim de uma boa
descontração para encontrarem uma vaca atirada. Argh, argh, argh!
Kristen não gostava nada daquilo, mas tentou ser o mais
imparcial possível. Ela não era o tipo de garota que sentia ciúmes de um cara
assim, ela era o tipo de garota que ignorava e não estava nem aí. Ponto.
Cruzando os braços e revirando os olhos, a escritora
começou a prestar atenção no céu azul, o sol forte espanhol, a brisa agradável
e a galera que estava ansiosa para o início da brincadeira. Até que o barulho
irritante e alto da corneta spray soou, iniciando a guerra!
– Ahhhh, salve-se quem puder! – A voz do Tom gritou de
algum lado enquanto todo mundo começou a correr e a jogar pós coloridos em todo
mundo.
Cada um tinha uma bolsa lateral cheia de pozinhos e era
impossível escapar do lilás, amarelo, verde, rosa e azul que se espalharam pelo
ar em questão de segundos. Era uma verdadeira loucura.
– Ai, Senhor, me proteja porque sou péssima de mira! –
Dakota gritou do lado de Kristen, logo saindo correndo em outra direção ao
receber uma bola gasosa na cara, fazendo a morena gargalhar e devolver o ataque
pro garotinho que as tinham sujado.
Limpando parte da sujeira amarela dos olhos, a
romancista era atacada por inúmeras rajadas coloridas, assim como todos, mal
enxergando alguns palmos à frente. E, ao olhar para o lado e não ver Rob mais
ali conversando com a tal ruiva peituda, um beicinho emburrado rapidamente se
formou em seus lábios.
– Mas que biquinho enorme é esse, K? – A voz do inglês
soou ao lado da jovem e, antes que ela pudesse virar para vê-lo, uma massa
enorme de pó voou na sua cara, sujando toda a sua bochecha.
– Robert! – ela brigou, mal contendo o sorriso
divertido com a risada maldosa e deliciosa que ele soltou, fazendo-a revidar
com um contra-ataque cor de rosa bem no rosto do britânico.
– Como estamos agressivos hoje! – ele falou com uma
risada sapeca, aproximando-se e lambuzando todo o cabelo preso da morena.
– Cadê a sua ruiva? Vai lá sujar ela... – A
californiana provocou em um sorrisinho, pegando outra porção de pó antes de
jogar no peito dele.
Ele, porém, a fitou sério por um momento, tocando o
braço da jovem quando ela estava prestes a lambuzar seu cabelo. E olhou fundo
nos olhos tão verdes no rosto sujinho da morena.
– Você acha que depois dessa manhã, eu brincaria com
você desse jeito? – Perguntou com toda a sinceridade que podia; o beijo ainda
tão recente passando repetidas vezes em sua memória.
– O que aconteceu essa manhã? – ela desconversou ao
erguer as sobrancelhas e morder o lábio a fim de prender um sorriso. Robert
apenas riu para, em seguida, ligar o foda-se e puxar a morena para seus braços
em um beijo delicioso.
Por que ele tinha
que beijar tão bem?, Kristen se perguntou ao sentir os lábios do fotógrafo
tão macios e frescos contra os seus, deixando-se derreter nos braços tão
grandes e ardentes que apenas ele possuía. E, então, sentiu a boca do londrino
deslizar por entre seus lábios entreabertos, e a língua quente sugar a sua com
aquele gosto tão prazeroso e gostoso e que dava vontade de ter cada vez mais.
Ela nunca se cansaria daquilo.
Robert sentiu seus pulmões gritarem por fôlego assim
que deslocou seus lábios da morena, respirando em arquejos assim como ela. Ele
fitou os olhos claros e tão expressivos no momento em que ela o encarou com
toda aquela intensidade. Era como se eles compartilhassem grandes segredos
juntos, passando bilhetes escondidos como dois colegiais inconsequentes. Mas
eram dois adultos ali. Dois adultos que não podiam mais negar aquela atração
quase magnética que os envolvia como dois pólos distintos.
Isso até que um jato de água atingiu a perna da morena
que soltou um grito com o líquido gelado junto da risadinha de dois pirralhos
ao longe, com inúmeros balões de água nas mãos.
– É GUERRA! – Tom gritou logo atrás dos garotos, e toda
a meninada do acampamento surgiu com bexigas cheias de água, atacando todo
mundo com as pequenas bombas.
