15 novembro 2013

DP - Capítulo 4

Heyyy, babies! Como vão?
Vamos ler o capítulo e curtir mais um pouquinho da Lana na América do Sul! Gente, que diva essa mulher!
E obrigada a minha baby e beta, Aline Bomfim. Te amo, gata.
Aproveitem o capítulo que está... err... quente! (66'

National Anthem

“Em nossas drogas e em nosso amor
E nossos sonhos e nossa fúria
Turvando as linhas entre o real e o falso
Sombria e solitária, eu preciso de alguém para me abraçar”

            – Isabella, querida, que bom revê-la! – Candice a abraçou assim que abriu a porta, sorrindo para a nora.
            – É ótimo revê-la também – Ela sorriu de volta, entrando na bela mansão de meio bilhão de dólares, em Holmby Hills, enquanto a Sra. Biers cumprimentava seus pais.
            Após uma noite louca com muitos amassos, álcool e cocaína, Edward deixou a herdeira em casa pouco antes das três da manhã, e depois de um café da manhã ouvindo seu pai lhe chamando de inconsequente por continuar chegando sempre às madrugadas, eles logo se viam na Lamborghini em direção à casa dos pais de Riley, também no oeste de Los Angeles.
            – Vocês não vieram mais nos visitar, senti principalmente sua falta, querida – A mulher murmurou, voltando-se para Bella com seus grandes olhos castanhos, idênticos aos do filho, e cabelos caramelo esvoaçando em seus suaves cachos. Ela estava linda em um clássico vestido amarelo ao estilo anos 50, assim como sua mãe em um vestido azul.
            – Eu estive presa com a faculdade, sinto muito, Candice – respondeu com um sorriso culpado, ouvindo a risadinha da sogra quando a abraçou outra vez. Logo puderam escutar passos se aproximando e a voz fina e delicada de Bree.
            – Ah, vocês chegaram! – A cunhada falou com uma risada, assim que adentrou a imensa sala em tons claros e vitorianos, prendendo a morena em um abraço.
            – Oi, Bree, quanto tempo! – Isabella sorriu ao olhar a jovem de 18 anos. Ela estava maior e com mais curvas desde a última vez em que a havia visto, antes de sua viagem a Europa, ostentando beleza em sua saia de cintura alta e blusinha Chanel. – Como foi em Amsterdã?
            – Maravilhoso! Muita moda, jardins magníficos, restaurantes finos, sem falar nos homens... – comentou com um risinho divertido em seu largo sorriso branco nos lábios cheios. – Eu fui a um show do Andre Rieu simplesmente esplendoroso! Sem falar no desfile da Versace. In-crí-vel!
            – Que ótimo – ela murmurou com um sorriso que não chegou aos seus olhos, embora não deixasse de se sentir feliz pela adolescente de pequeninas íris verdes brilhantes e longos cachos castanho-escuros.
            – Não monopolize minha garota, pirralha! – Riley brincou com a irmã assim que se aproximou junto de seu pai, trajando uma calça jeans e um blazer bege por cima da camisa de botões, cumprimentando a namorada com um singelo beijo nos lábios.
            Logo, ela se sentou na sala de visitas junto das mulheres, enquanto Richard Biers mostrava aos homens as fotos de sua última viagem de pesca em Aspen. E foi naquele cômodo enorme e tão aconchegante, com todos aqueles móveis e artigos franceses de luxo, que Isabella sentiu sua bile subir e subir e seu estômago se revirar assim como sua cabeça.
            Saudações, senhoras e senhores! Sejam muito bem vindos à perfeição teatral da alta sociedade!
            – Eu acho que Lauren tem um caso com o noivo da Jessica, mas vai saber!
            – O quê? Não, a Jessica é quem tem um caso com o filho do próprio noivo! Eu sempre soube que ela estava com aquele velho só por causa da influência dele.
            – Semana passada, Angela estava aos beijos com Ben no clube, acreditam? Tudo bem que eles acabaram de se casar, mas que tipo de garota enfia a língua na garganta de um homem em público?
            – Leah estava de novo tentando pegar Mike Newton, mas agora que você disse que Jessica tem um caso com ele, já sei bem o motivo...
            – Isso é o de menos, porque ontem Leah estava na loja da Bvlgari, ganhando uma nova gargantilha do Jacob. Ele é um nojento!
            – E eu não sei? Já pegou todas as patricinhas “comprometidas” de Beverly Hills!
            Fofocas, fofocas e mais fofocas. Isabella apenas sorria e confirmava com a cabeça enquanto sentia uma vontade de vomitar corroendo seu estômago. Quantas pessoas já não deviam ter falado dessa maneira sobre ela? Pelas costas, as pessoas tiravam as máscaras e mostravam suas verdadeiras identidades de bestas – verdadeiras feras vestidas de realeza enquanto tudo o que queriam era tirar as máscaras das outras pessoas e continuar no próprio anonimato. Mas naquele mundo ninguém estava a salvo. Ninguém estava no anonimato. Tudo e todos eram motivos, pontes e razões para mais fofocas e conversas e palpites inexplicáveis sobre a vida alheia.
            Verdadeiras mentes vazias de almas vazias em corpos ainda mais vazios.
            A única coisa que preenchia aquelas pessoas eram o medo, o nojo e a própria e escondida auto-aversão sufocados no assombroso vácuo.
            – O jantar está servido! – A empregada de pele bonita e bronzeada murmurou no hall em frente à sala; sua voz estalando como o timer de um forno quando avisa que, se a torta continuar a assar, vai acabar queimando.
Isabella estava à beira do desastre, mesmo estando linda por fora com seu curto vestido evasê em um tom clarinho de salmão, destacando sua cintura com o grosso cinto bege da mesma cor do scarpin que calçava, exceto pelo detalhe dourado na ponta.
            Todos estavam rodeados na imensa mesa com uma bela vista para a piscina do jardim – o sol do final da tarde despontando entre o verde das palmeiras e da grama ao refletirem o colorido das flores. Aquilo acalmou a herdeira por dois ou três segundos.
            E Bree começou a falar enquanto a morena tentava engolir seu aspargo.
            – Amsterdã estava linda durante o Natal, vocês precisavam ter visto! – Os olhos verdes brilharam à medida que sorvia um gole de seu vinho branco.
            – Ah, filha, fale sobre Diego! – Sua mãe sorriu ao olhar para a garota.
            – Sim, o Diego! – ela disse com uma risadinha. – Acho que ele é o homem dos meus sonhos! E é editor de arte da GQ, acreditam? Eu o conheci no desfile da Versace e passamos toda a after-party conversando! Ele mora em Nova York, mas vem pra cá no próximo final de semana pra me ver de novo!
            – Uau, você pegou um ótimo partido, querida! – Renée disse num sorriso, olhando para a filha que logo fingiu uma expressão de felicidade.
            – Espero podermos oficializar logo! Preciso de um diamante no meu dedo, por favor! – murmurou exasperada, arrancando uma risada de todos na mesa e alguns pares de olhares ansiosos para Riley e Isabella.
            – E vocês, quando pretendem oficializar a relação também? – O pai do jovem questionou ao bebericar sua taça de vinho.
            – Não queremos apressar nada, pai – O empresário respondeu, sorrindo para sua garota que suspirou aliviada.
            – Ah, mas não iriam apressar coisa alguma! – A mãe da herdeira logo prosseguiu com um largo sorriso e os olhos vibrantes. – Imaginem um casamento dos dois! Seria o evento do ano!
            – Seria magnífico! – Candice sorriu. – Iríamos contratar o melhor buffet, um belíssimo salão em Santa Monica ou Malibu, uma lua de mel perfeita, maquiadores mais caros, um vestido fantástico da Vera Wang ou Oscar de la Renta...
            A herdeira arregalou os olhos ao tentar imaginar tudo aquilo, sentindo cada palavra e expressão maravilhada das mulheres a sufocarem e efervescê-la na agonia.
            – Mas eu não preciso do melhor maquiador e do melhor vestido! – ela arquejou em desespero.
            – Sim, Isabella, você terá um casamento perfeito com o mais alto ícone da sociedade americana! – Renée tratou de ser firme ao olhar para a menina, colocando seus cabelos alaranjados atrás dos ombros ao encará-la.
– E por que vocês não me perguntam o que eu quero? Ou o que Riley quer? – A jovem morena elevou a voz ao tirar o guardanapo de seu colo e jogá-lo na mesa, frustrada, exaltada e extremamente cansada de tudo aquilo. – Já parou pra pensar se nós dois queremos um casamento perfeito com o mais alto ícone e blábláblá? Já parou pra pensar se nós ao menos queremos um casamento?
01 novembro 2013

