16 fevereiro 2014

DP - Capítulo 8

Heey, bitches! Como vão?
Aqui está mais um cap de DP... Espero que gostem! <3

Diet Mountain Dew

“Diet Mountain Dew, baby, New York City
Nunca houve uma garota tão bonita
Você acha que seremos apaixonados para sempre?
Você acha que seremos apaixonados?”

            Nova York estava esplêndida! O céu nublado, o movimento, os carros, as pessoas apressadas, os prédios de tijolos, de concretos, de imensas paredes espelhadas cobrindo arranha-céus e o oxigênio partindo do Central Park há apenas algumas quadras dali. Era simplesmente impossível não amar cada parte daquela cidade.
            – Eu amo Nova York! – Isabella gritou em plenos pulmões e com um sorriso de criança no rosto ao avançar rapidamente pelas ruas fora do horário de pico e admirar cada beleza no carro conversível.
            Edward riu, esparramando seus braços pela lataria brilhantemente vermelha da Ferrari alugada. O motivo de terem atravessado o país em um jatinho particular naquela mesma manhã? Isabella, seu sorriso de menina e um pedido para um dia insano sem quaisquer favores, medos, receios ao deixarem os dois completamente a mercê da vida e daquela selva de concretos. Manhattan era praticamente a segunda casa da jovem herdeira e ela conseguiu o conquistar com aqueles grandes olhos verdes que o fascinavam.
            Aquela era sua pequena e maravilhosa loucura em busca da liberdade.
            – Você é louca – O britânico falou com uma risada, preenchendo-se com cada detalhe através de seu Wayfarer escuro. Isabella, é claro, sorria atrás daqueles óculos em forma de coração de armação vermelha que irradiava pecado.
            – Só estou me divertindo! – Deu de ombros ao sorrir ainda mais, trocando a marcha à medida que avistavam o Radio City Music Hall no quarteirão à esquerda.
            E ao dirigir com o Central Park como vista, a morena pegou a segunda saída para a Broadway até chegar ao Mandarin Oriental, obviamente o hotel mais caro da cidade.
            – O que os senhores gostariam? – O simpático recepcionista questionou ao mexer em seu bigode, divertindo-se com o sorriso fácil e tão jovial do casal.
            – Suíte presidencial, por favor – Bella sorriu, beijando a bochecha de Edward antes de sorrir e entregar seu cartão de créditos.
            E foi com esse mesmo sorriso fácil que ambos adentraram a imensa antessala do último andar. O piso e as paredes leste-oeste eram forrados em madeira escura, havendo uma belíssima mesa de jantar e luminárias douradas do lado esquerdo e, ao lado direito, sofás de couro e poltronas cinza combinando perfeitamente com o tapete vermelho e flores da mesma cor. Toda a imensa parede norte, porém, era revestida em um vidro límpido que mostrava a belíssima paisagem de prédios e o parque mais famoso da cidade.
            – Ah, essa vista! – A garota suspirou ao rodopiar pela sala e ser seguida pelo inglês até o quarto todo em tons de ouro por conta dos abajures e as cortinas e carpete cor de creme.
A enorme cama de casal estendia-se ao lado de duas poltronas e uma pequena mesa próxima a mais uma parede de vidro. Atrás da cama, no entanto, ficava um imenso espelho e, em cada uma de suas extremidades, uma porta que dava de volta para a sala e outra para o lindo banheiro nas mesmas cores, respectivamente.
– Uau! – Edward exclamou divertido com todo aquele luxo cinco estrelas, pegando uma garrafa de champanhe dentro do balde de gelos ao lado da TV de tela plana.
            – Isso não é lindo? – Ela riu, abrindo os braços com um gritinho empolgado antes de roubar a garrafa do espumante e, então, correr pelo quarto e pular como uma criança em cima da king-size. – Foda-se o dinheiro! As crianças na África vão continuar a passar fome, a Europa vai continuar em crise e os políticos vão continuar a nos roubar se eu gastar ou não o meu dinheiro, não é? É isso o que meus pais e toda aquela gentinha diz, então vamos ver se vale de alguma merda!
            – Como eu disse, você é louca! – Edward gritou risonho ao também subir na cama e ouvir a risada histérica e animada da californiana.
            – E eu nunca disse que não era – Sorriu de volta, estourando o champanhe e sentindo a bebida molhar sua garganta docemente através do gargalo.