– Tão Thomas Sturridge uma coisa dessas... – O
fotógrafo murmurou do lado da escritora, ambos gargalhando em seguida quando um
balão atingiu o rosto dele, molhando-o de cima a baixo.
– Se fodeu! – ela zoou toda divertida.
– Ah, você acha isso engraçado, Stewart? – Questionou
com um tom de perigo, embora tivesse um sorriso nos lábios. A jovem apenas
arregalou os olhos e soltou outro grito antes de tentar correr, sentindo o
ataque em seu ombro direito ensopando sua blusinha.
– Você que me aguarde, garoto de Londres! – ela berrou,
roubando a munição de um moleque ao seu lado antes de jogar a bexiga que
alcançou a perna do Rob.
Ele somente correu em sua direção, pegando a morena no
colo e jogando-a em seu ombro como um saco de batatas.
– Rob! – Gritou com uma gargalhada, batendo na bunda
dele que riu deliciosamente enquanto andava rumo à área de banho.
– Olha que tarada você! – ele provocou de volta, dando
um tapão na bunda da garota.
– Hey! – ela
nem teve tempo de gritar quando sentiu a água gelada da piscina no momento em
que o inglês pulou lá dentro com ela. – Robert, seu filho da puta!
Ele ria divertido, alguns metros a sua frente, feito
uma criança travessa, e era impossível não rir de volta. Ele era tão
malditamente lindo com aquele cabelo molhado caindo na testa, a camiseta quase
transparente colando em cada um de seus músculos, os olhos de um azul
brilhante...
– Kristen, acho que seus peitos estão aparecendo –
Comentou risonho com aquele olhar safado. Rapidamente, ela correu o olhar para
baixo e viu que o sutiã branco estava todo à mostra pela blusa transparente.
– Argh, que perversão pelos meus peitos, homem! – A
garota brigou com um sorriso de lado, colocando os braços ao redor do corpo.
– Ué, não posso fazer nada se eles são bonitos – Deu de
ombros ainda sorrindo.
Ela riu com a safadeza do britânico, jogando uma rajada
de água na cara dele, que apenas gargalhou.
20h54min
O sol estava
quase todo escondido atrás de alguma serra no horizonte enquanto os quatro
amigos viajantes e mais alguns campistas adolescentes estavam rodeados na
fogueira, aquecendo-se no friozinho que bateu nas montanhas da Espanha ao final
do dia. O céu tinha poucas nuvens e algumas estrelas já despontavam de todos os
lados, ainda naquele tom anoitecido de azul mesclado com pequenas nuances
alaranjada e cor de rosa.
Biscoitos,
doces, marshmallows e chocolate
quente compunham o cardápio da noite dos jovens. Kristen sentiu seu braço se
arrepiar com o ventinho frio que apareceu, e o britânico ao seu lado calmamente
deslizou um cobertor pelos ombros da morena, cobrindo os dois feitos rolinhos
primavera.
Ela sorriu para ele em um silencioso “obrigada”,
ganhando como resposta um suave beijo na testa que a fez fechar os olhos em
apreciação.
– Pronto, agora eu sou uma hippie perfeita! – Dakota murmurou do outro
lado da fogueira, finalmente conseguindo terminar uma das tranças no cabelo.
Robert e
Kristen riram da loura, assim como os outros ali.
– Tem
certeza que você é uma hippie agora?
– A escritora perguntou divertida, tomando um gole de seu chocolate quente.
– Claro que
tenho, só não manjo muito em fazer tranças, mas tudo bem... – ela disse em sua
voz fina e acolhedora, pronta pra colocar as incontáveis flores nas mechas
platinadas. Ela passara a tarde colhendo pequenos jasmins e lavandas pro seu
novo look Woodstock e arrasar como
uma pequena diva dos anos 70.
– Se eu
fosse Jimi Hendrix, te pegaria, loura! – Tom brincou com uma risada, recebendo
um marshmallow na cara em seguida.
– Falando em
pegar... – A historiadora pigarreou com uma carinha esperta e um sorrisinho
sapeca. – Stew, hoje eu vi uma cena que o seu sempre fiel amigo Michael iria
odiar!
A romancista
cuspiu toda a bebida de volta na caneca.
– O quê?
– Quem é
Michael? – Tom perguntou antes que o amigo pudesse abrir a boca.
