N/A: Hola, chicas! ~le eu já no clima
do capítulo de BR! Hahahahaha'
Entonces, aqui
estou eu com um capítulo enooorme, diga-se de passagem, mas que ficou A+ (pelo
menos foi isso o que a beta fodex achou)! Hahahahaha' LOL
Aline Bomfim,
sua vadia, obrigada por tudo!
Quem comentou,
recebeu semana passada o spoiler extra! ;)
Então aqui vai o
capítulo completo! Boa leitura.
Essa é a versão Robsten. Se preferir B/E, clique aqui.
Capítulo 3: Madrid – Parte I
Bem, vamos dar
certo juntos, amor
Você sabe que
está tão bonita
(The Beatles – Twist And Shout)
Arredores da Catalunha – Trem AVE
07h01min
“Eu não sou do tipo de pessoa que espera um príncipe
encantado. Nunca fui – bem, posso ter sido quando era somente uma criança que
sonhava demais e idealizava demais, mas há um bom tempo não sou mais aquela
garotinha. Hoje, eu apenas me aproximo do que eu vejo que pode ser bom pra mim.
Eu me afasto do que me deprecia, do que me afunda, do que me arrasta para o
chão e insiste em me deixar lá. Eu aprendi a me desapegar ao que não merece o
meu apego.
E então eu vivo. Eu me deixo viver intensa e plenamente
conforme os rumos que a vida me guia, escolhendo o que me fortalece, o que me
desafia, o que me instiga e o que me provoca a viver. Deixo-me ser levada pelos
trens, aviões e caminhadas em direção ao desconhecido – desconhecido esse que
possui aquela luz no fim do túnel, rodeado por borboletas deslumbradas pelo
brilho e coloridas até o infinito de acordo com suas alegrias. E já
experimentei o suficiente do desamor para não confundir o brilho mágico da luz
com o brilho cegante do Sol.
E é quando eu percebo que talvez aquela luz no fim do
túnel me deixou tão deslumbrada porque me apresentou um novo universo, que do
outro lado há uma outra forma de ver o mundo e encarar as coisas. Quem sabe –
apenas quem sabe – lá do outro lado não possa haver alguém feito exatamente sob
medida para mim? Quem sabe – apenas quem sabe – essa luz não esteja ali para me
mostrar onde o meu parceiro ideal está? E quem sabe – apenas quem sabe – essa
luz não seja a Europa e esse tal de príncipe não seja certo londrino que já
conheci? Quem sabe?”
Kristen
sorriu ao colocar o ponto de interrogação final em seu texto. Ela não tinha
certeza se aquilo poderia ser mesmo verdade, mas ela sabia que, independente do
que o destino reservara para ela, suas escolhas seriam sempre as melhores e
mais espontâneas possíveis. Ela estava disposta a tentar – ela iria tentar.
– Está
domada agora, milady? – Robert
sorriu, acomodando-se no assento ao lado da jovem. Ela revirou os olhos,
fechando seu bloco de notas e o jogando na bolsa.
– Defina
“domada”. – Arqueou uma de suas delineadas sobrancelhas; um meio sorriso
brincando em seus lábios.
– Ah, sei
lá, você estava soltando os cachorros mais cedo, só queria ter certeza que é
seguro estar aqui agora...
– É que eu
não sou uma pessoa matinal, aí junta minha costumeira preguiça com aquela
correria pra chegar a tempo de pegar o trem, e eu simplesmente surtei! – ela
riu, sendo seguida pelo britânico – Desculpa se eu te bati, não foi por mal.
– Sem danos!
– Sorriu para a dama, fazendo-a menear a cabeça para a janela da cabine.
Digamos que
uma mistura de Dakota estressada, Tom rindo a suas custas, Robert sonolento
demais para perceber alguma coisa e uma bagunça pra fazer check in, check out e
mais check in, deixou uma Kristen
completamente louca e que começou a bater em todo mundo para ajudá-la também!
Seria engraçado se não tivesse sido tão trágico!
Alguns raios
de sol já invadiam o trem de alta velocidade que circulava pela Espanha rumo à
capital, o dourado refletindo na grama verde das planícies e serras ao longe
com a alvorada – o céu ainda sendo disputado desde o rosa alaranjado até o azul
clarinho do nascer do dia. Era quase possível sentir o cheirinho de café vindo
de alguma casinha de campo ao longe.
Não havia
tantas pessoas àquela altura da viagem ainda, as poltronas, em tons de azuis e
dourados, ainda meio vazias – alguns turistas cochilando, outras conversando ou
simplesmente mexendo em seus tablets
ou lendo algum livro de romance.
Kristen
mexia em seu iPod enquanto Robert
fingia ler um folheto sobre as melhores atrações em Madrid, mais concentrado no
jeito lindo e delicado que a jovem, vez ou outra, fazia um beicinho e mordia os
lábios.
– Sou
completamente apaixonada por essa música do The Black Keys – Sua voz o pegou de
surpresa, quase sendo pego em flagrante a analisando.
Antes que
ele pudesse perguntar, Kristen colocou o fone esquerdo no ouvido do britânico, que
logo identificou os acordes de Gold On
The Ceiling.
– Somos
dois! – Concordou com a garota, mexendo suavemente a cabeça conforme o som
impecável da guitarra. – O estilo deles é tão anos 60.
– Não é? –
Kristen concordou retoricamente, sorrindo. – Depois dos anos 2000 terem sido
péssimos, finalmente voltamos a fazer música boa. As bandas indie/rock vieram com tudo.
– Nem me
fale, eu quase fiquei louco quando vi esses caras ao vivo em um show. Eles e
Muse são meus preferidos do rock
atual.
– Ah, eu
ainda colocaria Foster The People aí, apesar de também ser fã de Kings of Leon
e Paramore.
– Isso, eles
mandam muito bem!
– Ano
passado, eu viajei com uns amigos pra Coachella e finalmente vi The Black Keys.
Não sei o que foi melhor, os shows ou a viagem! – ela riu, fazendo Robert
sorrir suavemente em curiosidade.
– Qual foi a
primeira viagem que você fez com amigos? – ele perguntou; a vontade de saber
cada detalhe da jovem, corroía cada um de seus poros.
A
californiana franziu o cenho em surpresa pela pergunta inesperada, mas foi
impossível conter o sorriso por muito tempo.
– Malibu, 15
anos. Eu e meus amigos tivemos que prometer pra minha mãe que não iríamos dar
carona pra estranhos, fumar maconha nem escapulir pra Tijuana. – ela riu, arrancando
uma gargalhada do fotógrafo – E você?
–
Glastonbury, 14 anos, um dos melhores festivais de música que já fui. – Robert
respondeu, sorrindo de lado com a lembrança. – Não dei carona pra estranhos nem
fumei maconha.
– Primeiro
concerto que você assistiu? – ela questionou, curiosa e deliciada com a leve
brincadeira.
– Coldplay –
O londrino riu. – Eles ainda eram só quatro caras que ninguém conhecia. E você?
– Cindy
Lauper – Kristen respondeu e o britânico se acabava de rir – Minha avó era
completamente apaixonada por ela e eu tive que acompanhar, okay? E as músicas da Cindy são muito boas, clássicos do pop.
– Claro, claro. “I come home in the morning light, my mother says: when you gonna live
your life right?” – ele começou a cantarolar a música, fazendo Kristen
revirar os olhos.
– Rob, para com essa merda.