            Ele roubou um beijo ao puxar a morena pela cintura, sorvendo alguns goles do espumante logo em seguida e a vendo sorrir quando ela lhe tomou a garrafa e rodeou as mãos ao redor do pescoço do homem.
            – Esta noite nós vamos nos divertir como nuca – murmurou sorridente contra seus lábios, fazendo-o circundar os sinuosos quadris ao fitar os olhos cheios de planos e sensações.
            – Já tem algum destino, madame?
            – Upper East Side e alguma loucura depois.
            E ambos sorriram, beijando-se ardentemente.
            Horas depois e com uma Nova York despontando luzes durante a noite, Bella sorriu ao terminar de se enxaguar durante o banho.
            – Nem me venha com esse olhar, nós estamos atrasados – repreendeu risonha ao ver a expressão maliciosa do britânico que invadia o banheiro só com uma toalha enrolada na cintura.
O cômodo era grande e todo revestido em mármore negro e creme, também com grandes janelas de vidro com vista para os prédios e tons dourados das luminárias. E ela riu quando Edward soltou um falso muxoxo, entrando predadoramente no box transparente.
– Nem um beijo rápido? – Sorriu ao segurar a cintura da morena e seus olhos deslizarem pela pele nua.
– Hm-hm – murmurou travessa, tirando a toalha dos quadris do londrino e o enrolando no próprio corpo molhado. – Você não vai precisar disso aqui agora.
E simplesmente caminhou para fora do banheiro, deixando-o com um olhar abismado, embora terrivelmente quente.
Aquela garota fazia uma verdadeira bagunça com cada uma de suas terminações nervosas. Era como se Isabella Swan demandasse cada sinapse de seu cérebro e tivesse o total controle de seu córtex. Tudo o que ele conseguia pensar, falar, agir e principalmente sentir estava de alguma maneira ligado àquela menina – fosse algo que a lembrasse, algo que a faria soltar algum comentário doce e sarcástico ou simplesmente fazê-la sorrir daquele jeito que confundia sua mente.
Aquele fodido sorriso que o levava aos Céus e o depois o jogava nas profundezas do Tártaro.
A herdeira dançava distraída enquanto perambulava pelo quarto assim que Edward atravessou a porta com uma das toalhas que sobraram na cintura. Apenas uma lingerie sexy e preta delineava suas curvas sob a renda cara, as quais remexiam-se à voz de Elvis Presley vindo do estéreo com One Night.
“The things that we two could plan would make my dreams come true…” – ela cantarolou ao rebolar suavemente com os olhos fechados, encaixando um brinco em sua orelha.
– Você é um pecado, Isabella – O homem murmurou com um sorriso safado atravessando seus lábios e os braços cruzados no peito. A jovem abriu os olhos assustada, sorrindo sapeca logo em seguida enquanto fitava o corpo deliciosamente úmido de Edward.
Ela suspirou.
– Acho que eu devo dizer o mesmo – Deslizou as próprias mãos por sua cintura e suas coxas, movimentando-se lentamente ao ritmo da canção...
– Temos champanhe e morangos... – ele comentou cheio de segundas intenções ao se aproximar devagar.
– Nós não temos tempo... – falou ainda se remexendo, mordiscando o lábio inferior ao admirar cada parte pecaminosa dos ombros largos e o abdômen... Oh, merda!
Os olhos verdes saltaram maliciosamente para a garrafa de champanhe, os morangos ao lado dos gelos, o corpo do britânico. O champanhe, os morangos, o britânico. O champanhe...
– Merda, já estamos atrasados mesmo! – Ela jogou as mãos para o alto antes de enrolar as pernas nos quadris do jovem e beijar sua boca sedenta e sempre tão quente.
– Porra, você é tão gostosa! – Edward arfou contra os lábios ofegantes, empurrando-a sobre a bancada ao lado do espumante e sentindo os pequenos dedos puxando sua toalha à medida que ele arrancava o sutiã da morena.
– E com champanhe eu fico muito melhor... – murmurou sacana, fazendo-o sorrir e se deliciar ao pensar como aquela mulher louca, maravilhosa e docemente perigosa fora parar em seus braços.
Ele só sabia que jamais a deixaria sair dali.