– O namorado
dela – A loura murmurou como se fosse óbvio, dando um olhar sugestivo pra
escritora, que sentiu dois olhares britânicos sobre ela.
– Isso é
sério? – Rob perguntou confuso e totalmente chocado.
– É sim. –
ela confirmou, dando de ombros.
– Mas o quê?
Como assim? Por que você não me contou, Kristen? – ele tentou formular alguma
coisa coesa em sua mente – Eu não acredito nisso.
E ele ficou
sério, perdido nos próprios pensamentos. Como ela pôde fazer isso com ele?
Justo ele que havia sido completamente honesto desde o momento em que colocou
seus olhos nela.
Kristen
apenas olhou culpada pra amiga do outro lado da fogueira que não conseguiu
resistir. E dois segundos depois, Dakota soltava uma estrondosa gargalhada em
divertimento, assim como a morena que também não aguentou mais.
– Ain, Robert, você é tão previsível! – A
Barbie tentou dizer entre risadas e roncos totalmente divertida.
– É mentira?
– ele perguntou com o cenho franzido, encarando as duas californianas em crise.
– Você devia
ter visto a sua cara! – Kristen gargalhou outra vez, afogando-se no próprio ar
ao ouvir o suspiro de alívio do rapaz, assim como as risadinhas de Tom.
– Isso não
teve graça. – Brincou, finalmente rindo também e envolvendo um de seus braços
ao redor da garota.
– Ah, teve
sim! – ela riu, descansando a cabeça no ombro dele ao olhar para a amiga em
agradecimento. Toma essa, Pattinson!
Kristen 1 X 0 Ruiva Peituda.
Muitas
risadas, conversas idiotas e guloseimas depois, os amigos riam de algum vídeo
no tablet do Tom, à medida que a
romancista se livrava do cobertor que aquecia ela e o britânico. A brisa fria
do lago havia passado e ela já se sentia quente o bastante perto do jovem.
– Quer dar
uma volta, K? – Robert perguntou, desviando a atenção do vídeo e fitando os
olhos verdes apenas cobertos por um pouco de rímel.
– Claro –
ela sorriu, pegando sua mão estendida quando ele levantou antes dela e lhe
ofereceu um gesto inglês. – Que cavalheiro, milord!
– Murmurou divertida, encaixando seu braço ao dele enquanto caminhavam rumo ao
lago.
Eles andaram
alguns minutos em silêncio, confortáveis apenas estando ao lado um do outro.
Era possível ouvir alguns sons de grilos e as conversas da fogueira ao longe
por baixo da respiração e os passos dos dois, o barulhinho suave do caminhar
das águas da lagoa e, vez ou outra, um vagalume voando ao redor deles. Era
calmo e acolhedor.
– O que é
aquilo? – Kristen viu algo brilhando perto de um arbusto, e correu para se
abaixar e pagar o objeto – Olha isso!
O londrino
riu enquanto ela sorria feito uma criança, soprando a haste redonda e vendo
inúmeras bolhas de sabão saindo do pequenino cilindro.
– Não vejo
uma coisa dessas há séculos! – ela soltou um risinho enquanto soprava
novamente, sentando-se na grama de frente ao enorme lago.
– Minhas
irmãs tinham uma coleção disso quando eram pequenas – Compartilhou ao sentar ao
lado da morena, estourando uma bolha e outra que flutuava ao redor dos dois.
– Ah, eu
vivia soltando bolhas escondido dos meus irmãos, porque eu era a machona da
casa – ela disse divertida, arrancando uma risada engraçada do britânico.
– Juro que
eu não consigo visualizar uma mini-Kristen que seja tão macha e bruta.
– Ih, pior
que eu era. Não posso nem mentir! – Riu com ele, deitando-se no gramado
enquanto formava outra bolha. – Qualquer dia desses, eu procuro uma foto no meu
notebook e te mostro.
– Eu vou
cobrar, você está me devendo muitas coisas já! – ele falou convencido,
deitando-se ao seu lado.
– Ai, como
você é metido! Quando parar com essas crises de metidez, eu cozinho aquele prato
que estou devendo.
– Você
cozinha há muito tempo? – Perguntou curioso, querendo descobrir cada detalhe da
escritora.