– “Oh, mother, dear, we're not the fortunate ones and girls, they wanna
have fun. Oh, girls just wanna
have fun…” – ele continuou, remexendo os ombros e fechando a mão, como se
fosse seu microfone.
– Rob, que
mico, cala essa boca – A jovem murmurou, colocando o rosto entre as mãos pra
abafar um sorriso.
– “The phone rings in the middle of the night,
my father yells: what you gonna do with your life?” – O britânico se remexia
pra lá e pra cá, com uma cara de bicha dos anos 80 que fez Kristen soltar uma
gargalhada alta e algumas pessoas olharem risonhos pra eles. – “Oh, daddy, dear, you know you're still
number one, but girls, they wanna have fun. Oh, girls just wanna
have…”
–
Para com isso, Rob! – ela gritava entre uma risada e outra, batendo nos ombros
largos quando ele atingiu o refrão com uma voz fina e desafinada, gargalhando.
– “That's all they really want, some fun! When the working day is done,
girls, they wanna have fun… Oh, girls just wanna have fun!”
– Robert Pattinson, pare com
isso já! – Kristen conseguiu brigar no meio da sua risada, fazendo o inglês
finalmente parar de cantar e começar a gargalhar junto dela.
– Vocês
poderiam ter pagado pra me ver cantar, eu faço um cosplay de arrasar!
– Sem
dúvidas! Sua tática de sedução é a melhor que já vi! – A jovem ergueu os
polegares em um joinha, fazendo ambos
rirem.
– É só mais
um dos meus incontáveis charmes! – ele piscou com um sorriso safado.
–
Percebe-se.
– Agora é
minha vez: primeiro álbum que você comprou? – O fotógrafo questionou quando
eles conseguiram se acalmar, sorrindo de lado. – O meu foi “How To Dismantle An Atomic Bomb”, U2. – Respondeu orgulhoso.
– Meu
primeiro CD foi “Friends: The Ultimate
Soundtrack” – ela respondeu com uma risada, sendo acompanhada pelo rapaz –
Eu precisava ter I’ll Be There For You
e Smelly Cat, então não me julgue.
O jovem até
poderia ter soltado uma piada ou duas com a resposta da morena, mas seus
lábios, movimentando-se para formar o som de cada palavra, detiveram sua total
atenção. Ele quase sempre se pegava atento aos lábios tão rosados e suavemente
cheios da garota, eram quase como se fosse uma cereja na primavera. Era quase
perturbador.
– Primeiro
beijo? – ele perguntou somente, desviando seu olhar para as íris verde-claras
da garota ao seu lado. Kristen se arrepiou com o jeito hipnotizante que o
britânico a encarou, como se estivesse disposto a sugar cada detalhe seu.
Ela mordeu
os lábios antes de responder.
– Ian
Mckessie, um garoto da minha aula de História, sétima série. Foi um pouco
babado, mas foi legal. – ela riu, capturando novamente os olhos do inglês, que
continha a risada – E você, senhor eu-tenho-incontáveis-charmes?
– Hannah
Clarke, uma lourinha da aula de Música, acho que na sétima série também. – ele
franziu o cenho antes de rir – Estávamos brincando de verdade ou consequência,
ela escolheu a segunda opção e foi desafiada a me beijar. Ela me pediu em
namoro depois.
– Isso que
eu chamo de mulher moderna! – Kristen gargalhou divertida.
– Terminamos
no dia seguinte. – O jovem repuxou os lábios em um beicinho, em uma falsa
carinha abandonada.
– Uau, você
deve ser um ótimo namorado! – ela alfinetou maldosamente com um sorrisinho,
recebendo um olhar desafiador do fotógrafo. Os olhos cinza azulados ficavam tão
lindos e quase esverdeados à luz do sol. Eram magnéticos.
– Você bem
que poderia experimentar e dizer por si mesma o quanto eu sou ótimo... – ele
sorriu.
– Que
convencido! – A escritora exclamou, rindo com a cantada do inglês. O problema é
que ela não duvidava que ele realmente deveria ser ótimo. Excelente, na verdade.
Madrid, Espanha – Palácio
Real
11h36min
Se houvesse uma palavra que
poderia definir a capital espanhola seria, sem sombra de dúvidas, vivacidade.
As cores tão intensas e vivas, o sol quente iluminando as ruas de prédios
antigos, monumentos e praças que lembravam Paris, só que com a diferença das
pessoas sempre acolhedoras que faziam com que qualquer turista se sentisse em
casa. Talvez por ser uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, abrigando todo
tipo de nacionalidade, talvez por simplesmente ser o jeito quente e espanhol
que irradiava em cada canto.
As amigas
californianas e os amigos londrinos sentiam uma vibração mágica que circulava
por ali. Eles haviam chegando somente há poucas horas à cidade, mas já amavam
cada pedacinho dela. E amavam mais ainda toda aquela arquitetura grandiosa e
incrivelmente maravilhosa do Palácio Real de Madrid.
Sendo um
Patrimônio Nacional, o palácio havia sido construído durante o século XVIII
depois que o primeiro fora destruído por um incêndio, em 1734. Apesar de ser a
moradia oficial da realeza espanhola, a residência era utilizada apenas para
bailes e alguns eventos oficiais, tendo os mais de quatro mil e trezentos
quartos completamente vazios enquanto grande parte da população não tinha onde
morar.
– Que
irônico... – Kristen murmurou ao lado do seu inglês favorito, que fotografava o
enorme lago que ficava do lado norte do palácio. Dois imensos pinheiros estavam
dispostos de cada lado do jardim, junto da branca mansão colossal ao fundo; a
fonte ligada, distribuindo cores azuis ao longo da água, o sol batendo e
cortando as árvores de um jeito quase outonal – era uma imagem de tirar o
fôlego.
– O que é
irônico? – Rob perguntou assim que pausou aquela imagem em seu filme, olhando
rapidamente para a morena antes de tirar outra foto.
– Gente
sendo despejada, morando nas ruas e sem qualquer condição de vida, enquanto
aqui temos quatro mil quartos em um palácio completamente vazio. – ela
murmurou, meneando a cabeça e ganhando a total atenção do inglês.
– Você tem
razão – O rapaz concordou, franzindo o cenho. – Por que não enchem esse lugar
com as pessoas que não têm onde morar? – Brincou, desejando que tudo fosse
fácil e simples assim.
– Exato. –
ela deu de ombros – Não é como se fosse apenas estalar os dedos e tudo se
resolvesse, mas isso aqui poderia ter pelo menos alguma utilidade. Uma obra tão
imensa e quase divina, que só serve pra atrair turistas.
– Eu dou a
minha palavra, milady, que se um dia
eu me tornar um príncipe, eu irei fazer alguma coisa pra reverter essa
situação! – ele murmurou com um sorriso torto, fazendo-a morder o lábio
inferior em divertimento.
– Bem, no
caso você seria príncipe da Inglaterra, mas poderia usar seus artifícios de
sedução com o rei espanhol! – A escritora provocou, rindo baixinho.
– Você seria
a minha Kate? – ele sorriu, fitando aqueles olhos felinos que apenas sua garota
americana possuía.
As sobrancelhas escuras, finas e delineadas arquearam
surpresas com a pergunta nada discreta, e Kristen se conteve ao sentir um
pequeno comichão que ia dos seus pés aos fios de seu cabelo. E sorriu.
