~Versão Twilight aqui.
E aí, quem estava
com saudades dos nossos putos preferidos? Hahahahaha'
Mas antes do capítulo,
eu queria convidá-las para lerem minha NOVA FANFIC. Yep! Quem aí leu a
one-shot "Born to Die"? Pois é, ela ganhou uma fanfic só pra
ela e se chama "Dark Paradise".
Sinopse: Edward, o
perfeito tipo de cara errado. A reencarnação de James Dean.
Isabella, exatamente a
garota certa. Uma Marilyn Monroe com perfume de frésias e cocaína. A menina de
grandes olhos verdes que apenas encontra a perfeição no submundo do britânico
que ela jamais imaginaria amar.
O que é bem, mal,
certo, errado? O que é o paraíso, afinal? Qual a sua verdadeira definição?
Eles vão viver em um
universo paralelo entre que você chamaria de paraíso e escuridão.
- http://raphaella-paiva.blogspot.com/2013/02/dark-paradise.html
Passem por lá e me
digam o que acham! ;)
Agradecimentos à minha
putona preferida, Aline Bomfim. Nossa beta que é praticamente autora de BR e
DP! Hahahahaha' Obrigada, vadia.
Agora aproveitem o
capítulo. Boa leitura.
Capítulo 4: Lisboa
Quando você está
perto de mim
Eu me torno
radioativa
Meu sangue está
queimando, radioativo
(Marina & The
Diamonds - Radioactive)
Arredores de Alentejo – Air Europa Líneas Aéreas
09h53min
– Oh, seu
puto, levanta essa bunda delícia daí e me deixa ficar um pouco com a minha
garota! – Dakota e todo o seu jeitinho sutil e delicado surgiram ao lado dos
amigos que estavam cheios de sussurros na poltrona do avião.
Robert
apenas olhou pro olhar azul e assassino em sua direção.
– A senhora
quem manda! – Ele soltou uma risadinha ao erguer as mãos em sinal de rendição
enquanto a loura sorria satisfeita e se sentava ao lado da amiga.
– Enfim a sós, srta. Stewart.
– Ai, eu
tenho medo de você às vezes, mas te adoro! – Kristen murmurou com uma
gargalhada, abraçando a garota que se derreteu.
– Também te
adoro, te amo, te quero, tesão da minha vida! – ela falou alto, soltando um
gritinho empolgado que ganhou os olhares de 99% dos passageiros.
– Vergonha
alheia: check! Primeiro mico em ares
portugueses, vadia! – Riu com a loura, arrumando-se na poltrona para ficarem de
frente uma para a outra.
O avião da
companhia aérea espanhola estava próximo do destino quando Dakota acordou
depois de babar em cima do Tom, ainda aos efeitos da maconha da última
madrugada. O britânico ainda estava chapado e dormindo de boca aberta assim que
ela sentiu saudades da escritora e quis apenas abraçá-la e fofocar como duas
velhinhas.
– E, então,
o Jude Law beija tão bem quando aparenta? – ela perguntou, mexendo as
sobrancelhas sugestivamente ao olhar pra romancista.
– Jude Law?
– Fala
sério, o Rob é a cara do Jude Law – Revirou os olhos, contando com os dedos. –
Lindo, inglês, de olhos claros e aquela barba por fazer.
– Se você
diz... – Riu divertida, bagunçando os cabelos platinados.
– Pare de me
enrolar, Stew...
– Okay, ele beija super bem! – ela
confessou com um rostinho sapeca, vendo a amiga quicar em seu assento e bater
palminhas. – Ele consegue ser carinhoso sem ser meloso, sensual sem ser
intimidante...
– Mas faz
sua calcinha molhar, né? – Encarou com carinha sapeca, fazendo a amiga
arregalar os olhos.
– Dakota!
– O quê? –
Ela se fez de rogada, rolando os olhos outra vez. – Fala logo que ele faz sua
calcinha derreter, mulher!
– Claro que
ele faz! É só olhar pra ele! – Kristen apontou discretamente para o britânico,
como se fosse justificativa o bastante. – Ele é quente como o inferno.