– Desde que
eu tenho uns 14 anos, eu acho. Eu conheço a Suzie desde aquela época, então
aprendemos a cozinhar juntas. – Sorriu
com a lembrança, soprando uma bolha na cara do inglês, que riu. – Já que meus
pais nunca foram muito bons com comida e a Suzie foi criada com a avó, nós
pedíamos receitas pra Sra. Riemer e tentávamos em casa. Até que a gente foi
pegando jeito da coisa e foi melhorando...
– Ah, eu
conversei sobre isso com ela, em Barcelona – ele comentou – Ela é chef de cozinha, não é?
– Ela é sim!
Eu sempre fui mais apegada à literatura, mas a Suzie desde então quis levar a
culinária a sério.
– Eu acho
tão legal isso de levar um sonho adiante, sabe? Dar a cara a bater e tentar
fazer o que realmente gosta. – Rob murmurou com um sorriso, ganhando o olhar da
escritora – Minha mãe sempre foi uma cozinheira de mão cheia, então nunca me
deixava chegar perto das panelas dela, por isso sou um terror na cozinha!
Eles riram,
olhando um nos olhos do outro. Apreciando o momento, as risadas, as confissões
por incontáveis minutos ou horas. Perdidos demais um no outro para repararem em
qualquer coisa que não fossem os olhos que brilhavam com uma palavra ou outra,
ou um sorriso que aparecia entre gargalhadas contagiantes no meio de histórias
divertidas e hilárias do passado de um deles.
– E aí eles
queriam ir pra Long Beach, mas eu não queria porque eu tava numa TPM terrível e
então o Michael me encheu tanto o saco que acabei cedendo... – Kristen comentou
em um momento ao contar sobre o aniversário catastrófico do seu irmão mais
velho, rindo e revirando os olhos com as memórias.
– Michael? –
O britânico perguntou; um bichinho o cutucando ao ouvir aquele nome pela
segunda vez.
– Argh,
esquece isso. – ela meneou a cabeça, corando ao morder o lábio inferior.
– Kristen, é
sério. – Pediu com sinceridade, apoiando-se no cotovelo para fitar os olhos
verdes da morena.
– Ele é meu
ex, nada demais.
– Nada
demais? – Questionou ao olhar fundo em seus olhos, vendo-a assentir.
– A gente
namorou por dois anos, mas ele não entendia que eu queria ser escritora ou
qualquer coisa que envolvesse uma editora de livros! – ela murmurou levemente
frustrada – Como um bom produtor novato em Hollywood, ele queria que eu
seguisse o mesmo ramo da minha família e atuasse nos filmes que ele trabalhava.
– E você não
gostava disso? – ele deduziu curioso.
– Eu
detestava! Adoro ver filmes, não estar neles. – Rolou os olhos. – Ele era um
cara legal, mas apenas o fato de não respeitar o que eu realmente amo fazer,
acabou nos distanciando e provocando tantas brigas que eu terminei o namoro.
– Eu sei
como é isso – ele concordou com ela, sendo sincera ao fitá-la com os olhos completamente
nus – Mas se me permite dizer, seu ex foi um completo idiota!
– Ah, isso
eu descobri com o tempo – ela soltou uma risadinha, soprando outra bolha em
descontração enquanto se envolviam em tantos assuntos e tantas confidências.
E assim eles
ficaram... Tagarelando, trocando segredos e intimidades, falando de mais e de
menos até que nem se davam conta do que falavam mais, soltando bolhas,
brincando, conhecendo um ao outro. Era como seu primeiro dia de aula em que
você tem aquele medinho inicial, mas depois que conhece o ambiente, quer
aprender tudo de uma vez só.
Ambos nem
notaram quando a noite vagarosamente virava dia e os primeiros tímidos raios de
sol preenchiam o ambiente, tocando as folhas verdes das árvores e refletindo
suavemente no lago.
– Qual a sua melhor memória de infância? – ela inquiriu
com um sorriso, apoiando-se no braço direito para poder enxergar melhor o
fotógrafo ao seu lado.
– Acho que
as manhãs de sábado, quando meu pai colocava Van Morrison pra tocar e ele e
minha mãe rodopiavam por toda a sala comigo, Vicky e Lizzy – Rob falou baixo em
um murmúrio, sorrindo nostálgico com a lembrança maravilhosa; as risadas altas
dos três pequenos, a felicidade tão plena. – E você?