– Se você fosse um bom William, eu até pensaria no seu
caso...
Robert ficou deliciado com sua resposta.
– Hmmm... Podem ir parando de safadeza, que eu voltei!
– Uma loura meio insana chegou perto do casal, arrancando uma risada do
fotógrafo enquanto a morena revirava os olhos.
– Cadê o Tom? Ele não tinha ido com você? – Rob
questionou meio distraído, tirando mais uma fotografia dos Jardins de Sabatini.
– Quando uns guardas saíram, eu corri até o trono pra
dar uma cochilada e, quando estava voltando, vi o Thomas mijando num arbusto do
jardim Real! – ela riu sapeca, e os dois a olharam com os olhos arregalados
antes de caírem na gargalhada, logo em seguida.
Madrid, Espanha – Mercado de San Miguel
17h13min
Após um
almoço dos deuses no Botín – o restaurante mais antigo do mundo que, céus,
oferece o melhor assado da cozinha castelhana – e uma tarde desfrutando cada obra
de arte no Museu do Prado, os jovens decidiram experimentar as maravilhas do
mercado gourmet mais famoso de
Madrid.
– Dá pra
acreditar que isso foi construído em 1916 e, com tanta gente aqui todos os
dias, isso continua impecável? – Robert falou totalmente impressionado e
absorto pela arquitetura do lugar.
Mesmo tendo
passado por reformas, a fachada do lugar era toda mantida como a original, revestida
em ferro e imensas paredes de vidro, assim como o amadeiramento escuro que
rodeava todo o local. Era enorme, com traços que lembravam a arquitetura
renascentista – daquelas cidadezinhas onde os mercadores faziam feiras para
vender peixes e trigos, e os mecenas divulgavam as obras de arte.
– É massa
pra cacete! – Tom exclamou com animação, bagunçando os cabelos de Dakota
enquanto entrava no mercado lotado, com a loura brava logo atrás, pulando em
suas costas.
– Soaria
muito doente mental se eu dissesse que adoro esses dois pirados? – A romancista
brincou ao lado do fotógrafo, rindo ao desviarem de algumas pessoas para
poderem entrar.
– Acho que
só um pouco – ele respondeu em tom de brincadeira, sorrindo ainda mais assim
que avistou as delícias culinárias nos balcões das lojas; havia de tudo um
pouco.
– God, eu quero experimentar tudo que
couber na minha barriga! – Kristen murmurou gulosa, arrancando uma gargalhada
do britânico. Logo ele a arrastou até uma lojinha à sua direita, que servia o
tão ilustre Jamón-Ibérico.
Assim que
Robert pediu o aclamado presunto curado e com um tempero delicioso, a morena pôde
se sentir nas nuvens com o sabor.
– Isso é
bom, não é? – ele perguntou ao mastigar outra fatia, tão maravilhado quando a
americana – Madrid é uma cidade pra se comer bem, de fato.
– Nem me
fale, estou pensando seriamente em ficar por aqui mesmo! – ela riu ao degustar
ainda mais – Preciso aprender a preparar um desses.
– Você
cozinha? – O britânico inquiriu em surpresa, olhando para a morena.
– Tá
brincando? Eu amo cozinhar, é um dos meus passatempos preferidos – ela sorriu,
deixando-o deslumbrado – Só perde pra ler e escrever.
– As únicas
coisas que sei fazer é ferver água! – ele confessou, fazendo a romancista rir
deliciosamente.
– Mas é
inútil mesmo...
– Pior que
sou. – eles riram – Só sirvo pra fazer macarrão instantâneo e uns ovos fritos
de vez em quando. O Tom que cozinha algumas coisas e nos salva da miséria.
– Um dia
desses, cozinho algo pra você – Kristen deu uma piscadela, e o inglês teve
vontade de agarrá-la por ser tão linda e sexy
e perfeita.
– Promessa é
dívida! – ele brincou, pegando a mão da morena antes de levá-la até uma lojinha
de tortillas e, depois de se
empanturrarem com uma torta feita de batatas, os dois decidiram experimentar os
famosos mojitos.
– Estou me
sentindo o Jack Sparrow só com o cheiro de rum dessa bebida! – A escritora
comentou divertida, encarando seu coquetel com muita hortelã e duas rodelinhas
de limão.
– Ao capitão
Sparrow! – Rob brindou, tilintando seu copo ao da morena antes de dar o
primeiro gole em uma careta. – Isso é bom, mas prefiro a boa e velha Heineken.
– Novidade.
– ela revirou os olhos com um sorriso.
Assim que
experimentaram alguns iogurtes gregos e comeram uma paella de dar inveja a qualquer mortal, o casal seguiu até uma loja
elegante e em tons dourados que havia no mercado, onde poderiam degustar os
mais variados vinhos espanhóis.
O inglês
puxou uma banqueta para a morena se acomodar, sentando-se ao seu lado no balcão
coberto por taças de cristais e inúmeras garrafas da bebida, assim como os
armários de madeira à frente.
– Você
entende de vinhos? Não sei nada de marcas ou vinhedos. – Kristen confessou com
uma risada, enquanto Rob assentia e pedia duas taças da região de Rioja, em seu
espanhol impecável.
Estava mais calmo ali em vista do restante do lugar,
e eles puderam apreciar a boa ópera de Julián Gayarre vindo em um tom baixo e
harmonioso dos alto-falantes, à medida que uma mulher bonita lhes servia o
vinho tinto.
– Isso
parece estar bom – O fotógrafo murmurou, equilibrando a haste em seus dedos e
apreciando a cor do líquido.
– Hm-hum – A
romancista concordou baixinho, fechando os olhos ao sentir o aroma tão delicado
e intoxicante da bebida. Rob perdeu a fala assim que os lábios doces e rosados
da morena preencheram a borda da taça e bebericaram o vinho tão deliciosamente.
E quase gemeu quando ela passou a língua pelo canto da boca, abrindo seus
grandes olhos verdes para ele.
Ele engoliu
em seco ao sentir o olhar tão preso ao seu, como se aquela garota estivesse à
deriva e ele fosse o único ponto que ela poderia enxergar. Hipnotizante seria
pouco.
E então,
Kristen deslizou sua mão direita calmamente até a coxa do rapaz, coberta apenas
por uma calça jeans, sentindo os
músculos da perna do jovem estremecerem entre seus dedos. Tudo que ela poderia
notar eram apenas o calor que atravessava sua pele, o olhos tão cinza e
azulados e um pequeno zumbido ao fundo – além os lábios tão quentes do inglês
tão próximos dos seus.
– “Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou...”
– É claro, é óbvio, é certo e inconfundivelmente evidente e inquestionável que
aquela voz de empata-beijo, cantarolando a música de Branca de Neve, era ninguém mais ninguém menos que Dakota Fanning
acompanhada de Tom Sturridge, fazendo Robert e Kristen se desvencilharem
rapidamente enquanto os dois se aproximavam alheios de tudo.
– E aí,
galera, vamos dar o fora? Ainda quero dar uma volta pela cidade das mulheres
quentes! – Tom comentou, mexendo os ombros em uma dancinha ridícula ao sorrir
sedutor.
O fotógrafo
e a escritora apenas riram levemente, tentando desviar o olhar um do outro ao
se levantarem para acompanhar os dois energúmenos. Se eles se olhassem nos
olhos, era bem provável se agarrarem em cima do balcão e se comerem ali mesmo. Oh, Deus, dai-me forças, Kristen pensou
exasperada.