E pouco se importando com o atraso que, na verdade, era irrelevante, ambos seguiram pelas ruas noturnas do Upper East Side, onde uma pequena festinha sempre acontecia. Das ruas ou da recepção do luxuoso edifício com vista para o Central Park, era impossível imaginar o que acontecia na cobertura onde vivia um dos amigos playboys mais perigosos e aptos para o perigo que Isabella conhecia – nunca fora realmente corajosa o bastante para participar, mas ela sentia que deveria e queria experimentar cada coisa que acontecia nas dimensões de seu pequeno universo.
Com esse pensamento e seu nome checado com o porteiro, o elevador privativo levou a garota e Edward ao último andar. Quando as grades se abriram, alguma música da Iggy Azalea soava alta e vibrava pelo ambiente obscuro com luzes negras, fumaças de narguilé e o calor das pessoas que dançavam e se moviam ameaçadoramente ao ritmo do hip hop eletrônico.
– Isabella Swan! – exclamou um jovem de pele negra, um grande sorriso branco e um belo corpo definido dentro de jeans e camisa pólo de grife.
– Tyler! – Ela sorriu perigosamente, abraçando o anfitrião que observava a linda jovem em um curto vestido coberto de lantejoulas pratas e Loubotins.
– Eu fiquei surpreso quando confirmei seu nome com a recepção – ele brincou com uma risada, sendo seguido pela morena que logo fez questão de apresentá-lo ao homem ao seu lado, trajando uma camisa de botões preta que a fazia delirar.
– Tyler, este é Edward Masen – Sorriu outra vez. – Edward, Tyler Crowley, fizemos o colegial juntos em Los Angeles.
– Novo namorado finalmente! A última vez que eu a vi, você estava com aquele mauricinho do Biers! – O moreno disse divertido, apertando as mãos com o britânico.
– Um filho da puta – Edward complementou sorrindo maldoso.
– Completamente – Tyler riu, fazendo a morena revirar os olhos ao não conseguir esconder um risinho. – Mas hoje a noite é nossa. Nova York nunca dorme!
– Estou amando isso – ela murmurou mais para si mesma, caminhando de mãos dadas com o inglês pela imensa sala movimentada e cheia de um brilho escuro.
Havia um bar personalizado à direita e uma imensa sala horizontal ligada a uma sala de jogos e a imensa varanda com uma piscina – uma parede de vidro tomando conta de todo o ambiente ao mostrar a cidade cheia de luzes.
– Aos meus novos amigos! – O playboy gritou por cima da mesa ao voltar de seu botequim particular com shots de vodca, brindando com Edward e Bella que riram e entornaram a bebida. – Sintam-se em casa!
A morena começou a se remexer suavemente conforme a melodia contagiante e vibrante da música alta, deixando as luzes negras e os lasers fluorescentes brilharem através de sua pele. Ela ajeitou o britânico em um único beijo de língua e o puxou pela gola da camisa ao redor da imensa sala com o panorama maravilhosa da Nova York noturna.
O hip hop com pegadas eletrônicas e obscuras pareciam bater em sincronia com seus peitos e era maravilhoso. Pessoas dançavam por todos os cantos, outras deitavam-se nos chases e sofás de couro, garotas semi-nuas bebendo uísques e tequilas, uma mesa de poker com alguns homens e mulheres gritando e fumando maconha enquanto em algum lugar da sala um grupo ria alto ao tragarem narguilé. Na varanda, as luzes piscavam à medida que jovens se jogavam na piscina e se esfregavam uns nos outros.
Isabella sorriu ao caminhar até um dos sofás perto da sacada e ver um maço de Vogue sobre a mesinha de centro. Ela roubou um cigarro e um isqueiro ao se acomodar ao lado de Edward no couro preto e dar uma longa tragada no tabaco.
– Você está deliciosa nesse vestido... – ele sussurrou em seu ouvido, mordendo o lóbulo entre um diamante e a sentindo sorrir ao soltar a fumaça pelos lábios.
– Só pra você, querido – murmurou de volta, soprando em sua boca aberta e o beijando com vontade.
– Eu faria qualquer coisa por você, Bella – falou contra seus lábios, e ela o fitou com aqueles grandes olhos verdes e um sorriso de lado.
– Você me compraria Diet Mountain Dew?
– Eu compraria uma fábrica de Diet Mountain Dew – Sorriu de volta, beijando-a suavemente.