– Com
certeza os dias de chuva – ela sorriu, fechando os olhos e quase sendo
teletransportada pelas imagens em sua mente – Meu pai colocava Elvis bem alto
no vinil enquanto eu sentava no acolchoado da janela pra reler algum livro do
Tolstói. Sempre acabava com nós seis conversando alguma bobeira e tomando
chocolate na sala.
– Você sente
falta de quando era criança? – Perguntou tranquilo, preso no encanto e em cada
palavra dita pela romancista.
– Às vezes
bate aquela saudade – ela deu de ombros com um sorriso, olhando nos olhos
acinzentados dele – Mas a gente faz o presente pra ele se transformar em boas
memórias no futuro.
E o jovem
fitou as palavras tão honestas, mas inteligentes daquela mulher com sorriso de
menina. Ela era encantadora em todas as formas justificáveis e fazia sua mente
explodir a cada novo detalhe. Ela era, de fato, uma das mulheres mais
agradáveis de conversar e com o melhor beijo que já havia experimentado na
vida. Melhores beijos, na verdade, no plural.
– Realmente
faremos o presente valer boas memórias – ele esboçou aquele sorriso torto que ela
tanto adorava, fazendo-a sorrir de volta como um ato puramente involuntário. E
foi quando ela fitou novamente seus olhos e viu que eles estavam direcionados
aos seus lábios entreabertos em um suspiro.
– E você
gostaria de fazer uma memória agora? – A voz suave e feminina soou baixa nos
ouvidos do britânico, arrepiando-o com aquele tom firme que só ela tinha.
Robert olhou
outra vez nos olhos de um verde quase dourado nas íris da escritora.
– Eu
fodidamente adoraria – Respondeu completamente sincero, arrancando uma
risadinha da morena. Isso se ele não tivesse tomado os lábios cheios aos seus.
E ela
correspondeu da melhor forma possível, entrelaçando seus dedos aos cabelos da
nuca do londrino enquanto sentia o impulso do corpo forte e másculo empurrando-a
em direção à grama e a deitando confortavelmente entre algumas flores que ali
havia.
As mãos
grandes apertaram deliciosamente as maçãs do rosto da morena antes de descerem
torturantemente devagar para a cintura, coberta por uma regata branca soltinha
com alguma frase em português do Cazuza. O jovem simplesmente adorava o jeito
que ela se vestia, mas ele adorava ainda mais o que havia por baixo de todas
aquelas roupas.
A pele
quente, sedosa, quase aveludada o fazia se controlar para não fazer alguma coisa
rápido demais. Aquela hollywoodiana simplesmente o enlouquecia.
Os lábios
quentes e rosados sugaram com suavidade o lábio inferior dele, fazendo-o
suspirar e morder sua boca de volta antes de sugar a língua da jovem em um
beijo delicioso com sabor de chocolates e marshmallows.
Eles deslizavam com calma e vontade, sentindo suas línguas se tocarem e se
enrolarem e se descobrirem da melhor forma possível. Era tão gostoso que os
fizeram gemer baixinho.
– Porra, Kristen, o que você fez comigo? –
ele arquejou entre os seus lábios, sentindo a respiração de ambos em ofegos
enquanto os dedos da garota acariciavam seus cabelos.
– Eu não
sei... – Suspirou com a boca colada a sua, olhando nos olhos quentes do
fotógrafo e sentindo o toque suave em sua cintura e quadris. – Eu não era tão gay assim antes de te conhecer.
Ele sorriu
ao ver os olhos verdes divertidos e tão honestos.
– Adeus,
dignidade? – Rob brincou, convidando-a para uma pequena vida indigna e
totalmente jovem e inconsequente.
Os melhores
prazeres humanos eram feitos da forma mais indecorosa e indecente. Como devorar
uma deliciosa barra de chocolate e se lambuzar todo. Como brincar na terra com
os primos e sujar toda a roupa e as mãos. Ou escutar aquela música e colocar no
repeat só pra poder dançar e cantar
sozinho e, quem sabe, até fazer aquele solo de guitarra que a gente nunca dá
conta com o instrumento de verdade. Ou como ler aquele livro e não resistir em
colocar o marca página só para ir direto naquela cena preferida quando for
reler. Ou assistir aquele filme de terror e gritar com o personagem pra não
sair sozinho pela floresta ao ouvir um barulho suspeito, mas depois fechar os
olhos com medo de o vilão alcançá-lo.
Ou, então, beijar aquele cara inglês que você
simplesmente não consegue resistir.