– Ah, se eu
gostasse de homens... – Ela suspirou e a amiga soltou uma risada, meneando a
cabeça em descrença.
– Vire
hétero, mas arrume outro homem, sua assanhada! – Brigou com a loura, tentando
segurar o riso. – Esse já tem dona!
– Mas já tá
assim? Toda saidinha, hein, Stewart... – Dakota provocou, fazendo cócegas na
costela da amiga que começou a se remexer toda.
– Argh,
loura, fica quieta! – Ela gargalhou, atacando a historiadora de volta.
– Já que meu
trabalho aqui está feito, eu vou voltar lá pro lado do babão e dormir mais um
pouco – falou com uma risada, beijando a bochecha da morena enquanto se
levantava. – Quero aproveitar um pouco de Lisboa antes do festival!
– Vai lá,
doida! – Kristen brincou, pegando sua edição surrada de Jogos Vorazes para ler antes de aterrissarem. Nem duas páginas
depois, Robert voltou a sentar na poltrona ao seu lado.
– E aí,
sobre o que você e a Kota fofocaram? – perguntou divertido, tirando o livro da
mão da garota na maior cara de pau.
– Larga de
ser enxerido, garoto! – Ela revirou os olhos, o que fez o sorriso dele se
alargar.
– Estavam
falando sobre mim?
– Ih, bateu,
a cabeça? Nós temos assuntos mais interessantes! Eu, hein... – A jovem
desconversou, pegando seu livro de volta ao ouvir o fotógrafo gargalhar.
– Vou fingir
que acredito...
Kristen bufou, fingindo ler alguns
parágrafos até que sentiu o dedo indicador do britânico cutucar seu ouvido.
– Rob?
– O quê? –
respondeu distraído, ainda cutucando.
– Quantos
anos você tem? 3 ou 23? – ela perguntou descrente, dando um tapa na mão dele e
desistindo completamente da leitura. – Tudo bem, vou dar atenção pra você
agora!
–
Finalmente! – Ele levantou os braços em glória, fazendo a morena rir enquanto a
encarou com seus olhos acinzentados.
– Quer falar
sobre o quê?
– Quais
amigos seus vão estar no festival hoje? – questionou curioso, vendo-a sorrir.
– A Scout, a
Ashley, a louca da Jessica e o gayzão do CJ. – Ela ouviu a risada do inglês,
rindo junto ao de lembrar do grupo de malucos. – o CJ com certeza vai dar em
cima de você e do Tom, mas é só não dar moral pra bicha!
– Meu Deus,
qual o seu problema em fazer amizades? – ele falou com uma expressão divertida,
ganhando outro tapa da americana.
– Ah, e meu
irmão mais novo também vai estar lá, então se prepare! – ela avisou logo de
cara, e o londrino fez um falso olhar espantado, arrancando outra gargalhada
dela.
– Você é
mais apegada a ele, não é? – inquiriu em um suave tom de curiosidade.
– Acho que
sim – Ela deu de ombros antes de rir. – Como o Taylor e seu temos a mesma
idade, sempre aprontamos juntos.
– Vocês têm
a mesma idade? – Rob franziu o cenho. – Como assim? Vocês dois são gêmeos?
– Oh, não! –
A escritora riu, meneando a cabeça ao se virar no assento para olhá-lo mais de
perto. – O Taylor e o Dana são adotados.
– Sério?
Isso é muito legal! – Ele sorriu à medida que ela assentia; um traço de orgulho
atravessando os olhos verdes.
– Três anos
depois que minha mãe deu à luz ao Cameron, ela e meu pai adotaram o Dana, que
ainda era só um bebezinho! – murmurou com um beicinho fofo, fazendo o britânico
sorrir admirado. – Após quatro anos, eu nasci e, quando eu completei cinco
anos, o Taylor foi adotado e ele tinha a mesma idade que eu.
– Uau, seus
pais são empolgados! – ele provocou, rindo junto da garota.
– Eles são
empolgados, loucos e amorosos até cansar! – Kristen disse divertida. – Eu os
adoro.
