Heyyy, babies! Como vão?
Vamos ler o capítulo e curtir mais um pouquinho da Lana na América do Sul! Gente, que diva essa mulher!
E obrigada a minha baby e beta, Aline Bomfim. Te amo, gata.
Aproveitem o capítulo que está... err... quente! (66'
National
Anthem
“Em nossas drogas e em nosso amor
E nossos sonhos e nossa fúria
Turvando as linhas entre o real e o falso
Sombria e solitária, eu preciso de alguém para me abraçar”
–
Isabella, querida, que bom revê-la! – Candice a abraçou assim que abriu a
porta, sorrindo para a nora.
–
É ótimo revê-la também – Ela sorriu de volta, entrando na bela mansão de meio
bilhão de dólares, em Holmby Hills, enquanto a Sra. Biers cumprimentava seus
pais.
Após
uma noite louca com muitos amassos, álcool e cocaína, Edward deixou a herdeira
em casa pouco antes das três da manhã, e depois de um café da manhã ouvindo seu
pai lhe chamando de inconsequente por continuar chegando sempre às madrugadas,
eles logo se viam na Lamborghini em direção à casa dos pais de Riley, também no
oeste de Los Angeles.
–
Vocês não vieram mais nos visitar, senti principalmente sua falta, querida – A
mulher murmurou, voltando-se para Bella com seus grandes olhos castanhos,
idênticos aos do filho, e cabelos caramelo esvoaçando em seus suaves cachos.
Ela estava linda em um clássico vestido amarelo ao estilo anos 50, assim como
sua mãe em um vestido azul.
–
Eu estive presa com a faculdade, sinto muito, Candice – respondeu com um
sorriso culpado, ouvindo a risadinha da sogra quando a abraçou outra vez. Logo
puderam escutar passos se aproximando e a voz fina e delicada de Bree.
–
Ah, vocês chegaram! – A cunhada falou com uma risada, assim que adentrou a
imensa sala em tons claros e vitorianos, prendendo a morena em um abraço.
–
Oi, Bree, quanto tempo! – Isabella sorriu ao olhar a jovem de 18 anos. Ela
estava maior e com mais curvas desde a última vez em que a havia visto, antes
de sua viagem a Europa, ostentando beleza em sua saia de cintura alta e
blusinha Chanel. – Como foi em
Amsterdã?
–
Maravilhoso! Muita moda, jardins magníficos, restaurantes finos, sem falar nos
homens... – comentou com um risinho divertido em seu largo sorriso branco nos
lábios cheios. – Eu fui a um show do Andre Rieu simplesmente esplendoroso! Sem
falar no desfile da Versace. In-crí-vel!
–
Que ótimo – ela murmurou com um sorriso que não chegou aos seus olhos, embora
não deixasse de se sentir feliz pela adolescente de pequeninas íris verdes
brilhantes e longos cachos castanho-escuros.
–
Não monopolize minha garota, pirralha! – Riley brincou com a irmã assim que se
aproximou junto de seu pai, trajando uma calça jeans e um blazer bege
por cima da camisa de botões, cumprimentando a namorada com um singelo beijo
nos lábios.
Logo,
ela se sentou na sala de visitas junto das mulheres, enquanto Richard Biers
mostrava aos homens as fotos de sua última viagem de pesca em Aspen. E foi
naquele cômodo enorme e tão aconchegante, com todos aqueles móveis e artigos
franceses de luxo, que Isabella sentiu sua bile subir e subir e seu estômago se
revirar assim como sua cabeça.
Saudações, senhoras e senhores! Sejam muito
bem vindos à perfeição teatral da alta sociedade!
–
Eu acho que Lauren tem um caso com o noivo da Jessica, mas vai saber!
–
O quê? Não, a Jessica é quem tem um caso com o filho do próprio noivo! Eu
sempre soube que ela estava com aquele velho só por causa da influência dele.
–
Semana passada, Angela estava aos beijos com Ben no clube, acreditam? Tudo bem
que eles acabaram de se casar, mas que tipo de garota enfia a língua na
garganta de um homem em público?
–
Leah estava de novo tentando pegar Mike Newton, mas agora que você disse que
Jessica tem um caso com ele, já sei bem o motivo...
–
Isso é o de menos, porque ontem Leah estava na loja da Bvlgari, ganhando uma
nova gargantilha do Jacob. Ele é um nojento!
–
E eu não sei? Já pegou todas as patricinhas “comprometidas” de Beverly Hills!