– Adeus,
dignidade. – ela concordou, pulando no mesmo barco que o britânico e se
deixando levar pelo que o seu fodido coração dizia.
Indignidade.
Essa era a palavra-chave.
E, então,
ele a puxou para outro beijo. E depois mais um beijo e depois mais dois ou
três. Até que uma risadinha baixa e infantil soou atrás de ambos. Descolando
seus lábios e olhando para o lado, avistaram uma garotinha morena e toda fofa
em um pijama do Bob Esponja e olhar sapeca, fitando os dois.
– Moça – A
voz fininha disse enquanto ela colocava o dedo na boca – Esse brinquedo que
solta bolhas é meu. Será que pode me devolver?
– Oh! –
Kristen arquejou exasperada, arregalando os olhos ao se desvencilhar do
britânico – Me desculpe, é todo seu, gatinha!
– Obrigada!
É que eu esqueci ontem e voltei pra pegar assim que amanheceu! Se eu perder, a
mamãe me mata! – ela falou com uma carinha culpada, fazendo a escritora e o
fotógrafo rirem divertidos ao verem a menininha correndo de volta até as
cabanas.
– Meu Deus,
já amanheceu e eu nem reparei! – A jovem comentou surpresa, arrumando os
cabelos à medida que observava a luz do início do dia iluminando as árvores e o
lago.
– Eu muito
menos – Robert riu, olhando para o seu relógio de pulso antes de abrir a boca
com um susto – Caralho, já são seis horas! Temos que correr pra não perder o
avião!
– O quê? Por
que isso sempre acontece com a gente? – ela perguntou desesperada, levantando
enquanto ouvia a risada do inglês a seguindo. – Precisamos procurar a Dakota e
o Tom!
– Eu ouvi
que eles iam cedinho pra uma meditação hippie
da cabana principal, eles devem estar lá!
E os dois
saíram correndo pelo gramado do acampamento até que chegaram nessa tal
meditação. Leia-se: muita fumaça suspeita no ar, o sol entrando pelas enormes
janelas de vidro, pessoas dançando em círculos com sáris nas mãos enquanto
alguma música do Bob Marley tocava alto. Tom estava capotado no meio de alguns puffs e Dakota trotava pra lá e pra cá
com a bandeira dos Estados Unidos nas mãos, cheia de flores no cabelo e um headband torto na testa.
– Meu. Deus.
– Kristen murmurou totalmente abismada, para nas imensas portas duplas de
madeira, ao lado do londrino.
– Chame os
dois que eu vou tirar um monte de fotos, porque sim! – ele falou com um sorriso
sacana, ganhando uma gargalhada da morena que correu em direção aos dois
toscos.
Já que a câmera estava na sua cabana, Robert pegou o iPhone e começou a sessão de fotos com
direito a Tom babando, chamando pela Sienna feito um bebê e tropeçando nos
sáris e nos tapetes, e uma Dakota fugindo da amiga aos gritos, tentando se
defender com a bandeira do país enquanto dizia que agora seria a nova Janis
Joplin.
Muitas gargalhadas sacanas depois, Rob e Kristen enfim
conseguiram pegar as malas e jogar os dois tapados no conversível alugado, rumo
ao aeroporto.
– Que Lisboa nos traga dias mais tranquilos! – A
escritora falou divertida ao pegarem a estrada principal, olhando para o banco
traseiro e vendo os amigos babando abraçadinhos.
– Eu acho isso meio difícil, mas não custa nada sonhar!
– O britânico riu, sabendo que pelo menos Madrid já lhe trouxera os melhores
dias vividos naquela viagem.
A música toca, estou acordando
Paramos a batida e consumimos mais
E agora acabou, temos o amor
Não há segredo agora, não há segredo agora
(Ellie Goulding - Burn)
E aí, gostaram do cap?
Hahahaha'
O beijo no palácio, RK
contemplando o Guernica (minha cena preferida *-*), um pouquinho mais sobre o
passado dos nossos babies, Dakota e suas ideias! LOL
Ai minha gente? E os pós
coloridos? E esse final? Espero que estejam gostando!
E comentem. Não vou ficar
postando se não tiver comentários. Além do mais, quem comentar, recebe um inbox pelo Facebook com spoiler do próximo cap!
REVIEW = PREVIEW!
