– Versão Bella/Edward AQUI.
Hola, gatonas! Como estão?
Ahhh, fiquei tão feliz por Burning Red estar sendo tão bem recebida...
Vocês são todas umas lindas, obrigada (:
Então... Vamos ler mais um pouco e desfrutar! Hahaha'
Enjoy.
Capítulo
2: Milão
É a batida, meu coração pula quando estou com você,
Mas eu ainda não entendo
(Beyoncé - Crazy in Love)
Arredores da Toscana – Trem da ES
Italia AV
09h14min
–
“Já percebeu que as prateleiras feitas
hoje em dia quebram ou então desabam sob o peso das quinquilharias depois de
seis meses de uso? O mesmo acontece com as casas, e com as roupas. Esses filhos
da puta já inventaram o plástico e com ele poderiam fazer casas que durassem
para sempre. E os pneus? Os americanos se matam aos milhões todos os anos com
pneus de borracha defeituosa que aquecem nas estradas e estouram.”
–
Jack Kerouac é um fodido escritor!
Adoro o jeito que ele critica os princípios sociais. – Dakota murmurou enquanto
Kristen fez uma pequena pausa em sua leitura em voz alta de On The Road.
–
É o que eu sempre digo! – ela concordou, beijando a testa da maluquinha com a
cabeça deitada em seu colo no maior estilo folgada. – O fato de ele ter escrito
esse livro na década de 50 já o faz
um gênio! Narrar coisas que a sociedade chama de “polêmica”, mas de um modo tão
casual, é o que mais me fascina...
–
E nesse trecho que você acabou de ler é como se ele tivesse previsto essa crise
do euro, sabe? E a gente estando aqui hoje, vendo essas pessoas conseguindo se
recuperar e seguir em frente, mesmo com a vida financeira aos frangalhos, é
realmente algo a se valorizar.
–
Sem dúvidas. – A morena concordou, jogando o exemplar surrado na mochila a sua
esquerda, olhando para a janela e vendo o belo dia que estava do lado de fora
do trem. – As indústrias fabricando coisas que logo nos farão substituir por
outras, o modo compulsivo de pensar e agir, os julgamentos, os preconceitos...
Kerouac aborda tanta coisa ao mesmo tempo.
–
Uma mente grandiosa produz ideias grandiosas...
–
Eu gostaria de escrever algo que fizesse as pessoas repensarem seus estilos de
vida, sabe? – murmurou, olhando para a amiga que a fitava curiosa – Não algo
que as fizesse apenas se divertirem, mas refletirem, pararem pra pensar se a
forma como elas estão vivendo é exatamente a que elas sempre imaginaram. Algo
que as fizesse consertar o futuro triste que elas possam ter por causa de toda
essa histeria capitalista, essa necessidade de possuir coisas, importando-se
com o que os outros vão achar e não no modo como estão alienadas.
–
Você já é essa pessoa, baby girl – A
companheira sussurrou, pegando a mão de Kristen que se embromava nas mechas
platinadas em uma carícia – Eu vejo essa mulher incrível e inteligente que você
é, que faz a vida de todo mundo ao seu redor ser um pouquinho melhor. Só falta
mostrar ao mundo.
–
E você acha que um dia eu chego lá? – ela perguntou com um sorriso brincando em
seus lábios.
–
Meu bem, você é o tipo de garota que não precisa de uma trilogia de romance
sobrenatural pra arrasar! – A loura prontificou, levantando-se do colo da amiga
para beliscar a pontinha de seu nariz. Ambas sorriram.
Milão, Itália – Galleria Vittorio
Emanuele II
16h52min
Dakota
não sabia para onde olhar, as inúmeras lojas de grife e a arquitetura repleta
de mosaicos históricos dividiam sua atenção. Kristen contemplava plenamente a
galeria projetada e construída durante a Belle
Époque, a qual possuía um nome em homenagem ao primeiro rei da Itália
posterior ao seu reconhecimento como país.
Após
dois pares de dias na cidade de Roma, as amigas seguiram para a segunda cidade
do roteiro de viagem que planejavam desde que terminaram o colegial. E depois
de verem pessoalmente a Torre de Pisa, o Pantheon
e tantas basílicas e museus de arte na capital italiana, Milão realmente
parecia o destino certo.
Elas haviam
visitado a belíssima Catedral de Milão – Duomo
di Milano – e se encantado com a obra sede da arquidiocese da cidade, uma
das mais célebres edificações do estilo gótico europeu. E, mesmo não sendo
muito religiosas, seria impossível não se sentirem tocadas pela aura celestial
ali abrigada. Era como se um espírito bom e saudável rondasse toda a região –
era revigorante.
Os olhos de
historiadora, que a jovem loura havia adquirido na faculdade, faziam com que
ela pudesse apreciar mais detalhadamente cada pedacinho da arquitetura
impecável típica da Itália, explicando vez ou outra para a amiga alguma coisa a
mais que havia aprendido em tantas aulas. Mas era óbvio que também estando
cercada de tantas boutiques da Gucci,
Prada e Louis Vuitton, seria difícil controlar seus hormônios de
consumista.
– Se alguém me
dissesse que a mesma pessoa que estava criticando o capitalismo estivesse
cobiçando bolsas caríssimas, eu não iria acreditar... – Kristen provocou com um
sorriso, caminhando ao lado da loura que quase lambia as vitrines.
– Estou apenas
dando uma olhadinha... – murmurou
travessa – Por que tem que ser tudo tão caro aqui? Não tenho coragem de pagar
uma pequena fortuna nisso... Vou esperar pra comprar minhas Pradas quando voltar pra Califórnia!