O sorriso do homem aumentou ao desgrudar-se da morena e tragar rapidamente seu cigarro, curvando-se até uma garrafa de Jack Daniels e despejando o líquido em um dos copos de vidro ali. A bebida desceu queimando sua garganta quando ele olhou sombriamente para Isabella e a viu segurar o baseado em seus lábios sensualmente.
A música parecia estar ainda mais alta e pulsante, e a jovem se levantou com um olhar malicioso, movendo-se ritmicamente com o barulho musical. Edward mordiscou sua própria boca ao vê-la deliciosamente se remexendo para ele antes de lhe lançar um sorriso travesso de menina e se deslizar ao longo do ambiente em seus saltos “me foda”.
O inglês apenas escorregou os braços no encosto do sofá ao fitar desejosamente cada movimento da garota. Ela conversava com algumas pessoas felizes demais, altas demais, tragando seu cigarro, roubando suas bebidas, sorrindo como se fosse uma deusa e deixando sua mente de diamantes brilhar com cada ideia, conversa e pensamentos fluidos de explosivas estrelas cadentes.
Ela estava solta, ela estava livre. E ele amava admirar cada coisa que ela fazia.
Filho da puta! – Um grupo rodeado na mesa de poker gritou ao rir e entornar doses de álcool. – Outra rodada!
Os olhos de Bella desviaram-se perigosos e maliciosos para Edward do outro lado da sala.
– Estamos dentro! – Ela ergueu a mão ao se aproximar da mesa e chamar o londrino que já caminhava em sua direção.
– Uh, que tipo de poker, gata? – Um homem loiro, bronzeado e bonito sorriu com suas íris castanhas, fazendo-a rolar os olhos e o londrino envolvê-la pela cintura possessivamente.
Tequila Poker? – perguntou uma garota de cabelos platinados, tragando um cigarro de marijuana.
– Não – A herdeira sorriu. – Strip Poker.
– Uooou! – A galera exclamou com sorrisos no rosto ao levantar seus polegares. – Com certeza sim!
Isabella riu enquanto eles tiravam as cartas que escolheriam o carteador. Tyler, que acabara de retornar da varanda um tanto alto, pegou o maior valor e foi escolhido para controlar o jogo.
– Certo, todos troquem os sapatos por fichas de trezentos dólares pra começarmos! – falou ao esfregar as mãos ansiosamente, recolhendo os pares e distribuindo as fichas.
Após embaralhar as cartas, o jogo começou.
As apostas estavam nas maiores peças de roupas enquanto cada um defendia o próprio jogo. Isabella sorria meio chapada, compartilhando a maconha da loira de olhos maquiados chamada Jane. Vez ou outra, ela fitava o britânico por sobre as cartas do outro lado da mesa, jogando perfeitamente.
A morena e a amiga foram as primeiras a retirarem seus vestidos por perderem a primeira rodada, seguidas de alguns caras que perderem suas camisas. Edward encarou o saboroso corpo da Swan coberto pela lingerie preta que arrancara mais cedo e a meia-calça presa à cinta-liga em suas coxas – mas logo sentiu seu humor espumar ao ver o olhar dos outros homens na mesa.
Remexendo-se desconfortavelmente em sua cadeira ao passo que a morena sorria divertidamente para ele, o inglês fez uma alta aposta ao ver seu baralho. A luz negra e os lasers pareciam estar ao ritmo vibrante da música quando Bella sorriu ao dar check em seu jogo – ela não abandonaria, mas não tinha cartas boas o suficiente para cobrir a aposta, deixando-se levar completamente às consequências de se jogar um baralho de strip-tease.
Ela entornou três doses seguidas de vodca, rindo com Jane e sentindo o olhar do jovem de Londres em cada um de seus movimentos. A erva caminhava por suas veias e deixava seu cérebro parcialmente anuviado e animado demais. As luzes eram mais fortes, a música era mais intensa, as risadas, as conversas e os olhares pareciam potencializados a mil enquanto seu sangue pulsava em suas artérias até seu coração descompassado e louco por adrenalina.
Era uma sensação dúbia de fragilidade e poder que ninguém poderia sequer descrever o que se passava por cada neurônio enlouquecido de sua mente.
Fumaças demais, álcool demais, muitas cartas, apostas, peças de roupas perdidas e risadas altas quando ela se viu perdendo com um Edward ganhador completamente vestido; a maioria tirando seus cintos ou calças e Isabella desatando os pequeninos fechos das costas de seu sutiã rendado.
