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14 julho 2011

Prévia de Respiro Me - Capítulo 13!

Sim, podem começar o coro da aleluia! HUHAUHAUHAUA
Finalmente estou conseguindo escrever novamente após um surto de falta de inspiração (vê se pode ¬¬'), então decidi dar uma paralisada rápida em Betrayer pra escrever RM... E vim trazer o comecinho do cap pra vocês ^.^
Aliás, o Cronograma foi alterado e, se tudo der certo, posto o capítulo completo até sábado!
Ah, e não se esqueçam: Teremos uma oneshot nova AMANHÃ! Ela foi escrita pra primeira etapa do TwiContest e, conforme as regras, só posso postá-la após a divulgação das notas, então se preparem para Scars, meu novo baby de um capítulo =)
Enquanto isso, fiquem com a prévia do 13º cap de Respiro Me!



Conferenza

         Êxtase. Era exatamente a palavra que definia todo o meu estado de torpor naquele instante. Os suaves lábios de Bella estavam colados aos meus, tão macios, tão serenos... Eles ainda possuíam o mesmo delirante sabor de morangos recém colhidos, a mesma textura de seda chinesa e a mesma temperatura de um corpo em chamas. E tudo aquilo me deixava insano.
            Seus pequenos dedos se embrenhavam nos fios de cabelo da minha nuca, puxando-os sem qualquer receio, enquanto uma de minhas mãos desceu rumo a sua cintura fina, colando nossos corpos que ainda se encaixavam perfeitamente. Minha outra mão deslizou por entre seu pescoço até alcançar as delicadas maçãs de seu rosto, numa carícia tão antiga quando a Bíblia. Meus olhos se apertaram mais fortemente no momento em que suguei seu lábio inferior, mordendo de uma maneira suave, e ela somente gemeu baixinho.
            Um frágil suspiro escapou por entre os lábios de Bella que, ao invés de nos distanciar, somente me puxou mais contra si, beijando-me com volúpia e um desespero nunca sentido. Minha língua logo pediu passagem, invadindo a boca quente e deliciosa que apenas Bella possuía. E foi como voltar para casa após anos na guerra.
            Nunca havíamos compartilhado de um beijo tão intenso e conhecê-la daquela forma apenas fazia minha mente se revirar em satisfação e fugir com ela para sempre. Suas mãos em meus cabelos e seus lábios contra os meus era a mais pura sensação que já tivera o prazer de sentir. Era única. Era Bella.
            A suave música que nos entoou em nosso primeiro baile cessou e foi como o quebrar de um encanto. Nossos lábios se separaram devagar, como se não quisessem, e eu me vi sem ar pela primeira vez em anos. Ambos ofegávamos, sentíamos nossos peitos subindo e descendo em um ritmo descompassado, somente ao som de nossas respirações abafadas.
            E, então, meus olhos se abriram, enquanto ela encostava sua testa à minha. Bella estava tão linda, tão minha... Até que ela também abriu seus olhos, focalizando os meus com uma precisão e verdade que quase me deixou a seus pés. O chocolate era entorpecente e contrastava unicamente à luz do sol que se punha preguiçosamente. Ela soltou uma lufada de ar, misturada a um suspiro feminino que me fez arrepiar. Palavras não eram necessárias naquele momento, nem mesmo gestos ou atitudes. Seu olhar doce e gentil me dizia tudo... Era apaixonado.
            Minhas mãos acariciaram seu rosto teimosamente, sentindo sua pele quente sob a temperatura gélida da minha. Os olhos dela se fecharam, apreciando o toque que eu tanto quisera desde aquele dia do nosso reencontro. Meus dedos trilharam um caminho de reconhecimento por suas sobrancelhas, descendo para suas bochechas, lábios e deslizando cada vez mais ao sul... Até seus ombros parcialmente cobertos pela camisa de botões que ela trajava, retornando por sua nuca para alcançar seus tão singulares fios castanhos avermelhados.
            – Eu senti tanto a sua falta. – sussurrei, fechando os olhos e sentindo seu delicado aroma de frésias me invadir.
            – Eu também... – Sua voz sussurrada fez meus pelos se eriçarem, ao passo em que seus dedos afagavam carinhosamente a pele próxima à minha orelha, embrenhando-se em alguns fios acobreados.
            – Bella, eu... – Eu te amo, minha mente gritava pra eu dizer...

AHA! Eu escrevi mais que isso, mas se eu postar tudo perde a graça, né? *risada maléfica*
Até mais, seus lindos!
Toodles honey
24 maio 2011

RM - Capítulo 12

N/A: Hello, people!
Primeiramente, perdão pela demora... Mas vocês sabem como é conciliar família, escola e fanfictions! Aos poucos, as coisas vão melhorando ;)
Ah, e pra quem já quiser ir colocando para carregar, as músicas do cap são as seguintes:
Rihanna - California King Bed >> http://www.youtube.com/watch?v=jHS4ounb6eQ
Christina Aguilera - Beautiful >> http://www.youtube.com/watch?v=R_mkyQbdFng
Iron & Wine - Flightless Bird, American Mouth >> http://www.youtube.com/watch?v=d1BgYTZ4Mxc
Lembrando que as músicas são importantíssimas para o capítulo, inclusive essa última ^^
E antes de lerem, gostaria de dar boas vindas aos novos leitores e agradecer pelos antigos continuarem me aguentando!
hsauhasuhasuhsauahsuashu
Vocês são muito importantes nessa jornada...
Agora sim... Aproveitem mais um cap de Respiro Me!





             – Damon! – Minha voz proferiu em um farfalhar alto, mas parecia ser ignorada de maneira clássica pelo som forte e abafado da tempestade.
            Quem era aquela Rose, afinal? Como Damon nunca havia me falado dela antes? Eu me sentia traída... Era como se todos os meus órgãos estivessem estritamente apertados, agonizando-me aos poucos.
            Apressei meus passos, tentando alcançá-lo, no entanto, o solo encharcado afundava meus pés – Era como se eu estivesse andando em círculos.
            Eu tive que ir atrás de meu marido, ignorando a torrencial chuva primaveril daquela noite escura. Deixei todos, sem olhar por sobre os ombros, abrindo a porta da sala e correndo pelo jardim.
            – Damon, espere! – Gritei outra vez, e tive a sensação de vê-lo andar mais rápido, enquanto sentia minha roupa colar ao corpo e ficar pesada de repente, dificultando meus passos. – Não aja como uma criança. Precisamos conversar.
            Ele virou de uma vez; seus grandes olhos de safira fulminantes. E eu parei. Pude notar seu peito e subir e descer em um ritmo ainda mais descompassado que o meu, torneando seus músculos perfeitos por conta dos grossos pingos de chuva que caíam em sua camiseta branca, mesmo com aquela jaqueta de couro por cima.
            – Eu agindo como uma criança? – Sua voz estava rouca e... Diabos! Ele tinha que ser tão sensual? Não podia ser a porra de um canalha qualquer? – Pelo que me parece, Bella, querida, a criança aqui é você, que passou todo o final da semana dividida sobre a quem dar a devida atenção: Eu ou seu querido Edward.