Fofocas,
fofocas e mais fofocas. Isabella apenas sorria e confirmava com a cabeça
enquanto sentia uma vontade de vomitar corroendo seu estômago. Quantas pessoas
já não deviam ter falado dessa maneira sobre ela? Pelas costas, as pessoas tiravam
as máscaras e mostravam suas verdadeiras identidades de bestas – verdadeiras
feras vestidas de realeza enquanto tudo o que queriam era tirar as máscaras das
outras pessoas e continuar no próprio anonimato. Mas naquele mundo ninguém
estava a salvo. Ninguém estava no anonimato. Tudo e todos eram motivos, pontes
e razões para mais fofocas e conversas e palpites inexplicáveis sobre a vida
alheia.
Verdadeiras
mentes vazias de almas vazias em corpos ainda mais vazios.
A
única coisa que preenchia aquelas pessoas eram o medo, o nojo e a própria e
escondida auto-aversão sufocados no assombroso vácuo.
–
O jantar está servido! – A empregada
de pele bonita e bronzeada murmurou no hall
em frente à sala; sua voz estalando como o timer
de um forno quando avisa que, se a torta continuar a assar, vai acabar
queimando.
Isabella
estava à beira do desastre, mesmo estando linda por fora com seu curto vestido
evasê em um tom clarinho de salmão, destacando sua cintura com o grosso cinto
bege da mesma cor do scarpin que
calçava, exceto pelo detalhe dourado na ponta.
Todos
estavam rodeados na imensa mesa com uma bela vista para a piscina do jardim – o
sol do final da tarde despontando entre o verde das palmeiras e da grama ao
refletirem o colorido das flores. Aquilo acalmou a herdeira por dois ou três segundos.
E
Bree começou a falar enquanto a morena tentava engolir seu aspargo.
–
Amsterdã estava linda durante o Natal, vocês precisavam ter visto! – Os olhos
verdes brilharam à medida que sorvia um gole de seu vinho branco.
–
Ah, filha, fale sobre Diego! – Sua mãe sorriu ao olhar para a garota.
–
Sim, o Diego! – ela disse com uma risadinha. – Acho que ele é o homem dos meus
sonhos! E é editor de arte da GQ, acreditam? Eu o conheci no desfile da Versace
e passamos toda a after-party
conversando! Ele mora em Nova York, mas vem pra cá no próximo final de semana
pra me ver de novo!
–
Uau, você pegou um ótimo partido, querida! – Renée disse num sorriso, olhando
para a filha que logo fingiu uma expressão de felicidade.
–
Espero podermos oficializar logo! Preciso de um diamante no meu dedo, por
favor! – murmurou exasperada, arrancando uma risada de todos na mesa e alguns
pares de olhares ansiosos para Riley e Isabella.
–
E vocês, quando pretendem oficializar a relação também? – O pai do jovem questionou
ao bebericar sua taça de vinho.
–
Não queremos apressar nada, pai – O empresário respondeu, sorrindo para sua
garota que suspirou aliviada.
–
Ah, mas não iriam apressar coisa alguma! – A mãe da herdeira logo prosseguiu
com um largo sorriso e os olhos vibrantes. – Imaginem um casamento dos dois!
Seria o evento do ano!
–
Seria magnífico! – Candice sorriu. – Iríamos contratar o melhor buffet, um belíssimo salão em Santa
Monica ou Malibu, uma lua de mel perfeita, maquiadores mais caros, um vestido
fantástico da Vera Wang ou Oscar de la Renta...
A
herdeira arregalou os olhos ao tentar imaginar tudo aquilo, sentindo cada
palavra e expressão maravilhada das mulheres a sufocarem e efervescê-la na
agonia.
–
Mas eu não preciso do melhor maquiador e do melhor vestido! – ela arquejou em
desespero.
–
Sim, Isabella, você terá um casamento perfeito com o mais alto ícone da
sociedade americana! – Renée tratou de ser firme ao olhar para a menina,
colocando seus cabelos alaranjados atrás dos ombros ao encará-la.
– E por que vocês
não me perguntam o que eu quero? Ou o que Riley quer? – A jovem morena elevou a
voz ao tirar o guardanapo de seu colo e jogá-lo na mesa, frustrada, exaltada e
extremamente cansada de tudo aquilo. – Já parou pra pensar se nós dois queremos
um casamento perfeito com o mais alto ícone e blábláblá? Já parou pra pensar se
nós ao menos queremos um casamento?