– Preparem-se, rapazes! – ela falou num tom provocante, retirando sua penúltima peça.
O coro de suspiro quase fez o britânico levantar da porra daquela mesa e carregar sua mulher como um saco de batatas nas costas. Merda de garota provocante.
Call – Tyler apostou ao cobrir a aposta de Edward.
Fold!
– Eu dou check. – A herdeira sorriu e o londrino sabia muito bem que atrás daqueles fodidos olhos verdes, cheios de rímel e delineador, ela estava jogando não para si mesma, mas para ele. Todo aquele joguinho de ficar nua era uma maldita decisão premeditada para tirá-lo do controle.
– Merda. – ele praguejou quando a morena perdeu novamente. E, ao invés de comemorar mais uma jogada vencida, o homem se segurou na cadeira para impedir a cena que estava por vir.
Bella levantou-se sensualmente, dando a visão de seus belos seios alvos e a cintura fina quando depositou os dedos na pequena calcinha preta, deslizando-a em uma lenta tortura pelos seus quadris, suas pernas, até alcançar o piso escuro e fazendo os rapazes e Jane gritarem e vibrarem divertidamente, com risos altos e deliciados.
– Puta que pariu, Isabella! – O britânico surtou, levantando-se da mesa em um salto nervoso e com os olhos fumegando de raiva e ciúmes, resgatando cada peça de roupa da jovem e cobrindo-a quando a pegou pelo braço e a viu arregalar os olhos.
– O que você está fazendo? – questionou injuriada, bufando como uma criança mimada.
Ele a ignorou, virando-se para os jogadores.
– A rodada dela acabou e como todos sabem, pra ela voltar precisa pagar favores sexuais pra um dos apostadores. – Sorriu ironicamente, voltando-se para a garota. – E você vai vir agora!
– Edward! – ela exclamou irritada e completamente injuriada. Porra, que inferno de homem quente e mandão!
O inglês fingiu que não ouviu seus protestos, puxando-a até um dos corredores escuros ao entregar a lingerie e o vestido para ela.
– Merda, Isabella, vista essas roupas agora. – ordenou com o cenho franzido em ira e um ciúme descontrolado.
– Não! – Ela cruzou os braços. – Você não manda em mim e eu faço a porra do que eu quiser!
– Não me desafie, Isabella! – ele rosnou, apertando seu braço ao encostá-la contra a parede.
– Ou o quê? – Arfou perigosamente, erguendo uma de suas delineadas sobrancelhas. – O que você vai fazer, Edward Masen?
Ele sorriu ironicamente ao pensar em algo perfeito, roçando sua proeminente ereção contra os quadris da jovem.
– Pra voltar ao poker, o jogador que perdeu todas as suas peças tem que prestar um favor sexual em troca de mais trezentos dólares em ficha.
Os lábios cheios e vermelhos repuxaram-se nervosamente em um beicinho nervoso de quem havia perdido uma discussão.
– Não adianta fazer esse beicinho, Isabella... – ele provocou, mordendo o lábio inferior da morena. Ela gemeu, agarrando os cabelos de sua nuca.
– Porra, Masen! – ela xingou derrotada, empurrando-o contra a parede de vidro do corredor escuro, fitando o fundo dos olhos azuis. – Aproveite o show.
E com apenas essas palavrinhas, a herdeira deslizou em suas pernas até estar com o rosto exatamente de frente ao volume entre os quadris do britânico. Ela olhou maliciosamente para cima, encarando os olhos desejosos e ansiosos enquanto ela desabotoava os jeans pretos e descia o zíper, rapidamente tendo o membro duro e de veias pulsantes em suas pequenas mãos.
O gemido de Edward invadiu todo o corredor quando a boca quente da californiana preencheu todo o seu volume e o sugou deliciosamente.
Porra!
Isabella deu um sorrisinho antes de colocá-lo em sua boca novamente e circundá-lo perfeitamente com a língua quente e molhada. Suas mãos apoiaram-se nas coxas ainda cobertas pelo jeans, cravando-as com as longas unhas bem feitas quando ela chupou ainda mais forte o membro enriste, macio e ao mesmo tempo tão duro em seus lábios.
– Bella, Deus... – ele gemeu outra vez, descendo seus dedos entre os cabelos castanhos da garota, mexendo seus quadris conforme o ritmo da boca quente e doce, sentindo-se ir até sua garganta e, então, ter sua ponta sugada suave e deliciosamente entre a língua efervescente.