10 maio 2011

Prévia do 12° capítulo de Respiro Me

Oi, pessoas lindas *sorriso colgate*
Tudo joia com vocês?
Bom, cap de Plus postado, cá estou eu com a prévia de RM, finalmente *coro do aleluia*
kospakspoakspoaksp
É só o comecinho do cap mesmo... Só pra dar um gostinho, já que tenho muitas coisinhas planejadas - inclusive uma cena super fofa e Beward no final do cap ^^
Sem mais delongas, degustem!



Luce

            – Damon! – Minha voz proferiu em um farfalhar alto, mas parecia ser ignorada de maneira clássica pelo som forte e abafado da tempestade.
            Quem era aquela Rose, afinal? Como Damon nunca havia me falado dela antes? Eu me sentia traída... Era como se todos os meus órgãos estivessem estritamente apertados, agonizando-me aos poucos.
            Apressei meus passos, tentando alcançá-lo, no entanto, o solo encharcado afundava meus pés – Era como se eu estivesse andando em círculos.
            Eu tive que ir atrás de meu marido, ignorando a torrencial chuva primaveril daquela noite escura. Deixei todos, sem olhar por sobre os ombros, abrindo a porta da sala e correndo pelo jardim.
            – Damon, espere! – Gritei outra vez, e tive a sensação de vê-lo andar mais rápido, enquanto sentia minha roupa colar ao corpo e ficar pesada de repente, dificultando meus passos. – Não aja como uma criança. Precisamos conversar.
            Ele virou de uma vez; seus grandes olhos de safira fulminantes. E eu parei. Pude notar seu peito e subir e descer em um ritmo ainda mais descompassado que o meu, torneando seus músculos perfeitos por conta dos grossos pingos de chuva que caíam em sua camiseta branca, mesmo com aquela jaqueta de couro por cima.
            – Eu agindo como uma criança? – Sua voz estava rouca e... Diabos! Ele tinha que ser tão sensual? Não podia ser a porra de um canalha qualquer? – Pelo que me parece, Bella, querida, a criança aqui é você, que passou todo o final da semana dividida sobre a quem dar a devida atenção: Eu ou seu querido Edward.
            Eu arfei. O ar ficou preso em minha garganta e pensei que pudesse engasgar. Damon não era um canalha – nunca foi –, porque eu era a porra de uma mulher que não merecia merda alguma. Mas não pude controlar... Eu tentava... Deus sabe como tentava tirar Edward de minha cabeça, contudo, tornava-se uma tarefa cada vez mais árdua... Impossível. Ele estava cravado no meu coração.
            Senti meus olhos marejarem, embora eu não pudesse distinguir se eram minhas lágrimas ou os pingos de chuva. Engoli em seco, lançando meu último olhar ao Damon, virando-me e andando de volta para a casa.
            Mordi meus lábios com força e estaquei o maldito choro preso em minha garganta, tentando respirar fundo. Meus pés mal conseguiram dar dois passos e, logo, senti as quentes e grandes mãos de meu esposo prenderem meu pulso.
            – Eu te amo. – sussurrou carinhosamente, como um estilhaçar de uma porcelana rara. – Perdão.
            Meu olhar se voltou a ele, e encontrei seus olhos temerosos e seu cenho franzido. Seu hálito entorpecente bateu em meu rosto, formando uma pequena neblina ao sair de seus lábios.
           – Você me ama? – perguntei sem conseguir disfarçar o tom contrariado. Meneei a cabeça, mordendo meu lábio inferior. – Diga-me quem Rose foi em sua vida.
            Damon suspirou, afastando-se novamente. Os músculos de seu dorso estavam tensos, e eu pude reparar no instante em que ele virou de costas para mim.
            – Ela foi minha primeira namorada... – murmurou; sua voz perdida, como se estivesse recordando-se daquele tempo. – Éramos muito jovens e eu a conheci quando a vi pegando algumas uvas, escondida naquele vinhedo. – Riu sem vontade, a nostalgia quase palpável. – Eu a amei desde o primeiro momento...
            Senti meu cenho franzir sem qualquer permissão, e minha garganta se fechou, como se eu tivesse engolido um cubo de gelo. Eu não tive outra reação a não ser olhar ao redor, enquanto sentia minha roupa ficar pesada conforme a chuva a molhava.
            – Namoramos durante um tempo... – Continuou, ainda sem se mover, sem me encarar. – Mas, então, a família dela se mudou para a Inglaterra...
            – Vocês não se viram desde então? – perguntei, desconhecendo o som abafado provocado pelos trovões que insistiam em cortar o céu.
            – Não... – suspirou, parecendo cansado, dolorido. – Mas logo Katherine apareceu, mudando tudo... E eu vi uma chance de recomeçar... E quando consegui esquecer a Rose, ela voltou... – O sofrimento se tornou latente em cada palavra e, por mais que meu lado bom pedisse para eu apenas beijá-lo e tirar sua dor, o lado ruim gritava de curiosidade. – E eu a dispensei, sem qualquer remorso... Naquele momento, é claro, porque, quando ela retornou à Londres, senti ódio de mim mesmo por ter sido tão mesquinho...
            – Damon... – Consegui pronunciar com carinho, entretanto, ele prosseguiu.
            – Então, desisti de tudo aqui e fui atrás dela... E quando cheguei à casa de sua família, soube que ela fora prometida à outro homem... Niklaus alguma coisa. – Riu sem vontade outra vez, divertindo-se com sua dor, girando seu corpo e fitando meus olhos. – Depois regressei à Itália, e me entreguei aos gracejos de Katherine... – Revirou os olhos, bufando, enquanto suas orbes azuis olhavam para todos os lados. – O resto você sabe.
             – Mas... Nosso casamento fora há poucos anos e você conheceu Rose em... 1864?! – Murmurei confusa, colocando as ideias em ordem como um quebra-cabeça. – Como ela continuava viva... E com a mesma aparência?
            – Niklaus... Klaus – falou com desgosto – Era um vampiro Original, você sabe, a primeira raça de nossa espécie. Não me surpreende que a Rose também houvesse se tornado uma vampira após se casar com ele...
            Olhei em seu rosto e sua expressão era tão... Não havia palavras para decifrar aquele rosto de anjo escondido por uma carranca e um olhar triste. Eu não sabia o que fazer... Como agir.
            – Damon, eu sinto muito... – sussurrei, andando em sua direção, por fim. Ele me surpreendeu, porém, afastando-se alguns passos, encarando-me.
            – Eu sei. – disse somente, não demonstrando qualquer reação. Ele desligara seus sentimentos, pensei. Como sempre fazia quando estava chateado... Ou nervoso.
            E, dessa forma, vislumbrei meu vampiro se metamorfosear em um negro e belo pássaro – um corvo –, e, batendo as asas com ardor, pude vê-lo voar rumo ao norte. Praguejei, mesmo sabendo que ele voltaria em algumas horas, embora eu tivesse pensado em me transformar no animal que me fora destinado e ir atrás dele. Mas Damon precisava ficar só... Espero eu, sem fazer qualquer besteira.
            Os pingos de chuva pareciam querer adentrar em minha pele, ao passo em que se tornava cada vez mais forte. A noite estava escura, ligeiramente fria, então, decidi voltar para a casa.
            Ao abrir a porta, notei a sala vazia, e a lareira crepitando ao fundo. Mas o que não pude ignorar fora o suave som que entoava todo o ambiente, vindo das notas sutis do piano, que era dedilhado por certo alguém de cabelos acobreados.