Madrid, Espanha – Plaza de
Toros de las Ventas
18h30min
– Gente, eu não sei se quero assistir a uma tourada;
não sou muito a favor disso então nem quero testemunhar... – A escritora
murmurou assim que chegaram à praça onde havia uma imensa e famosa arena.
Na verdade, ela vinha murmurando isso desde que os
quatro pegaram um táxi rumo à segunda maior praça de touros do mundo, perdendo
apenas para o México. A ideia havia sido de Tom que sempre teve curiosidade de
assistir ao espetáculo de perto, mas os outros três – mesmo não concordando
muito com o show – decidiram o
acompanhar.
– Relaxa, K, eu acho que a tourada já começou e nem
deve ter mais ingressos – O ator piscou, passando os braços ao redor dos ombros
da morena. – Só de ver essa arena foda de perto, já vale a corrida!
E com um sorriso de lado, ela teve que concordar. De
fora, a arena era magnífica e lembrava até um pouco o Coliseu, embora fosse
inúmeras vezes menor. Toda arquitetada em estilo árabe, de tons terracotas com
os pequenos tijolos aparentes e belíssimos arcos geminados com detalhes em
azulejos azuis pintados à mão. E com a luz do sol de final de tarde iluminando
toda a praça, o monumento ficava ainda mais belo e grandioso.
– Madrid, eu te quero pra sempre! – Dakota gritou com
os braços abertos toda emocionada, deitando de cara no chão de concreto liso da
praça.
– Jesus Cristo! Para de me passar vergonha, loura. – A
amiga ralhou com as mãos no rosto, sem saber se ria ou se chorava. Os dois
britânicos estavam pendurados um no outro enquanto gargalhavam e as pessoas
passavam por ali olhando pra baixinha como se ela tivesse três cabeças.
– Ai, me deixa ser feliz! – ela murmurou do chão,
fechando os olhos e sendo feliz.
De repente, um som de passos pesados e fortes começou a
soar, vindo da arena, e logo alguns gritos e uma zoeira de “pega o touro”, “ah,
meu Deus” e “cuidado, meu povo” se juntou à bagunça! Dakota levantou do chão
rapidinho com uma cara de assustada, assim como os amigos e as várias pessoas
que circulavam pela praça – até que um touro negro e completamente enorme
surgiu de uma das entradas do picadeiro, correndo e fazendo todo mundo correr
junto.
– Caralhoooo! – A loura gritou, andando e correndo que
nem uma barata tonta, enquanto o Rob agarrou a Kristen, puxando-a para si em
proteção – os dois tentavam entender o que estava acontecendo, já o Thomas,
claro que começou a ter uma crise de riso.
– Meu Deus, a gente não dá uma dentro! – ele exclamou
com uma risada, colocando as mãos no joelho à medida que o touro bufava e
corria atrás de uns turistas com camisas floridas e sandalinhas de Jesus.
Kristen abafou uma risadinha quando o chifre do animal
pegou na bunda de uma velha metida, erguendo a saia dela.
– Olé, olé! –
Tom começou a cantarolar, indo atrás do bicho.
– O que você vai fazer, seu demente? – O fotógrafo
perguntou com uma risada e os olhos arregalados.
– Domar o touro, ué!
E, então, ele correu até o bovino que estava na outra
direção da praça, mandando beijos pra um grupo de garotas que estavam
escondidas atrás de um banco.
– Vou protegê-las, gatas, não se preocupem! – Murmurou
todo exibido, chegando perto do touro e dançando e pulando na sua frente. –
Calma aí, cara, vamos ganhar umas gatinhas. – ele disse pro animal que soltou
uma lufada de ar e, totalmente bravo, começou a correr atrás do branquelo.
– Ah, nem! – Kristen soltou uma gargalhada ao ver a
cena, remexendo-se nos braços do Robert, em diversão.
– AHHHH, FODEU, FODEU! – Tom começou a gritar e correr
do animal, todo desengonçado e mexendo os braços e as pernas. – FODEU, GALERA!
– El toro, el
toro! Olé! – A loura provocava, quicando e rindo do britânico como uma
criança sapeca que adorava fazer arte.
Assim que Rob controlou os risos e foi em direção ao
amigo pra tentar ajudá-lo, o touro o viu e, correndo com uma cara de pânico, o
Tom também foi em direção ao fotógrafo, tropeçando e caindo que nem um ovo
podre em cima dele.
– Fodeeeeeu! – Foi a única coisa que o moreno falou,
fechando os olhos e sentindo o touro cheirando seu cangote.
– ¡Alto! ¡Alto,
toro!
Uma voz feminina soou em um espanhol firme, de cima dos
garotos. As bufadas do touro ficaram mais baixas e Tom criou coragem de abrir
os olhos azuis, mal enxergando por conta da luz do sol batendo em seu rosto.
– Você já está a salvo, machão! – A mulher exclamou para
o britânico, tentando esconder a diversão em sua voz. E foi aí que o ator
conseguiu vê-la.
Ela era linda. Porra,
ela era muito gata!
Vestida em um traje típico de toureiros, era possível
ver os fios louros escondidos pelo quepe do uniforme, e sua expressão risonha e
levemente arrogante. A pele bronzeada, os olhos verde azulados, o nariz pequeno
e os lábios finos e rosados eram o conjunto perfeito. Ela era linda e
fodidamente sexy com aquela roupa.
– Você é minha heroína – ele murmurou com sua
costumeira voz galante, junto do seu sorriso de comedor. Tão Tom...
Rob soltou uma risada com a total falta de vergonha na
cara do amigo, ficando em pé e sendo acudido pela sua californiana preferida.
As mãos alvas e pequenas eram pressionadas em seu peitoril e em seus cabelos
raivosos.
– Você está bem? – ela perguntou preocupada, tirando
uma mecha castanha alourada que caía na testa do britânico.
– Estou ótimo, Kristen, nenhum arranhão – O jovem
garantiu, sorrindo pra ela ao sentir a carícia tão meiga e inocente em seus
cabelos. Ele tinha vontade de agarrá-la ali mesmo.
Até que Tom começou a divagar todo sério:
– O Thomas não cria juízo! – A morena disse, meneando a
cabeça e soltando uma gargalhada abafada quando o ouviu cantando a toureira.
– Quando eu estava em uma prisão no Vietnã, eu só
enxergava um pequeno azul pela janela, mas ele nem se compara ao azul dos seus
olhos.
– Ai, meu pâncreas! – Dakota falou de algum lugar
enquanto Kristen e Rob riam. A expressão da loura espanhola era indecifrável.
– Por que eu sinto que já ouvi essa cantada tosca em Os Simpsons? – A escritora perguntou
baixinho pro fotógrafo, que apenas deu de ombros e riu.
– Você é a mulher mais linda que já vi na vida – Tom
continuou, formando uma concha com a mão e colocando na testa, pra poder
observar melhor a mulher que estava em pé ao lado dele, ainda esparramado no
concreto. – Vamos sair hoje à noite, planejar nosso casamento e imaginar como
serão nossos filhos meio britânicos, meio espanhóis?
Ele mexeu as sobrancelhas sugestivamente, e a toureira
não conseguiu fazer outra coisa se não cair na gargalhada e se virar para o
Rob.
– Ele está bem? – ela perguntou, referindo-se ao babaca
estirado no chão.