E Robert
sorriu, sabendo que amor, carinho e uma boa dose de loucura são sempre os
melhores fatores para qualquer família feliz.
Lisboa, Portugal – Hotel Real Palacio
15h45min
“O que define as pessoas é o caráter. Não
seu status social, seu extrato bancário, suas ações ou seus sorrisos. Status? Pff,
isso pode mudar em um piscar de olhos. Extrato bancário? Não significa coisa
alguma se não for usado para o bem. Já as ações... podem ser um condenador ou
um álibi, mas nunca são o suficiente. Enquanto os sorrisos... Ora, de que valem
os sorrisos quando não são bons ou verdadeiros?
O que define alguém é seu caráter, o conjunto de ações,
sorrisos, os sentimentos, as atitudes, os gestos e as palavras gentis, porque
as pessoas são como árvores – elas precisam de boas conversas, boas músicas e
um bom ambiente para crescer; e se tiverem mais uma quantia de carinho e
devoção, elas vão se transformar em um bom aliado para fazer um mundo melhor.”
A americana
sorriu, colocando a caneta dentro do bloco de notas e o abraçando contra o seu
peito enquanto escorava a cabeça no portal de madeira da enorme janela. Lisboa
havia trazido o melhor de si, e ela suspirou ao observar a cidade lá embaixo
cheia de portugueses e turistas animados para o festival de música.
Após
chegarem à terra de Cabral, Kristen mergulhou na cama do hotel e tirou um
delicioso cochilo – assim como o fotógrafo, no quarto da frente – enquanto Tom
e Dakota decidiam explorar a região. Ela não aguentava mais ouvir a loura e o
moreno choramingarem de ansiedade para visitar o oceanário. E naquele instante,
a escritora sentiu o calor e a brisa trazerem a inspiração assim que ela se
sentou no parapeito da janela grande e de cores vibrantes, admirando as
construções antigas, as ruas de pedra e o imenso Rio Tejo ao longe.
Três
batidinhas na porta tiraram sua atenção do sol brilhando contra o seu rosto, e
ela atravessou o quarto de móveis coloridos e renascentistas para ver um Robert
sorridente e com uma bandeja nas mãos, parado no corredor.
Ela sorriu.
– Veio
alimentar sua senhora, Alfred? – A escritora mexeu as sobrancelhas ao dizer,
ouvindo-o rir à medida que ela fechava a porta.
– Claro, madame – respondeu animado, sentando
sobre o longo tapete branco e felpudo enquanto mexia nas tigelas esmaltadas e
despejava suco em dois grandes copos de alumínio.
– O que
temos aqui? – ela perguntou divertida ao sentar do seu lado.
– Brioches,
torradas, geléia de framboesa, suco de laranja... – falou com um sorriso,
virando-se pra ela com uma carinha sapeca. – E morangos.
– Hmmm... Morangos – Kristen riu, observando-o
pegar a fruta e lhe oferecer, pertinho de seus lábios. Ela abriu a boca
suavemente, mordendo com delicadeza e quase gemendo com o sabor doce
preenchendo sua língua.
– Bom? – A
voz dele soou baixa e rouca, fazendo-a abrir os olhos e encontrar o rosto másculo
e bonito a centímetros do seu.
Ela mastigou
lentamente ao murmurar um suave “hm-hum” e, então, tocou suas mãos grandes e
firmes que ainda seguravam o outro pedacinho de morango.
–
Experimente – A jovem sussurrou, mas ao invés de colocar a fruta na boca dele,
ela trouxe a mão quente até seus próprios lábios, mordendo novamente o morango
e, sem pensar duas vezes, ela o beijou.
E ele
deslizou com desejo suas mãos rumo à cintura da mulher, gemendo ao sentir a
fruta brincar na língua dela e migrar deliciosamente para a sua, dissolvendo o
gostinho doce e fazendo ambos se sentirem quentes de imediato.
– Bom, não
é? – Ela sorriu contra os seus lábios, deixando seus dedos brincarem com o
cabelo claro e macio dele.
– Muito bom – Rob murmurou com um sorriso,
beijando-a suavemente outra vez.