Gostaram? 
Pra quem ficou confuso, os vamps de TVD podem se transformar em animais... Embora nos livros seja apenas possível com vampiros que se alimentam de sangue humano, aqui é possível com os vegetarianos também!
E ficaram curiosos pra saberem em que a Bella pode se transformar? Aguardem os próximos episódios... kkk'
O restante do cap vem em breve, eu espero!
Um beijo!
Toodles honey
18 março 2011

RM - Capítulo 10 - Parte II

 
            – Bom dia! – Alice sorriu ao saudar, descendo a escada aos pulos.
            – Bom dia pra quem teve uma boa noite... – resmunguei ironicamente no meu canto, fitando uma pequena mancha de tinta à óleo na rústica janela ao meu lado, que me fazia lembrar de quando ainda era humano e tinha uma vida simples...
            Percebi os pensamentos de Jasper preocupados, enquanto ele me olhava. Fingi não prestar atenção e, logo, ele e minha irmã rumaram à cozinha.
            Era evidente que eu não tivera uma boa noite. Eu não consegui ir além de alguns beijos com a minha esposa. Algo me impediu... E o que mais me frustrava era não saber a origem daquilo, mas acho que, no fundo, eu sempre soube... Apenas nunca quis admitir a mim mesmo.
            Sobressaltei de leve com escandalosos e barulhentos passos que se faziam presentes nos diversos degraus da escadaria. Meus olhos se desviaram para o outro lado da sala, onde minha pequenina Wendy apostava uma corrida com os filhos... de Bella.
            – Ah, eu quero estrear meu patins! – Alyssa dizia, toda sorrisos, descendo as escadas com o instrumento nas delicadas mãos.
            – Eu também! – O irmão concordou.
            – E eu! – A mini-Cullen finalizou, fazendo-me sorrir bobo ao ver o quão linda ela ficava a cada dia.
            – Mas primeiro café da manhã! – Charlize alertou, rebocando as crianças para a cozinha, de onde um repugnante aroma de torradas vinha. – Você também, Dr. Cullen – Acrescentou, no momento em que ficamos somente nós dois no amplo cômodo. – Venha! – Puxou minha mão, com um sorriso, contagiando-me com seu humor doce.
            Beijei sua testa, ao passo em que entrelaçava nossos dedos e nos dirigíamos até os demais, que conversavam de forma animada e descontraída na enorme mesa posta.
            – Pronto, mãe... Terminei! – Um riso escapou dos meus lábios, enquanto eu via os pequenos apenas darem uma rápida mordida no bolo de chocolate.
            – Deixe eles se divertirem – sussurrei no ouvido de Charlize, que revirou os olhos e cedeu aos encantos de nossa filha.
            – Ok, ok! Mas cuidado, por favor.
            Rapidamente, os três puseram seus patins – Presentes de meus pais. – e foram para o jardim. Antes disso, porém, pude vislumbrar Bella e Damon desceram as escadas de mãos dadas e sorridentes, dando um rápido beijo nos filhos e virem à cozinha.
Respirei fundo, o que foi, certamente, uma atitude tola de me acalmar, já que o enlouquecedor perfume de morango e frésias me atingiu sem precedentes. Eles tomaram café, conversando harmoniosamente, e me vi sendo sociável outra vez.

[...]

            O céu estava magnificamente límpido naquele fim de manhã, o que indicava, contraditoriamente, que uma tempestade chegaria mais tarde. Percorrendo meus olhos pelo imenso jardim, pude ver através da enorme janela que dava para a cozinha, Bella preparando o almoço, ouvindo apenas minha filha e os gêmeos rindo alto, enquanto andavam de patins – Estávamos apenas nós ali, e os outros dispersos em algum canto.
             – Wendy, cuidado! – Alyssa disse alto e, quando segui a direção de sua voz, vi que minha menina estava indo de encontro ao chão.
            Corri até ela, mas tive só consegui pegá-la assim que ela caiu. Amaldiçoei-me por estar tão distraído a ponto de não poder proteger minha filha, que com olhos marejados, analisava o machucado em seu joelho.
             – Shh... Está tudo bem, filhota – Tentei acalmar seu choro, envolvendo-a carinhosamente em meus braços e levando-a para casa, a fim de limpar seu ferimento.
            – Mas tá doendo, papai... – Choramingou, fungando em seguida.
            Meu coração se apertou e apenas selei meus lábios em sua testa com delicadeza, entrando com tudo na cozinha e sentando-a na grande pia de mármore.
            – Edward, o que houve com ela? – Bella perguntou preocupada, aproximando-se.
            – Ela caiu no jardim – Expliquei, retirando seus patins. – Eu estava meio aéreo e acabei não prestando atenção e...
            – Shh... Está tudo bem – Colocou a mão no meu ombro, olhando-me com ternura.
            – Wendy! – Matt chegou correndo, ofegante. – Desculpe, eu me desequilibrei e tive que soltar da sua mão, senão nós dois íamos cair, mas acabou sendo pior e... Desculpe...
            A risada cintilante de minha menina soou como sinos em meio a suas singelas lágrimas.
           – Não foi culpa sua, Matt... – sorriu, olhando-o através de seus aconchegantes olhos de jade.
            – Ninguém aqui é culpado! – Bella murmurou calidamente. – Precisa de algo, Edward?
            – Pode pegar um pano molhado pra mim? Preciso limpar isso aqui...
            – Claro!
            – Não precisa! – O pequeno murmurou, e pude ver Alyssa também entrar no cômodo.
            Nem precisei questionar, pois estaquei ao ver suas intenções por meio de seus pensamentos... E encarei embevecido o que ele fez a seguir. Matthew concentrou seus grandes e expressivos olhos cor de chocolate no joelho ferido de Wendy, colocando a mão sobre este – sem realmente tocá-lo, no entanto – e, como num passe de mágica, não havia mais nada ali além de uma pele completamente saudável, como se minha menina nunca tivesse se machucado.



