Sinopse: Edward, o perfeito tipo de cara errado. A reencarnação de James Dean. Isabella, exatamente a garota certa. Uma Marilyn Monroe com perfume de frésias e cocaína. A menina de grandes olhos verdes pelo qual o britânico daria sua vida. Isso, é claro, se o destino não tivesse decidido pelo contrário.
Heey, babies! Ain, hoje resolvi postar uma história que tava martelando há muito tempo na minha cabeça de tanto ouvir Lana Del Rey! Hahahahaha'
Depois de enrolar um pouquinho e com a superajuda da minha diva Aline Bomfim, cá estamos nós com essa one-shot que promete!
Espero que gostem. Enjoy it.
Born to Die
“Venha e caminhe pelo lado selvagem
Deixe-me beijá-lo intensamente na tempestade
Você gosta das suas garotas insanas”
Ele a amava.
Apesar de tudo, amava-a com toda a intensidade que seus poros poderiam exalar.
Amava seu jeito “foda-se” para a vida, amava o modo como sequer disse adeus a
sua família rica, amava a pele alva e impecável, as pequenas sardas
distribuídas timidamente em seu nariz, as longas unhas pintadas de preto, os
inseparáveis All Stars vermelhos.
Ele amava o sorriso tímido em contraste ao olhar malicioso coberto por longos
cílios; seu jeito de menina ao beijar, seu jeito de mulher ao deitar. E ele
amava seu cheiro intoxicante de frésias e cocaína.
Isabella.
Sua doce garota de Los Angeles, aquela que fez sua mente demoníaca querer ter
um lado bom, sem insanidades, sem truques nas mangas, sem noites erradas ou
espírito devastado. A menina de grandes olhos verdes pelo qual ele seria capaz
de vender sua alma aos anjos do inferno. A menina que o fazia sussurrar tantas
frases em seu sotaque puramente britânico. A menina que o devorava com os olhos
e o fazia tremer ao sentir seus delicados lábios em seu corpo. A menina que o
fazia amar com cada batida de seu coração de cocaína.
Edward sorriu ao estacionar seu antigo Mustang
67 no cemitério onde sempre se encontravam, saindo do veículo e
encostando-se no capô. Havia um momento de paz naquele lugar, independente das
cruzes e lápides ao longe perpassarem um vislumbre sombrio – e ele gostava
daquilo. Gostava daquela obscuridade misturada à calmaria, acalentando seus
músculos da mesma forma que Isabella fazia ao enlouquecê-lo em suas noites na
piscina do Chateau Marmont.
E seu sorriso apenas aumentou ao vê-la correndo em sua direção, aquele sorriso
de menina preenchendo os lábios cheios e naturalmente rosados. As pernas
esbeltas de fora, com o mesmo short jeans
surrado que ele fez questão de arrancar de seus quadris no dia em que se
conheceram; os inseparáveis All
Stars vermelhos combinando perfeitamente com o sutiã de mesma cor, o
que a deixaria suscetível ao frio que começava a fazer se não fosse pela
jaqueta branca que cobria seus ombros e braços.
– Pensei que teria de arrancá-la da torre em que seus pais a mantêm presa. –
Edward murmurou com um sorriso torto brincando em seus lábios, antes de enlaçar
as mãos ao redor da cintura descoberta da morena e beijá-la com toda a saudade
que os tomava.
O gosto de hortelã e canela dominou suas línguas, com aquele displicente sabor
de morangos vindo dela. Os pequenos dedos da garota embromaram-se nos cabelos
acobreados do homem enquanto as mãos deste agarravam suas coxas, permitindo-a
enrolar suas longas pernas ao redor do quadril de Edward, que a sentou no capô
do carro.
O
êxtase tomava conta de seus corpos que resistiam à brisa gelada daquele fim de
outono. O inverno chegaria dali algumas semanas, ressaltando das memórias do
britânico uma lembrança de quase um ano antes, no qual conhecera sua garota de
cabelos cor de mogno. Era impossível não se lembrar daquele dia ao olhar as gotas
de orvalho deixando sua umidade nos vidros do carro, pois nos vidros de uma
janela, em um pub não muito bem
apessoado, foi onde ele a viu pela primeira vez.


