A morena olhou para cima novamente, encontrando os olhos tão azuis e excitados do britânico fixados em um desejo latejante contra os seus. E ela o fitou como uma garota safada ao sugá-lo fortemente e fazer o londrino rugir outro gemido.
– Merda, Bella, eu vou gozar na sua boca... – ofegou com suas palavras, fechando os olhos e se sentindo perto, cada vez mais perto. – Bella...
Mas ela não o tirou de seus lábios. Ela o sugou outra e outra vez, rodeou-o com sua língua e o chupou intensamente quando sentiu o líquido espesso e levemente salgado descer por sua garganta.
E ela lambeu os lábios ao se levantar e estar a altura do bad boy.
– Estou de volta ao jogo. – Sorriu maliciosamente.
– Fodidamente está. – falou entre arquejos, tomando o rosto da garota ao beijar seus lábios e ter a língua densa e perversa contra a sua.
Isabella estava completamente alta quando, já vestida, saiu do corredor escuro para a enorme sala em seus tons obscuros como se fosse uma pequena fortaleza endiabrada por poderes psíquicos. E se ela estivesse lúcida, até se assustaria com o clima ainda mais carregado ali, as pessoas dançando ao ritmo hipnotizante e forte da música, homens e mulheres esfregando-se em amassos, beijos e mãos intensas uns nos outros nos sofás, contra as paredes, caminhando aos tropeços até os quartos e até a piscina.
Fumaças que já se tornavam densas névoas ao redor de todo o ambiente com luzes que piscavam entre o escuro e obscuro, jovens ao redor no narguilé, fumando, bebendo, drogando-se até sentir seus cérebros sangrarem e implorarem por uma tortura menos lúcida que aquela. E ela e Edward podiam muito bem ver um casal ou outro se revezar entre as mesas cheias de carreiras de cocaína e algo que o britânico sabia muito bem se tratar de êxtase passando de mão em mão entre quem se divertia na pista de dança improvisada.
A herdeira sorriu para si mesma ao caminhar até o sofá e sentir o londrino ao seu lado. E então quando chegou sua vez, ela colocou o pequeno cano em sua boca, tragando e sentindo a mistura de maconha e essências completamente insanas na fumaça do narguilé. Ao sentir toda aquela substância rastejar por sua garganta e cravejar em seus pulmões, era como se respirar fosse algo ironicamente fácil demais.
A droga invadia todo o seu sistema, fazia sua cabeça girar, seu estômago se revirar e a fazia se sentir viva como nunca! Sentir cada parte de seu corpo, cada pulsação de seu peito, cada corrida de seu sangue entre as veias, suas fibras e células morrendo e nascendo em sua pele cheia de poder, sentimentos maravilhados e que podiam explodir como um homem-bomba inteiramente insano buscando apenas uma saída simples em uma vida cheia de desgraças.
Ela não sentia apenas a si mesma como uma pessoa só, ela se sentia como um organismo vivo que apenas queria viver com toda aquela sensação de poder extremamente viciante e potencializada como deuses romanos lutando dentro de cada célula.
E quando ela soprou a fumaça para fora de seus lábios, foi como extrair todos os seus sonhos frustrados, suas iras irracionais e seus pensamentos insanos que ninguém além dela mesma conseguia entender. Sua vida era uma verdadeira merda vazia, mas ela sentia que dentro de cada garrafa vazia dentro de si, haviam vontades e ansiedades que jamais se cansariam até serem realizadas. Era um falso oco – na vida falsa de uma garota rica que apenas conseguia se sentir plena quando não fazia merdas loucas que a faria se arrepender algum dia.
Mas ela não ligava com o que poderia se arrepender ou não. Muito pelo contrário. Isabella Swan, naquele instante, desejou mais que tudo ter algo pelo qual se arrepender, algo pelo qual ansiar, lutar, agir insanamente em seus piores humores negros.
Algo pelo qual podia sentir.
Dinheiro não valia de nada naquele momento, não quando ele só poderia trazer grandes apartamentos, carros de luxo e roupas de grife entre as quais você faria uso em sua vida inútil e vazia demais para se importar com qualquer coisa. Apartamentos onde você morreria, carros que poderiam lhe matar e roupas de grife que até poderiam ser enterradas com você senão decidisse ser cremado. Até porque aquela vida vazia não valia de nada quando se tomava Prozac todas as manhãs para aguentar o dia e se usava drogas todas as noites para tentar sentir alguma coisa.