10 março 2011

Prévia da Parte II do capítulo 10 de Respiro Me!

Oi, gente! Bom, eu já estou escrevendo o segunda parte do cap 10 e devo postá-la no sábado - Se eu receber muitos comentários!
Mas pra dar uma gostinho pra vocês *sorriso maléfico* vou deixar aqui uma prévia do que já escrevi =)


Immagini

Parte II


            – Bom dia! – Alice sorriu ao saudar, descendo a escada aos pulos.
            – Bom dia pra quem teve uma boa noite... – resmunguei ironicamente no meu canto.

[...]

            – Mas tá doendo, papai... – Choramingou, fungando em seguida.
            Meu coração se apertou e apenas selei meus lábios em sua testa com delicadeza, entrando com tudo na cozinha e sentando-a na grande pia de mármore.
            – Edward, o que houve com ela? – Bella perguntou preocupada, aproximando-se.

[...]

– Wendy! – Matt chegou correndo, ofegante. – Desculpe, eu me desequilibrei e tive que soltar da sua mão, senão nós dois íamos cair, mas acabou sendo pior e... Desculpe...
A risada cintilante de minha menina soou como sinos em meio a suas singelas lágrimas.
– Não foi culpa sua, Matt... – sorriu, olhando-o através de seus aconchegantes olhos de jade.
            – Ninguém aqui é culpado! – Bella murmurou calidamente. – Precisa de algo, Edward?
– Pode pegar um pano molhado pra mim? Preciso limpar isso aqui...
            – Claro!
            – Não precisa! – O pequeno murmurou, e pude ver Alyssa também entrar no cômodo.
            Nem precisei questionar, pois estaquei ao ver suas intenções por meio de seus pensamentos... E encarei embevecido o que ele fez a seguir. 

[...]

            Seus olhos baixos ergueram-se, encontrando os meus com atitude, porém, hesitação. O paradoxo presente naquele momento deixava tudo com um toque instigante. Éramos tão opostos... Mas eu me sentia tão completo somente ao olhá-la... Era algo indescritível e inenarrável... A forma como meu morto coração reencontrava a vida com seu doce olhar; o modo como meus lábios ficavam secos somente ao encarar os dela; a maneira única que meu corpo vibrava e gritava mudamente pelo calor que exalava de suas curvas...
            Fechei meus olhos, sentindo a textura sedosa de seu nariz contra o meu... E minhas mãos, sem qualquer permissão, tocaram seu pequeno rosto e pude me deleitar de seu delicioso suspiro feminino. Olhei-a uma última vez, e seus olhos fechados e a teimosa linha entre suas sobrancelhas me fez engolir em seco, respirar fundo e...

[...]
            
             Sorri travesso, me desculpando silenciosamente. Ela mordeu os lábios, com um sorriso traquina no rosto jovial, mas, então, no instante em que a senti suas mãos tomando a mangueira das minhas, fui mais rápido e peguei-a no colo, colocando-a em meu ombro direito e imobilizando-a.
            – Você não deveria mexer com um vampiro – murmurei, ainda com um sorriso nos lábios e, enquanto ela gritava por socorro de forma risonha, andei rapidamente, atravessando a sala vazia e subindo as escadas.

[...]

             – Sabia que chorar por ciúmes não é pecado? – Jasper sussurrou, e, pela sua mente, pude ver que ele acabara de entrar na cozinha, onde Bella lavava a louça de forma desajeitada e nervosa.
            Ele andou calmamente até estar ao lado dela, segurando suas mãos envoltas de bolhas de sabão. Ela parou o que fazia, olhando-o com olhos marejados. Seu olhar complacente fez com que Bella se jogasse em seu peito, abraçando-o com força e... chorando.

[...]

            – Quando foi mesmo que Pietro ficou de fora dessa conversa? – Damon murmurou irônico, fitando-a com irritação e, mesmo suas palavras sendo um pouco confusas, a intenção foi clara, envolvendo-me de forma implícita.
            Bella o encarou por cima do ombro, o fuzilando com os olhos.

[...]

            – Nem eu sei mais o que estou sentindo, Alie... – sussurrei, olhando para minhas próprias mãos, que ela logo se pôs a envolver com as suas, fazendo-me olhar em seus olhos dourados brilhantes. – Eu não tenho mais controle de mim mesmo...
            – Meu irmão... – Ela começou a dizer, entretanto, seus olhos ficaram fora de foco, enquanto sua mente viajava para outro lugar. Ela estava tendo uma visão.