Dakota simplesmente se aproximou e colocou uma mão no
ombro da outra loura, como se desse os pêsames.
– Fica tranquila, estou há alguns dias com o bobão e
ele é assim mesmo. – Explicou com calma, fazendo a mulher rir e ajudar o
londrino a se levantar.
– Sou Sienna Miller, metidão. – ela sorriu, soando meio
sou-inteligente-o-bastante-pra-te-mandar-pastar-então-não-banque-o-espertinho-comigo
– E você é...?
– Tom Sturridge, a seu dispor! – ele respondeu,
beijando as costas da mão direita da espanhola.
Tão de pertinho e uns bons centímetros mais alto que
ela, era possível ver as pequenas sardas distribuídas pelo nariz simétrico e as
maçãs do rosto. Os olhos cobertos por lápis e sombra escura deixavam os olhos
ainda mais claros, mais esverdeados que azuis e extremamente hipnóticos.
– É um prazer conhecê-lo, Tom – Respondeu com um
sorriso afável, embora ainda estivesse cética. Ela era esperta demais pra cair
nesses truques tão antigos quanto Júlio César dando uns pegas na Cleópatra.
– E esses são meus amigos: Kristen Stewart, Robert
Pattinson e Dakota Fanning. – ele os apresentou, bagunçando os cabelos da
lourinha implicante enquanto dizia seu nome – Essa aqui é a mais chata de
todos, mas eu aturo.
– São todos britânicos? – A toureira perguntou curiosa,
e era possível identificar um sotaque espanhol bem leve em suas palavras.
– Não, só eu e o Tom, as meninas são dos EUA – O
fotógrafo sorriu, beijando a testa de Kristen em um carinho singelo e tão
natural que ele mal percebeu. As borboletas no estômago da americana, no
entanto, perceberam muito bem.
– Sabia que a Espanha ajudou os britânicos durante a
ditadura napoleônica? – Tom murmurou sensualmente para Sienna, que revirou os
olhos com medo do que estava por vir. – Que tal se você der uma ajudinha pra
mim também? – ele perguntou, mexendo as sobrancelhas.
– E você sabia que também houve uma guerra entre a
Espanha e a Inglaterra, que durou 20 anos? – ela respondeu com um sorriso
irônico, colocando as mãos na cintura. Os amigos riam ao ver a interação dos
dois.
– Então que tal a gente pular essa parte e ir direto
pra conciliação?
– Meu Deus, você não desiste, não é? – A madrileña tentou esconder um sorriso de
lado, arqueando a sobrancelha ao fitar os olhos azul-claros do rapaz.
– Vai por mim, isso só fica pior! – Kristen falou
exasperada, arrancando uma risada de todos ali.
– Bem, eu tenho que voltar agora e mandar esse
rapazinho pra dentro. – Sienna comentou, arrumando seu quepe para proteger os
olhos do sol enquanto se voltava para o touro que mastigava algo, há alguns
metros.
– Posso acompanhá-la? – O moreno perguntou receoso, com
um brilho no olhar um tanto quanto distinto. E Robert ficou intrigado com o
amigo mulherengo parecer realmente tão interessado em uma mulher.
Depois de morder os lábios e semicerrar os olhos ao
deliberar, a toureira sorriu ao responder:
– Se prometer não dançar e chamar a atenção do touro...
– Eles riram.
– Prometido! – Thomas cruzou os indicadores e beijou-os
de ambos os lados, num sinal de juramento. A espanhola assentiu com uma
risadinha, meneando a cabeça ao passo que se despedia dos três jovens e era
seguida pelo londrino rumo à arena.
– Okay,
precisamos nos benzer ou qualquer coisa do tipo – A escritora falou, abraçando
a cintura de Rob com uma mão enquanto jogava seu braço direito pelos ombros de
Dakota. –, porque nós quatro juntos realmente só dá merda!
Os amigos gargalharam ao concordar com a morena.
Madrid, Espanha – Hotel ADA Palace
20h59min
O sol estava
se pondo enquanto Kristen terminava de se arrumar, o céu em um tom de azul
marinho e as luzes do Edifício Metrópolis acesas, em frente à sacada de seu
quarto. O hotel, localizado na via mais aclamada da capital, ficava em frente
ao edifício da escola de cinema e artes de Madrid que esbanjava o estilo
francês Beaux-Arts – todo em cores
claras e com uma belíssima cúpula em xistos negros esverdeados com adornos de
ouro, além da magnífica estátua da victoria
alada que ficava no topo do mesmo.
A estalagem
onde ela e os amigos estavam hospedados possuía os mesmos traços clássicos da
fascinante escola na rua da frente, e a romancista se sentia em um verdadeiro
mundo à parte. Era simplesmente adorável o modo como a cidade fornecia vários
cenários diferentes a cada lugar que conhecia.
Olhando-se
mais uma vez no espelho de corpo que havia no quarto, ela se sentia mais do que
satisfeita com a sua produção da noite. Um delicado vestido preto caía
perfeitamente em seu corpo esbelto e de curvas suaves, com as alças grossas, um
decote em V e comprimento que permitia uma boa visão de suas coxas alvas e
bonitas. Parecia o traje que alguma mulher dos anos 50 facilmente usaria em
casa, mas que envolvia a morena como se fosse feito especialmente para ela.
Um Loubotin nude, um bracelete prata, seu
inseparável anel no indicador e um par de brincos pequenos e brilhantes
compunham o restante do visual.
– Kristen
Stewart, você está quente! – ela disse com um sorriso para si mesma; os lábios
vermelhos e os olhos com delineador nas pálpebras sendo o charme final.
Ao apagar a
luz do abajur que iluminava o cômodo que ela e a amiga dividiam, a escritora
fechou a porta do quarto e se dirigiu à saleta que interligava os quartos das
garotas e dos garotos. O queixo de Dakota foi ao chão e voltou ao fitar a
morena.
– UAU! –
Exclamou em alto e bom som, arrancando uma risada de Kristen, enquanto se
levantava do sofá de estampa florida.
– Muito
produzida ou ficou mesmo legal? – A jovem perguntou levemente insegura pela
primeira vez em minutos.
– Está
perfeita, gata! Robert vai gozar só de te ver! – ela garantiu ao se aproximar
da amiga, que riu deliciosamente.
– Então
vamos encontrar os garotos. – Piscou para a loura que estava deslumbrante como
sempre em seu curto vestido rosa-claro e um Mary
Jane preto nos pés.
Pelo jeito,
as cantadas de pedreiro do Tom haviam dado certo com a toureira, já que ele a
havia convidado para um jantar no hotel naquela mesma noite, junto dos amigos.
Depois de passar o restante do dia com ela, os dois já pareciam íntimos e
interessados o bastante um no outro – sem falar que era divertidíssimo ver o
jeito sagaz da jovem para cada gracinha que o britânico lançava.
Assim, todos
decidiram se vestir a caráter para estarem à altura do jeito clássico e
elegante do local, a fim de aproveitarem uma noite fresca e deliciosa no
restaurante do ADA Palace.
Chegando ao
terraço onde ficava o restaurante do hotel, as meninas sentiram uma agradável
brisa movimentar suavemente seus vestidos e cabelos, refrescando o verão
espanhol. Havia mesas redondas e cadeiras, de um tom calmo de bege, dispostas
por todo o ambiente – a decoração toda em um estilo quase vitoriano com o
parapeito baixo e lindamente desenhado em arcos, luminárias antigas e
belíssimas irradiando suaves luzes douradas, e tendo como vista a cúpula e a
escultura do Edifício Metrópolis da Gran
Via.