Era a merda de um vazio preenchido por pós de estrelas cadentes assassinadas pelo tempo. Estrelas de sonhos vazios quando se há demais para ter e nada com o que sonhar.
E foi com esse mesmo sentimento de estar flutuando entre os cadáveres presos no inferno que Edward, Isabella e algum punhado de jovens completamente drogados e inconsequentes dirigiram até a badalada boate Marquee. Eles jamais se lembrariam de como pararam lá.
Entre danças, idas ao banheiro atrás de cocaína, narizes sangrando e peles completamente brancas pelo pó, todos eles dançavam com sorrisos nos rostos, beijavam-se como se fossem tremendamente felizes, esquecendo os choros pela manhã seguinte e mais uma ou duas ou três pílulas de antidepressivos até morrerem numa overdose acidental adolescente.
Eles se remexiam pelas luzes escuras e lindas demais para suas pupilas dilatadas e seus cabelos desarrumados, suas roupas amassadas e a maquiagem borrada entre cocaína, maconha, cheirando a narguilé e tabaco e sexo como pessoas sem qualquer quantia de dignidade.
Para quê se precisa de algo qualitativo quando se tinha o quantitativo para esfregar na cara das pessoas?
A música eletrônica urrava em seus ouvidos e Isabella apertava-se e esfregava-se em Edward através da escuridão da boate na 10th Avenue e ela não se importava com qualquer coisa que se referisse a ela, a ele, suas vidas ou suas dignidades corrompidas por drogas e dinheiros e sorrisos falsos.
            – Eu quero fazer alguma loucura, Edward – ela murmurou para ele acima da música alta e latejante, puxando-o pelo colarinho e gritando para os outros amigos. – Eu quero fazer alguma grande merda!
            E eles estavam altos demais para negarem. E a herdeira bilionária se lembrou muito bem de estar gargalhando quando eles adentraram às pressas em seus carros e ela e o britânico abriam a Ferrari alugada e reluzente, com ele disparando entre as marchas e o volante a porras por hora pelas ruas desertas de Nova York.
            Ela gargalhou quando ele dirigiu insanamente veloz ao lado do Central Park, os pequenos dedos trabalhando enquanto despejava algumas gramas de cocaína em sua própria mão e inspirava e sentia o pó rasgar suas cartilagens até o cérebro, e ela pouco se importou com seu nariz sangrando ou seus olhos vermelhos. Ela apenas se importava com a garrafa de champanhe em suas mãos e em seus lábios à medida que ela e Edward gritavam animados, agitados e completamente excitados pela adrenalina da noite nova-iorquina.
            – Porra! – ela gritou entre risadas histéricas, goles de espumante enquanto colocava seus pés em Loubotins pela janela e sentia seus cabelos ricochetearem pelo vento insano do conversível. – Edward, eu te adoro!
            E ele riu quando a garota beijou seus lábios e o impediu de olhar para frente, berrando empolgadamente antes de sentir o bico da garrafa em sua boca, entornando a bebida doce e deliciosa em sua garganta seca e vibrante.
            – Isabella, – ele a chamou através do som ensurdecedor do vento a mil por hora. – você é minha garota insana!
            – Apenas sua, Edward! – gritou de volta com uma risada, jogando a garrafa de champanhe na rua com o carro em movimento, importando-se com porra alguma ao envolver seus braços em torno do inglês. – Agora apenas sua.
            Ambos sorriram loucamente, totalmente fora de si e adorando estarem fodidamente aéreos. E eles provavelmente só voltaram em si quando a noite virava dia e os dois sorriam deliciados e ensandecidos um para o outro na costa de Coney Island, admirando a água do mar até as ondas ficarem azuis.

“Você não é bom pra mim
Mas, baby, eu o quero, eu o quero”

Hot? Hahahaha' Adoro essa Isabella que só adora provocar... (66' Hahahaha'
Digam-me o que estão achando da fanfic ou o que esperam! As coisas só tendem a melhorar e a esquentarem de agora pra frente! u.u
E lembrem-se, quem comenta, ganha spoiler do próximo cap!
Obrigada, babies!

Toodles honey

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