Bom, espero que tenham gostado... Vou terminar de escrever amanhã a noite!
O que acharam? Comentem!
Toodles honey



dando-lhe um leve empurras. u,  ver - Minha  lado iniciamos uma tarefa nada convencional: lavar a louça;

07 março 2011

RM - Capítulo 10 - Parte I

Ai, gente... Graças ao nosso bom Deus consegui terminar o cap! Ufa!
ksopakspoksopksops
Anyway... Sem mais delongas, curtam a parte I do capítulo 10 de Respiro Me =)





           Por que existem pessoas que dizem que a vida é fácil? Quem foi o dito cujo que inventou essa maldita expressão? Ele, obviamente, não deve ter vivido muito... Ou sou eu que vivi demais.
            Bella era um livro semi-aberto – Tão fácil de ser lida, às vezes... Mas outras em que eu nem me lembrava quem ela é. No instante em que vi seus sedosos lábios sussurrarem meu nome, enquanto dormia, a sensação que tomou conta de todo o meu corpo foi única. E quando lhe entreguei seu anel – o qual ela, certamente, havia esquecido na mesa do grande e luxuoso refeitório do hospital – eu senti como se não fosse mais eu mesmo. Era como se eu vivesse em um universo paralelo. Era como se eu estivesse tão morto a ponto de nem sentir meus dedos, mas tão vivo a ponto de nem conseguir respirar.
            Lembro-me do exato dia em que minha querida irmã teve a brilhante ideia de uma festa tripla, e tal lembrança fez com que outra viesse à tona: a visão que Alice teve durante a festa que reencontrei Bella. A pequena vampira recusou-se a dizer, argumentando que não era nada de mais – E sua mente bloqueada não me ajudava muito.
Tive que me contentar, assim, com uma frustração e mau humor que tomou conta de mim. Reação não muito diferente da que Charlize teve, ao descobrir a ideia da cunhada e sócia, mas que, logo, foi mudada – Ela sabia que os sentimentos de nossa filha era muito mais importante que qualquer outra coisa.
            – Papai, volta pra aquela música! – Minha querida falou, quando eu mudava as estações de rádio. Estávamos no Volvo, rumo à Montalcino, onde se localizava a casa de campo dos Salvatore.

Para ouvir: U2 – Vertigo

            – Yupi! Essa música é boa! – Wendy exclamou, extasiada, remexendo-se desengonçada, no banco de trás, ao ritmo da música.
            Eu e minha esposa nos entreolhamos, apenas para depois cairmos na gargalhada. Charlize tamborilava os dedos junto ao som da guitarra, enquanto o vento que vinha do lado de fora movimentava seus cabelos, há quase 200 quilômetros por hora.
            A paisagem incrivelmente verde das planícies italianas dominava a vista daquela ensolarada manhã, e tudo ganhava um toque especial, apesar das 120 milhas que ainda tínhamos pela frente. Logo, uma pequena garotinha de cabelos cor de bronze fez uma gostosa risada sair de meus lábios outra vez, vendo-a cantarolar um “Hello, hello” todo desafinado e fora do ritmo, conforme o rock que embalava nossa viagem.
Os carros dos meus pais e irmãos vinham logo atrás de nós, exceto por Emmett e Rose, que já haviam acelerado e estavam há alguns quilômetros adiantados. E poucas horas mais tarde, estávamos atravessando o enorme portão de grades com dizeres dourados, ao passo em que estacionávamos no colorido jardim da mansão da família Salvatore.
O canto dos mais diversos pássaros soou alto, no exato instante em que o motor dos carros foi desligado. Colocando meu Wayfarer, pude contemplar a longa casa rústica, porém delicada de dois andares. Senti a luz solar bater em minha pele e disparar pequenos brilhos em todas as direções, enquanto abria a porta do carro para minhas duas mulheres, que sorriam, apreciando a propriedade.
– Sejam bem vindos! – A voz entusiasmada de Stefan proferiu, e pude vê-lo descer os pequenos degraus de madeira da varanda e vir até eu e minha família – que acabara de atravessar os portões –, com Elena logo atrás dele.
– Muito obrigada – Minha bela loira disse com um de seus belos sorrisos, abraçando a jovem vampira amorenada.
Antes que pudéssemos nos cumprimentar apropriadamente, o ronco de um Audi soou, e pude notar que se tratava de Damon, que riu irônico e revirou os olhos ao nos ver – Seus pensamentos irritadiços.
As crianças saíram do carro em disparada, cumprimentando a tia Alice e minha pequena Wendy, mas franzi o cenho ao notar que Bella não estava com eles. E antes que eu pudesse fazer algo a respeito, pude ouvir a voz de Emmett.
– Ué... Cadê a baixinha ex-humana?
Revirei os olhos com o doce apelido.
– A mamãe recebeu uma emergência do hospital... – Alyssa murmurou, brincando com os cabelos de Esme, no colo da mesma.
– Daqui a pouco ela chega aí – Damon falou dessa vez, bagunçando os cabelos de Elena, recebendo um belo soco no ombro.
Rapidamente, guardamos nossas malas e fomos apresentados oficialmente à enorme casa, recebendo nossos aposentos – Os filhos de Bella e minha menina ficariam no mesmo quarto, já que conseguiram persuadir Charlize e Elena. E logo depois descemos para o jardim novamente, ao passo em que Stefan nos mostrava parte do lugar.
– Amor, isso não é lindo? – Minha híbrida perguntou, andando sorridente até um lago que havia atrás da casa.
– Realmente – Falei embevecido, vendo as águas ganharem um tom cristalino, iluminado pela forte luz solar. Os lírios e frésias que rodeavam o ambiente deixavam tudo com um toque extremamente único e especial, assim como um vinhedo ao fundo.
– Ah, aqui é mesmo perfeito... – Elena sussurrou, aproximando-se.
– Eu e Damon passamos nossa infância e parte da adolescência aqui... Sempre escondíamos no vinhedo quando nossa mãe dizia que era hora do banho!
Rimos, e só então notei que minha família também estava ali.
– Valeu por compartilhar meus podres de infância perto dos meus filhos, Stef! – Damon revirou os olhos, com Matt em suas costas, rindo. – Agora eles terão pra onde correr quando a Bella...
Eu não ouvi mais nada a partir daí, apenas o motor forte e vibrante de uma Ducati 1098s que surgiu junto de um perfume avassalador de morangos... E o portão aberto deu passagem para ela, lindamente vestida em uma calça justa e jaqueta de couro.
Engoli em seco, afrouxando meu aperto na cintura de Charlize – que nem havia notado estar próxima a mim –, como se aquele aroma me chamasse... Era como uma hipnose... Era como se ela fosse uma encantadora de cobras e eu o animal à sua total mercê.
Pude vê-la estacionar perto da varanda e minha mandíbula se trancou, ao passo em que minhas mãos se fechavam em punho – Ela tirou o capacete lentamente, deixando seus longos e ondulados cabelos chocolate deslizarem por suas costas. Bella desceu da moto e, então, seus olhos se encontraram aos meus. Neste instante, a luz do sol bateu em todos nós e minha pele brilhou mais uma vez.
Ela respirou fundo, mordendo os lábios e desviando os olhos rapidamente, assim como eu. Com minha visão periférica, porém, pude vislumbrar a cena dela retirando a jaqueta de couro marrom escura e andar até nós, sensualmente.
Minha família e os outros ainda conversavam animadamente, como se nada daquilo tivesse ocorrido. Ou tivesse sido normal a seus olhos. Meneei a cabeça, e pude vê-la colocar seu Ray-Ban, e, então, cumprimentar-nos.
– E aí, gente... Jóia? – Ela perguntou casualmente, beijando Damon.
Um instinto estranho se apossou de mim, e me contentei em interromper aquele momento entre ambos. Bufei, vendo o quão infantil eu estava sendo. Quanto tempo mais aquele estranho sentimento tomaria conta do meu ser... do meu corpo... do meu coração? Voltei à realidade ao escutar sua doce voz outra vez.
– Vou me trocar e já volto, ok? – inquiriu, beijando o nariz de Alyssa.
– Por quê? Você está parecendo a Megan Fox, toda sexy em Transformers 2! – Emmett justificou, recebendo um olhar desafiador da linda morena, que logo rolou os olhos e riu, entrando na casa.