Era lindo e
elegante ao extremo, sem ser ostentoso demais.
Ao andarem
entre as várias pessoas que conversavam e jantavam alegremente ali, a loura e a
morena avistaram os amigos em uma mesa a uma distância perfeita da banda, que
tocava Quisiera Ser, de Alejandro
Sanz com as Destiny’s Child. O ritmo latino e agitado do violão dava ao lugar o
toque espanhol que faltava.
– ¡Hola, muchachos! – Dakota chegou toda
trabalhada no catalão, chamando a atenção para ela e a amiga assim que chegaram
à mesa. Os olhos animados dos britânicos e da madrileña dirigiram-se às duas, principalmente um certo par de íris
cinza azuladas que fitou a escritora de cima a baixo.
– ¡Hola, chicas, cómo están guapas! –
Sienna elogiou com um sorriso largo no rosto delicado. Os olhos esverdeados
pareciam maiores com a maquiagem carregada e bem feita, os lábios em tom nude
destacando seu bronzeado.
Sem o
uniforme, ela parecia ser ainda mais jovem e com um rosto juvenil – os cabelos
dourados e meio ondulados batendo nos ombros, a franja despojada caída na
testa, e um vestido delicado e branco sobre o corpo magro de os seios
suavemente fartos.
– Kristen
veio pra matar, hein? – O londrino de cabelos negros falou com uma piscadela,
fazendo-a corar e revirar os olhos. – E não queria admitir, mas você está um
pitel, Kota!
– Argh, você
é tão patético! – ela escondeu um sorriso enquanto todos se cumprimentavam com
beijinhos no rosto.
A morena
sentiu seu corpo imediatamente quente quando sua bochecha encostou com a de
Robert. Era óbvio que ele estava malditamente lindo com uma calça jeans escura, camisa de botões branca, blazer cinza, a barba bem feita e os
cabelos em sua costumeira desordem britânica.
– Kristen –
ele suspirou no ouvido da americana antes de umedecer os lábios e olhá-la com
aqueles olhos tão intensos e penetrantes –, você está... completamente
deslumbrante.
Ela sorriu
de lado, o que fez os olhos acinzentados acompanharem a boca quente e vermelha
da garota como se ele tivesse descoberto o Santo Graal. Mas, porra, ela estava linda, sexy e provocante com a pele branca
reluzindo e aqueles lábios rubros e aquelas pernas e o vão sutil entre os seus
seios...
– E eu vou te tirar pra dançar agora – ele falou com
um sorriso, entrelaçando seus dedos aos da morena e puxá-la até o lado do
parapeito, onde alguns casais dançavam.
– Mas, Rob,
eu não sei dançar bolero, ou salsa, ou que seja isso – A romancista tentou
explicar com uma risada, embora estivesse nervosa. Ela ainda tentava entender
se o nervosismo era devido à dança inesperada ou pelo simples fato de estar tão
perto do inglês.
– É só
seguir seus instintos, Kristen – ele murmurou somente, esboçando um sorriso
torto de derrubar calcinhas junto daquele sotaque.
Deste modo,
o fotógrafo se colocou de frente à bela mulher, sentindo algo se revirar em seu
estômago ao notar o olhar tão verde em sua direção. Ele engoliu em seco ao
retribuir o olhar, deslizando sua mão direita pela cintura fina e delineada da
jovem no mesmo instante em que sua mão grande e firme envolveu a mão pequena e
delicada dela. E, então, respirou fundo antes de começar a guiá-la entre o
ritmo suave e agitado da melodia espanhola.
–
“Te has preguntado alguna vez, di la verdad, si siente el viento debajo de tu
ropa cuando te bañas en el mar desnuda y te acaricia el cuerpo...” – ele
sussurrou a letra da música, meio perdido em si, meio divagante.
Kristen sentiu seu corpo se arrepiar, aconchegando o
rosto entre o pescoço do rapaz. E lá estava aquele cheiro delicioso de Dior – cítrico demais, envolvente
demais.
– Você é bom nisso... – ela murmurou baixinho no ouvido
dele, fechando os olhos e sentindo o quadril tão sensualmente contra o seu.
– A acompanhante ajuda... – Respondeu com um sorriso
singelo em sua voz, seus lábios tocando a orelha da morena ao dizer cada
palavra.
Ele deslizava seu corpo tão deliciosamente contra o
seu, movendo com calma, sentindo cada centímetro um do outro, cada pedaço
escondido, cada terminação nervosa. Ela estava delirante e totalmente perdida
nos braços fortes e quentes do britânico; e sentiu seus pêlos se arrepiarem
quando a voz da cantora integrou à canção em uma tradução óbvia de amor: “São desses beijos que não são frio nem
calor, mas, se são da tua boca, eu também os quero...”.
Robert sentiu o nariz fino e pequeno da garota
acariciar a pele de seu pescoço, fazendo-o fechar os olhos em delírio,
apreciando cada gota do carinho que ele poderia absorver e passar a eternidade
pedindo por mais. E enquanto se perdiam um no outro, absortos em um pequeno mundo
que envolvia apenas os dois, eles mal perceberam quando a melodia se esvaiu aos
poucos, quebrando a pequena magia que os preencheu por inteiro naqueles poucos
minutos que pareceram uma dimensão em paralelo ao mundo real.
E eles não se surpreenderiam se alguém lhes confirmasse
isso.
– Você é realmente
bom nisso – ela sorriu completamente afetada com a proximidade de seus corpos
enquanto se separavam; os primeiros acordes agitados de La Tortura, com Shakira e Alejandro Sanz, começando a soar pelo
enorme terraço.
– E você está realmente
deslumbrante esta noite – O jovem murmurou com um sorriso, banhando-se nos
olhos caribenhos da escritora que mordeu os lábios ao soltar uma risadinha. –
Vamos voltar pra mesa? – Questionou ainda sorrindo.
Assentindo, Kristen permitiu-se deliciar com a mão
firme do inglês posando na base de suas costas ao acompanhá-la até onde os
amigos conversavam, entre risos e bebidas.
– Mas ele era muito idiota e entendeu que eu estava o
chamando de corno ao invés de porco! – O casal ouviu a voz alta e animada de
Sienna assim como a gargalhada dos outros dois. – Fala sério, porque eu o
chamaria de corno se ele estava colocando suco de groselha no umbigo? Ew, meu irmão é muito tapado.
– Quando a gente era adolescente, o Robert inventou de
tomar cerveja até a cevada sair pelo umbigo! – Tom comentou com uma risada
enquanto o fotógrafo puxava a cadeira da morena e se sentava à mesa. – O
resultado foi nossa primeira ressaca e vômito no meu colchão.
– Que nojo! – A historiadora fez uma careta à medida
que todos riam ao imaginar a cena. – Pelo menos não fez como a Stew, que bebeu
tanto na primeira festa da faculdade que fez topless em cima do balcão!
– Dakota! – A amiga gritou com os olhos arregalados,
Robert ficou com a boca aberta e os outros três riram escandalosamente.
– Ela ficou recebendo convite pra sair com os veteranos
nos seis meses seguintes! – ela continuou com uma risada, fazendo Kristen
esconder a mão no rosto e conter o riso.