BR - Capítulo 9


E aí, gatonas! Todas joia?
Depois de um tempinho, aqui está a segunda parte do capítulo "Lisboa"! Espero que gostem.

No capítulo anterior:

            Taylor Stewart era o típico garoto desencanado. Magro, pele branca, olhos verdes e animados, cabelos castanhos e revirados dentro de um boné surrado – um visual despojado de skatista.
            – E aí, porque demorou tanto pra chegar? – A morena perguntou quando ele jogou os braços em seus ombros. E então ele fez uma breve expressão culpada.
            – Eu meio que trouxe um convidado.
            – Quem? – Ela franziu o cenho, olhando para os lados. E então viu a praga.
            Caminhando até onde eles estavam, ninguém mais ninguém menos do que Michael Angarano – seu patético ex-namorado – sorria para ela.

Capítulo 9: Lisboa – Parte II

Então 1, 2, 3, pegue minha mão e venha comigo
Porque você parece tão legal
E eu realmente quero fazê-la ser minha
(Jet - Are You Gonna Be My Girl?)

            A jovem nem teve tempo de lançar seu olhar encolhedor de bolas para o irmão, quando o dito cujo se aproximou.
            – Hey, K – ele murmurou com um sorriso e ela apenas revirou os olhos, furiosa.
            – O que você está fazendo aqui, Michael? – E pronunciar seu nome em voz alta, foi como um chamado pra todos os amigos da americana – e Rob – olharem para eles.
            – Não iríamos estar juntos no Optimus Alive! deste ano? – Deu de ombros, a expressão com uma rajada de ironia. – Era o que planejávamos, não era?
            Ela semicerrou os olhos, bufando, antes de arquear a sobrancelha e encará-lo de cima a baixo.
            Ele continuava o mesmo. Pele levemente bronzeada, cabelos com suaves ondas de um castanho claro, olhos também castanhos que soavam infantis e ingênuos, sorriso bonito e traços suaves – estava mais forte, mas era baixinho demais para ser considerado um galã. Naquele momento, a morena o definiria como “cara de retardado” e ponto.
            – Michael... – ela suspirou impaciente, colocando a mão na cintura ao andar lentamente até ele. – Nós terminamos. Acabou.
 
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