Mais uma prévia de Respiro Me - Capítulo 10

Oi, meus perfeitos! Como estão?
Bem, hoje estou escrevendo o capítulo 10 de RM e decidi trazer mais uma pequena prévia à vocês ;)
Ah, e antes de mais nada, creio que irei dividir o cap em 2 partes... Mas ainda não tenho certeza!
Anyway, curtam o pedacinho já escrito... E tentarei postar ele completo até amanhã *cruza os dedos*




Capítulo 10 - Immagini



            Por que existem pessoas que dizem que a vida é fácil? Quem foi o dito cujo que inventou essa maldita expressão? Ele, obviamente, não deve ter vivido muito... Ou sou eu que vivi demais.
            Bella era um livro semi-aberto – Tão fácil de ser lida, às vezes... Mas outras em que eu nem me lembrava quem ela é. No instante em que vi seus sedosos lábios sussurrarem meu nome, enquanto dormia, a sensação que tomou conta de todo o meu corpo foi única. E quando lhe entreguei seu anel – o qual ela, certamente, havia esquecido na mesa do grande e luxuoso refeitório do hospital – eu senti como se não fosse mais eu mesmo. Era como se eu vivesse em um universo paralelo. Era como se eu estivesse tão morto a ponto de nem sentir meus dedos, mas tão vivo a ponto de nem conseguir respirar.
            Lembro-me do exato dia em que minha querida irmã teve a brilhante ideia de uma festa tripla, e tal lembrança fez com que outra viesse à tona: a visão que Alice teve durante a festa que reencontrei Bella. A pequena vampira recusou-se a dizer, argumentando que não era nada de mais – E sua mente bloqueada não me ajudava muito.
Tive que me contentar, assim, com uma frustração e mau humor que tomou conta de mim. Reação não muito diferente da que Charlize teve, ao descobrir a ideia da cunhada e sócia, mas que, logo, foi mudada – Ela sabia que os sentimentos de nossa filha era muito mais importante que qualquer outra coisa.
            – Papai, volta pra aquela música! – Minha querida falou, quando eu mudava as estações de rádio. Estávamos no Volvo, rumo à Montalcino, onde se localizava a casa de campo dos Salvatore.

Para ouvir: U2 – Vertigo

            – Yupi! Essa música é boa! – Wendy exclamou, extasiada, remexendo-se desengonçada, no banco de trás, ao ritmo da música.
            Eu e minha esposa nos entreolhamos, apenas para depois cairmos na gargalhada. Charlize tamborilava os dedos junto ao som da guitarra, enquanto o vento que vinha do lado de fora movimentava seus cabelos, há quase 200 quilômetros por hora.

27 fevereiro 2011

RM - Capítulo 10 (Prévia)



            Por que existem pessoas que dizem que a vida é fácil? Quem foi o dito cujo que inventou essa maldita expressão? Ele, obviamente, não deve ter vivido muito... Ou sou eu que vivi demais.
            Bella era um livro semi-aberto – Tão fácil de ser lida, às vezes... Mas outras que nem me lembro quem ela é. No instante em que vi seus sedosos lábios sussurrarem meu nome, enquanto dormia, a sensação que tomou conta de todo o meu corpo foi única. E quando lhe entreguei seu anel – o qual ela, certamente, havia esquecido na mesa do grande e luxuoso refeitório do hospital – eu senti como se não fosse mais eu mesmo. Era como se eu vivesse em um universo paralelo. Era como se eu estivesse tão morto a ponto de nem sentir meus dedos, mas tão vivo a ponto de nem conseguir respirar.
            Lembro-me do exato dia em que minha querida irmã teve a brilhante ideia de uma festa tripla, e tal lembrança fez com que outra viesse à tona: a visão que Alice teve durante a festa que reencontrei Bella. A pequena vampira recusou-se a dizer, argumentando que não era nada de mais – E sua mente bloqueada não me ajudava muito.
Tive que me contentar, assim, com uma frustração e mau humor que tomou conta de mim. Reação não muito diferente da que Charlize teve, ao descobrir a ideia da cunhada e sócia, mas que, logo, foi mudada – Ela sabia que os sentimentos de nossa filha era muito mais importante que qualquer outra coisa.
            – Papai, volta pra aquela música! – Minha querida falou, quando eu mudava as estações de rádio. Estávamos no Volvo, rumo à Montalcino, onde se localizava a casa de campo dos Salvatore.

Continua...