– Eu fico totalmente fora de mim quando estou bêbada,
vocês não vão querer presenciar isso! – A morena garantiu ao se recuperar,
sorrindo para os amigos.
– Ah, eu vou querer sim! – O ator provocou, ganhando um
chute da escritora, por baixo da mesa, ao passo que os outros riam.
– Essa será uma informação bem útil para o futuro! –
Robert murmurou safado só pra ela, ao seu lado esquerdo, que apenas meneou o
rosto com um sorriso esperto.
– Nem ouse me provocar, garoto de Londres.
– Ah, mas assim é sempre melhor – ele sorriu torto,
arrancando-lhe uma risadinha.
– Então, Sienna – A loura maluca começou mais sã desta
vez. –, você é toureira há muito tempo?
– Há dois anos apenas – Respondeu com um sorriso após
dar um gole em seu vinho branco. – Apesar de muitas pessoas discordarem da
profissão, é algo que eu cresci convivendo e ouvindo falar; meu pai e avô eram
toureiros, então eu meio que sempre soube que queria isso pra mim.
– E você não acha muito perigoso? Não tem medo de algo
acabar acontecendo? – Kristen perguntou com um tom de preocupação. Todos sabiam
que não era a carreira mais segura a se seguir.
– São cargos do ofício, acho – ela sorriu, dando de
ombros – É o risco a se correr, mas eu realmente gosto do que faço.
– É verdade, quando a gente faz algo que nos deixa
feliz, não há nada nem ninguém que nos impeça – O inglês de cabelos escuros
concordou.
– E você é ator há quanto tempo? Será que já te vi em
algum filme? – A espanhola lhe perguntou, curiosa.
– Comecei a levar a sério de uns três anos pra cá – Tom
respondeu concentrado, embora fosse possível ver um traço de orgulho; ele amava
o que fazia. – Eu fiz umas propagandas pra Fendi
e pra Diesel, uns papéis em filmes indie e uma participação em True Blood.
– E a sua bunda apareceu em True Blood? – Dakota perguntou com uma risada e todos a
acompanharam.
– Rá-rá, Barbie, morri de rir – ele falou com uma
careta, não resistindo a uma risada – Não fiz cena indecente com ninguém lá,
apesar das séries da HBO serem do tipo que têm um pouco de enredo no sexo, e
não o contrário!
– Que maus vocês, eu gosto! – Kristen fez um beicinho,
arrancando risadinhas.
– Mas agora o Tom vai deslanchar, ele recebeu um
roteiro do Walter Salles e fez um teste pro novo filme do Martin Scorsese – O
amigo comentou orgulhoso.
– É, mas falta me avisarem se eu passei ou não –
Murmurou meio inseguro, brincando com a taça de vinho.
– Espera aí, Martin Scorsese? – A romancista inquiriu com
um sorriso e o rostinho de quem acabou de ter uma ideia. – Meus pais o
conhecem, eu posso pedir pra eles te indicarem direto pro Scorsese.
– O quê? Seus pais conhecem o diretor de O Aviador, A Invenção de Hugo Cabret e New York, New York? – O ator questionou
totalmente surpreso e de olhos arregalados, assim como os acompanhantes da
mesa, exceto por Dakota.
– Claro. – A morena respondeu como se estivesse dizendo
que a noite está linda. – Minha mãe é roteirista e meu pai é produtor do
programa do Jay Leno; minha família toda é meio que envolvida com o cinema e a
televisão.
– Caralho,
sua mãe é roteirista e seu pai é produtor?
– São – ela riu – Minha mãe embarcou como diretora
agora e está com um projeto pro final do ano, já o meu irmão mais velho é ator
de filmes independentes e escreve alguns roteiros de vez em quando.
– A mãe dela é a Jules Stewart – A amiga loura explicou
de uma vez, sorrindo.
– Ah, eu já ouvi falar! Ela é boa! – Rob falou com um
sorriso para a morena, que revirou os olhos em modéstia.
– Ela é louca e meio cabeça oca, mas é maravilhosa –
ela sorriu.
– Uau, K, eu nem sei como agradecer – Tom falou com uma
expressão de imensa gratidão e alegria, deixando a jovem animada com isso.
– Larga de ser besta, Thomas, vai ser um prazer e minha
mãe adora trabalhar com novos atores; aposto que ela também vai te oferecer um
papel no filme dela.
E a noite se seguiu com muitas risadas, histórias
comprometedoras, garrafas de vinho e pratos típicos maravilhosos da Espanha. O
relógio já anunciava as primeiras horas da madrugada e restaram apenas eles e
alguns gatos pingados pelo imenso terraço.
A lenta melodia de Crazy,
de Julio Iglesias, invadia o ambiente, assim como o vento calmo e gentil da
noite de verão. Os acordes suaves e com aquele leve tom francês compunham o
cenário perfeito para Sienna e o britânico que beijavam e se acariciavam no
parapeito do hotel, debaixo de uma das luminárias antigas. Dakota havia sumido
com alguma argentina hospedada ali, e Kristen tinha sua cabeça deitada
delicadamente sobre o ombro direito de Rob, apreciando o único integrante que
sobrara da banda dedilhar seus dedos pelo violão e cantar a velha canção.
E entre os sussurros de apreciação da bela música, um
leve cantarolar acompanhando-lhe e carícias delicadas nos cabelos da morena, o
fotógrafo londrino sentiu o leve ressonar feminino entre seu peito. Com um
sorriso aconchegante e seu coração se aquecendo com aquela sensação de lar,
Robert colocou a dama delicadamente em seus braços, admirando-a tão bela e
adormecida contra si.
Movendo-se com calma e perfeição, ele a carregou pelas
escadarias do hotel, abrindo com cuidado a porta branca e de desenhos delicados
antes de depositá-la com todo o carinho possível entre os lençóis de linho
branco. E ele não se preocupou em fechar as portas de vidro que forneciam a
encantadora visão das luzes da escola de artes, deixando a brisa veraneia
acariciar a pele de sua ainda mais encantadora californiana.
05h08min
– Kristen... – ela ouviu uma voz
cantarolar seu nome baixinho, perto do seu ouvido – Kriiiisteeen...
Resmungando
e abrindo o olho direito pra olhar por cima do travesseiro, ela viu Robert Pattinson
do seu lado na cama, com um sorriso de menino atentado e lindamente arrumado.
– Que horas
são, porra? O que você quer? – Perguntou mal-humorada, voltando a fechar os
olhos.
– Que sem
graça você, eu vim te acordar pra dar um passeio matinal comigo! – ele piscou,
formando um beicinho irresistível nos lábios.
– Sei...
– Anda,
levanta daí, milady, eu quero muito
fotografar o Palácio de Cristal do Parque
del Retiro, e esse é o horário perfeito!
– Rob, ainda
está escuro...
– Por
favoooor... – ele implorou com um beicinho ainda maior e os olhos grandes assim
que a jovem o encarou.
– Ok, ok – ela bufou ao se sentar na cama
e esfregar os olhos, bocejando em toda a sua bagunça matutina.
– Kristen...
– O fotógrafo chamou com uma voz meio assustada meio surpresa meio deliciada. –
Você dorme pelada?
Só então ela
notou que estava sem sutiã.
– AHHHH! –
ela soltou um grito; com sorte, notando que o edredom cobria os mamilos
polêmicos – Argh, vaza daqui e me deixa trocar de roupa, seu pervertido!