Toodles honey























2 comentários:
OOOOOOOOOOOOOOOOI, é Lígia :D
Lígia S no Nyah! e Lígia ALmeida no face.
Eu AMEEEEI o capítulo, já falei que estou apaixonada por esses dois? A Dakota é tãao cool, amo ela <3
Posta logo, agr tô indo ali no nyah comentar lá também.
Bjooos
O.K...eu já estou consideravelmente empolgada com o comercial do Rob, com o Charlie/Grey e começar a ler BR com esse beijo –M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O é vida demais!!! Nossinhora...tô bem não. Ou melhor, tô ficando bem...BEM animada. #sos
Nossa, arrepiei com esse beijo. E minha inveja interior está nua dançando macarena!!
Arfando...arfando...caçando ar.Foi assim que cê me deixou com esse beijo D-E-L-I-C-I-O-S-O dos dois. Eles são muito perfeitos!! Ah, eu fico vyada e louca com essa intensidade entre eles. #autorafoda
E tinha que acabar o momento “vamos arfar e sentir inveja” de uma forma cômica, né? Até eu esqueci que eles tinham invadido o palácio!! Pernas pra que te quero!! Kkkkkkkkkk :D
...E UAU, baby, me emocionei de novo enquanto eles falavam sobre a pintura de Picasso. Abri uma tela paralela com a imagem e acompanhei a perfeita descrição e exposição de sentimentos sobre a obra e seus significados. EMOCIONANTE. PARABÉNS, viu! Abri a outra a pintura mencionada também e me arrepiei. Ficou perfeito isso... #enxugaaslágrimas
Daí cê sai de um momento emocionante desses para ler “orgasmo”. Hã?? É a delícia que é ler BR. Mix de emoções e muito divertimento. Sempre...Hahahaha...Mas, acabou foi numa conversa gostosa regada à churros. Hummm, muito bom.
E esse quarteto é bom demais. As conversas sempre são boas e aventuras melhores ainda. Claro, tudo obra da mente criativa da Dakota...e “I kissed a girl and I liked it, the taste of her cherry chapstick…” uuuuh, cantei junto com a Dakota!! Adoooooro. #meuladobiseempolgou E o Tom não perde a oportunidade de “implicar” com a loura!!
O acampamento foi uma ótima ideia. Muito divertido. E esses amigos são malucamente adoráveis. E mais adorável ainda foi ver Kristen com ciúmes do seu britânico e mais que perfeito ele acabar isso com um belo beijo!! Ai, ai...suspiros e mais suspiros saem de mim nesse momento.
E também quero brincar do que quer que seja essa brincadeira deles....uma zoação só!! Hahahaha... adoro bagunça! E pervice na piscina?? Uuuui...pode explorar mais disso, autora linda. Eu deixo! #pervaficouanimada
Menina, eu fiquei tensa com a brincadeira da Dakota sobre o “namorado” da Kristen. Putz, fodeu!! Kkkkkkk sério, pensei, vai ter DR agora! Não teve graça...fiquei nervosa...kkkkkkkk.
Depois vem toda essa conversa gostosa e harmônica entre Robert e Kristen. Ai, ai, impossível não sorrir e suspirar com eles. Conspirar com eles. Ainda mais com esses beijos intensos e arrepiantes.
E o que foi essa pequena linda os interrompendo? Que fofa!!
Claaaaaro que eles tinham que se atrasar pro voo, né? Não seriam eles se não o fizessem!!
Kkkkkkkkkkkkkkk pera me deixa parar de rir da imagem mental que cê plantou em minha cabeça...kkkkkkkkkkkkk que porra é essa? Eu diria! Meditação “hippie”? “e começou a sessão de fotos com direito a Tom babando, chamando pela Sienna feito um bebê e tropeçando nos sáris e nos tapetes, e uma Dakota fugindo da amiga aos gritos, tentando se defender com a bandeira do país enquanto dizia que agora seria a nova Janis Joplin.” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk gente, esses dois são malucos...mesmo!! Ri muito disso!!
Ai, ai, BOM DEMAIS!!
Agora eu que te digo, baby: o que você fez comigo? Pera, eu respondo: ME FEZ VICIAR EM BURNING RED!! Capítulo mais que perfeito e delicioso!! PARABÉNS...suspiros, mais suspiros e boas risadas.
Que venha Lisboa!! \o/
Beijão, baby. <3
Postar um comentário