RM - Capítulo 9



Minha cabeça doía incessantemente – não no sentido literal, mas todos os acontecimentos daquele dia me assolaram. Espantei-me quando vi Edward adentrar meu consultório, a fim de devolver meu broche. As sensações que me dominaram naquele instante quase me permitiram agir impulsivamente, mas eu não podia me entregar ao desejo e amor que sentia por ele. Não poderia, por mais que eu quisesse.
Cheguei em casa estranhamente mal humorada e impaciente. Meus pensamentos estavam a mil e, por mais que eu tentasse, era como se minha mente estivesse mergulhada em um caldeirão de água fervente.
Damon e as crianças ainda não haviam chegado – segundo ele, após o trabalho, levaria Alyssa e Matt ao circo montado no centro da cidade, como havia prometido na semana anterior. E, como eu me sentia perdida em locais movimentados, recusei o passeio.
Subi as escadas apressadamente e, em poucos minutos, minhas roupas faziam parte de um monte no canto do enorme banheiro, enquanto meu corpo submergia na água repleta de espuma. O coque alto e mal feito em meus cabelos parecia inútil, rendendo-se à franja que insistia em cair sobre meus olhos, ao passo em que meus músculos se flexionavam e eu me recostava à banheira.
A letargia veio com força e precisão e, junto a ela, a calmaria. Meus olhos logo foram pesando e, antes que eu fechasse os olhos e me deixasse levar pelo cansaço, o estridente toque do celular soou, fazendo-me pular de susto. Praguejei audivelmente, amaldiçoando os sete mares, enquanto saía do conforto da água morna e cálida, enrolando-me em uma toalha qualquer.
Chegando ao quarto, peguei minha bolsa preta, ainda com raiva, e arrependendo-me depois – poderia ser Damon e as crianças. Entretanto, um número desconhecido piscava no visor, fazendo-me franzir o cenho no momento em que pressionava o botão verde.
De repente, minha voz simplesmente travou. A respiração forte do outro lado da linha se dividia entre o nervosismo e ansiedade, e todos os pelos do meu corpo se eriçaram instantaneamente, fazendo-me estremecer, em seguida. A penumbra de meu quarto – iluminado apenas pela fraca luz da lua que atravessava a imensa janela de vidro – associada ao meu temor, fez tudo se encaixar, como numa explosão de intuição.
– Edward? – Minha voz proferiu sem qualquer permissão, mas apenas ao ouvir aquela respiração do outro lado da linha, meus lábios agiram por conta própria, enquanto meu cérebro simplesmente paralisava.
– Sim, Bella – Seu suspiro, assim como sua voz, soou como rendição. – Sou eu, Edward.


RM - Capítulo 8

  

          Eu não pude impedir os sentimentos que me assolaram naquela noite. Todas as minhas emoções foram postas em prova, em um nível de risco acima do limite de segurança. Eu estava ciente dos pensamentos ao meu redor, mas não era fácil sentir o amor que emanava de Bella – o que era bastante evidente pelo dom de Jasper.
            Algo que eu não suportava era fitar os deslumbrantes olhos dela... Se eu o fizesse, certamente, todas as minhas barreiras cairiam e um ato impensado tomaria conta do momento. E eu não podia me permitir àquilo. Eu deveria ser forte, pois tinha uma esposa e filha a honrar.
            Pude escutar perfeitamente a conversa entre Charlize e ela. Minha mulher era dona de um caráter impenetrável e sólido, e não foi espanto algum ver sua ética, educação e, principalmente, respeito e compreensão para com Bella. No entanto, as palavras da outra mulher me foram mais doloridas do que o necessário. Teria mesmo ela deixado toda a nossa história para trás? O amor que meu irmão sentia vindo dela seria devotado apenas para sua nova família? E porque diabos eu estava preocupado com isso, afinal? Que inferno!
            De qualquer forma, não pude negar o quão bem Damon fazia à esposa. O amor, carinho e paixão que exalava dele era tão puro quanto as cristalinas águas dos Andes. E o pior: Bella parecia amá-lo com a mesma intensidade. E aquilo me corroia aos poucos, dolorosa e lentamente... Eu sabia que aquele estava sendo o gesto mais egoísta que pratiquei em toca a minha existência, embora impedi-lo era inevitável – Eu não podia disfarçar o quanto ainda amava aquela mulher.
            E os filhos dos dois... Eram tão amorosos e apegados aos pais. Alyssa e Matthew eram crianças adoráveis, que nos conquistou como num estalar de dedos. Portanto, ver Bella como mãe ainda era algo novo para mim... Eu nunca havia imaginado essa faceta dela, na qual ela desempenhava com exatidão e delicadeza. Como seria se eu tivesse dado uma chance a nós? Teríamos tido quantos filhos? Como eles seriam? As perguntas sem respostas apenas atenuavam minha dor.
            Lorenzo, porém, se tratou de ser o restaurador de sentimentos da noite, colocando eu e Bella para cantar frente a todos. Não sei dizer o que houve comigo enquanto dedilhava as notas da canção favorita de Esme... Era como se meus dedos fossem tão teimosos a ponto de iniciar, sozinhos, a melodia que compus à Bella, há tantos anos. Foi, assim, um ato impensado – No momento em que iniciei a música, acabei me deixando levar e, quando vi, era a canção da mulher que tanto amava que soava no ambiente, fazendo-me pará-la e começar a tocar e cantar outra que havia composto dias após partir de Forks.
            A letra era totalmente destinada à Bella... Assim como a melodia doce e suave. Entretanto, pude sentir o significado de suas palavras no instante em que foi a vez dela cantar. A cifra, letra, a magnitude de sua voz... Era como se tudo me envolvesse. Meus olhos se prenderam aos dela, ao passo em que ela cantava com tamanha perfeição.
            O momento, porém, em que cantamos juntos, foi o estopim para meu ser naquela noite. Eu não suportava não saber o que se passava em sua mente e em seu coração. Eu me sentia isolado e sem rumo com a intensidade de seu olhar, a profundidade de suas palavras e a doçura de seus gestos. Eu tinha vontade de parar tudo a minha volta apenas para contemplar sua beleza, para, em seguida, pegá-la em meus braços e beijar seus lábios sem medo.
            Mas se de vontades e desejos fosse feito o mundo, todos estaríamos perdidos. Deste modo, recobrei a minha consciência, vendo minha família me fitar com curiosidade, inclusive Alice. Ela havia tido uma visão, eu sentia isso, embora eu não pudesse ver, pois minha irmã sabia bloquear seus pensamentos como ninguém. Eu iria instigá-la em outra oportunidade a fim de saber o que ela havia previsto.
            A noite passou naturalmente bem, até que fui embora com minha esposa e filha, não sem antes, claro, ouvir Jasper e Bella conversando. Apenas ao ouvir a palavra “perdão”, o meu maior desejo era correr até ela e implorar para que ela fizesse o mesmo comigo, nem que fosse preciso ajoelhar aos seus pés. Entretanto, a covardia e medo por um sonoro “não” me impediu – Eu não conseguiria ouvir sua rejeição. Não estava forte o suficiente.
Ao chegar em casa, coloquei Wendy calmamente em sua cama, após trocá-la com cuidado para que não despertasse. Deitei com minha Charlize, que logo adormeceu – mais quieta do que de costume. Assim, velei o sono de minhas duas amadas, desejando velar também o de certa mulher, que costumava dizer que me amava durante seus sonhos.
            No dia seguinte, Lize acordou cedo a fim de organizar alguns detalhes de uma nova coleção com minha irmã, deixando nossa filha na casa de meus pais, enquanto eu rumava para o hospital. Ao me vestir e passar pela recepção, decidi examinar o pequenino Pietro.
– Olá, campeão! – cumprimentei-o animado, vendo um sorriso iluminar seu rosto. – Como estamos essa manhã?
– A cabeça dói um poco, tio Edward – respondeu, fazendo uma leve careta.
– Ele reclama de algumas dores, Dr. Cullen, mas está melhor em comparação há alguns dias – Sua mãe, uma jovem de 23 anos que tinha sua beleza escondida pelas olheiras profundas embaixo dos olhos azuis e pele pálida, deixando seus curtos e ondulados cabelos loiro acastanhados um pouco sem vida.
– Que bom que você está melhorando, garotão – sorri, acariciando sua cabeça raspada e fitando seus castanhos olhos, ao passo em que me sentava ao seu lado, na cama de grossos lençóis brancos. – Você está fazendo um tratamento muito intenso agora, então é normal sentir algumas dores e cansaço...
Entretanto, um forte cheiro de morango e frésias invadiu minhas narinas, quase me provocando uma vertigem. E, antes que eu pudesse dizer algo ou ter qualquer reação, três batidas tímidas soaram na porta, ganhando a atenção da jovem Isabela – mãe de Pietro –, que a abriu.
– Bom dia, Dra. Salvatore! – A mulher a recebeu, ao passo em que os grandes e surpresos olhos de Bella estudavam o quarto claro e aconchegante.