E Robert saiu
do quarto entre risadas, desejando ter visto um pouco mais que o vão entre os
seus seios. A escritora tinha a terrível mania de tirar o sutiã quando ia
deitar, ou no meio da noite, quando esquecia. Argh!
Madrid, Espanha – Parque del Retiro
05h31min
Com o
embaraço do quarto logo esquecido e uma explicação sobre como a jovem foi parar
em sua cama sem se lembrar como, os dois seguiram para o parque mais famoso – e
extremamente enorme – de Madrid. Contudo, ao notar que não havia absolutamente
nenhum turista ali, Kristen ficou encucada – e ofereceu sua melhor bitch face para o britânico que
caminhava ao seu lado.
– O quê? –
ele questionou com uma carinha de santo ao notar o olhar indagador da morena.
– Por que
não tem mais ninguém por aqui, senhor eu-só-quero-fotografar-o-parque?
– Ué, vai
ver está todo mundo dormindo...
–
Desembucha, Pattinson!
– Promete
que não vai ficar brava? – Pediu com um sorriso amarelo.
– Robert...
– Tá bom, é
que o parque só abre depois das seis, mas eu sempre quis fotografar o Palácio
de Cristal durante o nascer do sol. – O rapaz explicou com ansiedade, e a
americana estagnou em sua frente assim que chegaram a um dos portões do parque.
– Você quer
dizer que vamos entrar escondidos? – Perguntou com os olhos verdes arregalados.
– Ninguém
vai saber, vamos! – E ele a puxou sem nem ao menos esperar por uma resposta,
ambos com cara de adolescentes fugitivos enquanto pulavam o portão de grades
até o lado de dentro do belo lugar.
– Se formos
presos, eu entro na sua cela só pra te matar com as minhas próprias mãos. –
Kristen o jurou de morte, o que fez o londrino gargalhar ao correrem por entre
os lagos e as planícies esverdeadas do parque.
Sem
conseguir conter a sensação de perigo que – pra falar a verdade – era
maravilhosa, a morena se juntou a ele nas risadas à medida que desviavam das
incontáveis árvores e, enfim, avistavam o belíssimo palácio que Robert tanto
desejava fotografar.
O céu já
clareava com o amanhecer e a garota ficava deslumbrada com as flores de todos
os tipos colorindo ao redor dos cristais e vidros que rodeavam as paredes da
imensa construção. O lago que ficava logo a frente era dominado pela nuance
extremamente clara de azul, refletindo a flora e as árvores tão lindas e
delicadas em volta. Mas apenas quando adentraram o Palácio de Cristal é que,
tanto o fotógrafo quanto a escritora, tiveram a verdadeira noção da
grandiosidade daquele lugar.
Com uma
arquitetura maravilhosamente esculpida em traços clássicos e que lembravam as
construções francesas, o palacete era, na verdade, uma imensa estufa que
abrigava plantas exóticas em alguns dos magníficos halls. Aquela sala que descobriram, porém, estava completamente
vazia e rodeada da beleza tão Real que chegava a ser divina.
Ela era
simplesmente enorme, com pilastras finas e claras sustentando a arquitetura do
ambiente. As paredes eram completamente cobertas por belíssimas janelas de arco
todas em vidro e cristais, assim como o teto formado por uma cúpula
absolutamente de tirar o fôlego – permitindo a vista das árvores e as mais
encantadoras flores que circundavam o lado de fora do local.
E o chão... Ah,
o chão era simplesmente da mais bela cor prateada que, naquele momento – como
em um timing maravilhosamente
perfeito –, era iluminado pela luz do Sol que nascia e irradiava por todo o
ambiente, fazendo com que o piso extremamente elegante e refinado refletisse as
mais variadas cores transmitidas pela estrela maior, como se fosse um chão
coberto por águas que irradiavam tudo.
Era como ver a explicação de Newton
em plena ação, com a luz branca do Sol batendo tão surpreendentemente contra as
janelas de vidros e cristais e, então, refletindo nas sete cores do arco-íris
por todo o imenso salão.
Kristen
suspirou.
– Meu
Deus... – ela sussurrou maravilhada; seus olhos completamente perdidos por
entre a beleza tão fascinante que havia ali.
– Você tirou
as palavras da minha boca – Robert murmurou ao seu lado, ganhando seu olhar, no
mesmo estado entorpecente e brilhantemente deslumbrado com tudo aquilo.
E fitando o
belo homem ao seu lado totalmente preso naquela perfeição – como uma criança
maravilhada com seu primeiro presente de Natal –, a jovem romancista notou o
quanto as luzes refletidas o deixavam ainda mais lindo. Os olhos não mais cinzas
e sim de um tom de azul esverdeado que a fez esquecer como se respirar, assim
como os lábios finos e rosados formando aquele sorriso torto que tanto fazia
seus pensamentos anuviarem.
Mas ao notar
o olhar sobre seu rosto, o britânico fitou, então, a bela californiana ao seu
lado. E foi a vez dele de esquecer de esquecer como se respirar.
A pele alva
perdida entre o brilho das cores que invadiam o salão de cristais, os olhos
felinos em um misto de verde e dourado, os lábios tão deliciosamente cheios e
naquele tom rosado que o fazia perder a consciência.
Ela era
infinitamente linda. E seria sua.
– Kristen...
– ele pronunciou em um quase inaudível sussurro, aproximando-se da morena que o
fitava atordoada pelo brilho, pelas cores, pela intensidade, pelo olhar que
apenas ele sabia lançar.
E sem pensar
duas vezes, sem hesitar um segundo sequer, sem ter medo de agir com
inconsequências ou dúvidas, aquele londrino que tanto idolatrava a californiana
deslizou a mão direita, tão delicadamente quanto um sussurro, pela face corada
e tão viva da jovem. Ela mordeu o lábio em expectativa, desejando, mais do que
nunca, ser possuída e tomada por aquele homem que tanto mexia com cada um dos
seus cinco sentidos.
Com uma
permissão final de que poderia avançar sem qualquer medo ou renúncias, Robert
roçou seu nariz contra o da jovem, sentindo o calor do corpo pequeno e suave
contra o seu. E com os dedos daquela encantadora mulher entrelaçando os fios de
cabelo de sua nuca, o britânico, enfim, pressionou com força seus lábios contra
os dela em um beijo quente, com tanta vontade e sem qualquer pudor – como se
fosse um homem sendo levado à guerra e que, como um último pedido, beijava sua
mulher com a mais desesperada das paixões.
E ela
retribuiu.
Você sabe que me tem agora
Assim como eu soube que você teria
(The Beatles - Twist
And Shout)
N/A: EHHHHH, OUÇO O CORO DE ALELUIA! Hahahahahaha' LOL
E, então, o que acharam do
capítulo? Pelo amor de deus, suas fia de kenga, comentem dizendo o que acharam
porque estou ansiosa pra caraio. *o*
Hahahahahahahaha'
Brincadeiras no trem, Robert querendo que a Kristen seja sua Kate (e eu morrendo, pq sim kkkkkk'), climão na
degustação de vinho e Dakota empatando, A TOUREIRA DIVA, RK quase se comendo
na pista de dança e, ENFIM, FINALMENTE, GRAÇAS A DEUS, O BEIJO!
Hahahahahaha'
Lembrem-se, REVIEW = PREVIEW! E
quem recomendar, ganha uma surpresinha extra o//
Toodles honey

