RM - Capítulo 7



Meus sentimentos e emoções nunca estiveram em um nível tão intenso. E eu tinha certeza que minha vida era uma constante roleta russa – Eu passei tempo demais sem ter qualquer vestígio daquela família, e hoje minha sorte mudou.
Eu queria sentir ódio, rancor e ressentimento por eles, mas o meu coração não permitia tal ato. Era como se eu estivesse fadada a amá-los incondicionalmente. Tantos anos serviram para extinguir a mágoa adquirida, bem como para suturar todas as feridas profundamente abertas em meu peito. E no instante em que meus olhos capturaram aqueles que um dia cheguei a considerar minha família, eu senti toda a paz preencher minha alma e apaziguar o meu ser.
Eu não podia negar o quanto fiquei feliz ao abraçar Carlisle e Esme e perceber que a recíproca era mais que verdadeira. Com Alice, Emmett e Jasper não foi diferente – Eles sempre me trataram como uma irmã, e eu sentia falta do quanto estar perto deles me fazia bem. Rosalie me cumprimentara com um aceno rápido, e eu respeitava seu antagonismo quanto a mim.
No entanto, eu não estava pronta para encarar Edward... Principalmente após saber que ele havia seguido em frente. Eu me recusava a aceitar que ele havia se casado – Era doloroso demais. –, e eu tinha, porém, que acarretar sua decisão, pois foi a mesma que eu tomei para minha vida. E Charlize era uma mulher tão gentil... Merecia o amor de Edward. O amor que um dia já pertencera a mim.
E, como se um magnetismo tomasse conta do meu corpo, percebi as douradas e intensas íris me fitarem, e foi impossível não seguir a direção. Lá estava ele, lindo como sempre – A mesma pele branca e marmórea, mas que por tantas noites me aqueceram; os mesmo cabelos na cor única de bronze, desorganizados como de praxe; os mesmos belos olhos idênticos aos raros topázios incrustados em anéis vitorianos; e o mesmo sorriso torto, dando o vislumbre de delicadas covinhas no canto dos lábios, sempre me deixando entorpecida...
Soltei fortemente o ar, notando que o segurava até então. Era uma árdua tarefa me concentrar em outras coisas enquanto o encarava... Era como se todo o resto se desligasse, e só houvesse Edward no meu mundo, puxando-me e deixando-me desnorteada, tamanho meu deslumbramento.
E, quando vi, meus lábios estavam se movendo, proferindo o nome que durante anos não perpassou por minha garganta, em um cumprimento sussurrado. Eu não podia negar a satisfação que me atingiu no momento em que ouvi meu nome sair por entre seus lábios em um singelo “Olá, Bella”. Eu me senti como uma menina que foge de casa e passa anos vagando sem rumo e, enquanto fitava Edward, eu me senti em casa.
Tentei evitar seu olhar durante todos os minutos em que conversávamos na mesma mesa, tentei fingir que sua presença ali era ilustrativa, embora meus olhos sempre me desobedecessem, assim como meu coração cada vez mais descompassado.
E Edward tinha uma filha! Ele foi agraciado com um grande milagre chamado Wendy, e ela era simplesmente a cópia fiel e feminina dele. E todos achando que vampiros não podiam ter a honra de conceber um filho.
Então, a família Cullen descobriu o que eu, meu marido, filhos e cunhados éramos, por um deslize da mente de Stefan e Elena. Explicamos a eles algumas características de nossa espécie e o encantamento era tangível nos olhos de cada um ali, inclusive Carlisle e Edward. Porém, o que realmente me surpreendeu foi o silêncio e quietude de Charlize, e eu podia sentir sua apreensão – Ela, de algum modo, foi quem reuniu todos nós ali, ela foi quem trouxe a ex-namorada de seu esposo de volta, e eu entendia perfeitamente seu medo e angústia. Mas Edward parecia amá-la tanto... Apenas o modo que ele a olhava decodificava todos os sentimentos existentes entre ambos, e eu confesso que o “Eu te amo” trocado entre eles não passou despercebido por mim.
Senti o cheiro doce e almiscarado de girassol e frutas cítricas sobressaltando o banheiro vazio, e, pelo reflexo do espelho, vi Charlize adentrando o ambiente, levemente nervosa e tensa.
Olhei-a, franzindo o cenho, enquanto terminava de passar o rosado blush nas maçãs do meu rosto. Guardei o estojo de maquiagem ao vê-la se aproximando, respirando fundo e aparentando estar designada. Ela ficou ao meu lado, fitando seu reflexo e mexendo em suas douradas e onduladas mechas. Logo, fechou os olhos e suspirou.
– Eu vim em missão de paz – Seus lábios se movimentaram em um sussurro, subitamente constrangida.


 
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